Os Fundadores

7 O forte, o cutucão e o dragão adormecido


O terreno era grande e vazio, com exceção de uma construção torta de três andares e algumas torres. O mato chegava nas coxas dos dois homens altos e pelo menos na cintura das duas mulheres, mas ninguém recuou. Montanhas e colinas ao longe davam um belo visual juntamente ao lago largo e comprido que margeava o castelo. Ele, em si, parecia ter sido mal construído, meio torto ali e acolá, mas firme. Pronto para serviços. Do outro lado, havia uma floresta que Hufflepuff observava com desconfiança.
Saeth, nos ombros de Salazar, começou a deslizar pelo corpo do dono ao ouvir comandos em ofidioglossia, com a voz rouca e grossa de Slytherin sendo o único som humano produzido ali. A serpente escorregou até se tornar invisível no meio do matagal que a escondera completamente.
— Onde ela está indo? — Perguntou Gryffindor, observando o mato se mexer minimamente com os movimentos da cobra.
— Verificar. — Respondeu Salazar, puxando a varinha de espinheiro-negro e a erguendo. — Homenum Revelio.
Nada aconteceu, mas os quatro ainda permaneceram imóveis e de varinhas em prontidão — Godric, é claro, de varinha e espada em mãos.
Saeth estava de volta, subindo rapidamente pelo corpo de Slytherin e estalando a língua sem parar.
— Isso foi rápido! Acho que é seguro. — Helga baixou a varinha lentamente.
— É a cobra mais veloz do mundo. — Rowena começou a baixar a sua varinha também.
— Não. Não é seguro. — Salazar se virou para os amigos. — Saeth detectou uma quimera, tronquilhos, provavelmente um seminviso, uma ninhada de fadas mordentes, manadas de hipogrifos, testrálios e unicórnios... enfim, uma grande variedade de criaturas mágicas.
— O que indica que há bruxos vivendo no forte. — Rowena concluiu, girando sua varinha nos dedos.
Godric olhou para a construção de olhos semicerrados e começou a atravessar o mato, liderando o grupo pequeno até as portas altas de carvalho. Ele bateu três vezes.
Slytherin suspirou alto. — Alohomora.
Atrás dos dois, Rowena erguia a varinha e produzia alguns feitiços em silêncio.
— Produziram um feitiço anti-trouxas por toda a propriedade.
— Então não estamos lidando com bruxos despreparados... — Helga murmurou, seus olhos varrendo o ambiente.
A porta era enorme e pesada, mas se abriu com leveza. O interior era escuro e vazio, com poucas janelas e algumas escadas paralelas até o andar de cima, mas era uma respiração alta e pesada que chamava a atenção ali dentro.
— Claram Lucem! — Disse Godric, e uma esfera de luz foi jogada da ponta de sua varinha e iluminou todo o salão de entrada. Puderam ver, com mais clareza agora, que diversas armaduras estavam jogadas pelo chão, quase a maioria delas quebrada e descartada ali pelo antigo senhor feudal.
Os quatro, com as varinhas erguidas, adentraram o local — algumas fadas mordentes e diabretes da Cornualha voavam alto, os observando com interesse, mas sem intervir. Estavam no salão de entrada. À frente, as escadas que os levariam até os dois andares acima. Do lado direito, uma larga porta de madeira entreaberta provavelmente levava aos porões e às masmorras. Do lado esquerdo, portas igualmente enormes e pesadas estavam completamente abertas, num salão comprido e espaçoso — que devia ter sido o salão principal, de festas — um dragão dormia profundamente, enrolado em si mesmo. A respiração do animal levantava um bom tanto de poeira e espalhava por todo lado.
Helga espirrou.
— Desculpem. — Sussurrou, esfregando o nariz avermelhado. Salazar sorriu.
— Que gracinha! — Godric deu passos para a frente, então se virou para Slytherin e sorrindo sarcástico, apontou a varinha para os próprios pés. — Silencio.
Rowena inclinou a cabeça, os olhos meticulosos analisando o dragão.
