Notas iniciais
Eu não falei que ia ter mais tempo livre :3 ? Tá aí, capítulo entregue XD Hoje, teremos uma boa aprofundada no menino Ryuji, assim como no próximo capítulo. Espero que gostem XD

RYUJI

Foi fácil deter a Flecha de Bronze. Ryuji socou a mesma com o punho cerrado, e a seta se despedaçou em farelos bronzeados que caíram no gelo. Continuou correndo. Viu que os outros também corriam normalmente. Resolveu atacar primeiro.

– Lança Congelada da Lótus Branca!!

Uma lança de gelo se formou no ar, e foi arremessada em direção a Luna. A satélite se esquivou com um movimento gracioso para a direita, ostentando um sorriso debochado no rosto. Geki e Lucas também atacaram.

– Punho do Semideus!!

– Ventos de Tormenta!!

Luna desviou saltando para o alto, enquanto Geki abria um buraco no canal congelado com seu poderoso soco. Foi atingida pelo golpe de Lucas, sendo arremessada para trás pelos ventos fortes de Lucas, porém continuou de pé, deslizando suavemente no canal congelado.

Não havia nenhum sinal de Jabu. "Será que ele foi atingido?" Ryuji olhou de um lado para o outro, mas não achou ninguém. Decidiu continuar com a batalha. Avançou sobre Luna, tentando um soco em gancho no queixo dela. A mesma defendeu com a palma da mão, e revidou com uma joelhada, prontamente esquivada por Ryuji, que guinou para a esquerda no último momento. O cavaleiro de prata a segurou pelo joelho, e arremessou-a para o alto. Geki saltou e atacou com um soco, que a jogou violentamente contra as águas congeladas do canal. A potência do golpe abriu um buraco no gelo, enterrando-a nas entranhas frias da água negra. A mesma saltou para fora do buraco, sem nenhum sinal de estar abalada pelo golpe.

– Huh, odeio admitir isso, mas parece que subestimei vocês.

Ela levantou as mãos, e dessa vez, saíram várias flechas prateadas.

– Saiba que essas flechas que tenho agora nas mãos, são bem mais poderosas e velozes do que as últimas. Vocês perecerão agora, cavaleiros de Atena.

– Nós não temos medo das suas flechas, satélite. Quanto mais flechas você mandar, mais flechas iremos destruir – Disse Geki. E então, ele avançou.

Geki era rápido para quem tinha um corpo daquele tamanho, mas ainda sim, era lento. Tentou socar a satélite de várias formas, mas ela dançou pelos seus golpes, esquivando-se de todos. Acertou um chute potente no joelho direito de Geki, fazendo-o cair de joelhos no gelo. Lucas saltou e desceu sobre Luna com um chute, que deteve o golpe com a palma da mão, forçando o cavaleiro a saltar para trás. Ela chutou Geki no peito, e o mesmo rolou para trás cerca de 4 metros no gelo, formando rachaduras por toda a superfície. Nesse momento, Ryuji avançou. Lucas também fez isso, e ela – após desviar de dois socos do cavaleiro de Cefeu, e ainda revidar com um chute no queixo – virou o arco para o cavaleiro de Taça, que ainda corria.

– Flecha dos Anjos!

Ryuji não viu a flecha até que ela estivesse fincada em seu ombro esquerdo. Caiu de joelhos com a dor. A flecha estava atravessada em seu corpo, que tinha os filetes rubros de sangue caindo no gelo enegrecido da noite. A dor o cegou, e Ryuji quase caiu de cara no gelo, forçando-se a resistir pelas lembranças do passado. Jacó, Hyoga e Isla apareciam em sua mente... Ele não poderia desistir, não agora. "Mas doía tanto". Ouvia o som da batalha, e o modo como Geki e Lucas tentavam lutar contra Luna, atacando e sendo repelidos, mas repetindo o processo incansavelmente. Seus amigos estavam lutando, ele não poderia desistir, não assim... "Deus do céu, que dor!!"

Ryuji guinou para cima, tentando se levantar, mas só ficou de pé por alguns segundos, caindo novamente no gelo, e dessa vez deitado. Conseguiu deixar os olhos abertos. Lembrou-se da sua primeira missão como cavaleiro...

