Notas iniciais
Oi pessoal!! Estamos trabalhando nesse projeto a um bom tempo, dando nosso melhor e empelho... Esperamos que nosso esforços venha agrada-los. Nunca esquecerei que CDZ foi meu anime de infância... Adoro eles, e claro, Jak por igual... I Love Kamus e Milo...Preparem seus corações.Boa leitura!!

O sol. Astro rei imponente e soberano. Ícone de poder e magnitude. Não importava os obstáculos que viesse ocorrer, catástrofes ou guerras, o mesmo raiava para todos.

Como dizem: o sol da Grécia brilhava ainda mais belo. Apolo em sua carruagem conduzia pelo alto céu. Contudo, no século XXI, aos olhos de muitos tal relato não passava de mera lenda.

Escondido entre um vale, rendido por uma cortina de proteção, se localizava o que para muitos seria apenas uma ruína grega, todavia, ali escondia pessoas que não eram comuns. Homens e mulheres que doavam suas vidas por um bem maior, os chamados cavaleiros de Atenas.

O sol brilhava mais forte naquele lugar, talvez agraciando aqueles que tanto sofreram, sangrando em lutas para tornar o mundo algo seguro e que não caísse nas garras da escuridão e maldade.

A última batalha havia sido cruel, dolorosa... Amigos tiveram que se machucar, outros foram julgados traidores, sacrifícios haviam sido feitos e todos se doaram ao máximo por aquilo que lhes era convicção, lei, o sentido de viverem.

Por fim, a nuvem negra que pairava se dissipou. O mal retornou à suas profundezas, mas deixou rastros em seu caminho. Atenas chorou profundas lágrimas pelas perdas. Por aqueles que fizeram tanto, mas nunca puderam conhecer o que seria viver de verdade. Enternecida, muniu-se de sua força, quebrando todas as regras possíveis, para realizar o que seu coração humano desejava.

Revivendo todos aqueles que padeceram.

Estavam de volta os cavaleiros, amazonas e soldados que tiveram suas vidas ceifadas. Parte da destruição no santuário havia sido reconstruída, e agora em tempos de paz, muitos ali conheciam o que era amar, sorrir uma porção do que significava felicidade.

Muitos casais haviam se formado naquele santuário, alguns ainda resistiam aos sentimentos e outros se entregaram querendo viver o máximo que podiam de sua nova chance, pois nunca poderiam prever quando haveria outra guerra e se eles teriam outra oportunidade.

Dentre todos, havia um casal se destacava, era o amor entre o cavaleiro de escorpião defensor da oitava casa e Kamus de Aquário defensor da décima primeira casa. Sempre nutriram sentimentos um pelo outro, mas nunca tiveram coragem de se declarar, talvez por serem amigos desde que chegaram ao santuário, e terem receio de perder um ao outro.

Quando Kamus morreu pelas mãos de seu aprendiz, Milo culpou-se, e sua angústia era ainda maior por nunca ter dito ao amigo quanto o amava. Mas sua real dor foi quando viu aquele que lhe era único no lado oposto do seu. Custou acreditar que Kamus, o mais fiel cavaleiro de Atenas havia se tornando um traidor.

Naquele momento sentiu ganas de matá-lo com suas próprias mãos... Seu coração sangrara... Lutar contra ele fora a coisa mais difícil que fizera... Mas a luz brilhou e quando recebeu sua segunda chance, não pensou duas vezes. Procurou Kamus e disse tudo que sentia, sentiu-se imensamente aliviado, contudo ainda restava o medo da rejeição.

O cavaleiro de gelo não disse nenhuma palavra, olhava para ele com sua típica expressão tão impassível. Porém Milo o conhecia de longa data e em seus olhos podia ver a confusão de sentimentos que tomava conta do outro, não sabia se Kamus iria expulsa-lo de seu templo, se ia batê-lo ou se o prenderia eternamente em um esquife de gelo. Para sua surpresa, Aquário apenas aproximou-se dele e o beijou, um ósculo sedento de saudade, amor... Tão profundo como o oceano pacífico. Desde então com todas as suas diferenças eles mantém o relacionamento mais longo e feliz daquele santuário.

Claro que não estavam dentro de um conto de fadas, a vida não era só feita de felicidade e momentos de plena alegria. As pessoas são diferentes, e não havia alguém mais oposto que os dois. Kamus era gelo, Milo era fogo. Duas substâncias tão diferentes, que dificilmente se encontravam, mas poderiam causar a maior e tempestuosa explosão.

