Os Convocadores
8 Lua dos Mortos
Notas iniciais
Elizabeth era uma ótima aluna. Fiquei encarregado de atualizá- la sobre tudo, o que foi meio cansativo e desgastante, mas ela escutou tudo com atenção e fez somente algumas perguntas. Contei tudo a Brandon, em relação ao sequestro de nossos pais ele ficou abatido e ficou meio sombrio, ficou com ódio e rancor, praguejando e escolhendo qual a maneira melhor de torturar Joshua. Ele temou em vir comigo para a busca e depois de conversar com o Supremo, ele entendeu as razões de Brandon para querer ir e deixou, mas com um aviso " Não deixe a raiva te cegar" . Os alunos notaram que nunca viram Elizabeth, mas ela deu uma desculpa dizendo que ela conversou com o Supremo, dizendo que ela não poderia comparecer no primeiro mês e eles enguliram.
- Pode me chamar de Liz.- disse ela enquanto eu explicava sobre como dominar os elementos.
- Okey, Liz.- sorri.
Ela no final de tudo era bastante legal, sempre querendo ajudar alguém, tentando manter a cabeça ocupada- tentando afastar a morte dos pais de sua cabeça. Eu e Katherine estávamos meio que conversando, ela não era mais tão grossa quando antes, acho que era o jeito dela.
Escolhi aulas de Duelo, pois logo na frente eu usaria sem parar na minha busca. O professor era um sujeito grande e musculoso, ele vestia trajes que davam liberdade para se mexer e todos nós éramos obrigados a usar os mesmos- era meio constragedor.
Agora era aula de Duelo, essas aulas eram de fato animadas. Sempre fazíamos duplas e lutávamos, eu ficava com Brandon e Liz com Katherine.
Olhei nos olhos de Brandon antes de lutar, tentando prever seus movimentos, então a terra tremeu e me desequilibrei, mas por reflexo, usei o ar para me dar impulso para cima e pulei a mais de dois metros do chão.
Enquanto estava no ar, produzi água- tínhamos aprendido a produzir elementos- e joguei em Brandon, ele obviamente jogou fogo e a nuvem densa de vapor de formou, usei a mesma tática que o menino da Montanha usara comigo no jogo de Caça Dourada, joguei o vapor em Brandon e mergulhei e me afundei na terra. Consegui vê- lo debaixo da terra, então fiz raízes crescerem e prendi os pés dele, ele na mesma hora cortou as raízes com fogo, então sai da terra.
- Belo truque.- disse ele dando um sorriso.
Corri até a ele, com minha super velocidade- eu, Liz e Brandon estávamos recebendo aulas a mais com os professores, para podermos aprimorar nossas habilidades para nossa busca- mas ele me barrou com outro terremoto, então decidi voar. Voar era uma coisa incrível, sentir o vento bater em seu rosto era uma das melhores coisas da vida. Investi contra Bran e ele produziu um escudo invisível e me choquei contra ele e cai, então percebi que ele tinha feito um escudo por todo o corpo dele, fazendo uma bola verde meio transparente.
- Não me faça quebrar esse escudo, Bran.- disse.
- Tente.- ele retrucou.
Então armazenei minha energia e meus olhos brilharam- devido a grande carga de poder que eu estava usando- então lancei um raio de luz dourada em cima dele.
Ele tombou para trás, consciente.
- Okey, meninos e meninas!- disse o professor- Chega por hoje! Bom trabalho!
Saímos de lá rindo e esperamos Liz e Katherine. Katherine agora andava com a gente.
- Você foi muito bem.- disse Brandon ofegante.
- Você também não foi nada mal.
Seguimos para a Árvore e tomamos banho. Todas as aulas do dia já tinham acabado, todas elas eram de manhã, mas eu, Liz e Bran tínhamos de estudar a mais. Estávamos saindo de fininho quando Katherine nos interceptou:
- Onde vocês vão?- ela levantou uma das sombrancelhas.
- Só dar uma volta.- disse.
- Os três?
- Sim, algum problema?
- Não, é só que todo dia, vocês três saem na mesma hora e voltam na mesma hora.
- Coincidência.
- Talvez.
- Beleza, então...
- Então nada!- disse ela olhando nervosa para mim- Quero que me expliquem o que está acontecendo.
Katherine era uma ótima pessoa, mas acho que ela não deveria saber. Olhei para Liz e Bran e eles assentiram, em decisão de que eu devia lhe contar.
Contei tudo a ela, e ela disse por fim:
- Quero ir também.
- O que?!- dissemos os três.
- Quero ir também, ora essa!
- Por que?- disse Liz.
- Quero viver essa aventura.- disse ela meio em dúvida.
- Tem certeza? Vai ser extremamente perigoso.- advertiu Bran.
- Quero. Aliás, o que vou perder se morrer?- ela olhou para baixo.
Ninguém respondeu, nunca havíamos perguntado sobre o passado de Katherine ou sobre sua vida.
- Teremos que falar com o Supremo primeiramente, vamos lá.- disse.
Seguimos até o escritório do Supremo e conversamos com ele. Ele estudou bem Katherine e deixou ela ir e resmungou algo como "Essa crianças!"
Tomei uma decisão de que ninguém mais entraria no nosso grupo de " Busca Que Tem Uma Grande Porcentagem De Todos Nós Morremos", então pusemos Kath- ela inistiu para que chamássemos ela assim- a par de tudo. Ela treinou bem, mas em relação a explicar matéria foi meio complicado, ela era boa na prática.
