Os Envolvidos
17 Jimmy Final - Descoberta
Jimmy estava em seu carro correndo em alta velocidade, sua curiosidade em descobrir quem é o perseguidor X era insaciável. Ele havia pedido segredo a seu amigo Martin, pois não queria colocar a vida dele também em risco e também se Arley e seus amigos descobrissem que ele sabe algo sobre o perseguidor iriam querer intervir e Jimmy não confiava em nenhum deles a não ser em Arley. Ele já passava da placa de Bem-Vindo a Vila de Rosemont, o Condado de Cook era extenso o segundo maior do país, de longe ele já havia avistado o condomínio de GaveWood. Parou seu carro em pequeno estacionamento com apenar três vagas a frente da postaria do condomínio, que havia um homem dentro da cabine, Jimmy não fazia ideia de como ia entrar, mas resolveu tentar a sorte.
– Olá, posso ajudar. Porteiro.
– Sim, eu queria saber se tem alguém hospedado aqui nessa época do ano? Jimmy.
– Sim, tem muitas pessoas que vem aqui nessa época, mas não para descansar. Sinceramente eu já conversei com o dono para transformar isso num motel, é só para isso que as pessoas vem nessa época. Porteiro.
– Tem alguém que esteja aqui a mais de um mês? Jimmy.
– Na verdade a um homem, ele vem paga tudo certinho e mantem o quarto dele fechado, nem as camareiras entram, ele disse que não quer ser incomodado. Porteiro.
– Isso é estanho, já pensou em chamar a policia? Jimmy.
– Ele me dá sempre gorjetas muito boas se ele guarda um corpo lá dentro isso não me interessa, mas por que tantas perguntas? Porteiro.
– Por nada é só curiosidade mesmo. Mas eu também queria alugar um quarto. Jimmy.
– Ah Claro, para um dia, uma semana ou o mês? Porteiro.
– O dia, só quero descansar mesmo. Jimmy.
– Todos só ficam o dia. Porteiro.
Enquanto o porteiro abaixava para pegar o caderno para que ele escrevesse o nome, Jimmy reparou que os quartos 1, 3, 4 e 8 estavam ocupados, pois não tinham chaves nos pregos na parede abaixo destes números, isso significava que estavam ocupados. Ele assinou o caderno de anotações, mas com um nome falso, Marcos Costa, o homem lhe entregou a chave do quarto 2, Jimmy entrou com seu carro e o estacionou o mais perto possível do portão de saída. No estacionamento dentro do condomínio só havia três carros, aquela era a chance dele, andou até os alojamentos, foi até o quarto 1 e encostou seu ouvido a porta, para tentar ouvir alguma coisa, porém só ouvia gemidos de pessoas que estavam transando, sabendo o havia no quarto 1 ele passou pelo quarto 2 e foi até o 3 e também encostou o ouvido a porta, mais gemidos altos, então desistiu daquele quarto, foi até o quarto 4 e colocou seu ouvido a porta e não ouvirá nada, nenhum sussurro, nem gemido, nada, mas para garantir ele foi até o quarto 8 e também não ouvirá nada, mas alguns segundo depois ouviu um casal conversando sobre casamento, ele voltou até o quarto 4 e bateu na porta, esperou alguns segundos e nada, ninguém saiu e nenhum barulho foi ouvido. Jimmy estava tão curioso, algo estranho tinha naquele quarto, ele deu a volta até chegar à janela que ficava atrás do alojamento, pegou uma pequena pedra e quebrou a janela, esperou para ver se alguém aparecer por ter ouvido o barulho, mas ninguém tinha ouvido os casais dos quartos vizinhos estavam fazendo sexo e o porteiro estava muito longe para ouvir alguma coisa, ele enfiou a mão pelo buraco, chegou até o feicho e abriu a janela, pegou impulso e a pulou, estava escuro e ele com as mãos procurava onde acender a luz daquele quarto, até que achou um interruptor próximo a porta, ele acendeu, se virou e se espantou com o que viu, eram inúmeras fotos dos envolvidos, Amanda, Arley, Camila e Giovanni, fotos dos jovens em muitos momentos do cotidiano deles e um mural de fotos somente para ele próprio, Jimmy ficou assustado, o perseguidor x estava sempre os vigiando, aquilo era doentio, ele tirou fotos de todo o quarto para mostrar aos outros e reparou que em cima de uma mesa do canto do quarto havia um notebook, ele foi até a mesa e abriu o notebook, ele fuçou os arquivos e ainda mais uma surpresa, naquele notebook continha tudo, os segredos e o verdadeiro perseguidor, Jimmy saiu daquele quarto correndo, pegou seu carro, deixou a chave com o porteiro e saiu em alta velocidade, no caminho ele ligou para Arley.
– Arley eu descobri tudo. Jimmy.
– Como assim? Arley.
– Eu descobri quem é o perseguidor. Jimmy.
– Como descobriu? Arley.
– Isso não importa. Arley preciso te encontrar pra falar tudo. Jimmy.
– Onde Jimmy? Arley.
– Eu vou passar... Jimmy.
O celular de Jimmy desliga e Arley entra em desespero. Ele tenta ligar para Jimmy inúmeras vezes, mas não é atendido, tudo o que ele tem de fazer agora é esperar. Passaram-se minutos e depois horas e nada de Jimmy ligar, mandar mensagem ou até ir à casa de Arley, estava tão preocupado que resolveu ligar novamente, apenas chamava e caia na caixa postal, a preocupação era tanta que ele não sabia o que fazia, se sentava, bebia água, só queria um sinal se quer de que seu amigo estava bem. Minutos depois o celular de Arley começa a tocar, ele o pega pensando ser Jimmy, mas é Camila.
– Oi Milla. Arley.
