Notas iniciais
Desculpem a imensa demora, mas não desisti da fic. Agora sem mais enrolação vamos ao capitulo. Espero que gostem.

— Ahhhh! Isso dói. Não da para ser mais cuidadosa não, oh menina? – Yusuke reclamava.

— Quer parar de se mexer, garoto! Parece criança, mais que coisa. — Botan bronqueava enquanto cuidava dos ferimentos do detetive.

— Ei, Botazinha, esquece o Urameshi e vem cuidar de mim, vem. — chamava Kuwabara.

Aquela gritaria e confusão o estavam deixando louco. “Onde estou? Estou morto?” “Maravilha duas perguntas e nenhuma resposta.” – Ray pensava sarcástico.

Lentamente, sua mente exausta juntava os acontecimentos; Fora atacado por muito youkais. “Com certeza aqueles cretinos me mataram, será esse o inferno?” – ele continuava a pensar enquanto aquela confusão de vozes ao seu redor persistia.

Infelizmente, a dor em seu corpo lhe mostrava que ele ainda estava bem vivo. Abriu os olhos tentando se localizar e da de cara com dois rapazes deitados em duas outras camas; Estavam sendo tratados por uma garota de longos cabelos azuis enquanto brigavam entre si.

— Finalmente, você acordou! — exclama uma voz.

O rapaz vira a cabeça em direção à voz e percebe a presença de mais dois rapazes, um pouco mais afastados.

— Onde estou? Quem são vocês? – pergunta dando uma olhada em si mesmo; Estava em um quarto muito iluminado; todos seus ferimentos estavam tratados.

— Han! Sou eu que faço essa pergunta. – responde um dos rapazes, agressivamente.

— Espera um pouco, Hiei. – pede Kurama

Ray os encara. Que eram youkais pelo menos três deles disso o rapaz não tinha a menor dúvida. Imediatamente, ele assume uma posição de alerta, embora sentisse dor ao menor movimento.

— Não precisa se afobar rapaz. Não vamos lhe fazer mal.- tranquiliza Yusuke observando-o enquanto Botan deixava o quarto, após terminar seus curativos — Mas antes precisamos resolver umas coisinhas, tudo bem para você? E antes que me esqueça, prazer, sou Yusuke Urameshi.

— Segura um pouco a onda ai, Urameshi. Deixa o cara por as ideias no lugar, pô! – pediu Kuwabara.

Ray continua calado. Novamente, lembrou-se do confronto, há quanto tempo ele estava desacordado? “Droga, não posso ficar aqui parado! Preciso avisar ao rei Enma” – ele tenta se levantar da cama, mas cambaleia para o lado; Kurama apara a queda, forçando-o a sentar-se novamente.

— É melhor não se esforçar muito. Se quiséssemos mata-lo não teríamos nos dado ao trabalho de salva-lo. Você se lembra do que aconteceu? – pergunta o ruivo.

O rapaz faz um gesto afirmativo.

— Porque vocês me salvaram? Youkais geralmente não dão bola para ninguém.

Os quatro amigos trocam olhares. Kuwabara tenta quebrar aquela desconfiança.

— Sou um ser humano. – responde Kuwabara — Kazuma Kuwabara! Os outros três também são gente boa.

Hiei já estava impaciente com a falta de informações.

— Se você já tem conhecimento sobre youkais, com certeza não é um ser humano normal. — afirma o moreno – Quem é você e porque aqueles youkais estavam tentando te matar?

Ray continuava calado. Ainda não tinha certeza se podia confiar neles; Era verdade que haviam lhe salvado a vida, mas aquela missão era muito importante para o mundo espiritual. Suas dúvidas finalmente são quebradas quando Botan retorna ao quarto.

— Yusuke! — chama a guia segurando a pequena TV sobrenatural — O senhor Koenma quer falar com vocês.

— Sr. Koenma? Então vocês são realmente do mundo espiritual? — pergunta Ray, intrigado.

— Hn! Que piada. O cara não quer responder nenhuma de nossas perguntas e, ainda exige respostas. — comenta Hiei, a voz carregada de ironia.

Yusuke resolve abrir o jogo, ou pelo menos, parte dele.

— Sou detetive espiritual. Pela sua reação você já conhece o Koenma. Agora pare de enrolar filhinho, nós não temos o dia inteiro.

Era a hora de abrir o jogo.

— Meu nome é Ray. Sou ex- detetive espiritual. Estou em uma missão muito importante para o rei Enma.

— E essa missão seria? — questiona Kuwabara

— Preciso falar com o rei Enma. Imediatamente! – diz o rapaz mudando de assunto

— Hunf! Você não esta em condição de nos dar ordens. – retruca Hiei.

— É importante, por favor.

Botan resolve se intrometer na conversa e estende a pequena TV para que todos pudessem ver.

— Deixem esse assunto para mais tarde. É uma emergência. – diz a menina.

