Os Filhos Proibidos
17 Capítulo 17 - Josh
Notas iniciais
Bom, estive ocupada com vários trabalhos da escola, sem contar as outras fics e por isso, fiquei sem postar por tanto tempo. Maas, vou estar postando pelo menos uma vez por semana, certo?
Espero que gostem e agradeço pelos reviews que vocês mandaram ;)
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A BATALHA DO LABIRINTO (PARTE 17)
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BOA LEITURA!!!
Josh acordou com uma terrível dor de cabeça na manhã seguinte. A pequena discussão com Nice fez com que ele perdesse o sono.
Logo que a encontrou com Ana, na sala de estar, sentiu a tensão no ar. Nice estava séria e mexia em sua chave de fenda, como se quisesse usá-la contra Josh.
E provavelmente, queria.
Juntamente com Percy e os outros, Ana, Josh e Nice caminharam até o guarda de gado, para se despedirem.
– Nico, você poderia vir conosco – sugeriu Ana, com um sorriso tímido no rosto.
Josh não sabia ao certo porque Ana ficava daquela forma perto do Di Ângelo. Será que sentia algo pelo “Esquisitão do Mundo Inferior?”.
Nico balançou a cabeça, parecendo igualmente desconfortável. O garoto parecia um verdadeiro zumbi. Seus olhos estavam vermelhos e seu rosto pálido. Ele estava embrulhado em um roupão preto que devia ter pertencido a Geríon, pois era três vezes maior mesmo para um homem adulto.
– Preciso de um tempo para pensar. – Os olhos dele não encontravam os de Ana ou Percy. Josh podia notar que, mesmo depois do que Bianca dissera, Nico ainda estava zangado e ainda mais esquisito. Talvez o fato de sua irmã ter saído do Mundo Inferior para falar com Percy e não com ele, fosse o motivo do ódio.
– Nico – disse Annabeth, cuidadosamente. – Bianca quer somente que você fique bem.
Ela colocou a mão no ombro dele, mas ele saiu em direção à casa da fazenda. Ana pareceu desapontada com aquilo. Percy a abraçou de lado, como um irmão, provavelmente, a consolando sem dizer nada.
– Estou preocupada com ele – falou Annabeth, se dirigindo a Percy. – Se ele começar a falar com o fantasma de Minos de novo...
– Ele ficará bem – Eurítion prometeu. O vaqueiro tinha se limpado bem. Ele estava usando uma calça jeans nova e uma camiseta Western limpa e ele tinha até aparado a barba. Ele estava usando as botas de Geríon. O primeiro pensamento de Josh foi “Esse daí só estava esperando o chefe morrer!”. – O menino pode ficar aqui e organizar seus pensamentos pelo tempo que precisar. Ele estará seguro, eu prometo.
– E você? – perguntou Nice.
Eurítion coçou sob um dos queixos de Ortro, então sob o outro.
– As coisas vão andar um pouco diferentes aqui no rancho de agora em diante. Sem mais carne de gado sagrado. Eu estou pensando em empadas de soja. E eu vou ajudar esses cavalos carnívoros. Talvez eu pudesse me inscrever no próximo rodeio.
– Bem, boa sorte – falou Percy.
– É. – Eurítion cuspiu na grama. – Creio que vocês vão procurar a oficina de Dédalo agora?
Os olhos de Annabeth se iluminaram.
– Você pode nos ajudar?
Eurítion estudou o gado. Nice cruzou os braços, impaciente.
– Eu não sei onde fica, mas Hefesto provavelmente sabe.
Josh imediatamente encarou Nice, percebendo os outros fazerem o mesmo. A morena deu de ombros, sorrindo com escárnio.
– Não me olhem assim. Não sei onde meu querido papai mora – a garota deu as costas aos amigos. Josh não gostou nada daquilo. Pôde sentir a fúria emanando garota.
– Foi isso que Hera disse – Annabeth ignorou o comportamento da colega e voltou seu olhar para Gerion. – Mas como acharemos Hefesto?
Eurítion puxou algo de debaixo do colarinho da camisa. Era um colar – um disco prateado liso em uma corrente prateada. O disco tinha uma depressão no meio, como uma impressão digital do polegar. Ele entregou a Annabeth.
