Os Dez Mandamentos: E Se?
13 Capitulo 12
Notas iniciais
O beijo continuou, até que Safira percebeu o que estava acontecendo e se afastou. Não que ela que estivesse gostando de beijar Moisés, era só que ela não achava certo beijar um homem comprometido. Não importava se era seu amado ou não. Os dois se olharam intensamente, envergonhados pelo que acabara de acontecer. Os dois queriam falar algo que apaziguasse um pouco do constrangimento que estavam sentindo, mas não conseguiam pensar em nada. Continuaram se encarando até que Safira se levantou.
— Bem, eu vou procurar o Gabriel. Já venho. — Ela falou, e saiu da casa antes que Moisés pudesse sequer se mexer.
.........
Tyie passeava pelo Palácio quando avistou Miriã. A Rainha estava pálida e andava com dificuldade. Sorriu falsamente. Não perderia a oportunidade de alfineta-la.
— Então, Soberana. Tá com sede? Vá ver se na vila dos hebreus há agua, e aproveite e fique lá de uma vez. Imunda! — Bradou Tyie.
Miriã se enfureceu. Ela era irmã de seu marido, mas a morena já estava ficando farta das ironias de Tyie. Ela era a Rainha do Egito. Não deixaria que qualquer uma viesse lhe destratar por causa das suas origens.
— Cale-se, Tyie! Estou farta das suas provações. Me respeite, eu sou a Rainha do.. — Ela não pode terminar sua fala, pois caiu no chão. Não aguentou de tanta fraqueza diante da falta de agua.
Ao invés de ajudar, Tyie apenas riu ao ver a cena. "Morra!" — Pensou, e foi-se embora com um sorriso largo espantado na cara.
Amenhofis, que passava pelo local minutos depois, viu a morena no chão e se desesperou.
— Pelos Deuses! — Exclamou, e foi até onde estava Miriã, colocando a cabeça dela em seu colo.
O rapaz olhou para o rosto da Rainha encantado. Ela era linda. Desde a que viu na Sala do Trono algo dentro dele havia mudado. Mas, o jovem sabia que ela nunca iria olhar para ele do jeito que queria. Pelo menos agora Amenhofis podia admirar ela sem culpa.
....
— Queria falar comigo, Chib.. — Bianca entrou na cozinha para falar com o namorado, que havia mandado chama-la. A jovem estava decidida a terminar com ele. Se apaixonou por Oseias, e não queria magoar o filho de Gahiji. Bianca parou sua frase quando viu o rapaz espatifado no chão. Se preocupou.
— Chibale, fala comigo. — Falava, batendo no rosto pálido dele incessantemente.
Nada dava certo. Bianca começava a chorar. Apesar de tudo, se importava muito com Chibale, e não queria que nada de ruim lhe acontecesse. Por impulso, a morena beijou o rapaz, que logo acordou.
— Bia. — Ele sorriu fraco.
Bianca sorriu largamente. A jovem teve uma ideia. Levaria Chibale até a vila, para que ele matasse sua sede.
.....
Mariana andava pelas ruas e continuava chorando compulsivamente. A jovem não tinha para onde ir. Havia se perdido de Gabriel no meio de uma multidão que pararam para ouvir Moisés e Arão falar sobre a libertação do povo. Isso deixava Mari feliz, renovava sua fé, mas no momento ela também estava acabada. Ainda lembrava da humilhação que sua família tinha a feito passar.
Flashback On
Mariana chegava em casa sorridente. Não tirava de sua cabeça o jovem Gabriel, nem muito menos o beijo que trocaram. Era mais que certo. Ela estava apaixonada. Suspirou, e se surpreendeu ao ver sua irmã Jéssica, sua mãe e seu pai com feições nada boas. O que teria acontecido?
— Ah, finalmente a vergonha da família chegou. — Bradou Jéssica, sorrindo maldosamente.
Mariana abriu a boca em completo espanto. Não estava compreendendo coisa alguma.
