Os Envolvidos

11 Camila Parte 3 - Nossas Digitais


Na manhã seguinte Camila foi para a escola, ainda penando na mensagem de Joicy que havia recebido na noite passada, a garota estava com medo de ela contar a Nelson sobre o que aconteceu há um ano e como o seu pai havia desaparecido. Junto a Amanda, chegaram à porta da escola e no final do corredor da entrada estava Nelson conversando com seus amigos do time de futebol da escola. Assim que a viu ele disse adeus aos amigos e foi beijar a namorada. Ela o segurou e deu nele um beijo longo e molhado como nunca havia dado nos três meses e vinte e nove dias de namoro. Ele achou estranho e perguntou:

– Nossa, porque tudo isso? Fiz algo de bom?

– Nada, só queria que soubesse o quando eu te amo. Camila.

– É só por que aquele dia está chegando né? Nelson.

– Também. Camila.

– Que dia? Pergunta Amanda.

Nelson abraçado a Camila, olha para ela e em seguida para Amanda e diz:

– Faremos amanhã quatro meses de namoro.

– Parabéns amiga. Amanda.

– Obrigada amiga. Camila.

Ela olha para Nelson e diz:

– Amor nos vemos mais tarde agora eu vou logo pra sala. Camila.

– Vai lá amor. Nelson.

Mais um beijo de tirar o folego, Camila vai para sua sala com o namorado na cabeça e de como ele eram felizes juntos e que isso poderia ter um fim, só pelo fato de Joicy contar que ela foi quem matou o pai de Nelson.

Na sala de aula, mal consegue prestar atenção, as amaças de Joicy não saia de sua cabeça. E mais uma mensagem chega em seu celular, seu coração começou a disparar e começou a ficar muito nervosa, ela abre a mensagem e vê que não é de Joicy e sim de Nelson.

“Amor preciso te encontrar, vem para o refeitório.”

Sem entender nada, ela se levanta e pede licença ao professor, sai da sala e anda rapidamente ao refeitório encontrar Nelson que estudava em outra sala. Ao chegar vê ele sentado a uma cadeira com a mão no rosto, bastante preocupado e inquieto. Ela se abaixa junto ao namorado e pergunta também preocupada.

– O que ouve meu amor? Está tudo bem?

– A policia encontrou o carro do meu pai. Nelson.

Camila ficou sem palavras e com medo, pois o carro do xerife foi empurrado por eles ao lago e não teria como ninguém saber, mas Joicy havia descoberto e de alguma forma contado a policia. Camila mesmo sabendo de tudo, para disfarçar perguntou:

– Onde?

– Estava submerso no lago perto da floresta ele não estava dentro. Nelson.

– Como assim submerso? Camila.

– Não sei, mas estava lá, eles receberam uma carta anônima dizendo onde estava o carro, a pericia fará a investigação amanhã bem cedo, tentaram achar pistas do que aconteceu. Nelson esperou segundos. Estão achando que ele foi assassinado e tentaram esconder as pistas do crime. Eu tinha esperança que ele estivesse vivo, mas ele morreu e o pior foi assassinado.

Nelson era bastante dramático quando os assuntos eram tristes, ele sabia que por ter um rosto bonito ninguém resistiria e sentiria dó dele, mas naquele momento não tinha como não ficar mau, ainda mais da parte de Camila, ela era a culpada de todo o sofrimento de seu namorado, ele não sabia e ainda confiava nela mais que tudo no mundo. Para acalmar o seu namorado resolveu então dizer:

– Amor calma, não é certeza de que ele está morto, não o encontraram ainda.

– Ele está morto sim, eu sei. Nelson.

Camila se viu confusa e assustada, achando que Nelson já sabia que ela matou o pai dele.

– Sabe? Sabe como?

– Eu conheço o meu pai muito bem, se ele estivesse vivo já teria vindo atrás de mim... da minha mãe e da minha irmã. Nelson.

