Este local é conhecido por poucos e menos ainda é permitido a entrada, a Torre de Babel. As pedras que compõe esta construção divina são raras em nosso planeta Terra, e este mesmo planeta é prestigiado por possuir um monumento de extrema grandeza, além de estar localizado entre duas grandes montanhas. O aspecto do local parece maligno, para espantar qualquer visitante indesejado. Aqui não há cavaleiros ou guerreiros, mas sim anjos. Estes anjos foram treinados unicamente para a proteção do local. Não possuem sentimentos, emoções ou qualquer outra coisa que possa interromper o seu incansável desejo de proteção pela Torre. Mesmo estando tão protegidas, há aqueles que possuem habilidades muito além da compreensão divina. Poucos foram aqueles que tiveram a coragem e o poder para atravessar as defesas e as armadilhas impostas neste local e novamente um homem que em seu passado conseguiu esta proeza tentará novamente entrar nos confins da Torre de Babel.

O local guarda importantes relíquias usadas por deuses e guerreiros que viveram nas eras mitológicas. Relíquias banhadas com sangue divino e que só podem ser empunhadas por seres com uma grande capacidade de suportar tamanho poder. Só há uma maneira de entrar na torre, pelo portão principal. Não há saídas subterrâneas ou janelas quebráveis. Não há nada que possa ser destruído nesta construção. Apenas os deuses, em sua forma mortal, podem entrar sem que haja perigo. Muitos guerreiros, reis e até mesmos ditadores usaram de todo o seu esforço para encontrar este local, mas apenas aqueles que manipulassem o cosmo seriam capazes de localizar a torre.

Muita poeira e ventos fortes vindos do norte, trazendo consigo uma figura misteriosa. Aquele que já foi considerado um dos homens mais inteligentes da Terra, encontra-se novamente a Torre de Babel. Ao se aproximar os anjos que protegem a torre percebem a presença estranha. Para eles não importa quem seja, apenas o desejo de proteção da torre. Um anjo com uma lança vermelha surge, empunhado com uma armadura dourada, encara a ameaça que surge ao norte. Gritos e berros são ouvidos de longe, ecoando sobre as montanhas. Mais anjo surgem de todas as partes da torre, formando um pequeno exército de guerreiros alados. A anatomia dos anjos é bem parecida com o dos humanos, exceto por suas asas, possibilitando a habilidade de voar. Cada vez mais próximo da torre, as sombras que ocultavam o guerreiro agora já não existem mais, é possível notar os símbolos na armadura. Trata-se apenas de um cavaleiro de Atena.

Em seu rosto, apenas um sorriso sarcástico quanto ao desafio que lhe surgia a frente. Seu cosmo começa a aumentar e o cavaleiro se movimenta na velocidade da luz. Para guerreiros que foram treinados para combate contra deuses, os Anjos nada temiam o cavaleiro. Mesmo na velocidade da luz, os protetores da Torre de Babel continuavam fixos em suas posições. O cavaleiro levanta seu punho diante dos guerreiros e dele saem feixes de luz. Vários feixes atingem os Anjos, porém sem efeito. O cavaleiro já havia derrotado Anjos antes, mas estes eram diferentes. Estes eram dotados de armaduras. O Anjo com a lança vermelha demostra ódio perante a sua ameaça. Com sua cabeça faz um sinal para seus irmãos de batalha e segue em direção ao cavaleiro. Rapidamente o anjo surgirá na frente do cavaleiro de Atena e com sua mão esquerda arranca o elmo que cobria o rosto do intruso.

– Eu…conheço…você! Não passarás por nós cavaleiro de Áries! Passarás a ser considerado um guerreiro caído perante mim.

– Não pensei que lembraria de mim Príncipe Raphael, um dos nove defensores da Torre de Babel. O que o guerreiro como você faz aqui fora? Saiba que tenho uma missão e não permitirei que você ou o seu exército de anjos impeçam a minha passagem!

Ao concluir sua frase os olhos do cavaleiro se abrem e duas palavras saem de sua boca:

– Revolução Estelar!

Estrelas surgem de traz do cavaleiro e atingem rapidamente Raphael. O guerreiro caí e Eduardo avança em direção aos outros anjos. Porém, sente seu corpo paralisado e sem perceber Raphael estava novamente a frente do cavaleiro de Áries.

– Sinta a verdadeira revolução das estrelas, cavaleiro de uma deusa caída! Revolução Celestial!