— O que hou.. — A jovem começou, mas foi interrompida por sua mãe, que lhe um forte tapa no rosto que a jogou ao chão, e seu pai, que pisou na sua cara.
— Porquê fazem isso? — Suplicou, com voz abafada e lágrimas nos olhos. — O que lhes fiz de errado?
— O QUE FEZ? De verdade tem a ousadia de perguntar isso? — Bradou o pai da moça, furioso. Seus olhos refletiam o ódio. Coisa que Mariana nunca vira nele.
— Não se faça de sonsa, minha irmã! Já lhes contei tudo. Você se esfregando com o príncipe Gabriel. Você é uma vergonha para nossa família. Deshonrou a si mesma, mas principalmente a nos quando se entregou a ele na beira do Nilo. Não tem vergonha? — Jéssica indagou, chutando a irmã.
Mariana chorava. Não conseguia acreditar no tamanho da falsidade de sua irmã Jéssica. A jovem sabia que ela nunca gostara dela, mas como ela tinha coragem de inventar um absurdo desses para seus pais? O pior era que eles haviam acreditado.
— Que blasfêmia! — Amélia, sua mãe disse, chorando. — O que vão dizer de nossa família agora? Quem vai querer casar seu filho com uma desonrada como você?
— Não falarão nada, Amélia, porquê ela não é mais nossa filha. — Ricardo, o pai, bradou batendo mais uma vez em Mariana. Suma daqui, e não apareça nunca mais. — Gritou, empurrando a jovem para fora e fechando a porta na sua cara.
Jogada no chão, Mariana desabou em choro. O que ela havia feito para merecer tanto sofrimento? Nunca havia pecado contra Deus, sempre fora honesta e humilde, ao contrário de Jéssica. A jovem não entendia por que a castigada era ela.
Flashback Off
Ainda não conseguia acreditar que seus pais haviam acreditado nessa invenção maluca de Jéssica. Tampouco entendia por que sua irmã a odiava tanto. Mariana não se aguentou e começou a chorar novamente.
— Precisa de ajuda, moça? — Perguntou Ahmós, se aproximando sorrateiramente.
Ela era o dono da Casa de Senet, e vira na moça hebreia uma nova dançarina.
Mariana olhou para o homem egípcio com medo. Ele não parecia confiável.
— Tenho um lugar onde você pode ficar. Te darei abrigo, roupas e comidas em troca do seu trabalho. Não irá se arrepender. — O homem falou, sorrindo falsamente.
Mariana não confiava naquele homem, nem sabia qual tipo de trabalho ele estava lhe oferecendo, mas precisava de um lugar seguro para ficar.
— Eu aceito. Obrigada. — Falou.
Ahmós sorriu.
.....
Gabriel andava pelas ruas procurando Mariana. Havia se perdido dela, e estava preocupado. Queria protege-la. Queria prende-la em seus braços e nunca mais a soltar. Foi então que ele esbarrou em alguém. Seu rosto endureceu quando viu quem era. Safira. Se preparou para ir embora, mas a mulher o parou.
— Gabriel, espera! Querendo ou não eu sou sua mãe, e você tem que me escutar. — Falou ela, firme.
Gabriel suspirou. Resolveu ceder, pois apesar de tudo se importava com a mãe.
— Fala.
— Então, eu e Moisés nos conhecemos há muitos anos atrás, quando ele foi trabalhar no Palácio como arquiteto do faraó. A gente se apaixonou um pelo outro perdidamente. Mas, era um amor proibido. Ele era hebreu e eu egípcia. E além disso eu já prometida a Joel. Tentamos, mas não conseguimos evitar. O que sentíamos era mais forte. Então, eu e Moisés ficamos juntos. Três dias depois, um soldado egípcio que estava bêbado quase abusou de mim, mas seu pai o matou e me salvou. Por causa disso ele teve que fugir do Egito, para não ser morto. Logo depois descobri estar grávida. Desesperada, me casei o mais rápido possível. Nunca contei nada a você por medo de te perder, meu filho. E também por imposição de Ramsés. Por favor, me perdoa. — Safira pediu.
