''A meiga Hufflepuff das planícies...''

— Pobre Slytherin!
Helga observava a mobilização de longe. A criança queimava na fogueira e Slytherin, mais impulsivo do que jamais o vira ser, se jogava no meio dos trouxas e agarrava um deles pelo pescoço. Imaginava o quão frustrante deveria ser, afinal, os bruxos cobravam que Salazar desse um fim no trouxa que havia começado com tudo aquilo.
Ela balançou os ombros, triste.
Sabia que ele era um contra vários, assim como sabia igualmente que ele era mais poderoso do que todos aqueles homens juntos: era um bruxo, afinal de contas, um bruxo talentosíssimo. Mas assim como tinha certeza daqueles fatos, sabia que ele não era um covarde. Não mataria todos aqueles homens, mas com tamanha pressão em cima dele não demoraria para que acontecesse.
Esperou que a situação se disserpasse e as pessoas fossem embora, mas Salazar continuou no chão depois te ter sido agredido pelos trouxas. Com o coração partido, Helga meteu a mão em sua bolsinha de pano e retirou ervas de lá, caminhando sem pressa até a mãe da criança, que chorava de soluçar no chão, agarrando-se na grama.
— Querida. — Helga passou a mão em suas costas. — Eu sinto muito, minha querida. Mastigue isso, sim? Vai se sentir melhor. — Ela exibiu as ervas na palma da mão. A mulher a encarou, com o rosto manchado de lágrimas e olhos vermelhos.
— Q-quem é você?
Ela sorriu com pena.
— Helga, querida. Sou Helga Hufflepuff.
Helga colocou as ervas na mão da mulher e a fechou, sorrindo uma última vez com doçura antes de se levantar e caminhar em direção à Salazar. Ele era bonito, sem dúvida, mas seu rosto estava inchado e já começando a ficar roxo pelos pontapés que levara. Helga parou ao lado de Salazar e passou os dedos em sua pele, fazendo-o abrir os olhos e encará-la. De início, ele se afastou levemente, o estranhamento passando pelo rosto. Depois, relaxou.
— Por pouco não te reconheci. — Murmurou, sentando-se com um gemido.
— Ora, Salazar. — Hufflepuff sorriu, remexendo em sua bolsa. Tirou as mesmas ervas e estendeu a ele, que pegou sem fazer perguntas e enfiou na boca. — Estou muito contente com você...
— É a única, então. — Resmungou, mal humorado.
— ... tentou defender aquela pobre menina sem usar magia com os trouxas. Por um minuto, pensei que você tentaria pegar sua varinha.
— Estou falhando com a confiança do povo, Helga. — Bufou. — E esteve ali o tempo todo sem pensar em me ajudar?
— O que poderíamos fazer, Salazar? — Ela suspirou, triste. Os cabelos longos e louros balançavam com o vento do fim da tarde e aos poucos o céu começava a atingir uma luz menos forte. Estava escurecendo.
— Vamos para a minha casa. — Convidou ele, analisando o céu. — Quando chegou na Irlanda?
Os dois se levantaram e Slytherin tomou Hufflepuff pelo braço, levando-a com passos calmos na direção de sua casa. Ele gostava demais da companhia de Helga. Ela era calma, quase sempre muito doce e muito compreensiva. Podia ser extremamente ingênua e mirabolante às vezes, mas era uma ótima companhia. Gostava mais dela do que de Godric Gryffindor, que era engraçado e topava as maiores ideias estúpidas apenas para se provar corajoso, mas apesar de irritá-lo, também gostava dele. E ainda havia a tal de Rowena Ravenclaw, a bruxa escocesa que Salazar ainda não conhecia.
Helga, por sua vez, conhecia e gostava imensamente dos quatro. Rowena nunca tivera a chance de conhecer os dois rapazes, mas ela sim, e os adorava com suas peculiaridades. Eram muito diferentes uns dos outros, mas tinham pontos em comum: a população bruxa de seus respectivos países sempre recorriam à eles, eram considerados os melhores bruxos do Reino Unido e nem sempre os quatro precisavam de varinha para fazer magia. Salazar, em especial, lhe chamava mais atenção: podia ser muito frio e sério com aqueles que não conhecia, mas adorável com seu círculo íntimo de amigos. Gostava de fazer travessuras e pregar peças, mas jamais havia feito nada com Helga, pois se preocupava: ela era bastante sensível e geralmente acreditava em tudo. Ele sabia que isso não era um defeito, ela apenas só conseguia enxergar o que havia de melhor nas pessoas.