– Hefesto vem aqui de tempos em tempos – Eurítion disse. – Estuda os animais e tal para poder fazer cópias autômatos de bronze. Vez passada, eu, hum, fiz um favor a ele. Uma pequena peça que ele queria aplicar em meu pai, Ares, e Afrodite. Ele me deu essa corrente em gratidão. Disse que se eu alguma vez precisasse achá-lo, o disco me conduziria às forjas dele. Mas só uma vez.
– E você está dando para mim? – Annabeth parecia surpresa.
Eurítion ruborizou.
– Eu não preciso ver as forjas, senhorita. Tenho o bastante para fazer aqui. Apenas aperte o botão e você estará no caminho.
Annabeth apertou o botão e o disco pareceu ganhar vida. Surgiram oito pernas metálicas. Annabeth gritou e derrubou aquilo no chão, o que confundiu Eurítion. Josh apanhou o objeto, rindo.
– Aranha! – gritou Annabeth.
– Ela tem, hum, um pouco de pavor de aranhas – Grover explicou. – Aquele velho rancor entre Atena e Aracne.
– Ah. – Eurítion pareceu embaraçado. – Desculpe, senhorita.
Logo, a aranha saltou das mãos de Josh e seguiu para a entrada do labirinto.
– Vamos logo! – Ana apontou para a aranha. – Aquilo não vai nos esperar.
– Principalmente se a pessoa que estiver atrás for uma lerda como você – falou Josh, sem conseguir se segurar.
Ana deu um soco no braço do garoto, que riu ainda mais.
Sem outras opções, Josh seguiu com os amigos para a entrada do labirinto, onde Tyson afastou a guarda de gado do buraco, para que eles pudessem saltar.
(...)
Se não fosse pela audição excelente de Tyson e Grover, eles nunca teriam sabido pra onde a aranha estava indo.
Josh gostaria de ter prendido aquela coisa em uma camisa de força.
Eles desceram correndo por um túnel de mármore, então se arremessaram para a esquerda e quase caíram em um abismo. Josh quase caiu, se Ana não o tivesse puxado pela gola da camisa. Nice, que estava ao lado do garoto, não se moveu nem um milímetro para ajudá-lo.
Aquela situação estava se tornando assustadora.
O túnel continuou à frente deles, mas não havia chão por uns trinta metros, só a escuridão escancarada e uma série de hastes de ferro pendiam do teto. A aranha mecânica estava a meio caminho, balançando de barra em barra atirando teias de metal.
– Barras. – Annabeth disse. – Eu sou muito boa nisso.
– Não é a única – murmurou Nice, tomando a frente e saltando para uma das barras.
Annabeth a seguiu.
Ambas chegaram ao lado oposto e correram atrás da aranha. Josh e Ana foram depois, sendo seguidos por Percy, Tyson e Grover.
Josh preferia estar jogando videogame a ter que passar por aqueles corredores e por um esqueleto amassado no túnel. Ele usava os restos de uma camisa, calças compridas, e uma gravata. Aquilo deixou Josh...Enjoado.
A aranha não diminuiu a velocidade. Uma luz ardente os atingiu, momentos depois. Quando seus olhos se ajustaram, a primeira coisa que Josh notou foram os esqueletos. Dúzias cobriam o chão ao redor deles.
Alguns eram antigos e esbranquiçados. Outros eram mais recentes, mais inteiros. Eles não cheiravam tão mal quanto os estábulos de Geríon, mas chegavam perto. Então, Josh viu o monstro. Ela se levantou de um estrado resplandecente no lado oposto da sala. Ela tinha o corpo de um grande leão e a cabeça de uma mulher. Ela teria sido bonita, mas o cabelo dela estava amarrado para trás em um coque apertado e ela usava muita maquiagem. Horrível.
Ela tinha um distintivo azul fixado no tórax que me levou um momento para ler. ESTE MONSTRO FOI CLASSIFICADO COMO EXEMPLAR!
Nice puxou sua chave de fenda, com uma expressão calma. Ana segurou seu anel. Josh pegou sua pulseira.
Tyson choramingou.
– Esfinge.
