Os Fantasmas de Ian
18 Epílogo.
Notas iniciais
*Atenção. Última chamada para o vôo 477, portão B, com destino ao aeroporto internacional de Londres.*
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–Eu preciso ir, Olivia. Meu vôo está chamando agora. E lembre-se dos viscos. Sinead me mataria se não tivesse.
–Entendido, Sr. Kabra. Eu irei pedir imediatamente para comprarem os enfeites restantes.
–Obrigada, Olivia. E desculpe-me pelo tempo super curto para arrumarem as coisas. Quando chegar, vou ajudar no que puder. Agora tenho que desligar.
–Sim, senhor. E senhor...
–Sim?
–Obrigada por pedir desculpas, senhor.
Ian sorriu desconfortável, e deu graças a Luke que falava com ela pelo telefone.
–Ahn... Não foi nada. Eu te devia isso. Eu vou perder meu vôo se não desligar. Adeus.
Ian desligou o telefone e andou até o portão de embarque. Esperou seu lugar na fila até as pessoas começaram a andar, então andou até o avião. Lá dentro, colocou sua bagagem de mão embaixo da cadeira, e se sentou. Começou a olhar o celular, até o piloto informar os passageiros para desligarem seus aparelhos. Ian deu uma olhada na última mensagem que ganhou,de Amy, e que já tinha lido centenas de vezes, desde que a recebeu. Era pequena, mas era a primeira mensagem que mandava a ele em dois anos.
Hey!
Queria me desculpar pelo meu... Bom... Por ter saído daquela forma. Mas... estava muito frio...E... Bom, eu só queria falar isso. E dizer que... Eu quero muito ver você amanhã no natal. Beijos.
PS: Ah, aqui é a Amy ;)
PPS: Fico feliz que tenhamos... Nos entendido.
Ian sorriu.
–Senhor, pedimos que você por favor desligue seu aparelho celular para a decolagem.
Ele se virou e viu uma aeromoça ao lado dele. Ela tinha cabelos castanho-avermelhados, quase num vinho, e seus olhos eram de um azul esverdeado. Ian não sabia se era pela semelhança com certa ruiva, mas tinha achado-a muito bonita.
–Ah, perdão. Eu irei desligar agora mesmo.
Ela sorriu, assentindo, e foi embora. Ian desligou o celular e se ajeitou na cadeira, olhando pela janela a paisagem que daqui a alguns segundos iria desaparecer de sua vista. Quando o avião decolou, Ian continuou sorrindo. Logo, logo, ele estava frente a frente à imensidão do mar Atlântico. Amanhã seria dia 24 de dezembro, véspera de natal. Ele estaria em sua mansão, pela primeira vez sem a tristeza profunda trazida pela morte de Natalie Kabra, com seus parentes recém-reconciliados festejando uma data única. Ele finalmente estaria no mesmo cômodo que Amy Cahill, sem se preocupar em não olhar nos olhos dela, ou precisar pensar em mil e uma respostas sarcásticas para dar a ela. Estaria com ela, sorrindo de forma radiante novamente.
Pois é... Pensou, é um bom dia para recomeçar.
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