— Cheguei agora, na verdade. E bem a tempo, não? Consegui amenizar as caças em Gales. Vim te ajudar. — Ela sorriu largamente.
Bem, não era só para isso que Helga fora até a Irlanda, mas preferia lhe contar quando tivesse uma boa quantidade de vinho no sangue. Provavelmente ele seria difícil de convencer.
— Que bom, Helga. — Salazar sorriu. Ela gostava quando ele sorria, mas isso não acontecia sempre. — E como veio? De vassoura? Pó de flu?
— Não, bobo. — Riu-se. — Vim caminhando.
— O que?! De Gales até aqui? — Sua boca abriu-se de choque. Helga era tão pequena que ele não conseguia imaginá-la andando por dias, sozinha na mata.
— Ora, nem é tão longe assim. Além disso, vim coletando algumas ervas e plantas para meus estudos. É bom caminhar, sabe. Você mesmo poderia fazer isso algumas vezes por dia, assim não estaria tão tenso.
Salazar franziu o cenho, encarando o sol poente no horizonte e a feição tranquila de Helga. Se fosse com qualquer outra pessoa, talvez ele teria vergonha de admitir que precisava de ajuda. Tivera inúmeras reuniões com Rowle, mas não conseguia convencê-lo a parar. Helga, no entanto, era diferente. Ela podia ser bem convincente, como fora com os trouxas em Gales. Houve uma grande caça que matou por volta de cem bruxas — entre elas, mulheres trouxas — e logo Hufflepuff conseguira amenizar a situação. Amenizar, sim, e não por fim. Conseguira com uma conversa calma com os principais responsáveis pelo movimento, o que era diferente das conversas acaloradas que Salazar tivera com Edward Rowle.
Não demorou muito para que chegassem na casa de Slytherin e rapidamente entraram. Helga se acomodou numa poltrona perto da lareira e acendeu a lareira com um feitiço, fechando os olhos em seguida.
— Salazar, seria lhe pedir muito uma xícara de chá?
— Talvez, Helga, talvez. — Respondeu, num tom rabugento.
Ela riu com gosto quando ele se retirou e foi para a cozinha. Achava divertido conversar com Slytherin, pois nunca sabia se ele agiria de forma amável ou com a característica rabugência dele. Enquanto recostava o corpo na poltrona macia de couro verde, a cor favorita do amigo, ela observou a riqueza daquela sala. Ficava até mesmo um pouco intimidada, afinal, estava acostumada com pouco luxo. Diferente de Salazar, preferia ficar mais em contato com a natureza, seu chalé tinha inúmeras janelas para que o sol pudesse entrar e ela morava pertinho de um riacho. Havia, claro, uma pequena estufa e seu lindo jardim, que cultivava com tanto amor que se sentia amiga das plantas.
A casa de Salazar era grande e quase monumental, com quase a maioria das janelas fechadas cobertas por grossas cortinas que impediam a passagem de luz. No geral era bastante limpo e organizado, a não ser o cômodo onde ela estava: havia uma boa quantidade de pedaços de pergaminho, tinta, penas e inúmeros livros espalhados pela mesa de mogno. Velas flutuavam pelo ar preguiçosamente, queimando sem nunca derramar uma gota de cera. Helga tirou a varinha da bolsinha que ela mesma havia costurado e apontou para as janelas, cantarolando uma música baixinho. As cortinas se afastaram graciosamente e as janelas de vitrais se abriram, os raios do por-do-sol entrando na casa e uma brisa gostosa passou por elas.