Annabeth foi adiante, mas a esfinge rugiu, mostrando seus caninos. Barras caíram sobre ambas as saídas do túnel, atrás deles e à frente. Imediatamente o rugido do mostro se transformou em um sorriso radiante. Josh achou aquela esfinge muito bipolar.
– Bem vindos sortudos concorrentes! – ela anunciou. – Se preparem para jogar... RESPONDA AO ENIGMA!
Aplausos ensaiados soaram do teto, como se houvesse alto-falantes invisíveis. Refletores brotaram ao redor do quarto e refletiram o estrado, jogando todo o resplendor da discoteca em cima dos esqueletos no chão.
– Prêmios fabulosos! – falou a Esfinge. – Passe no teste, e poderá avançar! Falhe, e eu te comerei! Quem vai ser o nosso participante?
Annabeth deu um passo à frente. Josh suspirou, aliviado. Ficou feliz por não ter sido escolhido como o “fabuloso participante da vez”.
– Bem vinda Annabeth Chase! – o monstro falou, embora Annabeth não tenha dito seu nome. – Você está pronta para o seu teste?
– Sim – ela falou. – Pergunte o seu enigma.
– Vinte enigmas, na verdade! – a esfinge falou alegremente.
– O quê? Mas nos velhos tempos...
– Ah, nós elevamos os nossos padrões! Para passar você tem que mostrar conhecimento em todos os vinte. Isso não é ótimo?
Aplausos tocavam de tempos em tempos como alguém virando uma torneira. Annabeth olhou nervosamente para Percy. Este lhe deu um aceno encorajador. Josh olhava ao redor, atento a qualquer forma de sair daquele lugar. Sentia que as coisas não dariam certo, dali para frente.
– Certo – Annabeth disse a Esfinge. – Eu estou pronta.
Os tambores tocaram acima. Os olhos da esfinge brilharam de excitação.
– Qual é a capital da Bulgária?
Annabeth franziu o cenho. Por um terrível momento, Josh pensou que ela não soubesse.
– Sofia – ela disse, – mas...
– Correto! – Mais aplausos ensaiados. A Esfinge sorriu tão selvagemente que seus caninos apareceram. – Por favor, não se esqueça de marcar sua resposta claramente na sua folha de teste com um lápis preto número dois.
– O quê? – Annabeth pareceu aturdida. Então uma folha de teste apareceu no pódio à sua frente junto com um lápis afiado.
– Preste atenção na bola que você assinalar e fique dentro do círculo – a esfinge disse. – Se você tiver que apagar, apague completamente ou a máquina não vai conseguir ler as suas respostas.
– Que máquina? – Annabeth perguntou.
Ana soltou um palavrão, fazendo com que Josh a encarasse. Pelo jeito, a garota estava realmente nervosa. Nice, ao contrário, estava terrivelmente calma.
A esfinge apontou com sua pata. Em cima do refletor estava uma caixa de bronze com um monte de engrenagens e alavancas e uma grande letra H na lateral, a marca de Hefesto.
– Agora – disse a Esfinge, – a próxima questão...
– Espere um segundo – Annabeth protestou. – O que aconteceu com “O que caminha com quatro pernas de manhã...?”.
– Perdão? – A esfinge disse, claramente aborrecida. Josh deu um tapa na própria testa. Agora sim, as coisas iriam desandar.
– O enigma sobre o homem. Ele caminha em quatro pernas de manhã, como um bebê, duas pernas ao entardecer, como um adulto, e três pernas ao anoitecer, como um velho com uma bengala. Esse é o enigma que você costumava perguntar.
– Exatamente porque eu mudei o teste! – a Esfinge exclamou. – Você já sabia a resposta. Agora a segunda questão, qual é a raiz quadrada de dezesseis?
– Quatro – Annabeth disse, – mas...
– Correto! Qual presidente dos Estados Unidos assinou a Proclamação de Emancipação?
- Abrahan Lincoln, mas...
– Correto! Enigma número quatro. Quanto...
– Espere aí! – Annabeth gritou.
Percy parecia tão nervoso quanto Ana. Josh teve receio de que os dois começassem a invocar água ou criar terremotos, por conta da ansiedade.
– Isso não são enigmas – Annabeth disse.
