Os Envolvidos
23 Amanda Final - Por quê?
Naquela manhã estava muito frio. Todos na cidade estavam bastante agasalhados, saindo para seus trabalhos ou estudos, aquele é o dia do quinquagésimo-oitavo aniversario da cidade e apesar da data é um dia normal em Rosemont, a não ser quando a noite chegar. Todos os anos a oito anos, uma festa é feita neste dia, por ser a maior festa da cidade o tema, local e hora são guardados em sigilo por quem vai dar a festa, os jovens só sabem da festa algumas horas antes, quando recebem uma mensagem de texto que se espalha para a cidade toda. A policia está em guarda por toda a cidade para que a festa seja cancelada por causa do Serial Killer que estaria assombrando a cidade. Julia a prima de Amanda, foi embora pela manhã e voltou para Chicago. O perseguidor havia armado para que Marcelo fosse preso, o professor sairia naquela tarde depois que pagasse a fiança.
Chegando à escola os envolvidos de deparam com o Xerife Max observando todos os alunos da escola, as interrogações ainda não acabaram e agora a outra missão para a policia, descobrir onde iria acontecer a festa, pois o assassino, ou seja, o perseguidor X estará lá. Giovanni, Amanda, Camila e Arley estavam em seu grupinho particular, sentados em suas cadeiras na sala de aula conversando. O Xerife Max entra na sala e aponta para Amanda a chamando com o dedo. Ela olha os amigos e vai até a diretoria junto com o Xerife Max, uma mensagem do perseguidor chega quando ela no corredor, o xerife não percebe então ela lê rapidamente a mensagem.
“Minta. –X”.
Ela chega até a sala e se senta mesma forma que no dia do interrogatório o direto está a sua frente.
– Então Amanda, você sabe por que está aqui? Xarife Max.
– Por causa do Marcelo. Amanda.
– Correto. Xerife Max. — Diga-me Amanda o que aconteceu ontem?
Ela olha para o Xerife fixamente, ela não quer mentir, ela quer contar a verdade, mas tem medo do perseguidor. Amanda respira fundo e diz:
– Eu e ele estamos juntos a três meses e ontem eu não estava afim de fazer nada então eu empurrei ele, alguém viu aquilo gravou e vocês entenderam errado. Ele me ama Xerife e eu amo ele... o Marcelo é inocente.
– Tem certeza Amanda? Xerife Max.
– Absoluta. Amanda.
– Tudo bem, ele será solto. Xerife Max. Vou ligar para os seus pais.
– O que? Pra que? Amanda.
– Eles precisam saber o que aconteceu. Xerife Max.
– Por favor, não, os meus pais não iriam aceitar e iriam querer processar o Marcelo, por favor, senhor Max não, eu não quero mais confusão. Amanda nervosa.
– Tudo bem Amanda, volte para a sua sala. Xerife Max.
– Obrigada. Amanda.
Ela volta para sua sala, se senta em sua cadeira e conta tudo o que aconteceu na sala do diretor. Depois da escola eles vão todos embora juntos, Amanda estava muito assustada e também não se aguentava não poder saber noticias de Marcelo.
– Como será que ele está? Amanda.
– Com raiva. Giovanni.
– Eu o deixei na delegacia. Devia ter ido bem antes. Amanda.
– Devia, mas se ele te ama mesmo, vai entender que não deu para ir. Porque você não foi mesmo? Giovanni.
– Não tem um motivo eu simplesmente não fui. Amanda.
– Isso foi péssimo. Camila.
Antes que Amanda pudesse dizer alguma coisa, uma nova mensagem chegou ao celular ao celular dos quatro amigos, eles pegaram seus celulares e com muito medo de olhar, mas com a mesma coragem de sempre.
“Festa do aniversario da cidade, hoje às 19h30min na casa abandonada do velho Markley, não contem a policia. Cor: vermelho, sem esta cor não entra.”
