Os Espelhos

3 Árvore do arco-íris


Notas iniciais
Desculpa por ter abandonado a fic ;w; A culpa é totalmente minha já que eu só estava com preguiça de escrever e pensar em como continuar a história, tsc. Espero que gostem ~

“Sorrisos podem ser o conforto que preciso.”

Assim que a imagem sumiu do espelho eu corri. Os passos se aproximavam, e eu sabia quem era. “Kyo” era como os servos o chamavam. Não sei como cheguei aqui, mas tenho quase certeza que ele está envolvido. O som ficava mais alto e próximo, indicando que ele estava mais perto. Não importa o quanto eu corresse, não conseguia despistá-lo.

Tropecei na frente do longo vestido que fui obrigada a usar, mas antes que caísse no chão, ele me segurou em seus braços. “Como apareceu tão rápido?” pensei.

— Sempre tenho que vir te salvar, princesa? Sinceramente... Tenha mais cuidado — disse ele comigo ainda no colo.

Ele me colocou no chão. Arrumei meu cabelo e saí andando, irritada. Ele me seguia, desde que eu cheguei a esse lugar. Não aguentando mais eu parei de andar e ele me perguntou pela milionésima vez:

— Então, aceita a proposta?

— Eu já disse que não. Perguntar milhões de vezes não vai mudar minha opinião. — respondi.

— Pode pelo menos pensar mais?

— Eu te odeio, não tem motivo para reconsiderar. — disse isso recomeçando a andar — e eu quero dar um passeio sozinha, então pare de me seguir.

Ele realmente não me seguiu, então saí do castelo andando sem rumo pelas ruas. Parei em uma barraca de frutas e perguntei qual era o nome da cidade em que estávamos. O senhor respondeu “Elios”. Agradeci e continuei andando.

Como pensei, não estava na terra. Aquela cidade se quer existia em qualquer dos mapas que eu já tenha visto. Esbarrei em alguém que vinha correndo e caímos, levantei-me e pedi desculpas. A moça fez uma cara feia, mas logo em seguida fez uma expressão de surpresa, como se dissesse “Como eu não percebi antes?” e pediu desculpas e me ofereceu um chá. Aceitei, e nos dirigimos a casa dela.

Lá dentro ela me disse algo como “Não repare na bagunça”, mas eu não ouvia, estava encantada com aquele ambiente, era tudo tão organizado e colorido. Ela me guiou até o jardim, onde havia uma mesa e duas cadeiras. Havia uma árvore multicolorida que emanava uma energia boa e acolhedora logo ao lado do lugar onde nos sentaríamos, fazendo a sombra do local.

Sentei o mais próximo daquela árvore, e ela serviu o chá. Estávamos em silêncio, e aquilo parecia incomodo tanto pra mim quanto pra ela, então decidi perguntar algo.

— Por que estava correndo? — não era o tipo de pergunta que fazia sentido, mas foi o melhor que pude formular naquele momento.

— Eu... Eu não sei. Senti que havia alguém em perigo, em algum lugar. Só não sabia onde. — Ela respondeu puxando o cabelo cacheado para trás.

— Sentiu...? — como alguém sente algo desse tipo?

— Sim, eu não sei porque, mas sempre tenho sensações desse tipo, mas sempre ignorei, só que hoje eu decidi fazer algo. A sensação parou quando esbarrei em você, não sei o motivo. — tomou um pouco do chá e fitou meus olhos por um tempo.

— Então, ainda não sei seu nome...

— Carol — ela sorriu.

Não sei se era a energia daquela árvore, mas senti como se pudesse contar tudo a ela. Talvez fosse o modo como ela sorriu, ou até mesmo a doçura na voz.

Ficamos algumas horas conversando e até mesmo contei minha pequena “aventura” a ela. Ela me ofereceu ajuda e disse que era possível eu voltar a minha realidade, mas antes eu deveria resolver meus problemas aqui. Eu não entendi o que ela quis dizer com resolver meus problemas aqui. Primeiro, eu tenho problemas aqui? Nem sabia que esse lugar existia. Aceitei a ajuda, afinal não sei de nada desse lugar. Ela também me disse que eu poderia trazer o Haruka se eu conseguisse poder suficiente para tal coisa.

Já estava anoitecendo, mas eu não sentia nenhuma vontade de ir naquele castelo. Eu sabia que ele iria estar me esperando, sabia que iria perguntar novamente sobre o pedido dele. Eu definitivamente não vou me casar com ele. Me levantei o mais devagar possível, não queria sair de lá. A casa e a própria Carol me deixavam feliz.

Acho que ela percebeu, já que me convidou para dormir lá. Meus olhos brilharam com aquilo. Conversamos por mais algum tempo dentro da casa, na sala. Jantamos e decidimos que sairíamos em busca do poder que eu precisava logo pela manhã. Fomos dormir bem cedo. “Amanhã vai ser muito importante... melhor eu dormir logo.”

Tive um sonho, nele eu vi o Kyo falando com um ente desconhecido, os dois pareciam irmãos, não consegui entender o que eles falavam, mas eles pareciam se chamar pelos nomes “Behom” e “Levian”. O sonho mudou, vi Haruka deitado em sua cama, ele dormia serenamente, então abriu os olhos de repente. Acordei logo após isso com Carol abrindo as janelas, apesar de que a luz do sol ainda nem estava iluminando muito. Nos arrumamos, ela até me deu roupas diferentes, já que as minhas tiravam muito da minha agilidade. Eu estava com uma calça preta, botas, uma blusa branca e vermelha que quase não aparecia devido a capa que tinha um capuz também. A capa era branca com alguns detalhes róseos e orelhinhas de gato —não entendi o motivo, mas até que era fofo—. Carol me disse que aquela capa poderia me deixar invisível quando eu quisesse. Ela estava com uma tiara no cabelo e uma roupa simples, parecidas com as minhas, só que as cores eram diferentes, e ela tinha um grande machado nas costas.

— V-você luta? — olhei para ela abismada.

— Obviamente. Por que você acha que ofereci minha ajuda? — ela riu bem alto.

— Achei que... Você deve lutar muito bem — mudei o assunto antes que ela resolvesse testar aquele machado em mim.

— Yuko, certo? Venha aqui, vou amarrar esse cabelo, se não ele vai te atrapalhar em combate. — ela puxou uma cadeira e eu me sentei. Ela fez um rabo de cavalo em mim e descemos as escadas logo após.

Tomamos nosso café e partimos com o mapa em mãos. A cidade que visitaríamos se chamava Wyvern. Uma cidade onde os ventos podem te fazer voar longe se você não souber o que você está fazendo. Carol me segurou pela mão e saímos correndo pelo portão oeste da cidade.

Notas finais
Eu vou tentar continuar logo, me cobrem //apanha