Os Cinco Galesianos - O Declínio Do Rei
2 Capítulo Dois
Notas iniciais
– Que merda de anel é esse? — Gritei na sala. O tal de Jhonatan pareceu concordar com minha indignação, mas permaneceu calado. — Eu quero ir para casa! E até agora vocês não me disseram onde eu estou!
— Brian calma, vocês vão saber de tudo em breve, só não é este o momento! — Lara andou em minha direção enquanto falava. — Sei que está confuso, mas não posso te contar agora. Em breve você saberá – Ela colocou a mão no meu ombro, e me olhou com cara de quem dizia 'cale a boca antes que se dê mal'. Empurrei a mão dela com força e gritei – Quero uma resposta agora!
A porta abriu, uma figura alta e 'imponente' entrou na sala – Já chega pirralho, cale a boca e preste atenção no que vou te dizer – Minha vontade era de pular na garganta de alguém, mas aquele homem me pois certa insegurança. Decidi ficar quieto no meu canto. — Estamos indo para a capital, é tudo o que vocês tem que saber.
— Capital... De onde? — perguntou a voz macia de Lucy, a qual até então não havia ouvido. — Do Reino de Gales – Disse o homem deixando seu rumo de lado e tornando a se voltar para nós. — Mantenha-os em controle Lara! — Ele saiu. Lara abaixou a cabeça e sussurrou algo que não consegui entende muito bem, mas soa com um 'Por que eu?', ela levantou a cabeça, arrumou o cabelo e comentou – Por enquanto, quanto mais vocês souberem, mais confusos vão ficar! Então não me perguntem nada, por favor. — Ela passou por mim, foi até a cortina que ficava ao lado direto da porta e a abriu. Não dava pra ver nada além de grandes arcos que parecíamos estar passando por dentro e a escuridão da noite. Passaram se algumas luzes e senti o trem aumentar sua desaceleração gradualmente. — Já posso ver a estação – Comentou Lara. — Se não quer que façamos pergunta, não nos deixe curiosos – Disse Lucy se jogando no sofá.
As luzes começaram a passar pela janela mais vezes, já dava para notar que estávamos na tal Capital do Reino de Gales. Era muito curioso o contraste visível entre construções futurista e algumas construções mais velhas. A impressão era de que o veículo estava descendo, mas não estava inclinado. Pude notar que realmente havia uma descida gradual, quando deixei de ver apenas o topo dos arranha-céus futuristas para velos quase que por inteiros. No horizonte, tinha uma grande torre de pedra, talvez uma antiga igreja ou sinagoga.
Toda a vista da cidade foi bloqueada quando finalmente 'pousamos' em um trilho 'mais horizontal' muito próximo do que parecia ser a tal estação. Avistei outros veículos, um tanto quanto curiosos, talvez iguais ao que eu estava. Eram grandes composições flutuantes que lembravam, com certeza, um trem voador, com fortes luzes azuis na parte de baixo. 'Nossa', foi o que todos sussurramos quando vimos os trens. Isabella, a linda garota com mechas rosas foi até a janela, e deslumbrava aquela visão.
Uma grande parede tapou a vista, a parede foi se afastando e aos poucos se transformando em espaçadas colunas. — Chegamos — Lara informou.
Saímos do trem, todos sentamos em alguns bancos que ficavam após um vidro de dividia a sala de espera da seção de embarque. Devia ser muito tarde da noite, pois a estação estava um tanto quanto vazia. A luz de baixo do trem começou a piscar e o veículo foi descendo devagar, até que quando estava completamente apagado repousou nos largos trilhos de aço.
Luan Macedo. Um cara muito queto pro meu gosto, só fica ali, no canto dele, mexendo na droga de anel. Pensando bem até que ele tem rasão de estar assim, pois a única coisa que pode dizer (ou não) por que estamos aqui é o tal do anel.
– Por que estamos parados aqui? — Lucy perguntou a Lara. — Estamos esperando que alguma alma tenha a bondade de vir nos buscar. — Um homem entrou na estação e comentou algo para Lara. Ela sinalizou com as mão que deveríamos segui-la, porém, para evitar fugas prenderam-nos com um cabo florescente roxo e nos acompanharam até um micro-ônibus (futurista é claro) onde passamos mais alguns minutos. — Então, vocês são de onde? — Isa levantou a cabeça e esperou que alguém respondesse sua pergunta. — Sou de Curitiba, no Brasil – Lucy foi a única que aparentemente se importou em compartilhar a informação. — Nunca ouvi falar — Luan comentou. — É uma cidade muito bela! Mas e você é de onde? — Lucy retrucou o comentário. — Sou de Chicago, conhecem? — ele respondeu – Eu sou de Londres, e claro que sei onde fica Chicago! — Isabella interrompeu antes que começasse uma discussão por ali. — E você? Jhonny não é? De onde você é? — Isabella viu que ele estava muito pensativo e o chamou para a conversa pra distrai-lo junto a eles. — Eu sou de Dubai, mas nasci no Brasil. — Eu me entrometi na conversa e comentei que eu sempre quis ir para Dubai, contei que sou de Tóquio, por mais que eu não tenha cara de japonês.
Conversa vai conversa vem, descobrimos que todos temos quinze anos e nos aproximamos um pouco já que todos temos milhões de teorias para oque pode ter acontecido.
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