Os Escolhidos: O Encontro

4 Capítulo 4: Bestas Aladas


Notas iniciais
Mais um novo capítulo !!! Espero que gostem ♥

ANA

Acordei um pouco mais cedo do que devia, o Rafael ainda estava dormindo. Parei para observa-lo um pouco. Ele estava sem camisa o que exibia totalmente a sua barriga bem definida. Subindo um pouco o olhar, pude ver sua cicatriz mais de perto, ela já estava totalmente cicatrizada, e por incrível que pareça deixou um charme nele. (Leve risos)

Levantei e fui diretamente ao banheiro, aos poucos fui tirando a minha roupa e as pendurando nos pregos da parede, após me despir totalmente por exceção do anel, entrei na banheira de água quente que havia sido preparada pela Tia Édina. Fui mergulhando meu corpo aos poucos, parando com a água abaixo do meu nariz. Fechei os meus olhos e tentei relaxar ao máximo possível, pois ainda não acreditava no que estava acontecendo.

Após sair do banho, coloquei uma toalha e fui para o quarto do Rafael, que por sinal estava vazio. Me vesti, e me equipei com o que achei que fosse necessário. Coloquei as duas adagas em um cinto na minha cintura, para que ficasse mais fácil de utiliza-las, peguei então meu arco e a flechas e fui em direção a cozinha. Ao passar pela porta dei de cara com o Rafael já pronto para partir.

Rafael: Por um minuto pensei que a princesa tinha fugido. Pronta ? (Disse ele com um sorriso sarcástico no rosto).

Assenti levemente com a cabeça. Eu não entendia como ele podia estar tão ansioso para essa missão suicida. Então quando eu estava para girar a pedra do anel, ele pôs a mão sobre a minha.

Rafael: A gente não precisa fazer isso se você não quiser.

Naquele momento eu fiquei sem palavras, eu realmente não queria ir, mas ele parecia estar tão ansioso para chegar ao castelo e tirar suas duvidas que levantei um falso ânimo para agradá-lo.

Ana: É claro que eu quero ir. Agora vamos carrapato, estamos perdendo tempo.

Então girei a pedra do anel e a seta surgiu em meio a neve apontando para o norte, fazendo com que fossemos andando segundo sua direção.

—-NO MEIO DA FLORESTA--

O Rafael fazia questão de me animar, com histórias de quando éramos crianças, ele sabia sabia que eu não estava animada para essa viagem, muito menos para conhecer Écros. Enquanto ele falava eu contava os flocos de neve que caiam sobre meus olhos, mas sem deixar de olhar para onde caminhava. Escutei então um barulho vindo de trás de uma árvore, sem pensar duas vezes peguei uma flecha e mirei em direção ao "inimigo".

Rafael: É apenas um coelho.

Ana: Poderia ser o Écros.

Eu estava tremendo, estava com medo, não conseguia nem mirar no coelho direito, então abaixei o arco e soltei a flecha. Foi quando o ele veio me abraçar. Ele cheirava a amoras, que por sinal era a fruta favorita dele. O cheiro dele me acalmava e o corpo dele me esquentava, por um minuto consegui me sentir segura.

Rafael: Calma Ana, eu estou aqui.

Ana: Eu sei. (Disse abraçando cada vez mais forte o corpo dele)

Foi quando algo estranho surgiu abaixo das nuvens, algo negro e com o rosto deformado, ele voava rapidamente em nossa direção.

Ana: Rafael... (Disse tentando avisá-lo)

Rafael: Eu sei. Não se preocupe, eu cuido disso. (Disse ele me mostrando o anel em quanto falava)

A pedra do anel estava totalmente negra, e a seta que nos guiava havia sumido, não existia nem brilho ao seu redor, era negra e opaca, era como se tivesse perdido toda a sua magia. Ao olhar novamente ao céu havia mais três monstros alados vindo em nossa direção.

Rafael: Ana ! Se esconde !

Ele então puxou seus dois marchados que haviam equipados em suas costas e correu em direção ao mais próximo. Mas sempre que ele se aproximava pra atacar o monstros voavam para longe.

Rafael: Ana ! Esquece o que eu falei. Eu preciso de você. Eu sei que você consegue ! É como caçar lobos, só que com asas. Eu preciso que você rasgue as asas deles para que eu possa corta-las. Você pode fazer isso ?!

Eu então assenti com a cabeça, peguei meu arco, e mirei uma flecha no monstro mais próximo ao Rafael. Eu ainda estava tremendo, mas tinha que acertar aquela flecha. Não queria que o Rafael tivesse outra cicatriz por minha causa.