– Arley, preciso que venha aqui em casa. Camila.
– Por quê? Arley.
– Arley não faça perguntas, por favor, só vem. Camila.
Camila desligou o celular e Arley não hesitou em ir a casa dela, foi o mais depressa possível. Assim que chegou estava tão curioso e ao mesmo tempo nervoso, ele apertou a campainha com força, Camila foi rápida e abriu o portão para ele, ofegante e suado ele perguntou ali mesmo.
– O que ouve Milla? Arley.
– Vamos entrar. Camila.
– Camila você está me assustando. Arley.
– Entre. Camila.
Juntos eles foram até dentro da casa, antes de falar qualquer coisa ela foi até a cozinha e trouxe um copo com água para amigo, ele bebeu, se sentaram no sofá e Camila resolveu falar.
– Arley você sabe que o meu padrasto é amigo de alguns policiais na delegacia não é? Camila.
– Sim eu sei. Arley.
– E ele sabe de tudo o que acontece, por que contam para ele. Camila.
– Sim, e o que tem? Arley.
– É o Jimmy, Arley. Camila.
– O que tem o Jimmy, o encontraram? Arley.
– Sim, o encontraram. Camila.
– Graças a Deus, encontraram onde ele está? Ele disse que ia me contar algo, mas sei lá o celular desligou. Arley.
– No Condado de Cook. Camila.
– Mas onde ele está agora? Preciso falar com ele. Arley.
– Arley, você não entendeu, encontraram o corpo do Jimmy... ele morreu. Camila.
Arley começou a chorar.
– O que? Arley.
– Eu não quis te contar por telefone, por que não sabia qual seria a sua reação, Arley se acalma. Camila.
– Não me pede calma Camila, o Jimmy morreu, por nossa causa. Arley.
Arley se levantou e Camila ficou calada, ele estava tão abalado chorava muito.
– E preciso ir a policia, vou dizer tudo. Arley.
Ele foi até a porta, mas Camila o impediu de sair.
– Espera Arley, pensa direito, o Perseguidor não vai gostar que você fizesse isso. Camila.
– Estou pouco me lixando pra ele, eu já fui perseguido por ele e fiz de tudo para deixar o Jimmy vivo, mas esse desgraçado ainda o matou. Arley.
– Eu sei Arley, eu também fui perseguida e era o meu namorado, o homem que eu mais amei nesse mundo e ele quis me matar, mas pensa antes de fazer alguma coisa, ainda tem o Giovanni e a Amanda se fizer algo eles podem acabar pagando por isso. Camila.
Arley pensou em seus amigos, como se algo pudesse acontecer se ele contasse para a policia, ele desistiu da ideia.
– Pelo menos vamos a policia comigo, pelo Jimmy. Arley.
– Eu vou, só deixa eu me arrumar. Camila.
Camila foi até seu quarto, se arrumou, avisou a sua mãe onde ia, e foi junto a Arley até a delegacia da cidade. Encontraram Giovanni e Amanda já na delegacia, se cumprimentaram e Amanda deu um abraço forte em Arley.
– Arley, eu sinto muito pelo o que aconteceu. Amanda.
– Agente ficou sabendo pela Kelly ele disse que seria bom se estivéssemos com você nesse momento. Giovanni.
– Muito obrigado gente. Arley.
Os quatro entraram na delegacia, mas antes de perguntar qualquer coisa sobre Jimmy, o novo Xerife da cidade, o Senhor Carter os interceptou.
– Ora ora, você por aqui?
– Sim, viemos saber o que ouve com o Jimmy. Giovanni.
– Eu esperava vocês quatro aqui, mas antes se saber o que aconteceu com ele, quero que viessem até minha sala, lá conversamos. Xerife Max.
Os envolvidos ficaram assustados o que de tão importante o novo Xerife queria falar com eles, assustado, calados eles foram até a sala do Senhor Max, entraram e se sentaram em algumas cadeiras que havia na sala.
– Estamos aqui Xerife, o quer conosco? Camila.
– Primeiro vou falar sobre o Jimmy, eu sinto muito dizer, mas o amigo de vocês foi assassinado a facadas nas regiões do abdômen e do coração, o carro dele bateu em uma árvore no condado e alguns policiais o encontrou, a mãe dele já foi avisada.
Arley não chorava, mas ficou calado e de cabeça baixa o tempo todo.
– É isso, podemos ir então? Camila.
– Esperem, ainda não acabei. Estou um pouco curioso, tenho reparado em vocês nos últimos dias, sempre andam juntos com muitos segredos, isso me chamou a atenção, pois os últimos acontecimentos nessa cidade estão todos relacionados com vocês. Xerife Max.
– Deve ser coincidência. Giovanni.
– Não existem coincidências, mas eu não quero que me falem nada, eu me tornei xerife por que depois que senhor Murs desapareceu, eu fui o mais qualificado, me tornei qualificado porque eu descubro tudo e eu prefiro descobrir. Se estiver acontecendo algo com vocês eu vou descobrir esse é o recado que estou dando a vocês, pois sinto que ainda causaram muita confusão por aqui... agora podem ir. Xerife Max.
Antes de sair Arley se virou para o xerife e perguntou:
– O celular... o celular do Jimmy, onde está?
– Não havia nenhum celular com ele. Xerife Max.
Arley achou estranho, mas não deu muita importância para isso. Os quatro saíram com muito medo do novo xerife, se ele descobrisse algo sobre o perseguidor, ele também iria acabar descobrindo que eles mataram o Xerife Murs. Depois que saíram foram direto para fora, queriam ficar o mais longe possível dali, assim que cruzaram a porta uma nova mensagem chegou no celular dos quatro.
“O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte. Pena que Jimmy não pode dizer o mesmo. KKK – X.” (Friedrich Nietzsche).
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