Mal Botan termina de falar e a tela imediatamente dá sinal de vida. Do outro lado da tela a face de Koenma está muito séria.

— Yusuke, temos mais um problema.

*****

Anoitecia e Miyuki continuava na lanchonete em companhia de Myu. A “colega de classe” a divertia tanto e ela nem sentia o tempo passar; Miyuki já nem se lembrava há quanto tempo ela não fazia uma atividade considerada normal para sua idade. Tanta coisa já acontecera em sua vida. Balançou a cabeça; Não era hora para questões filosóficas. “Concentre-se no presente, Miyuki!”

— Miyuki- chan. Me fala, tem alguém da escola que você gosta? – pergunta Myu risonha.

Miyuki se engasga com o milk-shake.

— Há!Há!Há! Essa reação é de quem tem alguém na area. Ele é da sala?

— ELE é um tremendo de um idiota! Porque eu gostaria de alguém como ele? Quer dizer, ele só me da respostas monossilábicas, é um anão, grosseiro... — Miyuki estava agora toda vermelha, passando o milk-shake de uma mão para outra.

— É um baixinho? Pelo menos é bonito? – Myu continuava tirando sarro de sua cara.

— Sim ele é bonito. — responde sem pensar — Nossa, mas o que estou dizendo? — Miyuki estava cada vez mais corada – Ele não é bonito coisa nenhuma.

— Abre logo o jogo, Miyuki. — diz a garota, sorrindo e achando muita graça daquele embaraço.

— Pare com isso, Myu- chan. — pede Miyuki totalmente sem graça — Só um minuto. — Miyuki se interrompe ao escutar seu celular tocar.

—Alô! Mamãe? — as brincadeiras e o clima sereno desaparecem na hora. — Sim, desculpe já estou indo. – informa Miyuki desligando o celular.

—Algum problema, Miyuki?

— Não é nada. Desculpe Myu, mas preciso ir para casa, agora. – informa Miyuki já se levantando — Nos vemos amanhã, na escola?

— Eu te acompanho ate em casa. — diz Myu se levantando e deixando o dinheiro dos milk-shakes na mesa — Você se importa?

— Claro que não! Mas, não precisa se incomodar.

— De forma alguma. — Myu rejeita o comentário com um aceno de mãos, já passando o braço ao redor da garota. – Vamos logo.

E as duas deixam a lanchonete em direção à casa de Miyuki; continuavam conversando amenidades, mas depois do telefonema, Myu percebera que Miyuki estava distante e aparentava preocupação. Teria acontecido algo em sua casa?

—Miyuki, tem certeza que está bem? Você esta tão calada.

— Não aconteceu nada. Só está um pouco tarde, só isso. Minha mãe, não gosta que eu me atrase tanto. Acabei de levar uma bela bronca. He!He! — Miyuki voltara a sorrir amavelmente para a amiga.

— Então esta bem. – não adiantava mesmo insistir no assunto.

Quando já estavam próximas a casa foram interceptadas por um grupo de pelo menos cinco pessoas barrando o caminho; Vestiam roupas estranhas, Miyuki nunca as tinha visto antes; Myu por outro lado estremeceu.

“São o esquadrão especial do mundo espiritual. Porque eles estão aqui?” – pensou a guia.

— Tsubasa Miyuki? — perguntou friamente o líder da tropa

— Quem são vocês e o que querem?

Os cinco se movimentam, lentamente.

—Lamento, mas você terá que vir com a gente, agora! – ordena o rapaz ignorando totalmente a pergunta.

— Eu não vou com vocês a lugar nenhum. – discorda a garota

—Nós não estamos lhe dando nenhuma escolha. – retruca o líder fazendo um sinal; Imediatamente, o resto da tropa avança cercando as garotas cortando uma possível rota de fuga.

— Esperem! — pede Myu incapaz de continuar calada. — Porque estão fazendo isso?

— Calada! São ordens do rei Enma. Essa garota a partir de agora estará sobre a guarda do mundo espiritual.

Miyuki arregalou os olhos ao ouvir as palavras “Mundo espiritual? Do que esses caras estão falando?” – ela pensava, confusa.

Perdida em pensamentos ela não nota que sua mãe havia saído de casa, preocupada com a demora da filha.

— Miyuki o que está acontecendo? — pergunta a mãe, surpresa com a confusão.

— Não se aproxime, mamãe!

As palavras mal saem de sua boca e um dos integrantes lança um pequeno ataque de energia em direção à mãe da garota. Não foi muito forte, apenas o bastante para atordoar e tira-la do caminho.

Ao ver sua mãe desacordada, imediatamente um turbilhão de lembranças escoa em sua mente: Um laboratório de pesquisas; Sua família inteira morta; As constantes experiências a que fora submetida. O fluxo é tão intenso que ela reage instintivamente.

NÃOOO!!! — Miyuki berra um grande fluxo de energia é liberada de seu corpo e o mundo explode.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.