Quando certifiquei que a mira era certeira, soltei a flecha, e esperei o resultado. Eu havia errado as asas, mas ainda assim consegui acertar nas costas do monstro, fazendo com que ele se contorcesse e caísse no chão.

Rafael não pensou duas vezes, assim que a besta ia caindo, ele deu um pulo e cortou sua cabeça, depois olhou para mim deu um largo sorriso e assentiu com a cabeça. Na mesma hora ele veio correndo em minha direção mudando bruscamente de expressão.

Rafael: SE ABAIXA !

Rapidamente me abaixei, ao se aproximar ele pulou por cima de mim e acertou em cheio o peito da besta, fazendo com que só sobrasse cinzas como o primeiro que ele havia matado.

Rafael: Além de ter uma boa mira, você ainda serve como isca. Bom saber. (Disse ele quase sem fôlego)

Ana: Não foi minha intenção acertar as costas dele.

Rafael: Você só está um pouco nervosa. Sei que você manda ver nessas flechas, só precisa se acostumar com os novos obstáculos. Droga. Ele realmente sabia como me animar.

Então uma das bestas veio em direção as costas do Rafael enquanto conversávamos. Peguei mais uma flecha, mirei e acertei bem na coxa dela. Enquanto ela contorcia de dor, eu acertei outra nas asas dela fazendo com que não pudesse mais voar.

Rafael: Está vendo ? Já está se acostumando aos novos alvos. Agora me deixe terminar o serviço.

Ele então foi em direção a besta, mas dessa vez com apenas um marchado, enquanto a besta tentava voar miseravelmente. Ao perceber que não conseguia mais voar ela tentou atacar o Rafael, dando uma rasteira nele com o seu rabo. A besta logo o atacou, fazendo com que ele usasse o machado. Ela foi forçando o marchado contra o corpo do Rafael que evitava ser esmagado.

Rafael: Ahhh, droga! Eu não esperava por essa.

Ana: Calma aí princesa, deixa que eu resolvo isso. (Disse me sentindo cada vez mais confiante).

Rafael: Olha... Bem que você podia adiantar com essa flecha.

Eu já estava mais calma, não me tremia mais, minha mira já estava voltando ao normal. Pensei em um lugar perfeito para atirar a flecha, puxei a corda do arco com mais força e soltei, fazendo com que ela fosse diretamente no coração. A besta logo se transformou em pó.

Porém uma delas surgiu atrás de mim, e foi me abraçando levemente, e quando mais tempo passava, mais sufocada eu ficava. Rafael então correu em minha direção, mas quanto mais ele se aproximava, mais forte a besta me apertava.

Ana: RAFAEL, PARA !

Ele então percebeu a situação que eu estava e ficou desesperado, pois não sabia oque fazer.

Lembrei-me então das minhas adagas e me forcei a pega-las. Ao conseguir pegar uma delas, acertei o mais rápido possível na besta, que me jogou para longe e rugiu de dor. Aproveitei a distância e acertei seu coração com uma flecha.

(Então o anel voltou a brilhar novamente e revelando a seta)

Rafael: Uau, você foi incrível.

Ana: Não quero ser um peso nessa jornada.

Rafael: Ta brincando comigo ?! Sem você aqui eu teria perdido feio essa luta e olha que a gente ainda nem chegou no castelo.

Ana: Você só pode está zoando com a minha cara, você matou 3 deles.(risos).

Rafael: Mas todos com a sua ajuda, e esse último você derrotou sozinha. (risos).

Continuamos seguindo em direção ao direção ao castelo, discutindo toda a luta que havíamos acabado de vencer, a gente se gabava tanto, e dávamos tantas risadas que parecia que já tínhamos derrotado Écros.

Depois de mais uma longa caminhada, e de termos parado de falar das bestas, sentamos para descansar.

Ana: Você acha que estamos perto do castelo ?

Rafael: Olha, do castelo eu não sei mas parece que estamos perto da Água.

Ele então apontou para o anel, que já não estava mais brilhando verde e sim azul.

Rafael: Pronta pra seguir uma seta diferente ? (Disse ele erguendo a mão para me levantar.)

Ana: Só se você me levar no colo (risos)

Rafael: Não mesmo você é muito pesada. (risos)

Ana: Rafael ! (risos)

Rafael: Brincadeira princesa. Então vem ? (Disse erguendo os braços para mim pegar).

Ana: Deixa de ser bobo, você está tão cansado quanto eu. Não acredito que você iria mesmo me levar no colo. (risos).

Rafael: Oque eu não faço por você. (risos)

Depois de toda essa baboseira seguimos em direção a seta azul.

Notas finais
Parece que os nosso heróis não vão ficar sozinhos por muito tempo.