Os Filhos Proibidos

1 Capítulo 1 - Ana


Notas iniciais
Olá gente!Aqui estou com uma nova fic. Espero que gostem e comentem.*******************************************************************************************A BATALHA DO LABIRINTO (PARTE 01)*******************************************************************************************BOA LEITURA!!!

– Filha, levante! – pediu Susan, balançando a filha, Ana, que estava encoberta pelos lençóis.

– Mãe, só mais cinco minutos. – pediu a garota, com a voz abafada.

– Você vai começar na nova escola hoje, Ana. Vamos, por favor. – suplicou Susan.

Ana era uma garota difícil. Vivia com a mãe Susan Benson Salvatore — uma das melhores médicas da cidade -, e passava a semana inteira em algum colégio interno.

Não era culpa sua e ninguém chegava a entender — apenas sua mãe, Susan. Ana sempre tivera problemas de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e com isso, sua atenção nas aulas sempre fora péssima. Com isso, todos os anos Ana mudava de internato por ter sido expulsa do anterior. Desse modo, ela viveu por quatorze anos.

– Você sabe que eu vou ser expulsa desse internato também. Não sei porque ainda tenta. – reclamou Ana, levantando finalmente e encarando a mãe.

Com seus cabelos escuros e encaracolados e olhos castanho claro, Ana sempre chamara a atenção. Mas seu mal-humor, não contribuía para que ninguém se aproximasse dela, tornando-a completamente solitária.

Susan sorriu.

– Eu confio que você vai suportar mais um ano. – disse ela, abraçando a filha. – Agora vamos, certo? Você tem que fazer isso, Ana. É importante.

– Eu acho que ia para esse colégio com mais ânimo, se você me dissesse algo sobre meu pai. – disse Ana, quando a mãe lhe soltou.

Susan suspirou.

– Você sabe que eu não posso...

– Por que? Por que não pode me contar? – perguntou Ana, aborrecida novamente e saltou da cama. – É um direito meu saber.

– Logo, você saberá. – prometeu Susan, mas Ana balançou a cabeça.

– Esse é o seu problema. Não confia em mim! – acusou Ana, abrindo a porta. – Acho melhor você sair. Eu prometo me arrumar para o colégio interno, mamãe.

Susan encarou a filha, que parecia decidida a permanecer de mal-humor. Susan e Ana, nunca tiveram uma relação boa, de mãe e filha. Susan sempre procurou se aproximar da filha, mas por conta de ter que guardar o segredo sobre a paternidade de Ana, nunca teve sucesso em sua aproximação.

Susan fitou Ana atentamente, mas a garota continuava fazendo o sinal para que a mãe saísse do quarto. Por que esconder isso dela? Por que não lhe contava de uma vez quem é o seu pai?

Ana sempre fora revoltada e de mal-humor, por conta disso. Esse segredo a atormentava e a única lembrança de seu pai, era de ter sentido quando pequena, o cheiro de mar.

Apenas isso. Onde poderia chegar com apenas essa pista? Ana tentava de todas as formas, persuadir sua mãe a lhe contar algo.

Mas nunca funcionava.

– Tudo bem. – disse Susan, e se dirigiu para a porta aberta. Mas antes de sair, encarou a filha. – Eu gostaria que você facilitasse as coisas, Ana.

– E eu gostaria que você não escondesse nada de mim. – disse Ana, encarando a mãe nos olhos. – Por que faz isso?

Susan não respondeu e saiu pelo corredor. Furiosa Ana bateu a porta do quarto e começou a procurar alguma roupa no armário.

Alguma roupa, que não chame a atenção, mas que deixe claro que Ana não é uma garota como as “populares”.

Felizmente, conseguiu uma boa roupa e deixou os cabelos soltos. Arrumou a mochila, colocando algumas peças de roupa e livros.

Saiu do seu quarto e desceu. Chegou na cozinha e tomou um suco de laranja e comeu uma torrada.

Susan, a encarava do outro canto da cozinha. Ana não sabia como a mãe conseguia ser tão calma com ela. Susan apenas encarava a filha com tristeza e só. Nada de raiva, decepção ou algo assim.

– Vamos? – perguntou Susan, com um sorriso.

Ana concordou com um aceno de cabeça e seguiu com a mãe, para os jardins.

O colégio interno se chama St.Metropolitan Haven, um nome nada animador na opinião de Ana.

Um prédio imenso com várias janelas e as paredes, com pintura perfeita em todos os detalhes. A entrada para o lugar causa náuseas em Ana. Mais um lugar onde pode ser odiada por todos os alunos e professores.

– Mãe, tem certeza? – perguntou Ana, encarando Susan, que tamborilava os dedos no volante, enquanto arruma um lugar para estacionar o carro.

– Tudo vai dar certo. – mas a voz de Susan, não pareceu muito confiante.

Ana desistiu de tentar argumentar e bufou, enquanto olha pela janela, o prédio que pode começar a chamar de “casa” dali em diante.

Susan abraçou Ana, passando recomendações para a filha.

– Venho te buscar no final de semana. – disse Susan, segurando o rosto mal-humorado da filha, com as mãos.

– Se o colégio ainda existir até lá. – murmurou Ana.

Susan sorriu para a filha e a abraçou mais uma vez.

– Eu tenho que ir mãe. – disse Ana. – Meus “amigos” me esperam.

– Boa sorte. – desejou Susan, em tom ansioso.

Ana assentiu e segurando a mochila nas costas, entrou no colégio interno.

