Notas iniciais
Morta a Akane, e Kamus kkkk Esperamos que gostem.
Boa leitura!!

Kamus havia acabado de chegar de viagem. Seu peito ainda doía ao lembrar do por que de ter se afastado tanto de seu loiro, porém nesse tempo que passou fora, pensou muito a respeito e decidiu que tentaria perdoá-lo. Amava demais o loiro e sabia que era recíproco.

Milo provavelmente estaria na arena treinando. Contando com isso se dirigiu para lá, porém não o encontrou. Estranhou aquilo. O escorpião era preguiçoso, mas não irresponsável, não faltaria assim às responsabilidades.

Foi então ao templo de escorpião e ele também não estava lá. Seu coração apertou em seu pensamento uma duvida surgiu.

“E se ele estivesse com ela?” — Fora impossível não pensar.

Parou na escadaria ao lado de fora da oitava casa e respirando fundo decidiu ir até seu templo e tomar um banho assim descansaria um pouco e depois procuraria o loiro.

Ao adentrar seu templo foi direto o seu quarto e quando abriu a porta não acreditou em seus olhos. Sentado em sua cama e debruçado na janela estava Milo. Contudo perceber que Milo chorava. O conhecia, e mesmo que ele não fizesse qualquer barulho, sabia que aquele fungado e aquela respiração entrecortada era pelo choro.

Odiou-se por saber que era por sua causa. Fechou a porta lentamente e com carinho aproximou-se do loiro que estava realmente absorto em seus pensamentos. Tocou levemente seus ombros e então pode sentir o corpo do outro estremecer.

O sentir as mãos de Kamus o cavaleiro defensor da oitava casa simplesmente não conseguiu se conter. A dor e a saudade que sentia eram tanta que ele deixou que o choro antes silencioso se tornasse audível e palpável.

— Pardon Mon ange! Je t’aime trope! – Ditava Kamus em sua língua natal. Com sutileza trouxe o corpo do amante para perto de seu começando a deposita suaves beijos na face morena do grego.

— Por que me deixou? Por que não quis me ouvir? Por que demorou tanto a voltar? – Milo perguntava entre lágrimas.

Kamus ao olhar nos azuis do namorado viu que eles mostravam dor e mágoa.

— Milo... – Kamus não conseguiu continuar. No sabia e não queria falar a respeito de nada, então como num pedido mudo para que deixassem o passado para trás. Kamus tomou os lábios do moreno nos seus e o beijou com vontade, com desejo e saudade.

Qualquer briga, magoa ou dor ficara de lado naquele momento, aonde seu corpo, sua alma e coração pediam um pelo outro. Poderia se dizer que a química deles era perfeita.

Só Milo sabia a agonia que ficara por duas semanas pela a ausência do amante. Quando descobriu que ele havia viajado a trabalho sentira uma dor profunda. Tentara de todas as maneiras possíveis fala com ele, porém sem nenhum sucesso.

Diversas coisas passaram em sua mente. Que ele o havia abandonado. Que não o amava. Que estava nos braços de outro ou outra... A mente fértil do escorpião.

As mãos moveram para provarem novamente a maceis da pele alheia. As cabeças moviam conforme o ritmo sôfrego imposto do beijo. Não demorou em que os dois corpos caíssem sobre os lençóis. Milo sentia seu corpo se prensado pelo do cavalheiro de aquário, e toda sanidade se roubada junto.

Como havia sentido a falta dele, assim?

Suas mãos desesperadamente foram para a barra da camisa de Kamus. Não queria preliminares, queria ser tomando por ele firme e furiosamente...

Como havia sentido falta dele, considerava que mais um dia sem Kamus morreria de angustia e tristeza.

Logo ambas as blusas foram retiradas de seus corpos, e após as bocas ficarem vermelhas e inchadas, o cavaleiro da décima primeira casa desceu a boca pelo pescoço, marcando... E rumando para o tórax trabalhando do loiro.

— Ahhah... Ka-kamu... Senti tanto sua falta... — Milo disse entre gemidos enquanto puxava os fios ruivos da nuca do outro, e maneava seu quadril causando uma ficção entre os falos deles ao passo que tinha tórax e abdômen lambidos, chupados e mordido.

Kamus mordiscou abaixo do umbigo do outro, fazendo o corpo dele estremece, então voltou subir brincando com os mamilos que eriçavam em sua boca.

— Meu escorpião lascivo... Gostoso... — Kamus disse de maneira erótica e rouca. Somente o defensor do oitavo templo era capaz de fazer todo seu controle sumir, e a loucura tomar posse de si.

