Os Filhos Proibidos
21 Capítulo 21 - Ana
Notas iniciais
Muito obrigada pelos comentários motivadores!!! Minhas ideias só aumentam para essa história ;)
Na reta final da parte PJO!
******************************************************************************** A BATALHA DO LABIRINTO (PARTE 21)
********************************************************************************
BOA LEITURA!!!
Sentir-se completamente vazia, depois de uma dor tão intensa quanto uma chama viva que corrói seu corpo até que não sobre mais nada...Literalmente.
Ana estava no meio do vazio. O que podia ver era apenas o nada. Não se lembrava de coisa alguma. O que tinha acontecido afinal?
Então, como se alguém acendesse a luz, Ana começou a recordar dos acontecimentos. Ela e Josh em um dos túneis do labirinto de Dédalo, Nice aparecendo e os atacando, Ana sentindo a dor lascinante da queimadura em seu corpo.
E fim. Não se lembrava de mais nada.
Estaria morta?
Francamente, se estivesse, não se importava nem um pouco. Com Nice sendo uma aliada à Cronos e Josh agindo de modo deprimente, era algo que Ana não conseguiria suportar viva. Então, se estivesse morta, agradeceria aos deuses e prestaria tributos eternos a Hades — principalmente se seu filho, Nico Di Angelo, estivesse no Mundo Inferior para fazer-lhe companhia eterna.
Um vento forte começou a soprar, fazendo com que Ana estreitasse os olhos. Logo que cessou, a garota se viu em um belo campo.
O sol começava a se pôr e as colinas verdes cheias de árvores majestosas, indicavam que era plena primavera. Uma brisa fez os cabelos de Ana esvoaçarem às suas costas.
Mais à frente, havia um casal. O homem tinha uma barba rala, olhos intensos azuis e uma pele dourada pelo sol. Seus cabelos negros eram rebeldes e negros. Usava roupas de praia e tinha um sorriso brincalhão nos lábios. A mulher tinha uma pele branca pálida, bochechas rosadas e olhos negros. Seus cabelos eram encaracolados e caiam até a cintura. Usava um vestido largo e longo, que escondia parcialmente uma barriga que começava a surgir.
- Se for uma menina, que nome pretende dar à ela, Poseidon? — perguntou a mulher, encostando a cabeça no ombro do moreno.
- Não sei — respondeu, dando de ombros. — Por que você não escolhe, Susan?
Ana arregalou os olhos. Aquela era sua mãe, dezesseis anos atrás juntamente com o deus dos mares, um dos Três Grandes.
Poseidon e Susan.
Ana sentiu o ar faltar em seus pulmões. Um vento forte soprou mais uma vez, levando-a para longe do casal apaixonado, abaixo da árvore no belo campo em um lindo dia de primavera.
Quando abriu os olhos, Ana se viu diante de um caixão dourado. À frente, estavam Percy, Josh, Annabeth, Nico, uma garota ruiva e um garoto com um tapa-olho.
– Eu disse para não me poupar, Percy. "Olho por olho", você já ouviu esse ditado? Eu aprendi o que isso quer dizer do jeito difícil. — falou o garoto do tapa-olho. — Eu sou filho de Nêmesis, deusa da vingança. E foi para isso que eu fui feito.
Ele se virou para o estrado.
– Eu renuncio aos deuses! O que eles já fizeram por mim? Eu os verei serem destruídos. Eu servirei Cronos.
O prédio ribombou. Uma faixa de luz azul surgiu do assoalho aos pés do garoto. A luz vagou para o caixão e começou a tremeluzir, como uma nuvem de energia pura. Então ele desceu até o sarcófago, à frente de Ana.
"O que está acontecendo?", perguntou-se, nervosa.
Luke se sentou ereto. Seus olhos se abriram, e eles não eram mais azuis. Eram dourados, da mesma cor que o caixão.Ele pulou para fora do caixão facilmente, e onde seus pés tocaram o chão, o mármore congelou como crateras de gelo. Ele olhou Ethan e os telquines com aqueles horríveis olhos dourados, como se ele fosse um bebê recém-nascido, incerto sobre o que via. Então olhou para mim, e um sorriso de reconhecimento se alastrou pela sua boca.
– Esse corpo foi bem preparado. – Sua voz era como uma navalha passando sobre a pele de Ana. Era Luke, mas não Luke. Debaixo de sua voz estava um outro som mais horrível – um antigo, frio som como metal raspando contra rocha.
– Vocês não pensam assim, Percy Jackson e Josh Stwart?
Ana não conseguia se mover ou gritar. Estava assustada com tudo aquilo. Josh parecia diferente: seus cabelos pareciam maiores, ele parecia mais maduro e menos brincalhão. Estava pálido e tinha um olhar triste.
Ana levantou a hipótese de estar morta, de ser um espírito ou uma alma inquieta, como apareciam naqueles filmes de terror.
Cronos jogou sua cabeça para trás e gargalhou. A cicatriz em seu rosto ondulou.
– Luke o temia, Jackson – disse o titã. – Seu orgulho e ódio foram ferramentas poderosas. Mantiveram-no obediente. Por isso eu te agradeço.
O garoto com o tapa-olho desmoronou aterrorizado. Ele cobriu seu rosto com as mãos. Os telquines que ali estavam, tremeram, levantando a foice.
Finalmente, Percy pareceu encontrar coragem, como Josh. Ambos investiram contra a coisa que costumava ser Luke, mirando as lâminas direto em seu peito, mas sua pele desviou o golpe como se fosse feita de aço puro. Cronos olhou-os com divertimento. Então ele agitou sua mão, e Percy e Josh voaram através do cômodo, batendo de encontro a uma coluna. Antes que os dois pudessem se levantar, Cronos já havia agarrado o cabo de sua foice.