O cavaleiro de aquário era quase em totalidade, racional, frio... Tudo tinha o lado lógico, e não lhe era necessário um bloco carnavalesco para mostrar que amava, era nos pequenos detalhes que fazia isso.

Milo era o contrário, com ele tudo era ao extremo. Amava, brincava, magoava, guardava rancor... Tudo em altos patamares e seu alvo era quase sempre o ruivo.

Mesmo que muitos não colocassem fé na relação deles, mediante as constantes brigas, palavras ditas sem pensar, os dois eram a viva demonstração que o amor superava obstáculos.

E foi nesse claro dia de verão, onde o sol raiava, os pássaros cantavam e muitos começavam a fazer seus afazeres cedo que uma cena, por se dizer comovente, acontecia. Era justamente na décima primeira casa, em um dos aposentos, mais especificamente no quarto. Sobre o leito, era possível ver as dualidades se encontrando, formando uma cena encantadora para os românticos compulsivos.

Os fios loiros e ruivos se misturavam, as peles; alvas e bronzeadas, a face serena e a outra que mesmo dormindo sorria. Entre os lençóis de seda, e a coberta que teimava em mostrar parte dos belos corpos, dois amantes dormiam suavemente, após uma noite fervorosa onde mais uma vez se amaram com loucura e paixão.

Quando os raios do sol adentraram por entre as cortinas azuis escuro das janelas do quarto de Aquário, o ruivo quase que imediatamente abriu seus belos olhos verdes e espreguiçou devagar, com cuidado para não assustar o seu anjo loiro. Chamou-o suavemente, para que ele pudesse acordar e os dois e igualmente todos os moradores do santuário pudessem assumir suas tarefas diárias.

Começou afastando os cachos loiros do pescoço do rapaz adormecido ao seu lado, e foi depositando beijos suaves ali, vendo com prazer a pele morena se arrepiar com o toque de seus lábios, viu um sorriso brotar nos lábios carnudos do amante.

Kamus sorriu da atitude do outro, era sempre assim, desde que tinham chegado ao santuário. Não que Milo fugisse de suas obrigações, mas tirá-lo da cama para começar a realizá-las era o problema.

— Sim anjo, já é hora e se não levantarmos vamos nos atrasar. — Kamus falava com muito carinho.

Olhava-o com verdadeira adoração era apenas ele, aquele grego loiro, de pele morena e belos olhos azuis, que o fazia sentir-se completo e feliz e ao mesmo tempo inseguro, podia não dizer nada, mas morria de ciúmes do namorado, Milo era alegre e fazia amizade facilmente, era dono de uma sensualidade avassaladora e chamava atenção a atenção de homens e mulheres onde quer que fosse.

— Ah! Kamyu. Só mais cinco minutinhos e prometo que levanto... — Murmurou Milo movendo na cama, se agarrando ao travesseiro. Fez com que o lençol descobrisse mais partes de seu corpo, revelando assim a tentação que era seu corpo.

Os olhos do defensor da décima primeira casa brilharam em luxúria. Tudo naquele escorpião o atraiam, e ficara tentado em experimentá-lo novamente, mas Kamus era um homem que tinha algum controle de suas ações e sabia reprimir os desejos. Então ele se levantou da cama desfilando sua nudez pelo quarto. Antes de entrar no banheiro deu uma olhada para o amante e viu que ele o seguia com os olhos.

Permitiu que os olhos dissessem tudo, entrando em seguida no banheiro, tempo suficiente para que um escorpião desajeitado levantasse da cama com tudo e fosse atrás de seu motivo de viver e obviamente com pensamentos impuros em mente.

— Não demore Milo, tem seus deveres a cumprir. — Disse Kamus assim que se encontrava vestido impecavelmente. E assim foram da oitava casa para o templo de Atena. Após o fim da guerra, cada cavaleiro adquirira certas funções no santuário, e para Kamus e Saga cabia administrar a Fundação Kido, que era gerador de diversas ações no mundo e mantinha o santuário.

Outros eram mestres de novos guerreiros, faziam ações comunitárias nas vilas vizinhas, entre outros pontos. Enquanto Kamus era praticamente presidente de uma multinacional, Milo treinava mais de dez novos pupilos, crianças recém chegadas. Eles viviam dizendo que estava mais para um emprego de babá do que de mestre.