Gabriel se emocionou com o discurso da mãe. Sentiu lágrimas brotando nos seus olhos. Havia sido muito injusta com ela.
— Claro que te perdoo, mãe! — Gabriel exclamou, abraçando carinhosamente Safira. — Mas, eu quero conhecer Moisés, meu pai!
........
Ana avistou Oseias, e correu até onde ele estava. Não perderia o amor de sua vida.
— Oseias, meu amor. Eu te amo. — Falou a jovem, tentando beijar o filho adotivo de Arão e Eliseba, que se afastou.
Oseias tinha gostado de Ana sim. Mas o que sentia por Bianca era muito mais forte. Ficaria com a dama egípcia. Não queria magoar Ana, mas não havia escolhido se apaixonar por Bianca.
— Ana, acho melhor não se aproximar de mim. Seu pai pode não gostar. Nosso amor é proibido, Ana. Entenda. — Oseias falou.
Ana bufou. Sabia muito bem que não era por causa de Apuki que o jovem estava assim. Era por causa da moça que ele havia beijado. Mas, se tivesse que disputar Oseias com ela, Ana ganharia.
— Meu pai não me importa, Oseias. — Ana falou, e beijou ele fervorosamente.
Quem estavam vendo tudo, eram Bianca e Chibale. A jovem chorava. Achava que Oseias só quis brincar com seus sentimentos. Estava se sentindo quebrada. Chibale não entendeu nada, mas abraçou carinhosamente a namorada.
— Chibale, lembra que me pediu em casamento a uma lua atrás e eu disse que iria pensar. Pois bem, já pensei. Aceito me casar.
.......
Moisés lembrava do seu primeiro beijo com Safira com um sorriso no rosto.
Flashback On
Moisés estava passeando pelos jardins do Palácio. A vista era linda, mas ele não conseguia presentar atenção em nada do que estava a sua volta. Estava pensando era em Safira. Estava completamente apaixonado por ela. Era inegável. Mas, infelizmente ela estava prometida a Joel, e não havia nada que ele pudesse fazer para mudar isso. Simplesmente teria que aceitar que tinha perdido a jovem.. Pará sempre.
Pegou-se pensando no beijo que Nefertari lhe dera mais cedo. No começo havia ficado confuso, e não sabia o que estava sentindo pela moça, mas depois percebeu que aquele beijo só havia servido para lhe fazer perceber ainda mais que amava Safira. Suspirou.
Avistou-a olhando para o Nilo. Deu um meio-sorriso e foi até onde a amada estava.
— Achei que estaria com seu noivo. — Falou, tocando em seu ombro.
Safira se virou, e olhou para ele com fúria, coisa que ele não entendeu.
— Vá procurar sua namorada e me deixe em paz. — Falou, ríspida.
Moisés estreitou os olhos. Namorada? Do que ela estaria falando.
Ele agarrou o braço da moça antes que ela pudesse ir embora.
— Namorada? Não tenho namorada nenhuma. — Falou.
— Eu vi seu beijo com Nefertari. Não precisa negar que estão juntos, Moisés. De qualquer forma não me interessa pois irei me casar. — Safira falou, e abaixou a cara.
Moisés sorriu. Ela havia visto o beijo com Nefertari e estava incomodada. Isso queria dizer que ela sentia algo por ele também?
O hebreu levantou o queixo da Princesa, obrigando-a ao olhar ele nos olhos. Os dois se encararam intensamente.
— Nefertari me beijou, sim. Mas não somos namorados. Até porquê não estou apaixonado por ela, mas sim por você. Sou completamente apaixonado por você, Safira! — Ele se declarou, sem medo, e em seguida a beijou.
Os dois se entregaram ao momento que estavam esperando fazia tempo. Safira pós os braços ao redor do pescoço do hebreu, que puxou-a para mais perto. O beijo era cheio de paixão, e amor. Moisés pediu passagem com a língua e Safira concedeu. O momento ficou muito mais quente. Os dois estavam amando sentir o gosto um do outro finalmente.
