Notas iniciais
Olá pessoal!!! Mais um capítulo fresquinho para vocês. Quem quer matar Akane levanta a mão e junto ao fã clube. kkkkk. Sempre tem alguém para atrapalhar em um relação, não!?Esperamos que gostem.Boa leitura!!

Enquanto Akane deliciava-se com o sabor grego do escorpião, pelas portas do décimo terceiro templo, algumas horas atrasado, um ruivo muito bem arrumado chegava ao grande saguão.

Kamus procurava em meio a toda aquela gente o seu amante. Não o avistou e achou aquilo realmente estranho, ao contrário de si Milo adorava festas. Entrou no salão que estava apinhado de gente, ainda não acreditando em seus olhos procurava o loiro. Achou realmente que ele fosse estar ali esperando por ele.

Sua fisionomia sempre fria e impassível não permitia que vissem o quanto estava perturbado com a ausência do namorado.

Algumas servas passaram servindo bebidas e comidas, mas ele rejeitou tudo, não queria nada, apenas saber onde estava aquele grego. Aproximou-se de Kanon perguntando e viu gêmeos lhe dirigir a palavra, dignou-se a prestar atenção.

— Você está muito gostoso hoje francês. Que o Milo não me ouça senão me... – Disse fazendo sinal de enforcamento com as mãos.

— Obrigado Kanon. — Forçou-se a responder educadamente. Não estava com clima pra brincadeiras. — A propósito você viu o Milo por ai? — Perguntou ao loiro sedutor a sua frente.

— Estava com Afrodite. — Fora Saga que respondera sua pergunta, os dois estavam conversando até então, talvez planejando algo, ou Kanon armando e Saga tentando convencê-lo do contrário.

— Obrigado, Saga! — Viu o cavaleiro de Gêmeos fazer uma pequena reverência como que a dizer que não foi problema nenhum passar-lhe tal informação.

Kamus foi à procura do cavaleiro de peixes. Quando o avistou não viu Milo ao seu lado. Estava começando se aborrecer, se Milo tinha ido à festa, por que diabos ele havia saído sem que ele houvesse chegado. Então começava a ficar com um tremendo mal humor, aproximou-se e perguntou seco ao rapaz.

— Você viu o Milo? -Perguntou a um distraído Afrodite. O loiro deu um salto para frente dado que havia se assustado quando outro falou.

— Boa noite Kamus de Aquário! — Máscara da morte falou com irritação, onde já se viu assustar assim o seu peixinho!

— Boa noite! Cavaleiro de câncer. Desculpe, não quis assustá-lo Afrodite. – Bradou com visível mal humor. — Por favor, você viu o Milo por ai? — Kamus ditava sem realmente olhar para o amigo, corria os olhos por entre os convidados, querendo encontrar o motivo de sua ida aquela festa.

— Primeiro. — Ditou Afrodite com sua usual arrogância. — Você, meu querido francês não é dono dele, segundo Milo passou a noite toda esperando você, que só se importa com aquela fundação e terceiro... — Afrodite não terminou o que tinha para falar, pois o cavaleiro de câncer puxou seu braço com força e ditou com autoridade.

— Afrodite, isso não é da sua conta. — Ditava Mask entre dentes. — Isso é problema dele e daquele safado.

Afrodite ficou possesso com aquela intromissão de seu namorado. — Ok! -Ditou com visível irritação. — O Milo foi para o templo dele, não estava se sentindo bem. — Viu aquário ainda que de forma discreta se sobressaltar. — Se você estivesse aqui, provavelmente ele não teria voltado sozinho pra casa de escorpião.

Mas Kamus não estava mais ali para ouvir as reclamações do defensor de décima segunda casa. De maneira discreta e elegante ele saiu do recinto descendo as escadas. Agora se mostrava preocupado. Milo passando mal? Falava diversas vezes para ele parar de comer aquela coisa que gordurosa e pesada, possivelmente havia exagerado de comer na festa e como resultado passava mal.

Descera tão rápido os lances de escada que logo se pôs adentrar os domínios de escorpião. O curioso era que à medida que avançava um som estranho era ouvido que quando se colocou em frente à porta o identificou como sendo gemidos.

Primeiramente pensou que Milo havia fingido passar mal, voltara para casa e agora masturbava pensando em si, e não pode negar sentir certo orgulho com isso, mas tal dedução foi quebrada quando uma segunda voz foi ouvida.

Lentamente o cavaleiro de aquário abriu a porta do quarto, e a cena que se pintou em sua frente fez com que o ar ao seu redor caísse bruscamente de temperatura. Que sua face tomasse em primeira instância um semblante de espanto, para em seguida de decepção e por fim raiva.

