Os Envolvidos
24 Obsessão
– Jefferson fica longe de mim. Amanda assustada.
– Calma, meu amor eu não vou machucar você, só vamos conversar. Jefferson.
Ele estava devidamente calmo e com a arma ainda em mãos, mas agora está apontada para baixo, ela se levanta e continua se afastando.
– Amanda eu não vou te machucar, ao contrario do morto aqui. Eu te amo e só quero o seu bem. Jefferson.
– Você matou pessoas e feriu outras Jefferson. Amanda.
– Foi por você. O Jimmy sabia demais, a Nathalia transou com o seu namorado, Lucas vivia te enchendo o saco, o Henrique ele te agredia você meu amor e a Julia você não devia ter contado a ela meu amor, era a regra lembra? E eu não matei o Marcelo, aquele pedófilo, isso você tem que admitir. Jefferson.
– Minha prima? Amanda.
– Eu a matei quando acidentalmente o ônibus que ela estava quebrou no meio da estrada e ela foi ao banheiro. Eu sinto muito meu amor, mas você não devia ter contado a ela. Jefferson.
– Jefferson, por favor, me deixa ir embora. Amanda.
– Amanda, eu fiz tudo isso por você. Foi o meu combinado com ele, quando tudo acabasse eu iria fugir com você, o mais longe possível daqui. Jefferson impaciente.
– Ele? Amanda.
– Isso é algo que você não deve saber. Agora vamos antes que alguém nós veja. Jefferson.
– E a minha irmã? Amanda.
– Você quer que eu mate ela também, eu amor? Jefferson.
– Não! Amanda sem pensar. – Jefferson, por favor, me deixa ir embora.
– Amanda você vai embora, só que comigo. Vamos para Chicago e de lá pegaremos o primeiro voo para Londres, é onde você sempre quis visitar não é? Jefferson.
– Eu não vou há lugar nenhum com você. Amanda.
– Amanda entra no carro. Jefferson impaciente.
– Eu não vou! Amanda.
– Amanda meu amor, eu te amo e se você me der uma chance, podemos ser felizes juntos, nós casar e temos um filho. Jefferson.
Amanda as uma risada olhando para baixo, ele fica com uma expressão de duvida, ela olha de volta para ele e diz:
– Eu já vou ter um filho Jefferson. Eu estou gravida e do homem que eu amo. O Marcelo.
Ele fica olhando para ela por alguns segundos, em seguida corre atrás dela com a arma abaixada, Amanda também começou a correr pela estrada escura. Com alguns centímetros de distancia, Jefferson estica a mão e agarra o blazer de Amanda, ela tira o tira conseguindo uma distancia dele. Ele corre atrás dela novamente e desta vez está bem mais rápido, ele agarra ela, desta vez no cabelo e a puxa com força para o chão, ela cai com lagrimas nos olhos pela dor e ele monta em cima de Amanda segurando seus braços com os joelhos.
– Eu sou o homem que você deve amar. Quanto a esse bebê, nós podemos resolver isso com um aborto. Jefferson.
– Jefferson não, por favor, eu não vou fazer isso. Amanda.
– Você vai, e teremos um filho meu e seu. Jefferson.
– Jefferson me deixa em paz, eu amo o Marcelo não você. Nós temos um filho e eu vou ter um futuro com ele. Amanda.
– Não se eu estragar tudo isso. Jefferson.
Ele tira uma faca de dentro do casaco preto e apoia a ponta na barriga de Amanda, que grita desesperadamente.
– Ninguém vai te ouvir aqui, meu amor, depois disso, nós vamos para o hospital para você ficar boa para mim. Jefferson.