As bocas voltam novamente se chocarem, as línguas se enroscarem e em meio ao beijo molhando um som erótico ecoava.

Kamus permitiu que umas de suas pernas fossem para o meio das do outro, e começou a mover seu corpo fazendo com que uma massagem mútua começasse.

Os corpos em chama imploravam por mais contato. Os sexos duros se encontravam por cima da roupa, e ambos sentiam-se sufocados pelas peças apertadas. Kamus mais uma vez apartou o beijo na busca desenfreada por ar, porém não demorou muito para que ele retomasse o que fazia. Tornou a depositar beijos na face molhada do outro, e foi descendo até alcançar o lóbulo da orelha do loiro.

Milo gemeu com a sensação provocada pelos dentes de Kamus e sua orelha. Sentia seu corpo esquentar cada vez mais. A saudade o estava deixando enlouquecido. Não queria carinho ou demora, mas Kamus parecia não perceber a urgência do outro.

Desceu sua língua pelo belo peito do loiro e parou quando encontrou o mamilo durinho do amante. Sua boca passou a brincar com aquele pequeno botão e Milo sentiu-se perder sua sanidade, como Kamus fazia aquilo não sabia, só o queria, o desejava e não entendia por que o ruivo o torturava tanto.

— Kaaam... Aaamo... Aaaah... – Milo tentava falar, mas essa tarefa parecia impossível.

Kamus sorriu ao ver que o grego estava ali dominado pelos seus carinhos e assim abandonou um mamilo apenas para abocanhar o outro fazendo Milo gemer ainda mais. Quando achou que era suficiente foi descendo pelo abdômen bem trabalho dos treinos.

Ao chegar ao cós da calça o ruivo a abriu devagar e para delírio seu e alívio do loiro, libertou a ereção já tão castigada. Põe-se a masturbar Milo, o fazendo arquear as costas e gemeu alto.

Contudo o loiro não queria demora, ansiava urgente, porém não que não fosse bom aquele momento, mas o queria dentro de si e logo. Forçou-se a erguer o corpo e então segurando a mão suave do francês o fez parar.

Kamus moveu a cabeça olhando-o com confusão mas o grego fez questão de explicar-se.

— Chega! Eu quero você e quero agora! – Milo replicou autoritário.

— Mas que urgência é esse anjo? – Kamus retorquiu rindo de canto. — Eu...

— Duas semanas Kamyu, sem teus toques, sem teus beijos... Sem você... Por favor Kamus não me torture mais... Hunm... Preciso de você!

Kamus não soube o que dizer Milo era mesmo assim, exagerado, mas ele o amava daquele jeito. Não pode deixar de pensar que também queria o escorpião com urgência, sentia a necessidade de estar dentro dele, de tê-lo, possuí-lo e amá-lo.

Ergueu o corpo e então retirou sua calça, e tornou a deitar procurando com calma a entrada do casulo tão maravilhoso do amado.

Milo sentia tanta saudade que chegava a machucar. Seu coração parecia querer dizer que era cedo, porém ele não quis ouvir, queria, o ruivo e seria dele. Um pensamento naquele instante invadiu sua mente.

Olhando para o ruivo nos olhos, Milo sentiu os olhos marejarem e as mãos frias de aquário parecia tentarem impedi-las de cair, e o grego deu voz a seu pensamento.

— Ahh... Kamyu! Como eu queria estar assim com você para sempre! Queria poder ter uma parte de você comigo... Queria ter algo de você, que nunca mais me deixasse esquecê-lo. Queria ter um pedaço de você em mim!

— O que é isso mon ange? Hun? – Kamus o olhou sem entender o porquê daquilo. — Eu estou aqui e você já tem meu coração Milo... Sempre o terá!

— Não sei Kamus... Mas meu peito dói tanto... – Milo falou sem conter suas lágrimas.

— Não fale bobagem escorpião! Eu vou amá-lo e te provar o quanto eu te amo e que vou estar aqui com você pra sempre...

Milo não conseguia se sentir seguro, mas ainda queria ser amado.

Sentiu o francês deitar sobre seu corpo mais uma vez. Aquela agonia não tinha explicação, a necessidade tão grande de possuir um elo profundo que fosse para sempre...

Levado por este inquieto o defensor da oitava casa fechou os olhos com força quando sentiu a pulsante carne do ruivo buscou espaço em si, abrindo suas entranhas... Pequenas gotas precipitaram do canto de seus olhos. Sua boca fora tomada com carinho.