— É um dente-de-víbora peruano. — Ela se aproximou devagar. Helga e Salazar estavam mais atrás, enquanto Godric andava com cautelosidade e estava mais perto do que os outros. — Seus chifres são curtos, estão vendo? E as presas são particularmente venenosas. — Rowena parou de andar e virou-se para trás. Slytherin e Hufflepuff estavam quase perto da porta do salão, enquanto ela estava quase no meio. — Ele costuma se alimentar de animais de grande porte... cabras e vacas, em geral, mas tem um grande apetite por humanos...
— Godric-você-está-perto-demais! — Helga guinchou, colocando as mãos no rosto.
Rowena se virou para a frente e Salazar deu um passo.
— Godric, volte aqui! — Slytherin ralhou.
— Acalmem-se! — Gryffindor parou de andar e olhou para os outros. — Veja como dorme profundamente!
— Ravenclaw acabou de afirmar que ele é um bicho sanguinário e eu não quero descobrir se ela estava falando a verdade! — Continuou Slytherin.
Mas Godric continuava caminhando em direção do dragão, até finalmente estar completamente parado ao lado dele. Ele se abaixou e passou a mão no couro do dragão, sorrindo em seguida.
— Nunca vi um desses de perto! Papai sempre me contou... sabiam que nossa família costumava tomar conta de dragões? Mas era de uma ninhada de verde-galês... Até que um deles botou fogo na minha avó e meu avô decidiu abandonar o negócio...
— Godric! — Helga choramingou, começando a andar na direção dele. Salazar a segurou pelo braço, fitando Godric assombrado. Rowena caminhava cegamente para trás.
— Gryffindor, volte aqui agora! — Rosnou Slytherin.
Mas ele só enfiou a espada no suporte amarrado à sua cintura, voltando a acariciar o dragão — que continuava adormecido, mas decididamente não tão pesadamente quanto antes.
— É uma fêmea. Tem ovos do lado dela. — Ravenclaw agora parava ao lado dos outros dois. — Godric, saia de per-
— O couro é realmente firme, não me impressiona que as luvas feitas desse material sejam tão caras! — E Gryffindor cutucou com força a pata do animal.
A fêmea dente-de-víbora peruano abriu os olhos num estalo com o cutucão e virou a cabeça para descobrir a origem: os olhos enormes piscaram ao encontrar Godric — já arfando — ao seu lado. Abriu a enorme boca e soltou brasas azuladas vívidas e grossas na direção dele, que conseguiu desviar por um triz, mergulhando atrás de uma mesa velha. O dragão rugiu com fúria e se ergueu nas patas, inclinando-se para a frente e com os olhos presos em Gryffindor.
Salazar, na porta do salão, se ocupava em gritar palavrões para o amigo e enlaçar as cinturas de Helga e Rowena com cada um dos braços, a varinha presa entre os dentes — praticamente as jogou para fora do salão e lançou nas duas um feitiço imobilizador.
— SALAZAR SLYTHERIN! — Helga gritou, furiosa, tentando se mexer em vão. — Rowena!
— Acalme-se! Eu... tenho um feitiço... me deixe pensar por um segundo... — A outra gaguejava, sendo capaz apenas de mexer o pescoço e as pontas dos dedos.
Salazar correu para dentro do salão outra vez e ergueu a varinha, mirando o olho do dragão.
— Conjunctivitus!
Um feixe de luz amarelado cruzou o salão e acertou em cheio o olho esquerdo, fazendo o animal soltar um urro alto e de tremer as paredes. Balançando a cabeça de um lado para outro, Salazar tentava mirar o outro olho — sem sucesso. Godric aproveitou a distração e voltou correndo para onde o amigo estava, agarrou-o pelo braço e os dois correram para fora juntos. Estavam quase parando ao lado das imóveis bruxas — que já haviam se soltado mas estavam em choque — quando ouviram a construção inteira estremecer: o dragão corria atrás deles.
Os quatro berraram.