— Cavaleiro de escorpião! — Uma voz fria, grave ecoou pelo quarto, o que vez a cena que se seguia paralisar.

Kamus não podia crer no que seus olhos viam. Sempre foi inseguro no que dizia respeito fidelidade de seu amante, sabia como Milo era belo, sedutor e arrasava corações, e como ele era ciente disso e sabia usar muito bem. Por anos isso foi um fato que os inibiram a ficar juntos, e quando por fim decidira dar uma chance para eles, confiava no amor que o loiro dizia sentir por si, e agora sentia dor em seu peito.

Via Milo deitado com as costas contra a cama, e sobre si uma mulher que parecia cavalgar sobre seu mastro, deixando lamurias luxuosas tomarem o recinto. Milo gemia baixinho.

Akane ao ouvir a potente voz do dourado, e ainda a temperatura cair no ambiente se espantara. Seus olhos cresceram e rapidamente saiu de cima de Milo enquanto tentava esconder sua nudez.

— Senhor... E... Eu... Ai que vergonha... O guardião de escorpião me trouxe aqui... Disse que ninguém nos iria atrapalhar... — A jovem começava a tremer, sua face banhada em escarlate e lágrimas começava a brotar de seus olhos.

— Não tenho nada a falar contigo, saia se não quiser morrer. — Kamus disse arrogante, e suas palavras eram como lâminas desumanas.

Imediatamente a jovem saiu do recinto, recolhendo suas roupas e deixando para vestir em outro local, temerosa que um dos homens mais fortes realmente desse cabo da sua vida. Quando chegou ao lado de fora da casa de escorpião, Akane tinha um sorriso vitorioso nos lábios.

— Não disse meu amor, que a partir de hoje você nunca mais estaria em pecado com esse cubo de gelo. Você é meu mestre Milo, só meu! — Vestiu-se e se afastou dali o mais depressa que pode.

Já dentro da oitava casa, Kamus encontrava-se irado. Milo nem sequer dignara-se a levantar da cama. Nem mesmo lhe dirigiu a palavra. O ruivo aproximou-se do leito do outro e chamou-o, Milo parecia desacordado. Os olhos de Kamus faiscavam de puro ódio, sentia-se traído, machucado, sentia-se morto. Lágrimas quentes escorriam por seu belo rosto.

— Por que Milo? — Perguntava ao vento já que o outro estava inconsciente. — Por que fez isso comigo? Eu achei que era suficiente pra você. Como fui tolo, não é? Canalha! Filho da puta! — Ditava Kamus cego pelo ódio. — Passando mal? Você bebeu demais isso sim.

Kamus não conseguia mais dizer nada, precisava sair dali, respirar ar puro, por que ali cheirava a podridão. Chegou ao seu templo e foi direto à sua biblioteca, sentou-se na poltrona e chorou. Um choro surdo, magoado, dolorido...

— Por que Zeus? — Kamus perguntava-se entre os soluços do seu choro. — Eu só o dei meu amor...

Sempre fora fiel a ele, nunca olhou nem para os lados. Dedicava-se sim ao trabalho, mas Milo dava rompantes homéricos por causa de alguns minutos que passava a mais na fundação, chegava ao absurdo de insinuar que ele e a deusa tinham algum romance. Odiava quando ele fazia isso.

— Droga Milo!! – Gritou. Passou a noite ali. Dormiu vencido pela dor e pelo choro.

A noite foi passando lenta. Uma tempestade começou a cair já era quase dia. A maioria das pessoas estava voltando para suas casas. A festa chegava ao fim e eram exatamente 4:30 da madrugada.

O som da chuva adentrava pela janela aberta da casa de escorpião. Junto com ela trazia incertas, dores e decepção. Milo remexeu-se na cama e finalmente permitiu que suas pálpebras desse lugar a íris azul. Sua mão fora em sentido sua cabeça, sentiu-se zonzo, área onde encontrava, ao ponto que demorou a situação que se encontrava em seu quarto, na cama e nu.

Sentou lentamente na cama ao que olhava para si e buscava puxar no fundo de sua mente o que havia sucedido. Recordava que estava a festa, esperando Kamus que sempre colocava o trabalho em primeiro lugar. Lembrou que se sentira mal e fora para casa, alguém ajudara, mas não recordou quem era... Vozes... Kamus...

— Droga... — Murmurou. Não recordava de muitas coisas, porém lembrava-se de Kamus entrando em seu quarto, olhando para si com decepção ódio... Ele indagava coisas, queria responder, dizer que era mentira, mas seu corpo e sua voz não o obedeciam. No final apenas recordou que Morfeu o abraçara e assim caíra em um profundo sono.