— O que está fazendo? — Resmungou Salazar, entrando na sala com duas canecas e uma garrafa empoeirada de vinho flutuando atrás dele. Helga sorriu, contente. Talvez Godric realmente lhe levasse um chá como havia pedido, mas não Slytherin. Ela não achava ruim, no entanto. Precisaria de vinho para começar a conversar sobre o que realmente queria com ele. Sorrindo docemente, ela se serviu de uma boa quantidade e bebeu um gole, suspirando com o sabor agradável em sua boca.
— Salazar, sua casa é muito bonita, mas está parecendo um mausoléu. Não entendo como gosta de ficar no escuro.
Ele suspirou, quase impaciente. Achou que já tinha ouvido aquela mesma frase milhares de vezes: sempre que Helga Hufflepuff pisava em seu lar, dizia a mesma coisa.
— E então, Helga? Imagino que tenha passado pela Escócia para chegar aqui. E pela Inglaterra também.
— Ah, não, querido. Vim de barco com homens muito simpáticos. — Ela lambeu os lábios. — Depois que terminarmos por aqui, gostaria que me acompanhasse até a Escócia.
— Eu? — Salazar já havia acabado com sua primeira caneca e agora enchia a segunda. — Para a Escócia? Helga, como poderia deixar a Irlanda nesse estado?
— Ora, querido, vou lhe ajudar, é claro. Mas então gostaria que me acompanhasse. — Helga sorriu outra vez.
— Helga... — Sussurrou, um sorriso de divertimento surgindo em seus lábios. — Doce Helga, está me fazendo um favor em troca de outro? É a primeira vez que vejo isso de você.
— Salazar, você me subestima, querido.
Então, ele olhou fundo em seus olhos, o sorriso divertido ainda preso nos lábios. Os olhos de Salazar Slytherin eram tão intensos quando uma tempestade. Helga sustentou o olhar, fechando a mente no mesmo instante. Observou enquanto as sobrancelhas dele se frisavam e o sorriso abandonava a boca, dando lugar à uma expressão aborrecida, porém, concentrada.
Somente quando Helga observou uma enorme cobra rastejar para dentro da sala foi que se desconcentrou. Arfou, puxando os pés para junto do peito. Slytherin olhou para a cobra e abriu a boca, falando algo que ela não entendia. A cobra parou, imóvel, então rastejou de volta para fora.
— Ela não fará mal a você. — Declarou. — Já que não consigo penetrar sua mente, Helga, me conte de uma vez o que você veio fazer aqui.
Helga voltou os pés para o chão, arrumando o vestido longo cor de areia que usava.
— Qual a principal razão para as caças?
Slytherin bufou.
— Será que não pode ir direto ao ponto?
— Qual a razão, Salazar? — Insistiu ela.
— Os trouxas viram bruxos usando magia.
— E nem sempre era proposital, não? — Ela deu de ombros. — Ás vezes, a magia só saia de controle, como acontece com as crianças. E se eles aprendessem a controlar essa magia? Aprendessem a utilizar a magia, na hora certa e do jeito certo.
— E com quem aprenderiam isso? — Ele riu. — E onde?
— Bruxos com poucas riquezas não tiveram chance, como nós, de aprender o suficiente. Somente algumas que foram pegas conseguiram escapar e essas sendo bruxas que sabiam como o fazer, como Wendelin Esquisita. O fato é: a maioria das bruxas só sabem executar feitiços domésticos e seus maridos não se importam em lhes ensinar muito mais do que isso.
— Wendelin... — Salazar bufou outra vez. — Vive se disfarçando para se deixar ser pega outra vez. Ela tem me dado muito trabalho.
— Salazar, não acha que todos deveriam ter a chance de aprender a utilizar a magia em seu todo? Bom, não em seu todo, claro... Sem arte das trevas.
Ele arqueou a sobrancelha.
— Claro que devem aprender, incluindo arte das trevas. Precisam aprender a reconhecer magia negra para se defenderem se necessário.
— Reconhecer, de fato. — Mesmo com os lábios puxados para cima numa expressão simpática, seu tom era de advertência. — Tudo indica, então, que você concorda? Que temos que treinar os bruxos?
— Temos? Temos?! Com isso você implica que eu e você deveríamos ser responsáveis por ensiná-los? — Slytherin parecia levemente horrorizado. O céu já estava escuro agora, os dois sendo iluminados pelas chamas da lareira e das velas que flutuavam na sala.