Naquele instante um carro surge em alta velocidade, parando bruscamente perto deles que estavam no chão. De dentro do carro saem Camila, Giovanni e Arley. Jefferson se distraiu com o carro e Amanda pode empurra-lo para o lado, se levantar e corre, a perseguição começa novamente. A jovem corre e tenta sair da estrada para despistar Jefferson, mas de depara com um abismo alto e se apoia numa arvore próxima para não cair, ela se vira e uma dor forte atingi sua barriga com força fazendo-a fechar os olhos, ela grita com a dor, abre os olhos e Jefferson está ali com a faca cravada em sua barriga. Arley o empurra para o lado e Amanda se abaixa com a mão na faca. Jefferson não consegue firmar o pé no chão e cai no abismo gritando desesperado.
– Meu Deus Amanda. Camila.
– Rápido vamos levar ela pro hospital. Arley.
Ela puxa a faca com força e se apoia no ombro de Giovanni e Arley. Eles vão para o hospital com Arley dirigindo. Eles passam pela casa do velho Markley e as chamas já haviam sido controladas, mas ainda feridos no chão. No hospital os três amigos estavam sala de espera junto aos pais de Amanda. Todos estavam tensos, o médico, o mesmo que atenderá o pai de Arley vem com uma expressão desapontada.
– O que aconteceu doutor? Marcus.
– A Amanda está bem, não corre perigo algum, mas... Doutor.
– Mas? Giovanni.
– Eu sinto muito dizer, mas... ela perdeu o bebê. Doutor.
– Bebê? Marcus.
– Sim, ela estava gravida de dois meses e meio. Bom eu preciso ir, vocês já podem visitá-la. Doutor.
Marcus e Anna ficam surpresos, a filha deles estava gravida e eles não sabiam.
– Bem vocês que são os pais deviam ir primeiro. Arley.
– Tudo bem. Anna.
Os pais de Amanda foram para o quarto de Amanda, enquanto os amigos ficaram sentados no sofá da sala de espera. Cerda de vinte ou trinta minutos depois eles voltam juntos de mãos dadas e com uma expressão diferente de quando entraram, estava aliviados, Marcus acena com a cabeça e os amigos vão para o quarto de Amanda. Ela está deitada para cima e quando olha para os amigos dá uma risada sem graça. Camila segura à mão e Amanda e senta ao lado em uma cadeira enquanto os meninos ficam em pé.
– Como você está? Giovanni.
– Estou neutra. Amanda.
– Estamos também. Arley.
– E o be... bê? Camila.
– Sinceramente. Eu podia reclamar da gravidez, mas eu estava gostando de ser mãe, de poder ter uma vida crescendo dentro de mim, alguém que eu iria ser responsável, alguém que eu amo e não pude conhecer. Amanda.
– Calma Amanda, quem fez isso pagou com a vida. O Jefferson morreu, eu não escolheria castigo pior do que esse. Giovanni.
– Como a minha irmã está? Amanda.
– Não a vimos, acho que ela foi chorar a morte do namorado. Arley.
– Ela nunca vai me perdoar. Amanda.
– Ela é sua irmã, tem que te perdoar. O Jefferson matou pessoas e tentou matar você. Camila.
– E eu o matei. Jogando ele de um abismo. Amanda.
– É. Depois que ele te esfaqueou. Amanda, ele perseguiu você, fez o Marcelo ser preso, matou pessoas e colocou fogo numa casa com inúmeras pessoas, muitas delas estão aqui no hospital. A cidade acha que ele é o Serial Killer, a culpa não é sua. Entenda isso. Camila.
Eles são interrompidos quando um homem moreno, alto, olhos verdes claro e a tatuagem de dragão no braço entra na sala e chama a atenção de todos. É Marcelo que está com uma expressão triste.
– Bom é... agente espera lá fora, vamos deixar vocês conversarem. Camila.
Os amigos saem do quarto e deixam Marcelo e Amanda sozinhos.
– Então seu cunhado fez tudo aquilo? Por quê? Marcelo com a voz baixa.
– Ele era apaixonado por mim. Amanda.
– Você é uma garota linda, quem não se apaixonaria por você. Marcelo.
– Minha beleza é uma arma contra mim. Amanda.
Eles ficam em silencio. Marcelo continua.
– Quando eles vão fazer a cirurgia para tirar o... Marcelo.
