Os Contos da Montanha
20 2º Conto — Inconveniência. 18ª Parte.
Notas iniciais
Quando os primeiros raios solares transpassaram pela claraboia que havia bem no alto da parede, e o canto doce dos pássaros soaram por todo os arredores com o amanhecer, o rapaz pôde abrir os olhos pela primeira vez desde o impressionante dia que teve.
Notou que posto ao lado de sua cama estava a sua katana dentro da bainha, e a aliança que fora dada por seu pai há tempos, e levava consigo como uma espécie de amuleto da sorte. Sentiu falta do homem que havia o salvado, logo se levantou, recolheu seus pertences e abriu a porta de correr, podendo ver a paisagem deslumbrante da pequena vila no sopé do monte, que era cercada pela floresta que ali crescia, cortada pelo rio que corria desde a Província de Rokushō.
Viu que não muito longe, na beira do precipício, havia um coreto de telhado arrebitado, onde o deus, que vestia seu longo kimono branco, tomava seu chá verde matinal. O caminho até lá cruzava um belo jardim, onde o salgueiro que cobria o monte se originava, e contava com um lago repleto de ¹Nishigikoi que possuíam escamas em um tom vívido de vermelho e branco. Seguiu o caminho até o deus.
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