Os Desenhos Secretos E Perdidos De Sokka
2 Capítulo 2
Katara estava sentada num banco de pedra cinza, ao lado de um pequeno jardim circular com coqueiro e algumas plantas de folhas grossas e espinhosas. A praça era grande, com vários bancos espalhados em volta de pequeninos jardins com plantas dentro. Para ser exato, havia sete redondos jardins com separação de pedra, onde cada uma destes jardins havia quatro bancos o circulando. O chão era de cor cinza claro, mas esta cor era motivada pela falta de iluminação. Havia apenas mais três pessoas sentadas em bancos, alem da menina.
A garota estava sentada, completamente relaxada e distraída com as dezenas de estrelas que brilhavam no céu, enquanto ela apoiava o corpo com as duas mãos. Ela, assim como o irmão, vestia sua clássica roupa azul com faixas brancas, mas com corte feminino da tribo do sul, e tinha seu cabelo preso e com a trancinha pendurada ao lado da sua testa.
Sokka se aproximou tremendo de ansiedade, coçando a nuca ao pensar no que ele iria dizer.
- Ai santa mãe água, será que foi ela quem pegou os meus desenhos? Se for ela, com certeza eu vou ter que ouvir um sermão de mãe – disse o garoto enquanto segurava o queixo e estava parado na porta em arco da entrada do jardim, a uma distância de 15 passos.
- Eu posso até imaginar, Katara de pé, corpo dobrado encima de mim, apontando o dedo e falando sem parar:"você é um menino pornográfico. Não foi isso que mamãe queria ver de nós. Não gosto desta infantilidade. Cresça, você já é grande. Blá, blá, blá" – pensou o garoto, enquanto abria e fechava os dedos da sua mão próximo ao seu rosto, fingindo ser a Katara lhe dando bronca e falando sem parar.
Ele se aproximou com passos vagarosos, indecisos e preocupados, enquanto coçava com o dedo o braço, a cabeça, a bochecha e outros devido a sua preocupação, à sua irmã. Já ao lado da irmã, Katara saiu do seu estado catatônico e se dirigiu ao irmão:
- Boa noite Sokka, já está menos ansioso? Já resolveu o que tinha de tanto urgente a fazer?
Sokka sorriu sem graça, pensando comigo:
- Xiiii, pelo jeito que a Katara falou, acho que foi ela quem pegou os meus desenhos.
- Talvez – respondeu Sokka fingindo segurança, mas cruzando os braços de preocupação.
- Sokka, às vezes não consigo entender você – comentou a garota, ajeitando o corpo sobre o banco e se concentrando no irmão.
O garoto se sentou ao lado da irmã e ficou a olhando, enquanto batia rapidamente os seus dedos pousados sobre a sua coxa rapidamente. A menina dobrou o corpo levemente para o outro lado, e então perguntou com as sobrancelhas arqueadas em estranheza:
- Meu irmão, o que foi?
- Eu acho que você está escondendo algo – disse o garoto com o olhar inquisidor.
- Que? Você realmente anda muito estranho ultimamente. Que coisa eu estaria escondendo de você? – disse a Katara.
- Vamos lá Katara, não faça esse joguinho. Eu sei de seu segredo. Vamos lá, o que você quer em troca? – disse o garoto da tribo do sul enquanto pensava consigo mesmo: "Ela está fazendo jogo duro. Acho que a Katara não quer revelar que foi ela quem pegou os meus desenhos, pois ela sabe que mexer nas coisas dos outros é uma coisa feia!".
A menina se levantou, ficou em pé virada para o garoto, e então comentou:
- Eu não tenho nenhum segredo! Agora vê se me deixa em paz.
A menina começou a ficar incomodada com a história de segredo. As suas mãos estavam uma segurando a outra com muita tensão nos músculos, assim como os seus pés apontavam para a saída, como se ela estivesse pronta para fugir correndo. Era possível ver pequenas gotas de suor surgindo em sua pele. A voz estava ligeiramente mais aguda, rápida e desafinada, revelando inconscientemente um estado incômodo.
O garoto também se levantou e segurou o braço da menina enquanto olhava em seus olhos com um olhar seguro e investigativo e dizia com a voz mais grossa do que o normal:
- Eu sei que você tem um segredo. Eu sei que foi você quem...
Neste momento, a menina interrompe as palavras do irmão, tampando o rosto com uma das mãos em vergonha, e falando com a voz descontrolada e chorosa:
- Está bem, está bem. Eu conto a verdade. Eu fiquei com o Jet quando nós ficamos com os "Lutadores da Liberdade" lá no bosque. Eu o beijei na boca. Pronto, está feliz?
Sokka ficou de boca aberta e olhos arregalados devido à novidade que acabara de ouvir. Pensou com a mente em um turbilhão de imagens de lembrança desta época: "Eu não imaginava que ela tinha feito isso!".
- Foi só um Celinho rápido, não foi?
- Não, foi de língua e ficamos quase a noite toda! – revelou a moça, com a bochecha totalmente corada, como se fossem duas maçãs.
- Você O QUÊ? Beijo DE QUÊ? Como assim a noite inteira?
Sokka continuou mais um minuto paralisado. O silêncio era ensurdecedor. Então, o garoto falou enquanto voltada ao normal:
- Er... bem, não era este segredo na qual eu estava falando.
- A não? – perguntou a Katara agora com o rosto totalmente vermelha e completamente envergonhada pelo o que falou. Continuou, coçando a nuca devido à situação que se encontrava agora – bem, aquilo que eu falei foi brincadeira viu.
- Sei, sei... – completou o garoto. Continuou – Olha, eu estava falando sobre o segredo que você tem relacionado a mim! Você não achava mesmo que eu não iria descobrir?
Katara virou o rosto enquanto dava um soco no ar e dizendo para si:
- Droga, eu jurei para a Suki que não contaria nada para você.
O garoto começou a sentir a adrenalina subindo como uma explosão de vulcão. Quase espumando o ácido de seu estômago, ele perguntou com o tom de voz alto e desafinado:
- Como assim SUKI?
- Ela me contou, quando nós fomos ao banheiro, que ela não era mais virgem, e que por isso tinha medo e vergonha de querer algo a mais para você. Ela achava que você não entenderia.
Sokka começou a tremer que nem uma vara verde. Seus pés, pernas, quadris, tórax, braço, mãos e cabeça pareciam uma casa pronta para desmoronar. A sua pele ficou cada vez mais branca e ressecada.
- Ela não é mais vi... vi... vi... – tentou terminar a frase, mas o caipira do pólo sul engasgou na última frase.
Ele caminhou para a direção da saída, cambaleando, totalmente concentrado nas palavras que ecoava em sua mente, não vendo o caminho, os outros bancos e as plantas dos jardins. No meio do caminho, a irmã perguntou intrigada:
- Você não sabia disso? Não acredito. Então deve ser o outro segredo. Por acaso o segredo que você sabe é...
O garoto se virou para Katara com o rosto vermelho e a testa enrugada de raiva. Seus olhos queimavam em ódio quando ele falou:
- NÃO FALE MAIS NADA.
Katara interrompeu e engoliu o resto da frase. Ela pode ver o irmão indo embora a passos fortes e rápidos, passando pelo arco de entrada.
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