Os Envolvidos

7 Arley Final - Você?


O frio e o medo eram as únicas sensações de Arley ao ouvir o que a Marta havia dito o Perseguidor mais uma vez estava à frente e fez o que os envolvidos temiam, ele estava com o Jimmy nas mãos. Tanto que conseguiu tirar o garoto de casa sem usar a força, era certo que Jimmy o Perseguidor a ponto de confiar nele.

Atordoado com a situação, todos voltavam para a casa de Camila enquanto, Arley ligava desesperadamente para seu melhor amigo, implorando que fosse atendido, porém suas preces não eram atendidas. Apenas chamava e Arley ficava ainda mais com medo e torcendo para que nada tenha acontecido.

– Caramba Jimmy atende esse celular. Arley.

– Calma Arley. Camila.

– Não me pede calma, meu melhor amigo está com o Perseguidor agora, nem sei se ele está vivo ou morto, não me pede calma porque isso no momento eu não tenho. Arley com lagrimas nós olhos

– Não fica pensando que algo ruim aconteceu. Giovanni.

– Estou pensando em todas as hipóteses possíveis e a que eu prefiro é a que esteja tudo bem. Arley

Era impossível pedir para que Arley ficasse calmo. Assim que chegaram à casa de Camila, todos se sentaram, Camila foi buscar água com açúcar para o amigo e Arley ainda no celular tentando ligar para Jimmy, e mais uma vez só chamava.

– Ai meu Deus protege o Jimmy, por favor. Arley.

Nada mais podia acontecer para deixar Arley ainda mais assustado, a não ser mais uma maldita mensagem do Perseguidor que chegará no momento somente no celular de Arley. Ele abre a mensagem e lê com a mão na boca.

“Jimmy e eu estamos nós divertindo tanto, vem também Arley. Saia da casa da Camila e vá para a rua, qualquer rua e eu entrarei em contato novamente. Se ainda estiver ai quando eu ligar, te entregarei o seu melhor amigo, mas morto. – X”

Uma lagrima desceu do olho de Arley que não pensou duas vezes e disse:

– Preciso sair daqui.

– Por quê? Camila.

– O Perseguidor quer eu fora da sua casa, ele vai me ligar, mas só se eu estiver fora daqui. Arley.

– Nós vamos com você. Amanda.

– Não! A vida do Jimmy depende de mim, se vocês forem ele morre então é melhor ficarem e eu resolver isso sozinho. Arley.

– Arley? Camila.

Arley saiu sem dizer adeus a ninguém, atravessou o quintal, saiu pelo portão e correu o mais longe possível da casa de Camila para que ninguém o seguisse, ele queria manter Jimmy vivo e não iria medir esforços para isso. Correu na velocidade mais rápida que conseguia, até onde dava muito ofegante e suado parou em uma rua vazia e se sentou na calçada em frente a uma casa verde esperando a temida ligação do perseguidor. Por já estar noite ele ficou com um pouco de medo de ficar ali sozinho e alguma coisa acontecer com ele, já se passou 20 minutos, estava bem descansado depois da correria, ele resolveu então se levantar e ir para um lugar mais movimentado e seguro, assim que se levantou o telefone toca era uma ligação do celular do Jimmy, ele atende no mesmo instante.

– Alô? Arley.

– Arley sou eu.

– Jimmy? Está tudo bem? Arley.

– Sim, mas ele quer te encontrar. Jimmy.

– Onde?

Arley.

– Na Rua Bishop, número 389 é num galpão bem velho em 20 minutos, vem sozinho, ele disse que se você avisar alguém ele vai saber e vai me matar. Jimmy.

– Okay, estou indo, mas Jimmy... Jimmy? Jimmy?Jimmy? Arley.

O celular é desligado, o jovem fica desesperado e mais uma vez começa a corre contra o tempo, o mais rápido possível para ajudar seu melhor amigo e evitar que fosse morto. Correu por quase toda a vila de Rosemont, fazia muito frio, mas ele nem se importou aquela corrida toda o aquecia. Chegou a Rua Bishop, uma rua meio abandonada com vários galpões, porém um único estava em péssimas condições e logo ali perto da porta de aço estava o número 389. Então só podia é entrar e conhecer o tal perseguidor que lhe assombrava, para Arley ainda lhe restava 4 minutos do tempo em que o Perseguidor havia lhe dado para chegar ao galpão. Ele parou na porta e um pensamento lhe veio à cabeça.

E se o próprio Jimmy fosse o Perseguidor? E só se afastou para poder assombra-lo, o Jimmy não queria mais atende-lo, não respondia sua sms e nem whatsapp, isso dava o dava mais espaço para fazer o que quisesse sem Arley saber, mas se também não fosse o garoto iria ser morto por culpa dele. Arley então preferiu entrar.

Dentro do galpão estava bastante quente, muito escuro e um odor tremendamente forte e horrível. Uma luz surgiu em cima de Arley que ficou bastante assustado e olhou para todos os lados para ver se via alguém e outra luz se acendeu no meio do galpão e passos eram ouvidos, passos custos e fortes, não se sabia o lugar exato de onde vinha os passos, mas estava cada vez mais perto e mais perto. O dono dos passos parou ali no meio da luz, com o mesmo casaco preto que Arley havia visto do outro lado da rua na noite em que ouve o acidente de seu pai e as famosas botas pretas que o assustava e que viu junto a seu irmão na foto dentro de seu livro de química.

Logo Arley diz:

– Estou aqui, vamos mostre quem é você?

O perseguidor permaneceu imóvel olhando para Arley, entortou a cabeça como se ele fosse louco.

– Vamos quem é você? Xerife Murs? Jimmy? Continuou Arley.

O Perseguidor levantou sua mão lentamente colocou a mão no capuz e alisou a cabeça deixando Arley mais nervoso ainda e impaciente. Segurou a ponta do capuz e o puxou para trás. Arley ao ver que é o perseguidor faz uma cara de assustado e diz:

– Você?

– Sim sou eu maninho! Surpreso? Joicy.

– Mas por que Joicy? Arley.

– É por quê? É uma longa história? Joicy.

– Cadê o Jimmy? Arley.

Joicy sacou uma arma Walther Palm Pistol do bolso do casaco preto e mirou em Arley.

– Calma, está cedo ainda. Agora me deixe contar.