Os Corona-Khoury - Lembranças

2 Cap- 01 — Seja bem-vinda


Notas iniciais
Nesse capítulo, vou contar sobre a chegada da primeira filha de Feliko, Stefany. Ele ainda se passa no futuro, mas volta no tempo como flash-back. Espero que gostem, e acima de tudo, entendam... =P Qualquer dúvida, deixe nos comentários que eu respondo. Boa Leitura .. ;))

Quando aquela casa se tornou um lar? Quando eles se tornaram uma familia tão perfeita? Quando esse amor sem tamanho nasceu?

Não sabiam a resposta para essas perguntas, mas tudo isso aconteceu. E aqueles 15 anos que se completava, Felix e Niko estavam felizes como sempre, tendo aventuras boas e ruins como toda a família, mas seguindo com muito amor e força.

Isso era nítido nas inúmeras fotografias tiradas durante o tempo, que o loiro arrancava da estante e espalhava os álbuns no chão, onde ficava relembrando e rindo das comédias e dramas que viveram...

Enquanto isso, Felix acabará de sair do escritório, com o relatório de rendimento do quinto restaurante que acabaram de abrir.

— Pelas contas do rosário... Eu não sei o que fazer para o "Gian 5°" emplacar. — Reclamou em tom de frustração adentrando a sala, onde encontrou seu carneirinho sentado ao pé do sofá frente a mesa de centro, rodeado com fotografias. Parou um pouco para admirar aquela cena tão dengosa. — Mas é mesmo um pote de geléia, em?

Mas Niko continuou arrumando os inúmeros álbuns conforme as datas que sabia de có e salteado. Ele se lembrava de quando chegaram naquela casa deixou de ser de praia, para se tornar o lar da família Corona-Khoury, e como as melhores lembranças que tinha da vida, aconteceram ali.

— Carneirinho!!! — Gritou Félix batendo o pé no chão, assustando Niko que deu um pulinho de susto.

— O-oi ... Oi Felix. — Sorriu tímido, como se tivesse sido pego fazendo algo errado.

— Estou falando com você, mas parece estar em transe!

— Desculpa, estava perdido aqui nas fotos. Adoro arrumar nossas memórias.

— To vendo carneirinho. Seus olhos brilham como estrelinhas...

— A para! Assim fico me sentindo um bobo ... Mas... O que você dizia?

— É que, o Gian 5, está me levando a loucura! Ele até da um bom rendimento, mas esta muito atrás dos outros quatro.

— Ora, amor... Nos sabíamos que abrir um restaurante no interior, seria mas complicado. É natural que seja menos badalado do que os outros.

— Eu sei... — Confessou, em um suspiro frustado.

— Além disso sabíamos que ele era um investimento. Quando chegarmos ao ponto certo, vendemos, juntamos ao lucro, e compramos um em uma capital... Você mesmo pensou nisso.

— Eu sei carneirinho. Mas pelo lucro mensal vai demorar para atingir o dinheiro que precisamos. Me recuso perder dinheiro e assumir que foi um erro. Vamos manter... Mas se prepare chefe, porque ele ainda vai nos dar trabalho. — Ele se conformou, e se aproximou do amado sentando no sofá logo atrás do loiro. Niko apoiou a cabeça nos joelhos de Félix recebendo um cafuné do moreno que brincava com seus cachos.

— E qual a graça da vida sem problemas? — Disse pegando um foto dentre as outras, e ergueu sorrindo como se estivesse lembrando do passado novamente. — Lembra dessa foto?

— Pelas contas do rosário, como esquecer? Foi logo quando chegamos. Jonathan tinha entrado para a faculdade...

— É quem diria que tanta coisa boa se seguiria?

— Eu... Afinal ao seu lado, só podia acontecer coisas boas. — Niko sorriu elogiado, e recebeu um beijo carinhoso do companheiro.

— E essa aqui? — Pegou outra fotografia. — Foi logo quando a Ster veio para casa.