A mensagem não era do perseguidor e sim sobra a festa que aconteceria naquela noite. Camila esqueceu o sermão que estava dando em Amanda e se animou.
– Caramba! A festa, já até sei a roupa que vou usar. Camila.
– Eu não vou. Amanda.
– Nem eu. Arley.
– Gente, parem de ser assim, vamos vai ser uma festa muito boa. Giovanni.
– Então se divirtam. Arley.
– Chatos. Camila.
Outra mensagem chega ao celular deles e eles se assustam, dessa vez a certeza deu que é do perseguidor.
“Quero ver todos vocês na festa, eu estarei lá. Estou com saudades. Se não forem farei questão de cortar a cabeça de um familiar seus e enviar pelo correio. – X”.
– Mudei de ideia, acho que vou a essa festa. Amanda.
– Eu também. Arley.
Mais tarde uma hora antes da festa, Giovanni e Amanda já estavam na casa de Camila, para eles irem juntos. Depois de alguns minutos chega Arley desanimado. O taxi fora da casa buzina e eles saem e entram. A casa do velho Markley ficava perto da rua dos galpões onde Arley descobriu que era Joicy a perseguidora, ou fazia parte do time de perseguidores, por ser fora dos limites da cidade à rua não tinha nome, era apenas uma estradinha de terra com um portão enorme do final. A cara é madeira, grande, velha e sóbria, numa noite assustadora, se alguém estivesse sozinho ali, estaria com muito medo, senhor Markley já havia morrido há anos e a casa ficou ali como um monumento para a cidade. Eles passam pelo grande portão e já podem ouvir a musica tocando dentro da casa, eles sobem uma pequena escada com cinco degraus longos, eles estavam na varanda da casa. Batem na porta e um garoto, é Carter aparece por uma espécie de olho magico na porta e os olha bem e diz:
– Estão todos com vermelho. Podem entrar.
A decoração era das melhores, pois a casa era muito antiga e não tinha muito que fazer. Era uma sala enorme, com as paredes não estavam tão acabadas, as luzes vermelhas devam um charma e casa, o DJ que era o irmão mais velho de Carter estava com seu equipamento subindo as escadas, no canta abaixo da escola estava muitas, muitas bebidas e uma geladeira ao lado, do outro lado da sala havia uma mesa com comidas, o chão um enorme tapete vermelho cobrindo e nas janelas cortinas pretas, para que ninguém veja nada pelo lado de fora, não resolveria muito, já que a musica era bem alta. Os garotos bebiam e algumas meninas dançando sensualmente e outras paradas também bebendo. A escola toda estava lá, então era melhor não fazer nenhuma loucura. Camila e Giovanni se divertiam, cumprimentavam as conhecidos iniquando Amanda e Arley quietos no canto perto da mesa de bebidas. Amanda não se sentia muito bem estando ali, sem ao menos ter visto o Marcelo.
– Tudo bem Amanda? Arley.
– Quer alguma coisa? Amanda.
– Aqui só tem bebida com álcool e há essa hora o ponche já deve estar batizado então... Amanda sorrindo.
– Melhor não. Arley.
Arley olha para os lados tentando disfarçar, Amanda olha para o outro lado da sala e vem Henrique, seus olhos se encontram, ele ergue a bebida como sinal de cumprimento, com uma expressão sínica. Ela fica o olhando com os olhos arregalados, Henrique a assustava de uma forma arrasadora, com um simples olhar dele, ela começa a tremer e sua respiração fica pesada. Arley a vê daquele jeito e pergunta:
– Tudo bem Amanda?
– Sim, sim, claro eu só quero achar o banheiro.
– Deve ser lá em cima.