Depois de um longo dia de treinamentos e descobertas, tivemos o jantar.
Um garoto que eu conversava ás vezes, chamado Lucas Wood- um garoto um pouco mais baixo que eu, de cabelos pretos e olhos castanhos-, sentou- se do meu lado e começou a conversar, ele contou coisas que estavam acontecendo e resmungou sobre as matérias que não estava dando conta de aprender.
- Para que Cura? Nós somos Convocadores! Nós nos curamos- ia dizendo ele.
Ás vezes eu o ignorava, então olhei para um lado. Quando olhei para frente, Brandon tinha chegado e passou pela minha cadeira e roubou um copo de suco.
Depois do jantar, todos nós- eu, Liz, Bran e Kath- nos dirigimos para a Árvore. A lua estava cheia hoje e brilhante, o dia teria sido perfeito se isso não tivesse acontecido. Um grito atrás de mim me alarmou, Brandon tinha caído no chão e urrava de dor, ele estava pálido e seus olhos estavam girando nas órbitas, ele estava tremendo. Sem pensar duas vezes corri até ele, Liz e Kath vieram do meu lado.
- Brandon! Levante- se! O que que foi?- perguntei desesperado.
Ele urrava de dor, não tinha ninguém ali perto de nós, tínhamos ficado até mais tarde um pouco comendo, estávamos sozinhos.
- Leve- o a enfermaria!- disse Kath.
Já ia me adiantar para levá- lo, mas ele me olhou e berrou mais.
- Sai de perto de mim! Não me machuque, por favor!- ele escondia o rosto em forma de proteção.
- O que está dizendo?!- perguntei gritando- Quero te ajudar!
Parecia que cada palavra que dissesse ele ignorava.
- Brandon somos nós!- começou Liz- Thomas, Katherine e Elizabeth!
- Não, não são! Ele não são assim! Vocês vão me matar!- ele começou a se levantar e pronto para correr.
- Fique quieto, Bran!- disse.
Então um lampejo azul o atingiu e ele desmonorou no chão. Olhei para trás e Kath disse:
- Me desculpe! Ele estava muito alarmado, fiz ele dormir, somente.
Assenti.
- Vamos levá- lo para a Árvore.- disse.
- Não seria melhor levá- lo para a enfermaria?- sugeriu Liz.
- Não, está muito longe. Vamos levá- lo para a Árvore e chamar o Supremo.
- Beleza, eu chamo ele e você e Kath levem- no para Árvore.- disse Liz.
Assentimos. Eu e Katherine levamos ele para a Árvore e então, até sua cama. Passamos a cortina para que ninguém o visse e encantamos em volta da cama dele, para que ninguém ouvisse se ele começasse a berrar novamente.
Depois de alguns minutos, ouvi passos e então Liz e o Supremo vinham subindo a escada do dormitório masculino.
- O que houve?- ele perguntou.
Contei a ele e ele pareceu seriamente preocupado.
- Deixe- me vê- lo, Thomas.
Sai da frente e ele foi até Bran. Pôs sua mão na testa de Brandon então uma luz laranja brilhou- deduzi que esse era a "cor" do poder dele. Depois de alguns segundos ele disse:
- Não pode ser.
- O que não pode ser?- perguntei preocupado.
- Brandon foi amaldiçoado. Pela maldição da Lua dos Mortos.
Eu não sabia o que era a maldição Lua dos Mortos, então o Supremo explicou:
- Lua dos Mortos, é uma das maldições mais terríveis que tem. O usuário da maldição, no caso Brandon, só poderá enxergar pessoas mortas.
- Como?- perguntou Kath com uma cara que nunca vi na vida, ela tinha deixado a cara de brava para trás e em seu lugar ocupava uma de preocupação.
- Ele enxerga vocês como se estivessem mortos, figuras horríveis. Todo humano que ele olhar, vai enxergar dessa maneira. Mortos.
Aquilo era horrível! Enxergar mortos? Como um morto parecia?
- Como podemos curá- lo?- perguntou Liz.
- Infelizmente, minha cara jovem, essa maldição requer de ingredientes que não se encontram facilmente e até fazer o preparo do antídoto... Vai levar um bom tempo.- ele olhou para o nada.
- Não!- berrei.- Não, não e não!- parecia uma criança.- Ele tem que ser curado agora! Ele não pode ficar assim!
- Thomas acalme- se.- disse Kath.
- Acalmar?! Você não sabe o que é ficar preocupado com alguém! Você não tem ninguém!- estourei.
Ela olhou para mim, seus olhos estavam cheios de lágrimas, então ela saiu e de longe pude ouvir seus fungos de tristeza.
- Thomas! Como você pode dizer uma coisa dessas?! Tenha calma!- disse Liz.- Você foi extremamente rude!
- Que seja!- berrei.
Estava totalmente preocupado com Bran, como poderíamos curá- lo? Não tínhamos esse tempo todo.
- Vou levá- lo para uma sala especial, ele não conseguirá conviver com humanos durante a maldição.- disse o Supremo.
- Sala?! Que sala? Eu quero poder visitá- lo.- disse.
- Ah, naturalemente, senhor Parker. Vou providenciar uma sala e quando o Brandon entender tudo, vou chamá- lo e a seus amigos.
Assenti. Achei que estávamos bem preparados para a busca, mas foi como um balão cheio de ar sendo estourado por uma simples agulha. Estávamos despreparados e eu... Eu estava com medo.
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