— Ah, Kamyu já estou cansado sabia?! — Milo falava comum certo cansaço na voz — Não aguento mais aqueles moleques fazendo barulho no meu ouvido! Não sei como as pessoas têm muitos filhos.

Kamus achava graça naquele jeito de falar do amante.

— Vamos Milo. – Falou o ruivo pacientemente. — Sei que tudo isso é da boca pra fora... Você adora crianças, além disso, você é mais menino que a maioria deles. — Kamus segurava para não rir da expressão de poucos amigos do loiro. Milo ficou indignado por está sendo chamado de infantil.

Mas o escorpião não respondeu, apenas vestiu sua túnica de treino, que por alguns motivos que Kamus não soube explicar a seus olhos ela estava mais curta, e o francês não gostou nada daquilo.

— Mon ange... — Ditou Kamus de modo frio e possessivo. — Coloque outra roupa Milo, essa não lhe serve mais.

Milo não entendeu aquela atitude de Kamus, mas gostou de saber — amante enciumado. Mas uma vez não disse nada, trocou de roupa e viu o francês lhe sorrir com o olhar. Era sempre assim, o santo de aquário falava e ele atendia. Alguns cavaleiros já não o reconheciam, havia horas que o poderoso cavaleiro da oitava casa parecia mais o animalzinho de estimação do ruivo.

Afrodite de peixes, amigo íntimo de Milo era quem mais o alfinetava. Quando saíram despediram-se com um beijo à porta da casa de aquário, e Kamus como de costume subiu as escadas em direção ao templo e Milo desceu em direção à arena de treino. Encontrou Afrodite no caminho, que não tardou em fazer uma piada a respeito de si.

— Sua túnica rasgou Milo?? — Falava sarcástico. — Se quiser te empresto uma. — Vendo olhar de Milo fuzilá-lo. Afrodite soltou uma boa gargalhada, e acrescentou. — Um dia você vai se arrepender de bancar o cachorrinho de estimação dele. E ai meu amigo, o que será de você?!

Milo quase trucidou o cavaleiro mais narcisista depois das falas dele, mas no final tudo virava festa. Por fim mergulhados em suas obrigações e o dia fora passando sem muito imprevisto. Mas aquele dia não era qualquer um, que deveria ser passado em branco. Aquele dia marcava um ano que a paz havia voltado a reinar, e como forma de agradar seus cavaleiros Saori organizara uma festa.

Usava a festa também como desculpa para fazer seus cavaleiros interagirem, quebrando os paradigmas da hierarquia, força e poder. Onde amazonas, cavaleiros de ouro, prata e bronze se tornam apenas humanos e amigos se divertindo.

Estava marcada para começar às oito horas da noite, assim daria tempo para todos cumprirem seus trabalhos, se arrumarem com calma e assim aproveitar a noite.

Aos poucos o saguão do décimo terceiro templo, o maior e mais belo fora enchendo. Muitos vestidos tão diferentes do normal que espantava a muitos. Amazonas, que por decreto de Atenas podiam mostrar a face, usava belos vestidos que destacavam seus corpos femininos cheios de curvas levando muitos homens à loucura.

Os cavaleiros vestidos cada um conforme sua personalidade e estilo mostravam-se maravilhosos revelando o que os árduos treinos agraciaram músculos perfeitos e corpos quase surreais.

A festa se daria no saguão interligado com uma varanda onde se poderia contemplar o alto céu estrelado. Garçons contratados serviam as mais diversas bebidas e aperitivos. O DJ tocava os mais variados gostos de músicas, onde todos faziam os corpos se moverem.

Alguns estavam em rodas conversando, outros dançavam, e tinha os mais acanhados que apenas conversavam. E era possível ver em uma roda de amigos, que riam alto certo louro com um copo de uísque na mão que não parava de olhar para a entrada, ansioso.

— Milo por Zeus... Kamus logo chegará ver se para de ser obsessivo. — Replicou Afrodite.

— Ah Dite! Por que ele tem que ser assim? – Falava Milo com tristeza no olhar. – Toda vez é isso, aquele bendito trabalho dele está sempre em primeiro lugar.

— Fica assim não Milo, daqui a pouco ele entra por aquela porta e você vai poder matar toda a saudade que está sentindo.

Mas enquanto Milo observava a porta, ao longe ele era observado, uma jovem. Pretensiosa serva que trabalhava no templo do cavaleiro peixe e o comia com os olhos.