Os dedos das mãos entrelaçaram, enquanto suas torneadas pernas rodeavam o quadril do cavaleiro de aquário.

“Aos deuses do Olimpo... Eu roço... Me de um elo eterno com ele... Um símbolo de nosso amo”. — Tais palavras ecoaram na mente do loiro, quando sentiu ser totalmente preenchido.

Agora as bocas se chocaram em um beijo quente, aonde as línguas pediam espaço e Kamus dava ao outro o tempo necessário que ele carecia para acostumar com a invasão.

— Ka-kamus... Mexer... — Implorou possuindo o rosto afogueado, e a respiração descontrolada.

— Tudo que deseja... — O Francês ditou em seu charmoso sotaque.

No inicio Milo arfava de dor, o ruivo não era pequeno, e eles estavam alguns dias sem compartilha aquele momento.

Para Kamus sentir aquele casulo feito ao seu molde era como adentrar ao paraíso. Poderiam fazer aquilo há anos, porém jamais cansaria daquele prazer que só encontrava nos braços dele.

Os movimentos iniciaram lentos, mas firmes. O atrito dos corpos proporcionava uma massagem no falo do loiro que achavam entre seus corpos.

— Ahhhh... Kamyu... Eu... — Aos poucos a dor ia dando lugar ao uma mistura única de prazer, de ânsia e agonia.

O quarto passava a ser preenchida pelos gemidos de ambos, a temperatura fazia pequenas gotículas de suor surgia nas peles deles... As bocas inchadas teimavam em trocar sabores... Isso quando não degustavam a pele alheia, no maxilar, pescoço ombro ou colo... Mãos apertavam as carnes, deslizavam pelas peles.

— Ahha... Como poder... S-ser... Tão gostoso... Rebola para mim... Vai mon ange... — O ruivo pronunciava maliciosamente enquanto incentivava o outro a acompanhá-lo.

Não foi preciso dizer muito para que o loiro grego passasse a remexer seus quadris indo de encontro ao amado, e assim contribuindo para que as estocadas tornassem mais velozes.

Kamus afundava cada vez mais dentro do outro, sua velocidade tornava se mais frenético o que tornava os gemidos do loiro mais alto e gutural.

Milo sempre mantinha o título de fogoso, e por que não escandaloso, porém levado ao sentimento que tinha no momento estava um pouco mais contido.

— Geme para mim anjo, geme... – Kamus ditava com a voz rouca.

Não precisava de ordem, gemer era tudo que Milo conseguia fazer, mas apesar de envolvido pelo calor do momento.

Quando seus olhos encontraram os de Kamus, sentiu uma dor profunda era como se o estivesse perdendo, como se aquilo não passasse de um prêmio de consolação. Tentou a muito custo afastar tais pensamentos, mas não estava tendo muito êxito, e ainda que contra sua vontade as lágrimas insistiram em molhar seu belo rosto.

Kamus arremetia-se ainda mais fundo no loiro, quase urrava de prazer, sentir-se tão fundo no amado era muito melhor que qualquer sensação sentida. Segurou os quadris do corpo moreno acima do seu e afundando-se mais fundo ainda dentro do loiro derramou-se dentro dele.

Milo parou o que fazia, ao sentir-se ser preenchido pelo líquido quente vindo do francês seu corpo todo estremeceu e ele teve uma sensação ínfima, mas ainda assim uma sensação de paz.

O francês saiu de sobre o amante e sua ereção continuava lá firme, Kamus percebeu, mas estranhou o fato do loiro não ter dito nada, então o vendo tão calado, o beijou com vontade enquanto sua mão procurava o membro do loiro.

Lentamente o ruivo foi massageando o membro do amante e quando soltou os lábios viciantes do amado então desceu sua boca até o falo, contribuindo para que o loiro arqueasse o corpo ao sentir os lábios quentes de aquário em seu membro.

Milo gemeu, aquilo era muito bom. Kamus lambia a glande devagar, e aos poucos foi engolindo o falo do grego que gemia cada vez mais despudoradamente. Kamus foi intensificando os movimentos com os lábios e então sentiu as mãos do loiro em suas madeixas rubras guiando sua cabeça de encontro ao seu falo.

Kamus sentia-se sufocar, mas não parou o que fazia.

Milo sentia-se envolvido demais por pelo prazer que sentia. Com um gemido alto, as costas em arco, cabeça no travesseiro e a mente nublada o loiro derramou-se na boca do ruivo. Que não deixou escapar nem uma gota.

Milo estava exausto, e Kamus também se deitou ao lado do amado trazendo-o de encontro ao seu peito. O loiro deixou-se envolver, mas antes que qualquer palavra fosse dita, o grego caiu num sono profundo.