Camila se aliviou com a situação, mas não sabia mais o que dizer para Nelson. Ela sabia o que tinha acontecido e ver seu namorado daquela forma, se ele soubesse estaria tudo acabado. A culpa a consumia e Camila não tinha o que fazer a não ser ouvir seu namorado chorar o desaparecimento de seu pai. O casal ficou ali, durante toda a aula, o refeitório era um lugar esquecido da escola, então ninguém os viu lá.

Depois da escola Nelson preferiu ir para casa e ficar com sua família, Camila entendeu o namorado e foi para casa com os seus amigos. No caminho Giovanni perguntou.

– Milla, porque o Nelson estava daquele jeito?

– Encontraram o carro do pai dele no lago. Camila.

Giovanni parou no meio da rua continuou.

– Como assim encontraram?

– Encontraram no lago, não foi lá que deixamos? Camila.

– Camila você sabe a gravidade disso? Giovanni.

Todos ficaram olhando para Giovanni sem entender nada.

– Aonde você quer chegar Giih? Amanda.

– Nossas digitais estão naquele carro. Giovanni.

Todos entenderam o porquê de Giovanni estar tão preocupado com terem encontrado o carro, a Pericia em algum momento irá examinar o carro e encontrar as digitais deles e liga-los ao desaparecimento do Xerfie Murs. E uma nova mensagem chegou no celular dos quatro.

“Primeira ordem: Retire o carro da delegacia, se eles descobrirem algo, vocês serão presos e Nelson morto. – X”.

– O que vamos fazer? A investigação no carro será feita amanhã. Camila.

– Não sei, mas tem que ser antes da pericia ser feita. Giovanni.

– Tenho um plano. Arley.

Chegou à noite e os amigos estavam todos juntos na casa de Camila esperando Giovanni, que sempre se atrasava para as ocasiões, Amanda e Arley já estavam lá para por em pratica o plano que Arley havia proposto mais cedo naquele dia. Amanda achou o plano suicida e poderiam acabar sendo presos.

– Me deixa ver se entendi o seu plano Arley, você quer entrar na delegacia da cidade, com milhares de policiais dentro, ir até à ala da pericia achar o carro em algumas das salas cujo não sabemos qual é, e sair com o carro do Xerife sem sermos vistos é isso? Amanda.

– Sim. Arley.

– Você está louco. Amanda.

– Eu sei Amanda não é fácil, mas precisamos tentar ou é a cadeia, o Jimmy estará esperando agente fora da cidade, agente limpa o carro de todas as formas possíveis. Arley.

– Arley não precisamos fazer isso, existe da hipótese do carro não ter mais as nossas digitais, ele já está lá há um ano. Camila.

– Mas e se tiver ainda? Aqueles aparelhos todos de visão de raios-X e tudo... vão descobrir. Arley.

Amanda e Camila ficaram quietas sem argumentos algum para não terem de ir fazer o que plano de Arley. Alguns minutos se passaram e o interfone toca, Camila atende e é Giovanni que estava muito atrasado e ele chegou junto a um pé-de-cabra.

– Nossa finalmente chegou onde você estava? Amanda.

– Foi difícil sai de casa, minha mãe está em cima. Giovanni.

– Ainda bem que chegou, Arley agora explica o que vamos fazer. Camila.

– Será assim, Amanda você vai ter que fingir um assalto para o policial que estiver de plantão na delegacia, você vai ter que dar um jeito de tirar ele de lá enquanto eu e a Camila vamos entrar e achar o carro que com certeza está nas salas 10, 11 ou 12 as chaves ficam na recepção na quinta gaveta do lado esquerdo. E o Giih vai abrir a garagem com o pé de cabra para sairmos com o carro, à garagem da pericia nessas três salas são essas três salas elas ficam nos fundos. Arley.

– Como você sabe de tudo isso? Amanda.

– O meu pai era grande amigo do Senhor Murs, eu ia lá com a Joicy quando eu tinha uns 14 anos e me lembro bem de tudo. Arley. – Hoje é quarta-feira e não ficam muitos policiais, no máximo seis, dois dele ficam fazendo ronda e fica, quatro na delegacia, o da recepção e dois para atender um chamado, com a Amanda distraindo o da recepção nós só precisamos nós preocupar com o que vai estar lá dentro. Arley.

– E as câmeras? Giovanni.

