Os Descendentes

39 Um segredo revelado


Notas iniciais
Oi gente boa, olha só quem conseguiu enfim escrever!!!! Devo confessar que tem sido bem difícil escrever ultimamente, levando em consideração esse momento histórico em que estamos vivendo, então eu tô tentando não me cobrar nada, até pq não me faz bem. Mas eu quero muito finalizar a fanfic esse ano!!! QUERO AGRADECE ÀQUELES QUE ME MANDAM SUAS MENSAGENS, MUITO OBRIGADA ♥♥♥ Sem mais delongas, vamos ao capítulo >>>>>

— Relaxa – murmurou Sasuke. As mãos pressionadas nas costas dela. – Você está bem e segura. Eu não vou deixar que nada de mal aconteça com você.

E ela confiou nele.

Sakura nem acreditava que tinha desabafado com ele um de seus segredos mais obscuros. Nem para Ino, sua melhor amiga e confidente, tinha contado que Úrsula havia tentado lhe matar e por isso que, naquele dia, muitas coisas haviam mudado em si.

Colocar para fora lhe fez perceber o quanto aquele fardo de temer a vilã a colocava no mesmo patamar de quanto temia sua própria mãe. Mas agora... Naquele momento com Sasuke lhe dando apoio... Parecia que um peso havia saído de si.

Pelas terras dos contos de fadas, chorara na frente dele, no colo dele para ser mais precisa... E não se envergonhava. Se sentia segura... de uma forma que nunca havia sentido antes.

Sempre tinha sido Sakura quem cuidara de si própria, quem tomava a frente de uma situação e tomava suas próprias decisões, apesar de ter a impressão de a mãe ter sido mais carinhosa quando pequena, não conseguia se lembrar exatamente de quando começara a trabalhar a mando dela, mas tinha sido muito cedo para uma criança.

Não conseguia se lembrar de quando não havia trabalhado. Sentia as mãos enrugadas pela água quente. Muitas das suas cicatrizes ficariam ali para sempre. E mesmo que não se lembrasse de quando havia começado a trabalhar, se lembrava da dor de aprender e das tentativas falhas de obter o resultado que a mãe tanto queria. E quando finalmente aprendeu o ofício herdado pelo pai... A mãe lhe mandou para o Capitão Gancho, para que aprendesse a se defender por conta própria junto das outras crianças da ilha.

Se lembrava da antipatia de Konan logo na primeira vez em que se conheceram, a filha da Úrsula lhe odiou desde o primeiro momento. Foi ali que Sakura entendeu que iria ter que aprender na marra a se defender sozinha, pois Konan não era a única. Carregava o legado de Malévola no sangue e muitos dos vilões não gostavam dela, por isso tentavam transformar a vida da filha da Malévola o mais miserável possível usando seus filhos. Aos pouco Sakura conseguiu se provar e manter todos longe dela. Menos Konan, ela era insistente e completamente irritante. Gancho tentava manter as duas longe uma da outra, mas não teve como evitar um confronto, ou vários deles.

Foi a partir desse momento que começaram a surgir as gangues. Suigetsu, filho da Yzma, tinha o sorriso fácil e o jeito escorregadio de conseguir se safar só com as palavras, ele era parecido com Sakura em alguns aspectos; e Juugo, filho de Narissa, sempre andava na cola dele, diferente de Suigetsu, Juugo era mais calado e na dele, mas tinha os punhos muito fortes, era o único dentre todos os jovens da ilha que não precisava de uma espada para se defender, usava as mãos mesmo. E normalmente era Juugo quem derramava o primeiro sangue declarando vitória na disputa.

Sakura se lembrava de como havia conhecido Ino. As duas eram muito pequenas e tomavam o mesmo caminho para casa depois das aulas do Capitão Gancho. E diferente da maioria que temia Sakura e a detestava apenas por ser filha de Malévola, Ino a tratava como se fosse apenas... alguém como ela. Ino tinha dificuldade para se adaptar a usar as armas, afinal, a mãe dela era uma rainha, logo, tratava a filha como se fosse uma princesa.

Sakua tinha sido grosseira com a menina quando ela tinha dito algo do tipo, desde pequena não suportava nada que lhe lembrasse as imagens da tela da televisão, onde existia um mundo ao qual pensara que jamais pertenceria, mas Ino não se deixou abalar e pediu a ajuda dela, a ajuda da filha da Malévola, para conseguir. Afinal, fazia aquilo a pedido do pai, mas também porque queria saber se proteger. Era o natural por ali, dado as coisas que aconteciam e as situações que passavam.

Foi por Ino que Sakura descobriu a morte... Mais precisamente as brigas e as lutas que resultavam nelas. Mas apesar da brutalidade que os adultos cometiam, nada horrorizou mais Sakura do que quando descobriu que havia pessoas que tiravam a própria vida. O que levava alguém cometer tal ato?