Kamus estranhou um pouco, Milo não era de adormecer logo, mas olhando-o direito deduziu que ele não vinha se alimentando corretamente e esse devia ser o motivo daquele tão grande cansaço.

Levantou-se da cama indo imediatamente ao banheiro, precisava de um banho. Depois de estar devidamente trajado, saiu de seu templo deixando o loiro ali dormindo e dirigiu-se ao templo de Athena, onde se encontraria com Shion, entregaria os relatórios e só então voltaria e dormiria um pouco ao lado de seu amado loiro.

Kamus foi até a escadaria e então começou a subi-la, se bem que de seu templo só precisaria pedir permissão a Afrodite, mas então quando o chamou ouviu uma voz que reconheceu ser a da moça que estava com Milo no dia da festa e ela parecia estar em uma conversa muito animada, não queria vê-la, porém tinha que passar por ali, não tinha outro jeito.

Akane percebendo a aproximação daquele que ocupava o coração de seu amado Milo, decidiu que era hora de por fim aquela relação sem futuro a seu ver.

— Sabe Hypséa eu estou tão feliz! – Ditava eufórica.

— Feliz com o que Akane? – Questionara a outra.

— Eu estou grávida! Vou ter um filho dele... – Vendo a cara de interrogação da amiga Akane proferiu com malícia. — De quem se não do Milo de Escorpião! – Declarou mas sua voz pesarosa.

A outra serva arregalou os olhos em surpresa, mas percebeu o tom de tristeza da outra.

— O que houve Akane, você não estava feliz agora mesmo? – Hypséa perguntou.

— Eu... Ele não vai assumir, por que o senhor Kamus não gostaria. – Akane fez parecia desolada.

Aquelas palavras atingiram o francês como uma bomba. Perdoaria Milo pela traição, mas renegar um filho? E por causa dele? Nunca!

Seu coração apertou dentro do peito, uma mistura de ódio e dor tomara conta do francês. Ouvir aquelas palavras trouxera de volta toda sua insegurança de anos. Seus ciúmes e medo que aquilo um dia aconteceria, que aquele que amava com loucura o trairia, jogaria seus sentimentos na lata de lixo.

Eles eram opostos, e devido à grande diferença deles sentia um abismo entre ambos... E mesmo que tivesse pelejado durante anos para vencer agora tudo ruía ao chão.

Eram como água e óleo, fogo e gelo. Milo era espontaneidade, alegria, simpatia... Do tipo de pessoa que estava disposta a tudo, a inovar. Não que fosse irresponsável, porém sempre dava um jeito para dar atenção aos amigos, para festa... Já Kamus preferia mais o sossego, a responsabilidade, seu dever vinha acima de tudo... Eram essas e outras que causava certo atrito entre eles.

O cavaleiro da décima primeira casa fechou os punhos trincando os dentes. Sua vontade era de avançar naquela serviçal, contudo era fora de sua conduta ferir alguém incapaz ou ainda mais mulher grávida, e ele, cavaleiro de aquário não se deixava levar por suas emoções, porém mostraria que não era capacho de ninguém.

Moveu seus pés, movido por raiva e magoa subindo as escadarias rumo ao seu intento antes daquela informação, porém agora com outra meta em mente.

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Lentamente as pálpebras se abriram dando espaço para íris azul como um limpo céu de verão. O corpo moveu penosamente, mais parecia que havia sido atropelado por um caminhão, ou melhor, enfrentando uma guerra de mil dias...

Todos seus músculos reclamavam, todavia maior que o incomodo estranho de seu corpo era a agonia que corroia seu coração. Sentia um peso amargurado como se algo naquele dia tivesse sido arrancado de si.

— Kamus? Kamus? — Chamou pelo ruivo quando não o encontrou ao seu lado.

Chamou, mas não houve resposta, havia dormido tanto assim? Era certo que há duas semanas não vinha dormindo bem, mas será que já havia passado tanto tempo assim? Milo levantou da cama com certa dificuldade, seu coração estava apertado, sentia que estava se perdendo.

Estava no templo de aquário e iria para o seu próprio esperaria o amado lá, afinal do jeito que Kamus era provavelmente estava trabalhando.

Entretanto, quando foi pegar suas roupas que se encontravam no chão, percebeu que as malas de Kamus não estavam mais atrás da porta sempre colocava ao chegar.