Sua cabeça latejava, seu corpo parecia ter sido atingido por mil golpes potentes. Levantou com dificuldade. Apenas um nome via em mente, Kamus, precisava explicar-se a ele, mas antes, precisava retirar de seu corpo aquele cheiro de perfume barato.

Quando entrou embaixo do chuveiro deixou que a água tórrida caísse sobre si, ao passo que se apoiava na parede azulejo frio para não cair. Não fraquejar. Repassara tudo novamente em mente. Não sabia como chegara aquele ponto, só tinha ciência que não havia traído o amor de sua vida, isso não. Ao fim do banho vestiu uma roupa qualquer, penteou os cabelos e tomou duas aspirinas.

Não se importou com a chuva que caiam e o molhava. Era um santo de Athena, não passaria mal por causa de algumas gotas de chuva. Seguiu não tão confiante para o templo de aquário. Nem sabia o que iria falar, nem ele mesmo sabia o que havia sucedido, só tinha a ciência que precisava se explicar.

Quando seu corpo foi protegido da tempestade pelo teto do décimo primeiro templo teve a impressão que a temperatura ali era mais baixa, e sabia, isso indicava que o seu guardião estava em casa. Pelo horário, quase às duas da tarde era estranho, Kamus sempre era assíduo em suas obrigações, se bem que depois da festa ninguém trabalharia tão cedo naquele dia.

Com passos vacilantes foi tomando espaço em meio aquele santuário do deus do gelo, assim como era muitas vezes chamado Kamus de aquário, o dono do frio coração que era derretido por uma única pessoa. Milo.

Quando entrou, Milo procurou por Kamus sabia que aquele horário ele só podia estar em um único lugar, sua biblioteca. Adentrou o recinto e viu o seu amado, sentado em sua poltrona com um livro nas mãos. Aproximou-se lentamente, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, Kamus lhe dirigiu a palavra.

— O que quer aqui? — Kamus não queria, mas sua voz saíra mais irada do que pretendia. — Quem lhe deu permissão para entrar no meu templo? — Aquário falava entre dentes.

Milo estava sem chão, o que havia feito par que Kamus o tratasse daquele jeito? Tentou argumentar.

— Kamus, eu... Deixe-me explicar... — Ao que foi interrompido pelo ruivo.

— Explicar o que Milo?! Hum? Diga... — Ditou sem deixar muito espaço para Kamus responder. — Eu vi você e aquela vadia transando.

— TRANSANDO??!! — Milo questionava-se de olhos arregalados para Kamus.

— Me diz Cavaleiro de escorpião, vocês riram muito de mim? — Kamus falou magoado.

— Kamus, eu não fiz nada! — Milo disse finalmente.

— Não?! — Kamus falou com falsa surpresa e cinismo. — Você não passa de um puto Milo, um vadio. Igual aquela... — Controlou-se, ela podia não prestar, mas fora ele quem a levou para casa.

Milo estava sem palavras e sem ação, Kamus estava transtornado sentia seu sangue sempre frio ferver em suas veias, sentia-se extremamente perdido, por não saber controlar suas emoções, por ter dado àquele idiota uma chance. Como pode ser tão inocente.

— Kamus, meu amor me escuta, por favor. — Milo aproximou-se do amante tentando convencê-lo de que eram inocentes, as palavras de Kamus o haviam machucado. Sempre fora mulherengo, era fato, mas desde que tinha assumido seu romance com o ruivo jamais tinha se quer olhado para outra pessoa, não se sentia interessado em ninguém. Estava sendo acusado injustamente e mais ainda por aquele que devia ser o primeiro a acreditar nele.

— Não me toque! — Aquário esbravejava entre dentes. — Seu... Saia daqui Milo. Saia agora da minha casa, e não me procure mais.

— Kamus... Por favor... Eu... — Milo entrou em desespero e logo lágrimas ficaram visíveis em seus olhos. Uma dor partiu seu coração. Queria que tudo acontecesse consigo menos que o ruivo, sendo amado ruivo não confiasse mais assim, que o deixasse.

— Você não vale nada Milo... É um vadio sem valor... — Kamus disse alterado. Se segurando para não acabar machucando o loiro. Ainda estava confuso com tudo, queria que o outro fosse embora, precisava de tempo para pensar.

Não pode segurar mais, por fim as lágrimas começaram a descer em sua face. Os olhos azuis outrora vivos carregavam magoa e dor. Sabia que o amante sempre era um passo atrás de si, sempre precisando de provas que lhe era fiel, mas já não tinha provado isso?