– Ah… muito melhor – ele disse. – Mordecostas, foi como Luke a chamou. Um nome apropriado. Agora que ela foi forjada novamente, ela de fato irá morder de novo.
– O que você fez com Luke? – gemeu Percy.
Cronos ergueu sua foice.
– Ele me serve com todo o seu ser, como eu exigi. A diferença é, ele temia você, Percy Jackson. Eu não.
- Você não ganhou a Nice. Ela ainda vai voltar — murmurou Josh, cerrando os punhos.
Ana sentiu um frio preencher seu corpo.
Cronos encarou Josh, cético.
- Nice é uma serva, fiel, Josh Stwart. Ao contrário do que pensa, Nice veio por livre e inspontânea vontade para o meu lado.
- Ela foi persuadida! — gritou Josh, levantando-se com aparente dificuldade. — Ela não sabe o que está...
- Fazendo? — completou Cronos, com divertimento. — Nice está comandando um exército! Juntamente com outros servos fiéis e iguais à ela! Esse é o lado dela! Nice nasceu para destruir os deuses e fazer parte do meu legado!
Depois dessas palavras, Percy correu. Josh o seguiu. Ana prendeu a respiração, um grito preso em sua garganta.
O tempo pareceu desacelerar em torno de ambos, como se o mundo estivesse virando gelatina. Percy e Josh estavam presos sob o poder de Cronos. Sua presença era tão forte que podia dobrar o próprio tempo.
– Corram, pequenos heróis – ele gargalhou. – Corra!
Cronos aproximava-se bem devagar, balançando sua foice como se estivesse adorando senti-la em suas mãos novamente. Nenhuma arma no mundo poderia pará-lo. Nenhuma quantidade de bronze celestial.
Ana fechou os olhos com força, começando a rezar para todos os deuses. Não conseguia se mover ou gritar. Não poderia ver seus amigos e seu possível irmão morrerem.
Cronos estava a três metros de distância de Percy e Josh, quando Ana ouviu.
– PERCY!
A voz da ruiva.
Algo voou por Percy e Josh, e uma escova de plástico azul atingiu Cronos no olho.
– Ow! – o titã gritou. Por um momento foi somente a voz de Luke, cheia de surpresa e dor.
Percy e Josh correram direto para Rachel, Nico e Annabeth, que estavam parados no salão de entrada, seus olhos cheios de receio.
– Luke? – Annabeth chamou. – O que...
– ATRÁS DELES! — berrou Cronos.
Ana viu quando o grupo correu, em fuga e os monstros os seguiram. Foi quando abriu os olhos, ofegante e se viu na Enfermaria do Acampamento Meio-Sangue.
(...)
- Então, eu fiquei entre a vida e a morte? — perguntou Ana, calmamente, enquanto Quíron lhe explicava o que acontecera desde que a garota ficou desacordada.
Quíron assentiu.
- Se Josh não tivesse trazido você até aqui o mais rápido que pôde, você poderia estar morta agora — ele uniu as mãos, pensativo. — Depois disso, Percy havia sido considerado morto por ter desaparecido depois da explosão no Monte Sta.Helena.
- Quem causou essa explosão? — perguntou Ana, encarando-o.
Quíron custou a falar. Parecia querer encontrar as palavras certas.
- O time de Nice atacou Percy — respondeu, por fim. — Então o fogo em contato com a água resultou na explosão.
Ana baixou os olhos.
- E Nice está com eles, certo? — perguntou.
Quíron assentiu.
- Não sei como não desconfiei dela — o centauro deu de ombros. — Até agora estou sem acreditar que aquela criança...
Ele não completou seu pensamento. Ana preferiu que ele não o fizesse. Só em saber que Nice, sua melhor amiga, havia traído à todos...Era realmente surreal demais.
- E Nico e a garota ruiva? — perguntou Ana. Havia contado à Quíron sobre o sonho que teve, um sonho que realmente acontecera ou acontecia exato naquele instante.
- Eles estão juntos com Percy, Josh e Annabeth na missão — respondeu Quíron. — A garota ruiva é Rachel Elizabeth Dare, uma mortal que consegue ver através da Névoa.
Ana suspirou.
- Vou até o Labirinto — disse, levantando-se.
- Sua mochila está pronta o que você precisa — Quíron indicou o canto da Enfermaria, onde uma mochila de viagem estava.
Ana o encarou, perplexa.
- Você...Vai deixar eu ir?
- Se eu não deixar, você irá de qualquer modo — Quíron a encarou. — O que tenho a lhe dizer é...Boa sorte.
Ana pegou sua mochila.
- Estou indo então — falou, saindo da Enfermaria.
- Ana — chamou-lhe Quíron.
A garota virou-se. O centauro lhe encarava, com firmeza.
- Cuidado com a Nice.
Ana acenou com a mão e correu para a entrada do labirinto. Mesmo com as palavras de Quíron e com tudo o que ele dissera, guardava a esperança de que Nice estivesse agindo do lado deles na verdade, espionando Cronos.
Mas do jeito que as coisas iam, era ridículo pensar daquela forma.
Notas finais
Vocês devem ter percebido que não teve a narração da Nice. Bom, é que por enquanto, ela vai dar uma sumida. Só na parte da Ordem da Fênix que vamos ter uma narração da Nice novamente ;)
Então, mereço reviews? O que esperam para os próximos capítulos?
Até quarta, pessoal!!!
Beijocas!
Fale com o autor