Suas pernas fraquejaram, não era possível que o ruivo tivesse viajado novamente. Foi até o guarda-roupa e quando abriu as portas percebeu que estavam faltando algumas peças, principalmente as preferidas do ruivo. Desesperado abriu gavetas, procurando algo qualquer coisa que tirasse de si a certeza de que seu amado francês havia viajado novamente.

Seus olhos marejaram e antes que pudesse pensar no que fazia, subiu as escadas em direção ao templo do grande mestre. Quando passou pela casa de Afrodite, acabou assustando o loiro defensor da décima segunda casa que estava sentado nas pernas do namorado, que o beijava esfomeado.

— Ma cio Che? – Mascara da morte falou irritado.

No entanto Milo não respondeu e nem se jogou em cima deles como era de costume quando queria atrapalhar um momento de romance dos dois.

Afrodite e Mascara desconheceram o escorpião e levantaram-se imediatamente indo atrás do amigo.

Chegou quase igual à Milo no templo e ao aproximarem-se do loiro, Afrodite tocou em seu ombro e perguntou baixo.

— Mi... O que houve?

Mas nesse momento o grande mestre adentrava o local. Shion estava calado, mas pareceu preocupado. Aproximou-se dos três e falou com calma.

— Boa noite! A que devo a honra de sua visita a essa hora?

— Onde ele está Shion? Para onde o mandou agora? – Milo perguntou parecendo fora de si. Mesmo Afrodite e Mascara arregalaram os olhos.

Shion ficou preocupado, Kamus havia falado com ele, mas ele jamais imaginou que ele fosse parti sem se despedir de Milo.

— Milo... Eu não mandei Kamus a lugar algum! – Shion ditou calmo.

— Como não? As coisas dele não estão lá Shion! Ele não tinha motivos para ir embora! – Milo falava quase gritando.

— Milo acalme-se, você está nervoso. – O grande mestre falava com calma. – Kamus falou comigo, ele disse que tomou a decisão de abandonar o santuário, ele queria retomar sua vida, seus estudos e parece-me que você já tem responsabilidade demais não?

Milo olhou-o interrogativo, não entendia do que Shion falava. Sua mente só conseguia entender que Kamus o havia abandonado, mas por quê?! Ele havia jurado que o amava e que ficaria para sempre consigo.

— Do... Do que está falando Shion? Como assim, eu já tenho responsabilidade demais? – Milo ditou ainda mais desesperado.

— Ele disse que você engravidou uma jovem serva e deve cumprir seu dever para com ela. – Shion ditava, mas quanto mais olhava para o mais novo, sentia que algo não estava correto. A expressão de Milo mostrava que ele não sabia de nada. Mas Kamus nunca fora de mentir. Precisava entender aquilo com calma.

Milo abriu a boca em descrença e seus olhos pareciam que iam soltar das órbitas.

— Co-como assim? E- eu nunca...

As lágrimas desciam sem controle, Milo sentiu-se fraquejar, aquela dor em seu peito, aquela sensação de perda e vazio, não era em vão. Kamus, o defensor da décima primeira casa, o senhor do gelo, o ruivo frio, o seu amante, o seu amor, aquele que mostrava o quanto era quente na cama, aquele que o fazia sentir-se amado, a pessoa mais importante da vida dele havia o deixado, sem palavras sem explicações e cheio de mentiras.

— Milo você precisa me dizer o que houve, eu vou entender... – Shion começou a falar, porém o loiro descontrolou-se de vez.

— EU NUNCA O TRAÍ SHION! EU O AMO, EU ME ENTREGUEI AQUELE FILHO DA PUTA E ELE SIMPLISMENTE ME ABANDONOU? O QUE EU FIZ... O QUE EU FIZ? – A voz do Milo foi baixando junto com seu corpo, iria sentar no chão, mas mãos fortes o ampararam, mascara da morte, não deixaria o amigo naquele estado assim.

— Quella maledetta vasca, alcuni dicono che lo scorpione prima lo ha tradito, ora andare via per nessun motivo. Io lo ucciderà. – Mas cara ditava entre dentes.

— Mas o que esse italiano disse? — Perguntou Shion.

— Disse que Kamus foi embora afirmando que Milo o traiu, e que vai matar ele por isso. – Ditou Afrodite com raiva. — Não sei o que ele lhe disse grande mestre, mas é mentira, eu garanto que é.

Shion não soube o que dizer, apenas pediu aos dois que levassem Milo embora e cuidassem dele. Pois ele na condição de grande mestre iria procurar saber o que houve.

Mascara e Afrodite fizeram o ordenado, Milo precisava de cuidados, ele não estava bem e Afrodite temia pela vida do amigo.


Continua...