– O que você quer dizer? – a esfinge vociferou. – Claro que são. Esse teste é especialmente projetado...
– Isso é um monte de fatos estúpidos e aleatórios – Annabeth insistiu. – Os enigmas devem fazer você pensar.
– Pensar? – a esfinge fez uma carranca. – Como é que eu deveria testar se você sabe pensar? Isso é ridículo! Agora, quanta força é requerida...
– Pare! – Annabeth insistiu. – Esse é um teste estúpido.
– Hã, Annabeth – Grover se intrometeu nervosamente. – Talvez você devesse, você sabe, terminar primeiro e reclamar depois?
– Eu sou uma filha de Atena – ela insistiu. – E isso é um insulto a minha inteligência. Eu não vou responder essas questões.
Nice riu.
– Ah ótimo – murmurou. – Uma revoltada.
Os refletores resplandeceram. Os olhos da esfinge faiscaram puro preto.
– Então, minha querida – o monstro disse calmamente. – Se você não passar, você falhará. E como nós não permitimos que crianças fiquem para trás você será DEVORADA!
A Esfinge expôs suas presas, que brilhavam como aço inoxidável. Ela pulou para o pódio.
– Não! – Tyson atacou. Ele agarrou a esfinge no ar e eles colidiram de lado com uma pilha de ossos. Isso deu tempo para Annabeth recobrar seu senso e puxar sua faca. Tyson se ergueu, sua camiseta em frangalhos. A Esfinge rosnou, procurando por uma abertura.
Josh se concentrou e um segundo depois, sentiu raios dentro do seu corpo. Em seguida, saltou para a Esfinge e a atingiu com sua espada repleta de raios, jogando o monstro para longe. Este colidiu contra a parede, atordoado.
A Esfinge se levantou e avançou para Tyson. O empurrou para o lado e tentou passar por Percy, que estava à frente de Annabeth. Grover a cutucou no olho com o osso da perna de alguém. Ela guinchou de dor. Annabeth colocou o seu boné e desapareceu. A esfinge se lançou exatamente onde Annabeth estivera, mas suas patas só encontraram o vazio.
– Não é justo! – a esfinge se lamentou. – Trapaceira!
Com Annabeth fora de vista, a esfinge se virou para Nice. Josh resolveu não interferir no ataque da colega. Se desse um de herói novamente, era possível que Nice o transformasse em cinzas.
A garota invocou o fogo, que girou ao seu redor e por um segundo, Josh pôde ver chamas nos olhos da garota. No instante seguinte, a Esfinge choramingava, com os pêlos queimados e sua máquina, quebrada.
– Minha máquina classificadora! – ela chorou. – Eu não posso ser exemplar sem a pontuação do meu teste!
Ana fez água surgir ao redor da Esfinge, sufocando-a. Aquele ataque deu tempo para que os outros saíssem para o túnel distante, logo que as barras se ergueram nas saídas.
A Esfinge começou a segui-los novamente, depois de Ana ter se distanciado e a água ter desaparecido. Grover pegou sua flauta e começou a tocar. De repente os lápis se lembraram que eles costumavam ser partes de árvores. Eles se enroscaram nas patas da Esfinge, raízes e folhas cresceram e começaram a se prender ao redor das pernas do monstro. A Esfinge os rasgou, mas isso os deu tempo suficiente.
Tyson puxou Grover para o túnel, e as barras bateram se fechando atrás deles.
– Annabeth! – Gritou Percy, enquanto Josh se escorava a uma parede, recobrando as forças.
– Aqui! – Ela disse, aparentemente, ao lado de Percy. – Continue se movendo!
Josh não gostou da idéia, mas continuou correndo com os amigos pelos túneis escuros, ouvindo o rugido da Esfinge atrás deles conforme ela reclamava dos testes que teria que corrigir a mão.
Josh estava exausto. Aquele ataque lhe custou muita energia. Ao olhar para o lado, percebeu Nice, com uma expressão nada amigável em seu rosto. No que ela estaria pensando?
Notas finais
A partir do próximo, vocês vão passar a desconfiar mais da Nice (tenho certeza).
Mandem reviews!!! Façam uma autora feliz *-*
Beijocas!
- Livia Dias.
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