* * *

A noite estava agradável na Argentina. Ryuji, Hyoga e Isla estavam no Hotel Barriloche, uma cidade que ficava na região da Patagônia. Verdade seja dita, era um pouco frio, mas era um frio bom, se comparado com o frio das Geleiras Eternas da Sibéria. Os três compartilhavam um só quarto, o que era um pouco constrangedor para ele e Isla. Afinal, os dois tinham cerca de 18 anos, mas eram companheiros de treino. Ainda sim, quando Isla se viu forçada a tirar a máscara, e Ryuji viu a bela mulher que se escondia atrás da cortina dura e implacável de amazona, o clima entre os dois mudou. Os cabelos verdes e lisos estavam na altura do ombro nessa época. Os olhos eram também verdes, com uma boca pequena e suave. Os dois trocaram olhares, e Ryuji corou. Virou o rosto, envergonhado. Se Hyoga percebeu algo, não deixou transparecer.

– Vou tomar banho agora. Tomem cuidado, vocês dois. A qualquer sinal de ataque, me avisem imediatamente. Essa nossa missão é de suma importância, pois temos algumas crianças reféns, e não só crianças, mas também um cavaleiro, se as informações que nos foram dadas forem corretas.

– Sim mestre, cuidaremos de tudo. – Disse-lhe Ryuji.

Novamente aquilo... "Estavam a sós". Ryuji virou-se e ligou a televisão, encostando-se confortavelmente no lado do pequeno sofá de couro. Passava algo sobre culinária argentina... Ryuji não ligava para isso, mas Isla sim. Antes que o mesmo pudesse trocar de canal, ela pulou no sofá, ansiosa. Encostou a cabeça no colo do cavaleiro de prata, observando ansiosa picanhas argentinas serem cortadas.

"Merda". Pensou Ryuji.

"Ela só pode estar de sacanagem comigo".

Isla vestia um short negro e curto, feito de tactel, além de uma camisa moletom cinza de mangas longas, que tinha escrita de rosa na frente: GIRLS ARE POWER. "Brega", pensou Ryuji. O jeito como ela se deitou, de lado, fazia com que Ryuji pudesse ver todas as curvas do corpo da amazona. "E que curvas". Ryuji estava perdendo o controle. Tinha que arranjar alguma desculpa.

– Estou com fome... Vou fazer um sanduíche. – Foi o melhor que conseguiu pensar. Se levantou, e foi até o cozinha, deixando-a no sofá. De lá, ouviu Isla gritar.

– Faz um pra mim também!!

– Tá certo! – Gritou de volta Ryuji.

Ele começou a fazer os sanduíches, lembrando-se do passado. Os dois haviam treinado muitos anos juntos, até que Jacó juntou-se aos treinamentos. Os três eram grandes amigos, e se viam como companheiros... Até aquele dia no aeroporto de Moscow, onde pela primeira vez, Ryuji viu Isla como uma mulher. "O que será que ela acha de mim?" Começou a divagar. "Não, eu devo estar louco... Ela é uma amazona, e eu um cavaleiro, nada pode surgir disso". Estavam prontos. O cavaleiro de prata pegou os dois sanduíches e foi até sala, entregando-os em um prato.

– Você não vai comer? – Perguntou ela. O que... Pensou Ryuji, até ver que os dois sanduíches estavam no mesmo prato. "Ela acha que os dois são pra ela? Que espírito de gorda... Aposto que se não fosse pelo puxado treinamento de amazona, seria uma baleia".

– Um é seu, e o outro é o meu, sua gorda. – Brincou Ryuji.

– Eu não sou gorda!! – Ela deixou o prato de lado, e saltou sobre Ryuji. Os dois rolaram no chão, enquanto riam. Pareciam duas crianças novamente, assim como tinha sido nos primeiros anos de treinamento na Sibéria. Os dois chegaram novos, com cerca de 10 anos. Brincadeiras como essa tinham sido frequentes antes, mas não agora. Quando voltou para a realidade, teve um susto. "Seus olhos se encontraram". Estavam a alguns centímetros de se beijarem. Os dois estavam paralisados. Ryuji sentiu o rosto ficar quente, mas não só isso. Viu ela enrubescer, e sentiu o calor da face da amazona de Grou. Viu sua boca, que clamava por um beijo. Olhou em seus olhos cor de esmeralda, buscando uma resposta. Seus olhos olhavam a boca dele, e logo após os olhos se encontraram novamente. Ela molhou sua boca com a língua, e Ryuji pensou como um sinal para avançar. Ia beijá-la, quando Hyoga saiu do banho. Os dois se agitaram, e de repente, estavam de volta ao sofá, comendo os sanduíches como se nada tivesse acontecido. "Por Atena... Dormir naquela noite fora difícil... Sim, como fora".