Salazar abraçou o corpo de Helga e a jogou sob o ombro como se fosse de pano e Godric fez o mesmo com Rowena, ambos correndo para a porta mais próxima. Slytherin deu um chute forte na porta de madeira entreaberta no hall ao mesmo tempo que o dragão soltava uma nova torrente de fogo em cima deles. Atravessaram a porta e correram pelo corredor vazio do porão, desceram escadas e derraparam num corredor largo e úmido da masmorra, apenas para darem de cara com centenas de porcos, com corpos de formato de barril e cheios de verrugas na cara. Slytherin começou a gargalhar.
— Porcos enverrugados!
Os porcos pareciam extremamente assustados com a continuidade dos fogos lançados no andar de cima, as luzes alaranjadas e azuis podendo ser vistas do corredor de onde vieram correndo para se abrigar. A masmorra tinha dois longos corredores e grandes jaulas abertas com antigos aparelhos de tortura e correntes jogadas pelo chão. Alguns ossos estavam espalhados — o que fez Helga estremecer com a visão de um crânio humano.
— Tudo bem. Tudo bem. Não vamos entrar em pânico! — Começou Hufflepuff, uma gota de suor escorrendo pela testa.
— Vamos aparatar. — Godric esticou as duas mãos, o que exibiu uma manga completamente tostada e um ferimento no braço.
— Não podemos! Há feitiços contra-aparatação aqui! — Rowena passou as mãos trêmulas pelo rosto. — Eu consigo desfazer, mas precisaria de um tempo para saber o quão fortes eles são, quantos são...
— Não podemos esperar! Essas ossadas com certeza são de pessoas que morreram esperando! Temos que voltar e encarar o dragão! — Godric exclamou, assoprando a queimadura no antebraço musculoso.
O dragão rugiu ao longe.
— Há diversos feitiços que podemos usar... — Helga andava de um lado para outro, mordendo o lábio inferior, pensativa.
— Vamos matá-la de uma vez. — Salazar rosnou.
— Não! — Hufflepuff retrucou. — Ela tem filhotes! Precisarão da mãe.... vamos imobilizá-la... juntos, conseguiremos fazer o encantamento ser forte o suficiente para derrubar o dragão.
— Ou podemos fazer um feitiço de sono. Será mais potente e podemos terminar de verificar a construção. — Rowena fitou os outros três. Uma veia latejava no pescoço de Salazar.
— Me esqueci do motivo de estarmos aqui. — Ele se virou para Godric com a voz num tom venenoso. — Parabéns por cutucar um dragão adormecido, Godric! Uma brilhante ideia!
Godric não retrucou: ficou em silêncio, seguido pelos outros três. Eles se encararam por longos minutos num silêncio constrangedor, até que Helga começou a rir sem parar.
— Ah, Godric!
Os outros três começaram a rir também, riram por longos minutos como se a paz fosse impertubável. Helga se escorou na parede e pousou uma mão na barriga, Rowena, sempre elegante, ria com as duas mãos cobrindo a boca e Godric estava ligeiramente sem graça, mas limpava lágrimas de riso dos olhos. Salazar, por sua vez, deu alguns tapinhas nas costas do amigo enquanto ria mais discretamente.
— Tudo bem, feitiço do sono será. — Hufflepuff sorriu e caminhou para o corredor de acesso, liderando os três que seguiam em fila atrás dela. Subiram o corredor e passaram pelos porões vazios — Helga conseguiu ver por uma das portas e gritou 'cozinha!' — até atingirem a porta principal e se agruparem, espiando para fora.
O dragão permanecia bufando, o que causava fumaças em suas narinas, andando em círculos no salão principal e checando o salão de entrada com interesse.
— Tem que ser feito rapidamente. — Rowena sussurrou. — Vamos!
Eles se atiraram pela porta e correram até a porta do salão principal. O dragão se virou, abrindo a boca, mas os quatro ergueram as varinhas em movimentos idênticos e gritaram juntos:
— Altum Somnum!