– Elas não funcionam é só pra enganar os idiotas. Arley.

– Arley você é um gênio. Giovanni.

– Vamos lá. Camila.

Todos se levantaram, mas Amanda interferiu.

– Espera gente e se der errado.

– Amanda não vai dar errado, vai dar tudo certo. Camila.

– Okay Ca, vamos então. Amanda convencida.

Todos saíram juntos e foram andando para a delegacia, os quatro com roupas cobertas. Quando chegaram, esperaram a mensagem de Jimmy, que estava ali próximo da delegacia esperando pelo grupo. Jimmy também faria a tal ligação para tirar os dois policiais da delegacia. Eles esperaram os policiais saírem e Amanda entrou correndo na delegacia.

– Socorro me ajuda tem uma homem me perseguindo. Amanda.

– Onde moça? Policial.

– Ali fora me ajuda, por favor. Amanda.

– Moça de acalma eu não posso sair daqui do meu posto. Policial.

– Por favor, vem se não ele vai fugir. Amanda.

O policial não teve escolha saiu, ele podia ter chamado o outro policial para ajudar Amanda, mas não havia pensado em chama-lo pelo fato de Amanda estar “muito nervosa”.

Assim Camila e Arley entraram na delegacia, Arley foi até a recepção e abriu a quinta gaveta a esquerda e achou um molho de chaves, para a sorte deles, as chaves estavam com os números das portas, eles agora tinham que ir devagar para não chamar a atenção do policial que ainda estava na delegacia, ele tiveram todo cuidado possível. Chegaram até a sala 10 abriram e o carro não estava lá, na sala 11 e encontraram o carro ali dentro, com a pintura gasta, cheio de plantas e visivelmente diferente do que há um ano. Giovanni já estava com a garagem que ficava ali mesmo na sala aberta. Arley e Camila abriram o carro, ele estava sem chave, mas logo viram a chave pendurada na parede, Arley a pegou voltou para o carro e tentou liga-lo, mas não funcionava.

– Droga eu não tinha pensado na hipótese do carro não pegar, ele já estava no lago há um ano. Camila.

– Eu pensei, desce do carro e me ajuda a empurrar. Arley.

Eles desceram e Arley junto a Camila e Giovanni empurraram o carro até a rua, Jimmy chegou com uma corda e a amarrou ao carro do Xerife, Giovanni voltou e fechou a garagem. Todos entraram e foram embora o mais longe possível dali, juntos foram até fora da cidade, num lugar deserto semelhante a onde enterraram o xerife, eles limparam o carro os quatro juntos. Levaram o carro ainda mais longe e o largou no meio do nada. Voltaram todo o caminho feito, já era muito tarde e encontraram Amanda na Avenida Dixxie os esperando, ele também entrou no carro.

– Caramba vocês demoraram, fiquei com medo. Amanda.

– Demorou para levarmos o carro para fora da cidade né, mas deu tudo certo. Giovanni.

– Graças ao Arley. Camila.

– Como foi com o policial? Arley.

– Foi bem, esperei ele andar algumas quadras e depois sumi da vista dele. Amanda.

– Não tem como ele se lembrar de você? Jimmy.

– Ele maus viu o meu rosto, será bem difícil. Amanda.

– Oaky, agora vamos pra casa amanhã temos aula. Giovanni.

Todos agradeceram ao Jimmy e foram embora, ele deixou primeiro Giovanni em casa, em seguida Arley, Camila e por ultimo Amanda. Camila entrou em casa bastante aliviada por tudo terem se livrado do carro, sua família já dormia, ela tomou um longo banho e foi se deitar, adormeceu rapidamente.

No dia seguinte ela acordou para ir á escola e estava bastante cansada, ligou seu notebook para ver se tinha mensagens ou algo do tipo e realmente tinha. Era uma mensagem do perseguidor, com anexos de fotos, muitas fotos dele levando o carro do Xerife embora. Logo abaixa estava escrito.

“O erro é a noite dos espíritos e a armadilha da inocência. Parabéns você caiu na minha armadilha. Você e seus amigos ASSASSINOS – X”. (Luc de Clapiers Vauvenargues)