Os Ecos

3 O Chamado da Alma e O Labirinto das Almas


Na noite seguinte, os pesadelos começaram. Aiko viu Kuroka, sempre com o rosto desfigurado, chamando-a nos seus sonhos.

A mulher a implorava para que a ajudasse a encontrar a paz. Aiko acordava em pânico, mas o som da câmara disparando a trazia de volta à realidade.

Com cada foto que tirava, mais espíritos surgiam, mais tragédias do passado se revelavam. O peso das almas que ela libertava começava a se tornar insuportável.

O tempo na mansão parecia distorcido. Aiko já não sabia mais se estava ali por dias ou semanas. Cada corredor parecia levar a um lugar novo, mas ao mesmo tempo familiar.

As fotografias que tirava mostravam cada vez mais detalhes das almas perdidas, e, ao observar mais de perto, percebia que algumas delas se pareciam com ela. “Estou a ver o meu futuro?”, pensava com medo.

Num desespero crescente, Aiko sabia que precisava de respostas para quebrar o ciclo de morte e sofrimento.