Ela sobe as escadas correndo e sem olhar para Henrique, passa pelos equipamentos do DJ e entra no banheiro e fecha a porta. Ela se olha no espelho nervosa, abre a torneiro tremendo e deixa a água cair, respira e então só lava as mãos. Amanda sai do banheiro, se inclina no corrimão próximo da escada e olha para baixo, tendo toda a visão da festa, ela vê seus amigos conversando próximos a mesa de bebidas e o DJ aos beijos com uma garota no fim da escada, ela da risada, que são interrompidas quando uma mancha preta no canto dos olhos, ela vira o rosto e ali no final do corredor, o perseguidor X, ele tira um isqueiro, o acende e fica ali mesmo mostrando a chama para Amanda, que fica sem entender. Ele estende à mão em direção as cortinas que foram colocadas próximas à beira do corrimão da escada e coloca fogo nelas, Amanda vê o fogo se espalhar rapidamente, ninguém perceberá até que a cortina estada toda em chamas e passou para a outra em questão de segundos, a casa era de madeira então o fogo estava na parede, em seguida a cortina cai no braço de uma garota, todos começam a correr para a única saída da casa. Uma fila imensa se formou em torno da porta, estavam todos empurrando para tentar sair, algumas pessoas caiam no chão e eram pisadas por outras, não se podia ouvir nada com a musica alta, só os gritos de algumas meninas, todos tentavam sair enquanto a fumaça negra tomava conta do local.
Lá fora inúmeras pessoas já haviam saído algumas bem e outras tossindo, os bombeiros já podiam ser ouvidos e as luzes piscando, algumas pessoas choravam por não encontrar amigos ou estarem com dor das chamas.
Giovanni, Camila e Arley correram para fora, Camila tossia muito, Arley estava com um corte na testa, pois bateu a cabeça antes de sair e Giovanni estava ileso, só com o suor da correria, Camila olhava por todos os lugares, em meio à multidão e ao não encontrar o que estava procurando se virou para Giovanni e disse:
– Cadê a Amanda?
Amanda acordava no banco de trás de um carro, no meio da correria ela perdeu os sentidos quando alguém tapou sua boca com álcool, a fazendo desmaiar, o carro estava em alta velocidade, ela se levanta e olha para o motorista é Henrique. Quando vê que ela está acordada diz:
– Oi meu amor. Desculpa ter que fazer você desmaiar, mas era o único jeito de você vir comigo. Henrique.
– Henrique? Você é o perseguidor? Amanda.
– Perseguidor? Amor não. Pare de lembrar o passado. Agora é o nosso presente juntos, nós vamos para a casa do lago do meu pai e vamos fazer amor à noite e ser feliz para sempre. Henrique.
– Eu não te amo mais. Me esquece. Acabou. Amanda.
– Você está delirando Amanda, mas isso vai passar, quando estivermos transando na casa do lado do meu pai. Henrique.
– Eu não vou a lugar algum com você. Amanda.
Amanda tirava seu salto enquanto ele não via e bateu na cabeça de o fazendo perder o controle do carro. Ele para bruscamente e ela sai do carro, correndo o mais rápido possível, mas ele sai também e mesmo com o sangue da cabeça ele corre atrás dela. Alcançando-a e a puxa pelo cabelo, Amanda cai do chão batendo as costas com muita força, ele coloca o pé no pescoço dela e grita:
– Você quis fugir de mim meu amor, agora eu vou ter que te dar uma lição.
Ele tira o seu cinto e o dobra ao meio, ela grita desesperadamente afim de que alguém escuta. Os olhos de Amanda são voltados para Henrique quando um tiro é ouvido, o ex-namorado da garota cai no chão ao lado dela com um buraco certeiro na nuca dele. Ela respira aliviada e levanta sua cabeça para ver quem é o seu salvador. Roupa preta, capuz cobrindo o rosto e botas também pretas, ela se levanta e se arrasta no chão conforme ele vem andando. O perseguidor levanta sua mão até o capuz e o puxa para baixo.
– Oi Amanda. Jefferson.
– Jefferson? Por quê? Amanda.
– Por quê? Jefferson.
Ele para e diz:
– Por que eu te amo.
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