– Amanhã. Amanda entristecida.
– Por que você não me contou? Marcelo.
– Estava com medo da sua reação, não se você ia aceitar ou ia me deixar. Amanda.
– Amanda você me conhece, eu nunca iria te deixar sozinha nessa situação. Marcelo.
– Tudo bem Marcelo, por favor, não vamos discutir, depois conversamos melhor sobre isso, eu não estou bem, eu estava começando a gostar de ser mãe mesmo adolescente e... agora ele morreu. Depois conversamos. Amanda.
– Desculpa Amanda, não teremos depois. Marcelo.
– Por quê? Como assim? Você está terminando comigo?
– Não. Depois de tudo o que aconteceu, eu fui preso como pedófilo, todos na cidade me olham com um olhar de reprovação e até falam mal por isso, sua gravidez eu percebi que você é muito jovem e eu iria tirar sua adolescência toda. E depois de todos esses acontecimentos eu decidi ir embora de Rosemont hoje anoite. Marcelo.
– O que? Marcelo não, por favor. Amanda com lagrimas.
– Meu pai tem uma loja em Nova York e eu posso trabalhar com ele por um tempo. Marcelo.
– E quanto ao seu sonho aqui em Rosemont. Amanda.
– Ele vai ter que esperar. Marcelo.
– Por favor, Marcelo eu te amo, não vai embora. Amanda.
– Eu também te amo Amanda, por isso estou indo embora. Para te proteger de mim. Adeus Amanda. Marcelo.
Marcelo vai embora e Amanda ficou ali na cama do hospital chorando.
No dia seguinte Arley, Giovanni e Camila comiam um lanche no TeenCoffejuntos conversando, Camila e Arley falavam sobre o que aconteceu com Amanda e quanto isso foi um choque, Giovanni estava quieto apenas olhando para o seu copo com cappuccino.
– Giih? Tudo bem? Arley.
– Não! Estou preocupado. Giovanni.
– Com o que? Arley.
– Perseguidor. Isso não acabou ainda. E eu sou o próximo. Giovanni.
– Quando eu descobri também fiquei em choque, mas Giih todos tivemos a sorte de sobreviver aos nossos, você é forte e determinado vai acabar com o seu também. Camila.
– Estou com medo. Giovanni. – Se pelo menos estivéssemos a frente de tudo e descobrimos quem é o seu perseguidor e mataríamos logo ele.
– É isso. Arley.
– O que? Giovanni.
– É isso, quem é o único dos perseguidores que está vivo? Arley.
– O Nelson. Camila.
– Então o Nelson sabe quem é o perseguidor. Arley.
– Caramba Arley, eu não pensei nisso. Giovanni.
– Mas ele só vai conta alguma coisa para uma pessoa só. Arley.
Giovanni e Arley olham para a Camila.
– Não eu não vou falar com o Nelson ele tentou me matar. Camila.
– E ele matou a Joicy para proteger você, Camila se alguém sabe de alguma coisa aqui esse alguém é o Nelson. Por favor, pela primeira vez eu estou com medo, se eu soubesse quem é eu poderia tomar uma providência. Giovanni.
Camila olha para Giovanni e acena com a cabeça depois de alguns segundos, ele se levanta e beija a testa de Camila. Com o carro do tio de Giovanni eles vão para a prisão de Thomson, de segurança máxima que fica também fica a oeste de Chicago e a 240 km de Rosemont. Os três amigos estacionaram próximo à prisão e apenas Giovanni e Camila foram até e Arley ficou no carro. Na recepção uma mulher morena e baixa disse que só um poderia entrar, então esta foi Camila. Dois guardas a levou até uma sala bem iluminada, uma mesa no meio com duas cadeiras e com grades nas janelas e nas portas. Ela se sentou e alguns minutos depois entra Nelson com uma expressão triste também escoltado por dois guardas, ao ver Camila sua expressão muda e ele da um sorriso grande.
– Eu sabia que você viria me ver. Nelson.