— Olha como o Fabrício e nossa menininha eram pequenos...

Na foto, estavam Felix segurando Fabrício que, curioso, se debruçava sobre Adriana, que segurava no colo uma bebezinha vestida de rosa, e do outro lado Niko, que admirava a mais nova filha.

— Stefany também foi um "investimento" sem garantias, e deu problemas no começo. Mas ela é uma grande parte do nosso coração, nos enriqueceu de risadas e bons momentos, como os outros.

— Verdade. E como deu trabalho. — Respondeu também lembrando dos acontecimentos, que era fresca na mente dos dois........
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14 anos atrás:

Niko e Félix estavam completando um ano na casa de praia, casados oficialmente pouco tempo, a vida corria perfeita. Agora, os Corona-Khoury eram uma familia repleta de amor e cumplicidade.

Enquanto os meninos brincavam no quintal, Félix e César assistiam na varanda.

— Ai papi, como o tempo voa... O Fabrício até pouco tempo nem sabia dar um passo sem cair, e agora corre pra cima e pra baixo com o Jayminho atrás dessa bola. — Félix ria como um bobo vendo os dois, até que a bola é jogada com força, atingindo um jarro ali perto, e por pouco não quebra. — Ei!!! Criaturinhas, se quebrarem algo, vão entrar, os dois..!

— Isso acontece Félix... — Retrucou o pai, que ainda estava se acostumando a ver o filho naquela vida familiar.

— Eu sei papi... Mas isso não aconteceria se eles sentassem e brinca se paradinhos. — Respondeu com uma ironia no olhar. "Como se isso fosse possível", pensou

— São meninos Félix; Não brincam comportados.

— Verdade. Quando visito a Márcia, e vejo a Maryjane e Maryane brincando com suas bonequinhas, quietas em um canto, fico com inveja da periguete da filha dela.

— Você não vai fazer meus netos brincarem de casinha, Félix! — O moreno ainda não se acostumara a ver o pai aceitar sua família, e vê-lo chamando os meninos de seus netos, era uma grande realização. Mesmo que o comentário tenha sido de modo, preconceituoso, Félix notou um certo sarcasmo na voz do pai, quem sabe não fosse uma "brincadeira"?

— Claro que não... A não ser que eles queiram, óbvio... — Provocou. — É que... Sabe papi, eu amo meus três filhos, imensamente. Mas, confesso que, bem lá atrás, quando soube que Edith estava grávida, torci para que fosse uma menina. Ficava imaginando brincando de comidinha e escolhendo roupas...

— Você queria um filha ou uma boneca humana?

— É que por mais que me esforce, eu não consigo brincar muito com os meninos, só quando se trata dos videos-games do Jayminho, mas quando pedem para jogar bola, acabamos sempre nos desentendendo.

— Claro. Você é um desastre jogando bola. Lembro mês passado quando mandou a bola dos meninos pro espaço. Só Deus sabe onde ela foi parar. Ninguém nunca mais achou! — Félix se encolheu, intimidado. — E daquela vez, que você quebrou uma janela?!

— Foi um acidente! É que chuto muito forte...

— Até ai, tudo bem. Só que a janela ficava sentido ao contrário do gol! Até hoje me pergunto como você conseguiu fazer aquilo! — Ria César do filho, sem perder a chance de debochar.

— Mais que caiam raios e trovões! Papi soberano, o senhor nunca perde a chance de debochar de mim! Que coisa!

Discussões como essas, bobas e irônicas, eram cada vez mais comuns entre pai e filho, algo que até hoje, era de grande estranheza para quem os conheciam antigamente. Mas o amor renovou a aliança entre eles, e apesar de Dr.César ainda estranhar o relacionamento do filho com Niko, e trocar o mínimo possível de palavras com o chef, ele não o desrespeitava mais, sendo um gigantesco avanço.