Quatro feixes de luz forte e prateada-dourada saíram das varinhas e se uniram numa só, atingindo o dragão com uma força que a fez cambalear. Piscou os olhos grandes abobadamente e tentou se equilibrar com as patas, mas acabou caindo e se esparramando no chão num sono profundo.
— Podíamos ter pensado nisso antes. — Disse Godric com um sorriso vacilante.
— Deixe-me ver, querido. — Helga se aproximou dele e puxou a parte queimada da manga com cuidado. Ela fez uma careta. — Bem, não está tão ruim, mas deixará bolhas, definitivamente. — Helga acenou com a varinha e uma bacia foi conjurada. — Aguamenti. Sente-se ali, Godric. — Ela indicou uma mesa velha e ele prontamente obedeceu, se sentando sobre o tampo de madeira velha.
— Vai doer?
— Posso fazer um feitiço pa-
— Não. Deixe que ele sinta a dor, talvez assim aprenda a não cutucar um dragão adormecido! — Salazar cruzou os braços.
— Não seja tão malvado, Salazar. — Rowena interviu. — Onde está Saeth?
— Ainda está verificando o perímetro.
— Bem... ela te disse algo sobre uma quimera, não foi?
Os três fitaram Rowena com os rostos impassíveis.
— Sim, uma quimera. Onde está a maldita quimera? — Slytherin resmungou, dando as costas e saindo do salão para procurar o animal.
— Salazar! Não é uma boa ideia fazer isso sozinho! — Helga gritou, molhando panos limpos que havia conjurado dentro da bacia com água.
— O que você acha que pretendo fazer, doce Helga? Não é como se eu fosse cutucar a quimera quando a encontrar! — Gritou ele em resposta, de algum lugar do lado de fora.
— Me pergunto se algum dia vocês esquecerão disso. — Resmungou Godric, fazendo uma careta quando Hufflepuff começou a esfriar a queimadura com o pano. As duas mulheres sorriram.
— Como um dragão veio parar aqui dentro? — Perguntou Rowena, pensativa. Tornou a encarar a cabeçorra adormecida no chão do salão. — Me faz imaginar que está aqui de guarda...
Helga agora enrolava as bandagens úmidas no machucado, sem pressionar a queimadura.
— Quando sairmos daqui, vamos procurar um curandeiro para lhe preparar uma poção. — Ela sorriu calorosamente para Godric e passou a mão em seu rosto.
— Não se preocupe, Helga. Salazar sabe preparar poções como ninguém. — Ele pulou da mesa e deu uma olhada no salão. — Vejam, aqui podemos fazer as refeições com os alunos... talvez dar uma ampliada... — Observou as janelas altas.
— É um bom local. Há o lago, a floresta... e não existem habitações por perto. Mas poderíamos construir mais alguns andares. — Rowena bateu o dedo no queixo. Era excepcionalmente interessada em arquitetura: na verdade, Rowena se interessava por tudo, mas gostava da arte das construções. — E talvez construir algumas colunas...
— Conheço um arquiteto perfeito para isso, mas ele não cobra barato. — Salazar voltara, com Saeth nos ombros. Os mesmo olhar crítico nos olhos de Rowena também estava nos dele, observando atentamente tudo ao seu redor. — Rufus Morgerstern, ele foi responsável pela minha casa. Mas para um lugar desse tamanho e o que estou imaginando... vai querer montanhas de ouro como pagamento.
— Bem... não precisamos exagerar, não? Um castelo já é suntuoso por si próprio. — Helga parecia estar presa em sua imaginação. — Algumas torres e mais uns dois andares...
— E a quimera? — Questionou Godric.
— Saeth a encontrou na floresta. Conversou com a parte serpente e lhe disse para manter distância. — Salazar respondeu, olhando orgulhoso para ela.
— Ela vai obedecer?
— Não poderia dizer.
Godric sorriu amarelo.
— Bom saber.
— Vamos juntos olhar os andares acima? E ainda tem os porcos verruguentos... precisamos fazer algo a respeito deles, não? — Helga enlaçou o braço de Salazar e o conduziu pelo salão.