— Ah! Milo. Como você é lindo meu amor. – Falava a moça em pensamento. — Hoje esse seu romance improvável com esse iceberg da casa de aquário acaba.

Pensando assim Akane sorriu. Tão distraída estava em seus pensamentos que não viu quando o seu mestre, o defensor da décima segunda, casa se aproximou e assustaram-se quando ele lhe dirigiu a palavra.

— Lindo não é?! – Perguntou Afrodite vendo Akane se sobressaltar. — Mas tem dono, mantenha-se no seu lugar e fique bem longe dele Akane. Se ousar fazer qualquer mal que seja ao Milo eu juro que lhe mato pessoalmente.

A moça ficou pálida com a ameaça do loiro, mas não se deixou vencer. Queria Milo e o teria.

Constrangida e com medo do seu mestre a jovem saiu do cenário, contudo não seria uma simples ameaça que a pararia. A jovem de fios negros suavemente enrolados, e olhos jabuticabas seguiram até a cozinha. E como os presentes estavam distraídos pegou um copo de uísque, e retirou um embrulho de dentro de seu colo, embaixo do vestido apoiado em sua peça intima. Parecia um comprimido.

Abriu o mesmo e jogou o pó dentro do copo, mexendo em seguida para mistura o conteúdo branco com a bebida. Depois pegou uma bandeja e seguiu com o sorriso mais simpático que tinha para o saguão. Por sorte viu que seu alvo estava sozinho agora.

Akane muniu-se de coragem e encantamento por aquele ser lindo, ao que em passos firmes foi até ele tentando parecer o mais natural possível.

— Mestre Milo, aceita? — Disse coma voz um pouco trêmula por estar diante daquele a quem rendia sua adoração. Estendeu a bebida para o loiro que olhou para sua face com curiosidade parecendo demorar em processar tudo.

— Sim. — Murmurou Aioria que chegou na hora e pegou o copo em mão, o que fez a jovem estremecer em medo, seus olhos cresceram em agonia.

— Não é do senhor... — Ela ainda tentou concerta, mas pareceu que os dois cavaleiros a ignoravam.

Milo deu uma rasteira no cavaleiro da constelação de Leão pegando o copo da mão dele antes que bebesse.

— Seu gatinho medroso... Vai procurar por sua própria bebida. — Ditou o escorpião com um sorriso faceiro nos lábios capaz de derreter qualquer mortal, e em um gole só ingeriu de vez a bebida.

— Ahha... Milo. Você é cruel! Traz uma para mim. – Exclamou Aioria para em seguencia pedir uma bebida para si a serva, mas era tarde ela não encontrava mais ali.

Akane preferiu afastar-se até que o seu plano começasse a dar certo, tinha que se certificar que o amante de Milo não chegasse agora.

Ficou espreitando a entrada do saguão. Como Kamus não aparecia, sabia que faltava pouco para ter o que queria.

Dentro do saguão Milo começou a suar frio, sentiu-se vacilar, olhou em direção a porta mais uma vez e não viu o ruivo chegar, sua mente estava funcionando devagar, seus olhos começavam a pesar, mas por que estava assim, nem tinha bebido tanto. Pesou em sentar um pouco, mais seu parecia ter perdido o controle sobre seus movimentos decidiu que era melhor ir para o seu templo. Procurou Afrodite e disse a ele que não estava se sentindo bem, e que assim que Kamus chegasse avisasse ao ruivo que estaria em seu templo.

— Você está muito pálido Milo quer ajuda? — Perguntou Afrodite, preocupado com o amigo.

— Não Dite, nem estou tão longe assim do meu templo. — Ditou Milo vacilante. — Eu posso ir sozinho.

— Tem certeza? Posso ir com você o Mask nem vai notar, de tão envolvido que está com aquelas amazonas.

Milo riu da visível cena de ciúmes de Afrodite. Ao que ditou em seguida.

— Não! Valeu mesmo Dite. — Milo aproximou-se do cavaleiro de peixes e falou baixo em seu ouvido. — Agora acho melhor você ir lá e mostrar pra elas que o machão ali tem dono.

Afrodite sorriu pra Milo.

— Tudo bem escorpião, acho que tem razão. Mas qualquer coisa é só mandar me chamar.

— Ok! – Afirmou. Olhou para a porta parecia impossível chegar ao seu templo sem ajuda, mas não queria preocupar os amigos, então com um esforço enorme, virou nos calcanhares e seguiu vacilante para o seu templo.