Despertou dos pensamentos quando ouviu Sasuke sussurrar depois de um tempo:

— Você conseguiu. Está flutuando...

O filho da bela e a Fera observava a filha da Malévola já havia algum tempo. Tinha, cuidadosamente, retirado as mãos das costas dela e prestou atenção no semblante mais calmo dela, se deixando levar pela água quente. Ela tinha conseguido enfim.

Ainda estava abalado com a história dela. Não conseguia imaginar que tipo de lugar havia se tornado a ilha, mas era de se esperar que só colocar os vilões e aqueles que cometiam crimes num único lugar não fosse resultar em algo bom. Claro que haveria quem discordasse, mas será que não mereciam uma segunda chance?

— Parece que sim – Sakura murmurou de volta, os olhos verdes abertos, mirando o teto coberto da piscina.

— Nossos dedos já estão bem enrugados – ele ergueu a mão para que ela visse.

— Hora de sair então? – ela perguntou suavemente.

— Amanhã nós continuamos – ele murmurou.

Sasuke a observou mais uma vez enquanto saíam da piscina e verbalizou seus pensamentos anteriores enquanto se secavam:

— Eu não consigo imaginar o tipo de lugar que a ilha deve ser, mas não me parece justo que os filhos daqueles que foram mandados para lá tenham que pagar por... – procurava por alguma palavra que definisse aquilo.

— Por simplesmente terem nascido? – Sakura ofereceu suavemente.

— Algo como isso – Sasuke concordou, enxugando o cabelo com uma toalha. – Eu acho que deveríamos reaver algumas questões quanto à ilha, mas principalmente: trazer os jovens de lá para cá, para eles terem uma chance de uma vida diferente. Você e seus amigos são a prova de que isso é possível – ele falou empolgado e esperançoso.

Sakura pensou que seria sim, mas pensou no rancor que tinha de Konoha por não terem intervido antes. Muitos das outras crianças também teriam tido chances melhores do que a vida miserável que viviam por lá. As televisões não ajudavam, pareciam mais um sopro de lembrança de que existia algo diferente fora daquele lugar, mas parecia um mundo impossível de se estar.

Até aquele momento: onde dois príncipes resolveram estender suas mãos para jovens que tinham a idade deles, que vieram de um lugar diferente, mas que mereciam uma chance.

Sakura enxugou rapidamente a lágrima que saiu. Não queria pensar na cara que eles fariam quando ela enfim concluísse o plano de pegar a varinha. Esperaria até o final da coroação, pelo menos, quando enfim a Fada Madrinha nomeasse Itachi o novo rei. Devia isso a ele e a Sasuke também.

Sakura pegou a mão de Sasuke.

— Você é muito bom – disse sinceramente, sentindo seu coração bater mais rápido ao encarar os olhos negros dele. – Você e seu irmão. Não fazem ideia do quanto mudaram minha vida e no quanto eu sou grata por isso.

Sasuke queria beijá-la. Quando não queria? Mas aquele não era um bom momento, ela estava sensível devido a revelação, não devia ser fácil guardar um trauma como aquele por tanto tempo.

Então a puxou para um abraço e beijou a testa dela em forma de apoio.

— Vamos para a cachoeira amanhã? – ele pediu. – Nadar e relaxar? Eu prometo que preparo uma cesta de piquenique bem gostosa para nós dois.

— Tá bom – ela murmurou em seu pescoço, concordando.

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— Você demorou – Ino comentou assim que ela entrou no quarto.

Ela já estava deitada na cama, mas como ainda não tinha sono ficou folheando seus desenhos. Precisava de tecidos novos urgentemente.

— Sasuke me encontrou e tive mais uma aula de natação – respondeu Sakura dando de ombros.

A filha da Rainha Má não pode deixar de perceber o modo como a filha da Malévola parecia mais leve e era muito obvio o sorriso sutil na face dela para quem a conhecesse.

Ino sabia que Sakura estava apaixonada por Sasuke, ela só não havia se dado conta disso ainda. O que será que aconteceria quando enfim descobrisse?

— Advinha só – a loira chamou a atenção da garota de cabelos cor de rosa. – Temari chamou Shikamaru para ir até o reino dela amanhã. Ela quer apresentar ele oficialmente como namorado para os pais.

Aquilo fez Sakura parar a no meio do caminho para o banheiro.

— Isso é muito sério – verbalizou a filha da Malévola, surpresa com a informação.

— Eu sei – concordou Ino. – Imagina só como vai ser difícil Aladdin e Jasmine conhecerem o filho do Jafar como namorado da filha deles. Shikamaru nos chamou para ir junto, foi um convite da própria Temari. O Kiba vai, eu o convenci a ir. Mas eu ainda não sei se aceito o convite ou não. Você vai? – perguntou esperançosa.

— Não – Sakura respondeu imediatamente.