Então, a filha de Henutmire se afastou bruscamente, quebrando o momento mágico e dando um forte tapa no rosto de Moisés, que ficou perplexo.
— Nunca. Mais. Me. Beije. Ou. Sequer. Toque. Em. Mim. — Safira Esbravejou, pausadamente e deu mais um tapa no homem antes de sair.
Mesmo com rosto dolorido, Moisés sorriu largamente. Havia beijado Safira, e sabia que no fundo ela havia gostado.
Flashback Off
Até que viu Safira entrar em casa com um jovem. Quando o viu, seu coração pulou. Só podia Gabriel, seu filho, Moisés pensou.
Gabriel também estava nervoso ao avistar o homem na sua frente. Seu pai. Seu verdadeiro pai!
Safira iria os apresentar um ao outro, mas não precisou, pois Gabriel e Moisés logo se abraçaram fortemente. Os dois também choravam, emocionados.
— Moisés, meu pai. — Gabriel falou, sorrindo.
— Gabriel, meu filho. — Moisés também sorriu.
Voltaram a se abraçar.
....
Seis dias se passaram. Era o sétimo dia da praga de sangue. Muitos estavam fracos, outros haviam até morrido, mas nada mudava a opinião de Ramsés. O faraó estava irredutível. Nem com a esposa e a irmã grávidas ele mudava de ideia.
Foi então que, Henutmire, não aguentando mais sofrer, resolveu ir até a vila juntamente de Raquel, Hur e Ikeni. Havia tentado convencer Miriã a acompanha-la, e por mais que ela estivesse sedenta e cheia de saudades de sua família, não quis sair do Palácio, para não aborrecer seu marido. Henutmire se preocupava que a Rainha acabasse morrendo por estar tão submissa as vontades do marido.
Ela estava passando pela vila quando o viu. Não, seria mesmo possível? Ou era uma miragem? Ao vê-lo se aproximar dela, a Princesa do Egito percebeu que ele era real, mais do que deveria ser.
— Disebek. — Ela falou o nome do homem que achava que nunca mais veria na vida.
— Henutmire. — O ex-general sorriu, e deu um selinho na Princesa, pegando todos de surpresa.
......
— Eu não quero dançar! — Mariana gritava.
— Não me interessa. Até pagar as joias que me roubou trabalha para mim. O senhor Siomon irá vir aqui mesmo com a casa fechada só para ficar contigo. Não me decepcione. — Ahmós gritou, quase fuzilando a moça com os olhos e saindo logo em seguida.
Mariana desabou em choro. Porquê todo esse sofrimento acontecia só com ela? Por que?
Ouviu a porta se abrir, pensou ser Ahmós novamente, mas se surpreendeu ao ver quem realmente era.
— Jéssica? — Proferiu, espantada ao ver a irmã ali na sua frente.
— Podemos conversar? — Pediu a loira.
......
— Eu não aguento mais, Arão! Eu perdi meu marido para aquela sonsa da Safira. — Zípora se lamentou, a ponto de chorar.
A filha de Jetro estava sofrendo muito com a reaproximação de seu marido com Safira, a mãe de seu filho, já que agora ambos, ela e Gabriel, moravam na casa de Joquebede. Era evidente que Safira e Moisés ainda tinham um sentimento muito forte os unindo, e isso magoava Zípora profundamente.
Arão se aproximou da cunhada e a abraçou.
— Mas o que aconteceu? Cadê a Zípora forte que conheço? Tem que lutar por seu marido, não pode se deixar vencer tão facilmente assim.
Zípora se animou com as palavras do cunhado. Ele tinha razão. Ela tinha que lutar por Moisés. E não se deixaria abater.
— Você tem razão, Arão. Tenho que lutar pelo amor de meu marido, e será isso que farei.
Arão e Zípora se olharam intensamente e aproximaram seus rostos e depois os lábios. Iam se beijar, mas perceberam o que ia acontecer e se afastaram, constrangidos.