— Sim. — Ela deu de ombros, sorrindo.
— De jeito nenhum.
— Ora! Slytherin! Por favor! Você não acha que é justo? Os trouxas não pegarão bruxas que souberem se defender! E não seremos só nós, seremos eu, você, Rowena e Godric!
Ele ficou quieto, com as mãos juntas no colo, parecendo refletir.
— E eles simplesmente concordaram com isso?
As bochechas de Helga ruborizaram e ela desviou o olhar, mordendo o lábio inferior. Ela era absolutamente adorável e a luz do fogo na lareira parecia fazer sua pele loura brilhar.
— Bem, ninguém concordou ainda. Decidi começar pela parte mais difícil. — Sorriu.
Slytherin coçou o queixo, pensativo. Tentava decidir se levava como um insulto ou um elogio. Além de Catherine, Helga Hufflepuff era a única pessoa capaz de fazê-lo concordar com algo que achasse improvável. Simplesmente a achava encantadora demais para recusar o que quer que ela lhe pedisse, com aquelas bochechas rosadas e olhos grandes e brilhantes.
— Acha que sou a parte mais difícil? — Ele tamborilou a caneca com os dedos.
— Definitivamente. — Concordou carinhosamente.
— E Godric? Eu não acho que vá concordar tão facilmente.
— Está brincando? — Helga riu gostosamente. — Ele não perde a chance de se exibir.

{...}

Depois que os ataques aos bruxos começaram a ter maior frequência do que antes, a maioria deles se juntaram em uma pequena vila, não longe o suficiente dos trouxas que esperavam as bruxas se distanciarem um pouco para pegá-las e levá-las para a fogueira. Salazar e Helga foram nas casas e esconderijos de bruxos que moravam distantes dessa pequena vila e os aconselharam a ficarem mais perto dos outros. Depois, com um longo pergaminho repleto de feitiços de defesa e outros que poderiam ser úteis, foram até a vila dos bruxos e reuniram todos perto de um pequeno morro, onde Salazar discursou longamente sobre medidas de segurança.
— Tentem o máximo que puderem não usar magia contra os trouxas. Sei que é injusto pensar assim, mas eles estão em maior número e não queremos que terminem de dizimar a linhagem bruxa irlandesa, não? — Falou num tom de voz alto, observando todos. — Aconselho que treinem os feitiços que a senhorita Hufflepuff gentilmente listou para vocês nesse pergaminho. Continuem tendo filhos, principalmente entre famílias de linhagem pura. Não se casem com trouxas, pois precisamos perpetuar a magia para que no futuro o número de bruxos volte a ser como antes.
— Senhor Slytherin, o que será feito de Rowle? — Perguntou um bruxo idoso.
— Eu ainda estou tomando minha decisão.
— Está demorando para ter uma atitude apenas porque está com a filha dele em seus lençóis. — Disse outro, rindo sarcástico. Uma veia saltou no pescoço de Salazar e ele fez menção de ir na direção do homem, mas Helga colocou a mão em seu antebraço e entrou em sua frente.
— Ora, mas Salazar não poderia simplesmente matar o homem. Seria tão diferente dele se assim o fizesse? — Sua voz suave pareceu acalmar os ânimos dos presentes, mas rostos duvidosos ainda os encaravam. — Entendo a posição de vocês, mas se tentarmos entrar numa guerra com os trouxas ambos os lados irão perder. Devemos conviver com eles em harmonia e nos concentrar em reestruturar o mundo bruxo. Slytherin e eu precisamos partir numa missão que garantirá isso, mas precisamos que cooperem conosco.
— E por que deveríamos confiar que farão a coisa certa? — Dessa vez, era uma mulher que falava.
— Vá, então, e brigue com os trouxas. Não tardará em acabar na fogueira desse jeito, todos vocês! — Salazar bufou, impaciente, fazendo os bruxos se agitarem.