— Aprendi com você! Vou me deitar e assistir um pouco de tv... — Respondeu, pegando em uma marcha que tinha na cadeira de rodas, fazendo ela se mover automaticamente, em direção a dentro da casa.

No último natal, vendo que César desenvolveu mais os movimentos do braços direito, graças a fisioterapia, já conseguindo sair da cama para da cadeira e vice-versa ,sozinho, mesmo que fosse uma ação demorada, deu idéias para Félix, que não aguentava mais ver o pai trancado no quarto.
Os filhos e o genro se reuniram e fizeram algo que já planejavam. Paloma achou no exterior pela tecnologia que procuravam; uma cadeira de rodas automática, que pudesse ser controlada manualmente. Felix e Niko mandaram reformar a casa, substituindo todos os batentes por rampas, e caminhos asfaltados na varanda e no imenso jardim, para que a cadeira pudesse passar, devolvendo o direito de ir e vim livremente, pelo menos dentro de casa. — Me chame quando Nicolas chegar e vocês forem jantar.
Félix sabia que ele dificilmente viria até a mesa, já que ainda havia a richa dos dois, mas ouvir o pai dizer o nome do amado, sem cuspir no chão, era aliviador.

Permaneceu no jardim, até que chegou alguém, mas cedo que esperado, sorrateiramente, tapando seus olhos.

— Adivinha quem é? Eu sou loiro, forte, encantador e vou ficar muito zangado se você não adivinhar.

— Forte e encantador? Pensei que tinha dispensado o jardineiro semana passada! — Brincou o moreno.

— Félix !! — Niko destampou os olhos do marido, e cruzou os braços. Tentou ficar zangado, mas ao que foi puxado para o colo e beijado, desfez a feição brava, e sorriu.

— Que isso em carneirinho? Chegando de mansinho... É para me pegar em algo?

— Tem algo para eu pegar?!

— Claro, sr. Corona-Khoury. Te mostro mais tarde... — Sussurrou com um olhar malicioso. Niko se levantou envergonhado e sentou do seu lado.

— Para... Os meninos vão ver... — Ficaram fitando os filhos, mas logo Niko percebeu que o companheiro na verdade, estava pensativo.

— O que houve? Parece tristonho... Alguma discussão? — Pergunto, inclinando a cabeça em direção "dentro de casa", indicando que falava do sogro.

— Não, esta tudo bem. É só a conversa que tive com ele...

— Sobre?

— Sobre os meninos, como eu sou péssimo em futebol... — Riram enquanto Félix cruzava os braços fazendo biquinho. — E só... Nada de mais... — Niko ia questionar, mas Adriana chegou avisando que estava tudo pronto para jantarem. E fingiu acreditar, já que sabia que Félix não podia esconder nada dele por muito tempo, logo com carinho e atenção, o amado se abriria.

Sentaram na mesa e comeram normalmente, menos Cesar, que preferia comer na cama.
Mas tarde, Niko fitava Félix ainda aéreo, sentado com Fabrício que assistia a tv. Ele tentou conversar, mas o moreno apenas sorria e dizia que estava tudo bem...

— Tudo bem seu Niko?

— Não sei querida... Aconteceu algo quando eu estava fora? Félix esta tão estranho. Quietinho demais.

— Olha seu Niko, eu não vi nada. Ele ficou assim depois de ficar com seu César na varanda. Mas conversaram normal, até estavam rindo que eu percebi. — Respondeu sorrindo, pois aquilo era motivo de alegria. — Ele não falou nada pro senhor?

— Não. Esta escondendo algo, sei que logo vai me contar, mas eu não aguento esperar... — Disse se afastando.

— O que vai fazer?

— Falar com o único que pode me dizer, se houve ou não alguma coisa...

Cont...

Notas finais
Carneirinho, carneirinho... Essa curiosidade pode te meter em apuros. Será? Será que Niko vai ouvir o que não quer, ou pior, o que não deveria ouvir? Descubram no próximo capítulo