.......
Mariana olhou para a irmã, ainda incrédula de ela estar ali, ainda mais depois de tudo o que ela fez. A jovem estava muito magoada com Jéssica, pois todo o sofrimento que ela estava passando era culpa da loira. Mas, resolveu ouvir ela.
— Sente-se. — Pediu Mariana, e assim Jéssica o fez.
A loira abaixou a cabeça, parecendo envergonhada de ter que olhar para a cara da irmã. As duas ficaram por minutos sem dizer uma única palavra. Situação que começava a irritar Mariana.
— Fale logo o quer e vá embora. — Disse, ríspida, surpreendendo Jéssica e até a si mesma. Nunca havia falado assim com ninguém.
A loira pareceu hesitar, mas levantou a cabeça, olhou nos olhos da irmã, e começou a falar.
— Outro dia eu ouvi nossos pais conversando na sala. Era um assunto muito importante. Um assunto que me surpreendeu. Agora sei porque você sempre foi a preferida deles. Você é adotada, Mariana! — Jéssica exclamou.
.......
Sentada no harém do Palácio, Betânia chorava compulsivamente. Lembrava-se mais uma vez da filha que tivera com Balaão há muitos anos atrás, e que entregara ao feiticeiro para ser usada em um ritual. Naquela época, era tola. Se fosse hoje nunca faria isso. Na ultima vez que Betânia viu Balaão, ele tinha afirmado que a criança estava viva, e tinha sido vendida para um mercador egípcio. A morena se agarrou a aquela informação, e foi por isso que ela havia ido junto com Moisés e sua irmã. Para buscar sua filha. Mas, até agora não teve nenhum progresso.
— A, aí estás. — Falou o general Bakenmut, com um sorriso.
— O que quer? Já encontrou minha filha? Senão, deixa-me em paz. — Betânia respondeu, ríspida.
Bakenmut sorriu.
— Ainda não encontrei sua filha, mas estou fazendo tudo que posso para tal. — O homem prensou a mulher contra seu corpo. — Mas por enquanto tenho coisas melhores a fazer. — Proferiu, sedutor.
— E o que seriam essas coisas? — Indagou Betânia.
Como resposta, Bakenmut procurou a boca de Betânia e iniciou um beijo intenso e quente entre os dois.
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Oseias avistou Bianca pelas ruas da vila e foi ao seu encontro.
— Bianca, espere! — O jovem exclamou, e agarrou seu braço, fazendo-a olhar para ele.
— Solte-me! — Gritou. — Eu agora sou comprometida, e irei me casar.
A fala da jovem surpreendeu Oseias.
......
Moisés e Gabriel estavam morando juntos há uma semana, mas já eram cúmplices. Pareciam que se conheciam durante toda a vida.
— E então, pai? Qual o próximo passo? Ouvi dizer que a agua voltou ao normal. — Comentou Gabriel, animado.
— Sim, meu filho. A praga de sangue cessou. Deus me mandou ir falar com Ramsés. Se ele não ceder outra praga há de vir, muito maior que essa. — Moisés notou, preocupado.
— Pois eu irei com o senhor no Palácio falar com meu tio. — o jovem afirmou.
— Não será necessário, meu filho.
— Eu irei sim, pai. Faço questão de ajudar na libertação do meu povo. — O rapaz sorriu, convicto.
.......
Nefertari entrou no quarto de Ramsés eufórica pela volta da agua. Mas, a mulher se assustou com o que viu.
Ramsés estava espatifado no chão. Sua coroa quebrada em dois pedaços. Uma faca enfiada em seu peito ensanguentado. O Rei do Egito estava morto, e tudo indicava ser um assassinato. Atordoada, a filha de Yunet começou a chorar compulsivamente, e abraçou Ramsés.
— Ramsés, meu amor. Volte pra mim. — Pediu.
Tyie entrou no aposento do irmão e se surpreendeu.
— Nefertari, você.. Matou meu irmão? — Indagou, surpresa.
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