Ino murchou com a resposta da melhor amiga, não se sentia confortável em ir sem ela.

— Sasuke me chamou para irmos até aquela cachoeira novamente amanhã – Sakura informou Ino.

Isso fez o semblante da filha da Rainha Má se animar novamente.

— Então... acho que vou chamar o Sai para ir até a vila comigo amanhã – inclinou a cabeça pensativa. – Preciso comprar mais tecidos. Ainda bem que conseguimos juntar o dinheiro das garotas com a sua magia para torná-las mais bonitas, elas agora quase não falam com a gente – comentou triste.

Fazia algum tempo que havia percebido mais e mais garotas se juntarem a Karin na tentativa de hostilizar os filhos dos vilões. Lhe dava raiva a forma como elas eram hipócritas, porque se precisavam de ajuda corriam para ela e Sakura, mas se fosse o contrário a história seria bem diferente.

Sakura ainda estava com o pensamento em Shikamaru e Temari.

— Ino – chamou a atenção da amiga. – Você sabe o que isso significa? Se eu desfizer a barreira em volta da ilha, os vilões vão querer considerar o Shikamaru um traidor. O pai dele vai querer matá-lo.

— Você acha que o Jafar chegaria a tanto? – Ino perguntou preocupada.

— O Jafar não matou a mãe do Shikamaru? – Sakura retrucou, se lembrando da época da em que ainda morava na ilha.

— Foi só um boato... – disse a filha da Rainha Má sem ter certeza.

— Eu não duvido que seja verdade – disse Sakura dando de ombros. – O Jafar é terrível.

Nisso Ino não tinha como discordar. Vivenciara na pele a sensação angustiante e nojenta que o vilão passava. Ainda sentia arrepios só de lembrar.

— Eu estava pensando – desanuviou seus pensamentos e disse a amiga: – E se você só tirasse sua mãe e a minha da Ilha? É óbvio que o Shikamaru não vai querer o pai dele livre. E o Kiba... Eu acho que ele também não quer a mãe dele aqui fora.

Sakura pensou na questão. Não era impossível, mas...

— Ino, eu não faço ideia de como funciona a varinha da Fada Madrinha. Eu teria que tirar das mãos dela e sair correndo e vamos ser sinceras: eu provavelmente não iria muito longe. Você viu como foi a coroação do rei Fera naquele livro, até as criaturas mágicas foram convidadas. Elas me parariam antes que eu pudesse dar um simples passo.

Agora, com a coroação tão perto, analisou as probabilidades: o plano inicial era pegar a varinha e simplesmente pensar na barreira desfeita. Agora não sabia mais como só tiraria a mãe e a Rainha Má da ilha.

Ainda tinha o agravante de que a própria Fada Madrinha estaria prestando atenção em si durante a coroação. E decidiu revelar a amiga:

— Ino, a Tsunade sabe que eu invadi o museu para pegar a varinha dela, a falsa, sabe?

— Como ela descobriu? – Ino se ergueu da cama afobada. – Você não tinha usado sua magia para desligar as câmeras?

— É justamente por isso que ela sabe – esclareceu Sakura. – Usar magia deixa um rastro de quem a usou. Eu fui muito tola de achar que ia enganar a Fada Madrinha – mexeu no cabelo, nervosa. – E as nossas mães... Onde as manteríamos? As pessoas ainda se lembram delas, não ficariam escondidas por muito tempo, isso sem falar que elas querem vingança.

Ino estremeceu só de pensar no que a mãe acharia de seu romance com o filho da Branca de Neve. E tinham só uma semana até tudo acontecer. Como o tempo havia passado tão rápido?

— Quer saber – Ino bateu as palmas da mão uma na outra para chamar a atenção da amiga. – Não vamos pensar nisso nesse fim de semana. Vamos aproveitar e relaxar, a gente merece uma folga. Vai tomar seu banho e depois vamos dormir. Amanhã é um novo dia.

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Notas finais
E aí gostaram? Espero q sim! Notas rápidas (tô morrendo de sono): ♦ peço desculpas se tiver algum erro, eu nunca escrevo isso por aqui, mas sou eu quem escreve, edita e revisa, então acho q é óbvio q eu acabo deixando passar alguma coisa... ♦ um pouquinho a mais de SasuSaku, ela enfim contou o trauma pra ele no cap. passado e enfim conseguiu boiar na água (palamas aqui) ♦ Sasuke sendo um fofo como sempre ♥ ♦ quero deixar registrado q eu não sei nadar e sei boiar mais ou menos, o meu pai sabe e ele disse q o primeiro passar é boiar na água, assim você controla a sua respiração, é claro q eu também pesquisei no google, mas não há nada muito concreto, enfim, é isso... ♦ eu peço desculpas se a fic parece lenta, mas é q eu quis trabalhar ela aos poucos, mas enfim estamos chegando reta final ♥♥♥ Beijinhos e até o próximo ♥