Um grande clarão surge do céu, seguido de um grande poder atingindo o cavaleiro em cheio. Ambos já haviam batalhados juntos, com a vitória para o cavaleiro de Atena. Porém, anos se passaram. Mesmo com um golpe tão poderoso, o cavaleiro resiste e continua a contra-atacar. Inicia-se então uma luta de poderosos socos e chute. Os dois guerreiros se equivalem em suas habilidades e anulam os golpes. O exército do Príncipe Raphael começa a aumentar sorrateiramente e se posicionar em torno da batalha. Percebendo que poderia ser atingido por golpes dos anjos ao seu redor, o cavaleiro de Áries prepara seu maior golpe.

– Vamos aproveitar o campo e as almas aqui presas na tentativa de entrar na torre. Sintam o poder do meu mais poderoso ataque! Marcha dos Espíritos!

Um grande poder surge em torno do cavaleiro, cobrindo tudo que há em volta. Logo todos os guerreiros de Raphael são envolvidos pela luz azul e gritos são lançados. O golpe consiste em utilizar a alma de guerreiros formando uma grande bola azul e destrói tudo o que toca. Rapidamente os anjos são destruídos um a um, mas o cavaleiro nota a ausência do Príncipe Raphael. O grande clarão de poder se esvaia e os corpos dos guerreiros começam a cair no chão. Eduardo continua a procura de seu principal inimigo e sem perceber é atingido pela lança vermelha em sua perna. Um pouco acima do cavaleiro, Raphael planava com vários ferimentos e rachaduras em sua armadura. A lança atravessa a perna de Eduardo e se finca no chão, impossibilitando a movimentação do cavaleiro. Aos poucos o Príncipe se aproxima do chão, demostrando estar gravemente ferido pelo golpe utilizado pelo cavaleiro de Áries.

– Você me deu um grande trabalho, cavaleiro de Áries, mais do que da última vez que nos encontramos. Naquela época tinha ganhado a armadura de Principado a pouco tempo e ainda não fazia ideia do poder que tinha em minhas mãos. Graças a queda perante o seu poder, pude entender como alcançar o máximo de poder incumbido a mim. Hoje, nós os nove defensores da Torre de Babel não estamos mais presos a este lugar. Hoje não somos mais guardiões deste local amaldiçoado. Grandes mudanças viram e ninguém poderá impedir. Não existe mais os defensores desta torre, apenas os Noves Guerreiros Celestiais!

Ao fundo da batalha, diante de vários corpos dos guerreiros alados, a Torre de Babel começa a desmoronar. Aquele que foi considerado o monumento mais poderoso de todo o mundo, agora caí perante os olhos do cavaleiro de Ouro. Sua missão agora já não pode mais ser concluída e em poucos minutos a Torre já estava totalmente destruída. Em meio a poeira os oito celestiais surgem, trajando suas armaduras e suas armas poderosas. Mesmo cercado, Eduardo não exita e retira a lança de sua perna. Mesmo em pose de batalha ele é facilmente derrubado pelo Príncipe Metatron. Usando sua armadura de Serafim, Metatron demostra ser o mais poderoso entre todos os guerreiros celestiais. Sua armadura é negra com detalhes rubros e sua arma é uma lança pique com a mesma coloração de sua armadura. É caracterizado por possuir seis asas e seu cosmo assemelha a chamas.

Enquanto o cavaleiro era derrubado por Metatron, Raphael era curado pelo Príncipe Raziel. Este possui a armadura de Querubim e contém um poder de cura maior do que qualquer outro guerreiro. Sua armadura é branca com detalhes amarelos e sua principal arma é cajado com uma bola azul em sua ponta. Assim como Metatron, Raziel é considerado um dos mais poderosos Celestiais e por isso também possui seis asas. O terceiro mais poderoso se encontra ao lado de Raziel, conhecido como Príncipe Tzaphkiel. Sua armadura de Trono é de uma cor alaranjada, caracterizando a si como um guerreiro de harmônia e paz. Diferente dos outros celestiais, este usa uma harpa em suas batalhas.

– Não és digno de possuir o fruto da existência cavaleiro de Atena. Enseja a vinda da morte com o meu golpe de penitência! – diz Príncipe Metatron ao apontar sua lança em direção a cabeça do cavaleiro caído.

Antes que pudesse empunhar o último golpe no cavaleiro de Áries, cinco cavaleiros dourados surgem do céu diante da batalha. Eram os cavaleiros de ouro de Atena. Todos os celestiais se concentram para a batalha que esta por vir.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.