– Não pelo motivo que você está esperando. Camila.
Ele se senta.
– Veio por que então? Nelson.
– Não sei, se você recebe noticias aqui, mas o perseguidor da Amanda foi descoberto. Camila.
– Serio? E quem é? Nelson.
– Você não sabe? Camila.
– Não, era uma das restrições não saber quem era o outro perseguidor. Nelson.
– Era o Jefferson, o cunhado dela. Como assim restrições? Camila.
Nelson se encosta-se à cadeira ainda com a risada no rosto.
– Quando me chamaram para fazer parte do time dos perseguidores, eu não sabia como faria, quem fazia parte ou quando eu devia começar a te perseguir, eu só iria receber uma mensagem dizendo quando eu faria, depois que eu descobri que a Joicy perseguiu o Arley, me mandaram salvar ela, então eu peguei meu carro e bate com o carro da policia e dei um tiro na cabeça dos policiais e tirei a Joicy de lá. Nelson.
– E tramaram para me matar. Camila.
– Camila eu errei. Mas eu matei a Joicy para salvar você. Porque eu te amo. Nelson.
Ambos ficam e silencio.
– Eu vim aqui para saber quem é o perseguidor, você vai falar? Camila.
– Eu não posso Camila, é muito maior que isso, a minha família está em risco se eu contar alguma coisa. Nelson.
– Se você contar, podemos logo leva-lo a policia e sua família fica salva. Camila.
– Camila não, não é simples. Ele está de olho em nós, ele está sempre à frente, se for preciso matar ele vai matar e eu não quero que ninguém morra por minha causa, minha mãe, minha irmã e você. Nelson.
Novamente eles se encontram em silencio.
– Se você não vai contar eu vou embora. Camila.
– Camila! Nelson segurando o braço dela.
Ela olha para o seu braço em seguida em seus olhos, ele lentamente se aproxima e encosta sua testa na dela, ambos fecham os olhões e seus lábios estão a centímetros de distancia, então ele diz baixinho:
– Agora eu quero ouvir de você que não me ama mais. Nelson.
– Nelson! Camila excitada.
– Camila, eu te amo e se você não me ama eu quero ouvir de você. Nelson a segurando.
Camila não resistiria a um beijo de seu amado, mas perante a tudo que ele fez, sequestrando sua irmã e tentando mata-la, ela tira a mão dele de seu rosto, abre seus olhos e se afasta de Nelson.
– Eu não... isso é ridículo Nelson eu vou embora. Camila.
Antes dela sair da sala e diz:
– Não confie em ninguém, guarde tudo para você, eu vou por um fim nisso eu te garanto.
Ela sai da sala, o deixando sozinho e com um grande sorriso no rosto. Na recepção ela encontra Giovanni sentado.
– Ele disse alguma coisa? Giovanni.
– Não. Ele está com medo de contar. O perseguidor disse que vai matar a família dele se contar. Camila.
– Eu já imaginava. Há essa hora o medico já tirou o feto da barriga da Amanda. Giovanni.
Eles vão até o carro, onde está Arley, os amigos voltam para Rosemont e chegam ao anoitecer na cidade. Eles param na frente hospital e descem do carro, mas um alto, ruivo e pele branca, é Matin que os interrompe.
– Arley? Martin.
– Sim. Você é o Martin né? Estava no enterro do Jimmy. Arley.
– Sim, sou eu. Então eu estava te procurando há algum tempo. Martin.
– Por quê? Arley.
– É sobre o Jimmy. No dia que ele morreu, ele foi à minha casa para que eu rastreasse um endereço, eu descobri e ele foi sozinho até o local e no dia seguinte eu soube que ele tinha sido assassinado. Martin.
– Que endereço é esse? Arley.
– Está aqui. Martin.
Martin entrega um papel com o endereço para Arley e em seguida diz:
– Só toma cuidado quando for lá, o Jimmy foi e deu no que deu. Martin.
– Pode deixar, eu não vou sozinho. Arley.
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