Os Filhos Proibidos

19 Capítulo 19 - Ana


Notas iniciais
Obrigada por terem comentado! Minha motivação e inspiração para essa história só está aumentando ;)

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A BATALHA DO LABIRINTO (PARTE 19)

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BOA LEITURA!!!

Ana se sentia feliz pela sua melhor amiga. Nice fora chamada por seu pai para conversar e isso era legal (ou ao menos, parecia).

Josh, ao contrário, não parecia tão tranquilo. Ana nunca vira o amigo tão quieto quanto no caminho que percorriam.

Eles estavam indo bem até chegarem nas raízes das árvores. A aranha correu por elas, e eles acompanharam, mas aí viram um túnel escavado na terra, envolto em raízes. Grover estacou.

– O que foi? – perguntou Percy.

Ele não se mexeu. Apenas encarou boquiaberto o túnel escuro. Seu cabelo enrolado farfalhou ao vento.

- Grover? — chamou Ana, desconfiada.

– Vamos! – Annabeth os apressou. – Temos que continuar.

– Este é o caminho – disse Grover receoso. – É este.

– Que caminho? – perguntou Percy. – Você quer dizer... até Pã?

Ana não fazia a mínima ideia do que falavam. Ela sabia vagamente sobre a história de Grover procurar por Pã, entretanto, não sabia de todos os detalhes.

Grover se virou para Tyson.

– Você não sente?

– Lama – Tyson parecia pensativo. – E plantas.

– Sim! Este é o caminho. Tenho certeza disso! — exclamou Grover.

Mais à frente, a aranha estava cada vez mais longe pelo corredor de pedra. Mais alguns segundos e eles a perderiam. Ana se voltou para eles.

- Temos que ir, pessoal — disse, ansiosa.

– Nós voltaremos – prometeu Annabeth. – Quando estivermos voltando a Hefesto.

– O túnel terá desaparecido até lá – falou Grover. – Eu tenho que segui-lo. Uma porta como esta não permanecerá aberta!

– Mas não podemos – disse Annabeth, nervosa. – A forja!

Grover a olhou, cabisbaixo.

– Eu tenho que ir, Annabeth. Você não entende?

Entretanto, Annabeth parecia desesperada, como se não estivesse entendendo nada. A aranha estava quase fora de visão. Ana mexia em um dos cachos de seus cabelos volumosos. Eles não poderiam perder a aranha de vista.

– Vamos nos separar – falou Percy.

– Não! – exclamou Annabeth. – É muito perigoso. Como vamos nos encontrar de novo? E Grover não pode ir sozinho.

Tyson pôs sua mão no ombro de Grover.

– E-eu vou com ele.

Ana encarou Josh, que estava boquiaberto.

– Tyson, você tem certeza? — perguntou Percy.

Tyson assentiu.

– Garoto-bode precisa de ajuda. Nós vamos achar o deus. Eu não sou como Hefesto. Eu confio nos amigos — falou ele.

Grover respirou fundo.

– Percy, nós vamos nos encontrar de novo. Ainda temos a conexão empática. Eu apenas... tenho que ir.

Ana não pôde culpá-lo e ficou feliz por Josh não ter dito nada sem pensar. Aquele era o objetivo da vida de Grover, pelo que parecia.

– Esperamos que você esteja certo então – falou Josh, colocando a mão no ombro de Grover.

– Eu sei que estou — Grover assentiu, decidido, como Ana nunca o vira desde que haviam iniciado aquela missão.

– Se cuida — disse Percy.

- É. Tomem cuidado — falou Ana.

Tyson os encarou por um instante, antes de envolver os dois em um abraço de urso, que fez Ana sentir certa dor nas costelas. DepoisTyson e Grover desapareceram no túnel das raízes da árvore, sumindo no escuro. Ana suspirou.

"Tomara que dê tudo certo", pensou.

– Isso é ruim – comentou Annabeth. – Separar é uma ideia muito, muito ruim.

- Pare de ser pessimista, Annabeth — disse Josh, revirando os olhos.

– Nós vamos vê-los de novo – garantiu Percy, parecendo tentar ser confiante. – Agora vamos. A aranha está escapando!

Ana concordou e seguiu com os amigos, atrás da aranha. Mas parou. Josh havia parado também.

- O que foi? — perguntou Ana.

Annabeth e Percy corriam mais à frente e logo, sumiram de vista.

- Tem algo errado, Ana — disse Josh, analisando a parede de pedra. — Alguma coisa não está bem.

- Está falando da Nice? — perguntou Ana, arqueando uma sobrancelha.

Josh a encarou.

- De quem mais? — perguntou, revirando os olhos. — Ela não parecia bem. Você não viu?

Ana não respondeu. Nice realmente não parecia bem. Passos foram ouvidos, tirando Ana de seus devaneios.

Josh levantou-se, atento.

- Quem está aí? — perguntou Ana, transformando seu anel.

Uma figura usando uma longa capa negra, apareceu. Seu rosto estava encoberto por um capuz e suas mãos sumiam diante das mangas compridas e largas. Pela estatura e pelo modo de caminhar, Ana deduziu que era uma garota.

- Quem é você? — perguntou Josh, com sua espada em mãos.

A pessoa retirou o capuz. Ela estava muito mais bonita e ao mesmo tempo, mais sombria. Seus olhos estavam impassíveis e continuaram assim, quando ela moveu sua chave de fenda, transformando-a em uma espada que Ana nunca vira antes.

- Nice? — Ana recuou um passo, confusa. — O quê...

Mas antes que pudesse terminar a frase, labaredas jogaram-na para trás, queimando seu braço direito, causando-lhe imensa dor.

Notas finais
O capítulo ficou curtinho, mas não tinha muita coisa para ser colocada nele :) Espero que tenham gostado e até sexta!!!

Beijocas!!!