Os Corona-Khoury - Lembranças
5 Cap 4 - Seja Bem - Vinda
A noite lá fora já estava caindo, e Félix continuava sentado no sofá fazendo cafuné no companheiro, que com a cabeça apoiada nos joelhos do moreno, sorria agora de olhos fechados.
— Carneirinho? — Chamou carinhosamente fazendo-o abrir os olhos. — Está com sono?
— Não meu amor... Eu só estou lembrando quando decidimos ter mais um filho... Foi complicado e incerto.
— Verdade. Escolher alguém de confiança, segurar a gravidez, o parto... Fora que queríamos uma menina, e podíamos ter mais um menino.
— Podíamos ter adotado. — Falou Niko erguendo-se e arrumando mais algumas fotos.
— Era o que íamos fazer. Mas quando eu tive aquela ideia... — (Suspirou ao lembrar) — ... A possibilidade de ter uma filha com você, com nossos genes, nossos traços.
Niko sorriu ao mergulhar novamente naquela lembrança.......
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... Passou-se uma semana dês da escolha de ter mais um membro da família. Niko e Félix não podiam estar mais felizes, sendo essa mais uma prova de amor, sendo o sonho de um, o do outro. Falaram com Jayminho que continuava com a mesma opinião do assunto, e Fabrício mesmo com apenas 2 anos, ficou animado quando entendeu que teria uma irmã, após muita explicação. "Uma menininha para brincar, como suas amiguinhas Maryane e Maryjane, mini-carneirinho", explicava Félix com toda a paciência com os pequenos.
Mas não eram todos que estavam felizes com o plano.
— Para que fazer isso? — Começou a opinar, quando os meninos saíram para a escola e escolinha, junto com Adriana. Com a voz profunda, mas questionadora, César não podia conter sua língua.
— Como assim papi?
— Porque adotar mais uma criança?
— Queremos... — Respondeu, secamente, sabendo que ali, provavelmente, seria o momento de trocar mais algumas farpas.
— Ora Félix, eu não tenho nada haver com a vida dos dois. Mas já tem dois filhos, saudáveis, que te amam, não é suficiente? Vocês querem uma garota por capricho! É uma vida que vão adicionar com a de vocês. Será mas trabalho...
— Dr. César... Apenas queremos ter uma menina. Um filha nossa, para ficarmos completos, e realizar um sonho... — Falou o loiro, decidindo que não ficaria mais calado diante de outra questão desgostosa levantada pelo sogro.
— Sei... Mais uma criança, para ter o nome dos Khoury. Esse é seu sonho? — Disse olhando agora com ar de desaforo, para o ele.
— O que insinua ? — Disse sorrindo de nervoso, com o mesmo ar de sarcasmo.
— Pai, eu não aceito que fale isso sobre o Niko. Eu tive a ideia.
— Além disso, não tenho interesse algum sobre a fortuna de sua família. Lembre-se que quando comecei a me relacionar com Félix, ele estava desamparado... Eu amo a ele, e não suas riquezas. — Isso cortou qualquer insinuação que pudesse ser colocada pelo sogro. E o sorriso e brilho nos olhos do marido, comprovava que dele não vinha nenhuma duvida.
— Eu espero mesmo que você seja essa boa pessoa que aparenta ser. Não quero ver meu filho iludido. Mas eu penso assim: Se fosse para os dois ter uma filha, teria nascido um dos dois, mulher ... — Deboche era nítido na sua voz. — Essa menina que pretendem trazer, não terá sangue dos dois. Será só uma boneca que vão arranjar, para brincarem de casinha... — Já saindo, mais uma fez surpreendeu os dois quando terminou. — Essa é minha opinião... Só espero que eu esteja mais uma fez, errado...
Aquela cena foi confusa, César sempre era um mistério, as vezes era preconceituoso e gélido, mas a maioria das vezes, demonstrava preocupado com o filho, mesmo que de um modo bem estranho.
— Carneirinho, você esta bem? — Perguntou, apertando a mão do loiro. Niko olhou para o amado e sorriu.
— Sim... Mas Félix, e se seu pai estiver certo. Será isso capricho nosso?
— Claro que não! Pelos cabelos de Sansão, até parece que nós traria-mos uma criança a nossa vida para brincar.
Principalmente você meu carneirinho... — Niko concordava. Eles amaria essa criança, que é tão desejada, como o Jayme e o pequeno príncipe. Os olhos de Niko brilham, encarando Félix, que parecia emburrado com o que ele falou.
— Que olhar é esse em carneirinho. Ta muito malicioso!
— Nada... Eu só fico todo feliz quando você me chama de "meu carneirinho".
— É? Podíamos fazer outra coisa para te deixar ainda mais feliz. — Felix o beijou, sendo claro correspondido.
O casal não podiam ser mais felizes, mesmo quando tinham altos e baixos, continuavam tão apaixonados do que quando foram morar juntos. Aprofundaram os beijos e as carícias aumentavam, quando o loiro cessou tudo, se levantando.
— Pode parar senhor Corona-Khoury. Eu já estou muito atrasado...
— Mas eu devo ter dado a tesoura para Dalila cortar o cabelo de Sansão, para você cortar o clima assim ... — Niko sorriu. — Fica só mais um pouquinho carneirinho? — Disse dengoso, cruzando os braços e fazendo bico. O loiro ficava todo feliz quando ele ficava zangadinho e pedia para ficar mais um pouco, afinal, como não gostar de saber que o amado queria sua companhia. Com um olhar malicioso, aproximou devagar e deu um selinho no amado.
— Quando eu voltar vou tirar essa sua carinha de bravo... Eu prometo, que vou ficar o dia todo pensando em você.
— E eu, em você sr. Corona-Khoury. Meu querido carneirinho... — Disse beijando o pescoço de Niko, fazendo-o se arrepiar.
— Golpe baixo... Mas não vai funcionar... — Falou pegando a chave no balcão e saindo, dando thauzinho.
— Geniosa! — Retrucou, rindo da fuga do companheiro.
Já no carro, pouco antes de liga-lo, seu celular tocou, e ao ver de quem era na tela, não tinha como não atender:
— Marina!?
— Quem é o irmão mais amado desse mundo?!! — Falou uma mulher do outro lado da linha, totalmente alegre.
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