— Acredito que esses porcos estão aqui para servirem de alimento pro dragão. — Ravenclaw os seguia ao lado de Gryffindor.
— Pobrezinhos, que destino terrível! Não me admira estarem todos amontoados na escuridão das masmorras... É horripilante, não? — Refletiu Hufflepuff, enquanto passavam pelo hall de entrada e começavam a subir as escadas.
Os quatro alcançaram o primeiro andar e juntos verificaram se havia algo perigoso: além de algumas fadas mordentes, diabretes e bichos-papões escondidos em armários velhos, eles eram os únicos a andar por ali. Haviam muitas salas e aposentos pessoais, camas cobertas de poeira e quadros velhos nas paredes. O segundo andar continha poucas salas para banho e por fim, o terceiro: consideravelmente mais cheio do que os anteriores, possuía mais portas e salas, uma delas especialmente grande, com diversas prateleiras vazias e alguns poucos livros esquecidos por ali — livros esses que Rowena quis verificar na mesma hora, tão velhos e antigos que ela tremia de excitação e não tardou a lançar feitiços de conservação.
— Acho que podemos deixar essa sala para biblioteca mesmo, visto que já é uma. Eu gosto. Mas poderíamos ampliá-la, creio eu, já que quando trouxermos todos os nossos livros pra cá talvez fique pequeno... — Salazar caminhava pela sala e girava a varinha nos dedos.
— Vamos trazer nossos livros pra cá? — Helga inclinou a cabeça. Rowena virava páginas dos livros vorazmente enquanto Godric observava pela janela.
— É claro. Cada um deles. — Respondeu Ravenclaw, meio aérea. — E podemos encomendar mais alguns.
— Helga, venha ver! Podemos fazer algumas estufas ali... pelo menos umas cinco, bem grandes, para que você ensine Herbologia. Vai querer ensinar Herbologia? — Gryffindor apontava com o dedo na janela pequena.
— Ah sim, querido, claro! É uma ótima ideia. — Helga se aproximou e espiou o lado de fora. — As janelas aqui são tão pequenas... como disse que se chamava o arquiteto, Salazar?
— Rufus Morgerstern.
— Vamos pedir para que ele as amplie... os estudantes precisarão de luz...
Os quatro andaram juntos por toda a construção outra vez, apontando coisas e dando ideias e mais ideias que agora Rowena anotava num pergaminho que levava em seu colo. Salazar era o mais quieto e, ainda assim, se sentia transbordar de animação por dentro. Era um sentimento inquietante que poucas vezes ele sentira: esperança.
Apesar de estar mais quieto que os outros três falantes amigos, ele imaginava o grupo à frente de centenas de estudantes, sobre como cada um ensinaria uma disciplina diferente e sobre como todos falariam deles por milênios... os quatro jovens amigos que mudaram o futuro do mundo bruxo. Sobre como eles seriam respeitados por todos. Sobre como todos iriam querer aprender suas poções... podia imaginar Helga, com os cabelos trançados nas costas, com os cotovelos dentro de enormes plantas e ensinando herbologia que tanto gostava... e Rowena, explicando técnicas perfeitas de feitiços... Godric divertindo a todos com transfiguração...
Mesmo mais contido, ele sorriu. E sorriu pois sabia que o que fariam seria grandioso.
Mas, ao atingirem os degraus da escada que levava ao térreo, eles pararam imóveis e encararam as pesadas portas de entrada.
Ali, os encarando de volta, estava Gandriel Gryffindor.

Notas finais
Eu gosto muito desse capítulo e por ele vocês podem notar o quanto eu quero e vou ser literal com as referências. Ele ficou bem mais longo do que os anteriores pq eu realmente me empolguei kkkkkkk precisei me obrigar a parar. Espero que tenham gostado tanto quanto eu gostei de escrever e por favor, comentem ♥ Leitores fantasmas deixam autoras tristes :( Um beijo amores ♥ Até a próxima!