— Eles estão em maior número! — A voz de Helga aumentou de volume e eles pararam para ouvi-la. — É uma luta perdida. Devemos ter paciência. Nós dois executaremos feitiços fortes para deixar a vila invisível aos olhos trouxas, mas precisam tomar cuidado. Não usem magia perto deles, tenham cuidado com as crianças pois elas não controlam sua mágica e o mais importante, permaneçam juntos! Não tomem os trouxas como inimigos, eles não sabem o que fazem!
— Já fazemos isso. É com eles que precisam negociar! — Um dos homens bradou.
— Com eles, Selwyn? Mas mesmo você com uma grande habilidade em azarações não fez muito para impedir que levassem sua esposa, não? — Slytherin retrucou, com acidez. Cruzou os braços, fazendo Helga suspirar longamente.
— Faremos nossa parte, confiem. — Se virou para ele. — Vamos até o topo daquele morro. De lá podemos iniciar os feitiços na vila. — Apontou para um outro morro mais alto. A multidão começava a se dispersar, ainda olhando os dois. Salazar estreitou os olhos para Selwyn e passou o braço pela cintura de Helga, aparatando em seguida. Surgiram no cume do morro, vendo a pequena vila bruxa de cima. Não muito longe dali, o vilarejo trouxa.
— Por onde quer começar?
— Salazar, não conseguirá nada tendo pouca paciência. — Helga o olhou nos olhos como se educasse uma criança. — Inventei um feitiço, não há muito tempo. Vai criar uma redoma invisível ao redor da vila. É um pouco complexo e já testei em Gales. O movimento da varinha é importante. — Ela ilustrou com a sua própria em punho, fazendo um movimento de X. Slytherin observava com atenção, puxando sua varinha das vestes. — E o encantamento é Salvio Hexia. Faça junto comigo. — Sorriu, erguendo a varinha.
Ele a imitou, e juntos disseram:
— Salvio Hexia. — Riscando no ar, um feixe gradativamente grosso saía da ponta da varinha e começava a circular a vila. Seguraram pelo tempo necessário, até que pudessem ver uma redoma transparente e brilhante protegendo a vila.
— Protego Totalum.
— Repelo Trouxatum. Cave Inimicum.
— Protego Horribilis.

{...}

— Por favor, Salazar.
— Não, Helga! E não tente argumentar comigo!
— Você já tentou e não obteve sucesso. Deixe-me tentar!
— E deixar que ele tente por fogo em você também? Não.
— Ora, nós dois sabemos que ele não conseguiria. — Ela sorriu, se divertindo. — E por que não vamos juntos, então?
Salazar segurou os dois braços da poltrona onde ela estava e a olhou com muita seriedade.
— Não, Helga. Vou sozinho. Rowle é muito perigoso.
Ele estava irredutível, porém, Helga podia notar que lhe escondia alguma coisa.
— E acha que não tenho capacidade para lidar com isso? — Perguntou, sua voz doce entregando a ofensa.
Slytherin parou na porta, segurando a maçaneta. Não a olhou quando respondeu.
— É pessoal demais entre eu e ele. Prefiro que fique fora.
— Vai usar magia das trevas, não vai? — Ela parecia levemente decepcionada. — Não dê razão para o que falam de sua família.
— Não é das trevas, Helga. Voltarei num instante. Confie em mim.
E bateu a porta.

Notas finais
Confesso que gosto muito de escrever Helgazar, seja como casal ou como amigos. É uma dupla bem água e óleo, não é? Caso alguém esteja se perguntando, a razão do capítulo se chamar ''Gales'' e não se passar realmente nessa país é que, até apresentarmos os quatro, os capítulos mais focados na ''visão'' deles será com o nome do país de origem de cada um, como introduzi no primeiro capítulo: Salazar Slytherin da Irlanda, Helga Hufflepuff de Gales, Rowena Ravenclaw da Escócia e Godric Gryffindor da Inglaterra. E sim, essa será a ordem até o capítulo 4, do Godric. Li essa teoria no tumblr e achei interessante, então é pra vocês se localizarem comigo! Espero que tenham gostado da Helga e sejam bem vindos novos leitores! Comentários, por favor? Beijooooo ♥ E logo volto com Rowena Ravenclaw!