— Me deixe explicar. Será que meu amor não vale nada para você? — Indagou sofrido. E quando viu o olhar duro, pesado de aquário para si sentiu uma pontada em seu peito e teve ali sua resposta. Kamus nunca confiou em si. Queria sumir, sair dali. Moveu sobre seus pés, dando as costas para ele, Contudo não desceu as escadarias, e sim as subiu.

Em um rompante entrou a casa de peixes, e rumou para um lugar preciso, porem não encontrou o cavaleiro no jardim de estonteados rosa, então sem pensar, se iria ou não ser indelicado seguiu ao quarto dele, abriu a porta com tudo e foi até Afrodite, seu melhor amigo.

— Dite... — Sua face mais parecia de uma criança, chorosa, de cortar o coração.

Afrodite levantou retirando a venda que usava para dormi e viu Milo em um estado lastimável.

— Milo o que? — Bastou isso para ele se jogar no colo do amigo, pedindo um abraço e derramando em lágrimas.

— Quel piccolo miséria é essa? — O italiano ditou quando sentiu um terceiro peso na cama. Mascara detestava se acorda em susto, e ainda mais quando um macho que não fosse ele pulava na cama de seu amante, ainda mais com ele lá. — Milo vai procurar aquele cubo de gelo para te consolar...

— Matteo não seja insensível... Vai preparar o café... — Afrodite disse autoritário, expulsando o amante da cama, e voltando a dar sua atenção toda para Milo que se derramava em lágrimas.

— Agora meu lindinho me conta o que aconteceu?

Milo ficara a tarde toda ao lado de seu amigo e conselheiro, o defensor da constelação de peixes. Contara do pouco que lembrava, e da briga feia que tivera com seu amado. De como Kamus nunca confiou em sua, em sua palavra. Chorara tanto até que finalmente dormira depois do calmamente que peixes dera para ele, do contrário Milo morreria de tanto que chorava.

Afrodite estava processo de ódio. Rogava pragas para Kamus, e indagava quem aquele pingüim de geladeira pensava que era para tratar o Milo daquela forma??! Só não ia lá e diziam poucas e boas para ele por que havia prometido ao loiro que não diria nada. Deixou outro dormindo na cama, e rumou para a cozinha onde Mask preparava um suco para os três.

— O que houve Bello? O que o grego safado tem? — Perguntou com real preocupação.

— Ele e Kamus brigaram feio... — Ditou Peixes com pesar. — Parece que aquário está acusando Milo de traição.

— Ma come quel maledetto può fare questo?

— Io non so l'amore. — Ditou Afrodite.

— Mas essa história esta muito mal contada. E eu vou descobrir o que houve, ah se vou! -Olhou para o defensor da quarta casa e dito com um brilho nos olhos que o italiano desconhecia. — Isso me cheira a armação e quando eu pegar o culpado eu mesmo vou matá-lo.

-oo0oo-

Na décima primeira casa Kamus estava sentindo-se quebrado, tinha que se afastar dali, de Milo.

Lembrou-se que tinha discutido com Saga por conta de uma viagem para resolver assuntos da Fundação. Saga não queria ir, e ele muito menos, não queria brigar com o loiro, mais uma vez por causa do deu trabalho. Sabia que ele não ia aceitar bem sua viagem, mas agora diante do ocorrido, tinha que ficar longe, a viagem era curta, coisa de quinze dias, mas era melhor que nada.

Saiu de sua casa e seguiu pelo caminho secreto entre as casas, até o décimo terceiro templo. Queria falar com o grande mestre. Pediu que uma serva o anunciasse e esperou que Shion o recebesse.

— O que faz Aqui Kamus? — Perguntou Shion bem humorado, mas quando virou para encarar Aquário viu que as coisas não iam muito bem.

— O que houve Kamus? – Questionou preocupado, o mestre trabalhava com ele durante todo o dia e sabia bem reconhecer quando o outro não estava bem.

— Não quero falar no assunto Shion. — Kamus fora direto, e frio.

— Vim dizer que irei fazer a viagem! — Ditou com firmeza. — E gostaria de saber se posso partir agora mesmo?

— Bem, Kamus! Se assim preferir... — Deu uma pausa esperando que o outro se pronunciasse. Ao que viu o ruivo mover a cabeça afirmativamente. Continuou: — Sim pode ir, mandarei preparar o jato da FK e creio que seja o tempo de você preparar suas coisas.

— Sim! Obrigado. — Kamus falou e virando as costas para Shion saiu sem dizer mais nada.

Continua...