Akane riu por dentro quando viu que o homem que era o senhor dos seus mais eróticos e apaixonados sonhos, sair da festa sozinho. Aproximou-se de Milo e ditou com calma sabendo que agora era questão de tempo para ele ser seu.

— Senhor Milo! O senhor não parece bem, quer ajuda?

Milo já não conseguia distinguir quem era que falava com ele, mas realmente precisava de ajuda.

— Si-sim... Eu não estou me sentindo muito bem. — Pronunciou o loiro com a voz falha pelo sono que sentia.

Quando chegou a oitava casa Akane não perdeu tempo, ajudou o escorpião a entrar no quarto, assim que deitou Milo sentiu o corpo mais leve e os olhos já não queriam mais abrir, pensou em agradecer, mas até mesmo sua voz não saia.

— O-o que está fazendo? — Perguntou com muito esforço.

Akane não respondeu, apenas o despia com uma habilidade incrível.

Os olhos da criada vibraram ao ver aquele corpo de músculos perfeitos ficaram expostos diante de seus olhos. A pele dourada pelo sol, os gomos do abdômen, as coxas torneadas. Tudo em Milo era perfeito, parecia ter sido esculpido pelos deuses devido tamanha perfeição.

— Pa-pare... — Milo balbuciou, porém sua voz saiu em um fio que mal dava para ouvir. Seu corpo estava estranho, sua cabeça girava e sentia o suor tomar conta de si. Parecia que sua pressão havia baixado. Seus lábios estavam secos, incapaz de compreender o que sucedia consigo.

— Apenas o tornando meu... Dando-lhe motivos para não viver mais em pecado. — Disse a mulher. Ajeitou Milo sobre a cama, comendo o corpo agora totalmente nu com os olhos.

Milo ainda tentou-se mover, mas seus braços, pernas não respondiam aos comandos de seu celebro. O quarto pareceu girar, e tudo seguiu como flash sem explicações diante de si. Viu a mulher se desfazendo das próprias roupas agora e em seguida subir na cama, sentando-se sobre seus quadris.

Akane carregava um sorriso vitorioso. Desde que havia chegado ali quando seus olhos caíram sobre aquele pecado em forma de gente que era o guardião da oitava casa o desejou. Todavia ele matinha uma relação com outro cavaleiro. Tentaram de tudo, desde fazer fofoca que Milo vivia agarrando a amazonas, as servas os próprios pupilos, mas nada parecia abalar a relação deles.

Então mergulhada em sua obsessão, ela traçou um plano que julgara infalível, e que ninguém tiraria o belo loiro depois dela. A mesma inclinou sobre Milo e seus lábios passaram acariciar à pela bronzeada. O corpo másculo que carregava algumas cicatrize de guerra, mas acima delas preservava a beleza.

Milo arfava. Um calor insuportável tomava conta do lugar. Tudo girava e não sentia mais nada, nem seu corpo, ou qualquer sensação. Só sabia que estava nu e sendo tocado por uma doida, e não forças tinham para afastá-la. Como era possível que um santo dourado, dono de um dos cosmos mais fortes ser incapaz de se livrar de uma situação onde uma simples humana o colocava.

— Pare... Eu... Kamus... Kamus... — Passou a chamar por aquele que dominava seu coração. Desejava que Kamus o salvasse que o tirasse das garras daquela mulher.

Quem visse de fora acharia ridículo. Um cavaleiro que vencerá tantos implacáveis inimigos. Que lutara na guerra de Hades, era controlado por uma mulher, que se tivesse em estado normal quebraria com um simples tocar.

— Serás meu... Ele não te merece... Para ele o trabalho é mais importante... Fique comigo... — Akane proferiu enquanto descia beijos por todo corpo. Ela mostrava tão empolgada, que as lamúrias de Milo não eram ouvidas por ela.

Akane sabia que Milo não responderia aos seus carinhos, mas ainda assim matava seu desejo em tocá-lo. Distribui beijos por todo o corpo moreno do rapaz, em seguida num ato de pura luxuria deparou-se com o falo adormecido do grego. Não pensou duas vezes e abocanhou-o com vontade.

Ainda que estivesse quase sem sentidos, foi impossível ao escorpião não gemer. Akane estava feliz, tinha conseguido tirar do seu deus grego um gemido. Marcando em sua mente os pontos que eram mais sensíveis ao loiro.

Continua...