* * *

Acordou de volta na batalha. Lucas e Geki ainda estavam lutando com Luna. A satélite percebeu Ryuji acordando. A mesma atingiu os dois cavaleiros de prata com um gancho em cada um, e os dois caíram no solo, desacordados. Ryuji tirou a flecha prateada do ombro, que ainda latejava de dor. Elevou o cosmo debilmente e atacou com o punho esquerdo.

– Pó de Diamante!

A raja de gelo saiu fraca e lenta, de modo que a satélite desviou ainda em movimento, e atacou-o com um soco no estomago, fazendo-o voar pelo alto, até bater na ponte de pedra, e cair no gelo. Conseguiu se levantar de novo.

– Ora ora. Impressionante, cavaleiro de prata. Estou surpresa que você consiga ter acordado, e mesmo após isso, esteja conseguindo lutar.

– Como assim... – Balbuciou ele – O que você está falando?

– Pois bem... Já que você está à beira da morte mesmo, irei lhe falar. Nós, satélites, temos quatro tipos de flechas. As Flechas da Morte são negras, e são como flechas normais, só que mais resistentes. As Flechas dos Homens são de bronze, e além de mais velozes, fazem o inimigo sentir uma dor dilacerante. As Flechas dos Anjos, prateadas, não fazem apenas o inimigo sentir uma dor a ponto de deixa-lo desmaiado, como também o deixam em uma espécie de coma, mostrando-o seus momentos mais felizes. Assim, raros são os casos dos inimigos que voltam a lutar após receberem uma flecha prateada. Já as Flechas dos Deuses... Bem, dependendo do poder que a satélite coloque nas flechas douradas, elas podem fazer estragos em uma proporção completamente diferente das outras flechas.

– O que... Como assim?! Que tipo de estrago?

– Bem... A nossa líder satélite destruiu uma ilha com apenas uma flecha.

– Isso é impossível!! – Disse Ryuji, apesar de quase acreditar nisso.

– Huh, quer provar para ver? – Provocou Luna.

– Aaaaah!! – Gritou Ryuji, correndo. Desviou de duas flechas prateadas, e atacou com um soco no peitoral de Luna. Seu cosmo transbordava, inexplicavelmente. Ela se esquivou para o lado, e revidou com um chute alto, que foi defendido por Ryuji com o braço esquerdo. Atacou com outro soco no peitoral, Luna defendeu com a palma da mão, e puxou o cavaleiro de Taça para a direita pelo punho. A satélite atacou com o joelho, e Ryuji girou para se esquivar. Revidou com uma rasteira na perna de apoio de Luna, que saltou e desceu com um soco. Ryuji defendeu o golpe dela com a palma da mão, segurou o braço da mesma e a arremessou para frente. A satélite girou no ar, caindo de pé no solo. Os dois elevaram seus cosmos.

– Agulhas da Lótus de Gelo!!

– Flecha dos Anjos!!

As agulhas de gelo avançaram em direção satélite, assim como a flecha que veio em sua direção. "Eu a vejo!!" Ryuji se abaixou, deixando a flecha passar, e olhou para Luna. As agulhas geladas jaziam no solo, todas defendidas de alguma forma por ela. "Tsc!"

– Prisão de Gelo!! – Disse Ryuji, atacando o chão com o punho! O gelo começou a crescer em volta de Luna, que quando tentou se evadir, já estava presa em uma esfera na superfície do canal congelado. Ryuji elevou novamente o cosmo, e atacou.

– Lanças de Gelo da Lótus Branca!!

As enormes estacas geladas penetraram a prisão congelada por todos os ângulos, e por um segundo, o silêncio pairou sobre o ar. "Por um segundo". A prisão brilhou, e Luna saltou até o céu, com o arco em punho. Ela soltou três flechas em direção de Ryuji, que rolou para a direita. Quando Luna caiu no solo, ele elevou seu cosmo até onde podia, e atacou. Ela fez o mesmo.

– Aurora Congelada!! – Era uma técnica própria. O ar condensava-se em volta de Ryuji, e quando o mesmo lançava o punho para frente, o ar congelante ia potentemente em direção ao inimigo. De certa forma, era um Pó de Diamante mais potente e com maior superfície de contato.

– Flecha dos Homens!!

Os dois golpes correram por todo o canal congelado.

Ryuji viu Luna ser arremessada para trás, com parte da armadura congelada. Contudo, ele caiu de joelhos. Uma flecha prateada estava fincada em sua perna direita. E então, ele estava de volta a Argentina.

Notas finais
Espero que curtam o//