Os alunos pareciam ser do estilo ricos demais. Ana foi empurrada milhares de vezes até chegar em seu quarto.

Grande e sem nada praticamente. Apenas uma cama e um armário no fundo. Ana jogou todas as suas coisas no chão e pegou o uniforme que estava em cima da cama. Vestiu e se olhou no espelho. Esta horrível. Ótimo.

Ana foi para a primeira aula, que era Química. Chegou atrasada na aula por sinal, e o professor não pareceu nada feliz com isso. Mesmo assim, deixou Ana entrar.

As alunas mais metidas lançaram piadinhas maldosas para Ana como “De onde você veio? Com certeza não foi desse planeta!”, ou “Credo! Que cheiro horrível! Você passa perfume, querida?”, e outras coisas ainda piores, que Ana resolveu ignorar, como sempre fazia.

Não conseguiu assistir a aula. Batucava os dedos na carteira ou olhava para os lados, ou ainda, rabiscava na última folha do caderno, entediada.

Logo, Ana notou que outras duas pessoas faziam a mesma coisa que ela. Um garoto, de cabelos escuros, tamborilava com os lápis de cor, fingindo serem baquetas de uma bateria na carteira.

E a garota, atrás do garoto, rabiscava em um papel, com força. Tinha uma chave de fenda no cinto e usava uma jaqueta. Os cabelos eram encaracolados e escuros, por baixo do capuz.

Ana tinha certeza de que eles não eram como o restante dos alunos, que faziam parte de alguma “hierarquia” do colégio. Eles pareciam ter TDAH, como Ana.

O sinal tocou indicando o final da aula. O professor saiu rapidamente, antes dos alunos.

Os alunos que Ana havia visto guardam os materiais enquanto conversam, animados. Ambos tem sorrisos marotos nos lábios, que revelam que ambos, não deixam de aprontar quando tem oportunidade.
Ana resolveu se aproximar. Eles parecem ser legais. Por que não?

Afinal, ela poderia retrucar caso fosse mal tratada por eles.

– Érr... Oi. – disse Ana, timidamente.

Na mesma hora, os dois se viram para Ana. Ela imaginou que ambos começassem a rir dela ou algo assim, mas a garota sorriu como o moreno.

– Olá. Você é Ana Salvatore, certo? – perguntou, com simpatia.

– Que eu saiba, sim. – disse Ana, sorrindo, feliz por ter sido bem tratada pela garota.

– Sou Nicolle, mas pode me chamar de Nice. Nicolle Lenhart. – disse Nice, estendendo a mão enquanto segura a mochila com a mão esquerda.

Ana apertou a mão de Nice, sorrindo. Pela primeira vez, estava conseguindo ter uma conversa civilizada com algum aluno. Normalmente, nem um “oi” ela diria, quando mais estenderia o assunto para os cumprimentos e apresentações.

– Esse é Josh Stwart. – disse Nice, apontando para o amigo.

– Oi. – cumprimentou Josh, arrumando o boné. Ana conseguiu ver os olhos do garoto, e viu o quanto parecem ser eletrizantes.

– Ele não é tão tímido assim, mas quando acaba de conhecer alguém, costuma agir desse modo. – explicou Nice, fechando a mochila. Colocou-a ao ombro e encarou Ana. – Você veio para cá hoje?

– Sim. – respondeu Ana, segurando as alças da mochila. – É o quinto internato que freqüento.

– Ah, nós também. – disse Josh. Pelo jeito, ele parecia ter perdido a timidez repentina. – Já freqüentamos uns dez.

– Vocês são irmãos ou algo assim? – perguntou Ana, com leve curiosidade.

– Não. – Nice riu. – É uma história meio complicada.

– É. – Josh balançou a cabeça e riu também. – Digamos que minha mãe é horrível e se casou com um cara pior.

– Minha mãe é advogada e, bom, ela se apaixonou pelo padrasto do Josh. – disse Nice.

Ana os fitou enquanto ambos continham sorrisos marotos.

– Mas então, minha querida mãe que me acha a pior coisa do mundo, descobriu que eu sabia sobre a “paixonite” dela. – disse Nice.

– E ela mandou a Nice para cá. – completou Josh.

– Mas, suas mães são tão ruins assim? – perguntou Ana, fazendo uma careta.

– Ah não. – Nice mexeu a mão, como quem não dá importância.

– Elas só são piores, se você nos entende. – disse Josh.

– E seus pais? – perguntou Ana.

– Não conhecemos. – respondeu Nice, tristonha. – Nossas mães não querem nos contar.

– Eu também tenho esse problema. – disse Ana, se lembrando da discussão que teve naquela mesma manhã. – Mas pelo menos, minha mãe é legal. Só eu que sou meio “marrenta” se posso me considerar assim.

Nice deu de ombros.

– Nós somos piores. – disse ela, dando pouca importância.

– Mas acho que agora não é uma boa hora para contarmos todos os nossos crimes. – disse Josh, observando atentamente a porta da sala de aula. – Quer almoçar conosco, Ana? Poderemos te contar melhor sobre nós.

– Claro, se você quiser vir com a gente. – disse Nice.

Ana fitou atentamente os dois. Ela conseguiu dois amigos. Isso é um grande recorde.

– Claro. – concordou Ana feliz. – Vamos almoçar.

Notas finais
Esse capítulo foi mais para mostrar a vida da Ana, uma das personagens principais. O próximo, será do Josh.Comentem ok? Preciso de comentários para que a fic continue. Provavelmente, vou postar o segundo capítulo na terça-feira.Beijos da autora, Livia Dias ;)