Os Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Zeus
1 Capítulo 1 - Destino: Santuário - Parte 1
Capítulo 1
Destino: Santuário – Parte 1
Acima do pequeno vilarejo a lua cheia brilhava. Sua luz iluminava as construções, enquanto que uma leve brisa balançava os cabelos de Sirah. A garota que devia ter por volta dos dez anos, estava a caminhar com seu irmão mais velho, Cadmo, e o caçula Perseu.
O trio passava por uma pequena ponte que os levaria para casa. Moravam muito próximo do lendário Santuário, o lar da grande deusa Atena.
Cadmo estava serio, não tinha saco algum para ficar andando por aí. Ainda mais para comprar coisas para seus pais. Já Perseu era o mais animado, isso porque a qualquer momento ele poderia dar de cara com um de seus “heróis”. A forma como ele se referia aos cavaleiros que defendiam a deusa.
– Já está ficando muito tarde – disse Cadmo. – Melhor nos apressarmos para casa.
– Fique tranquilo, Cadmo – respondeu Sirah de maneira doce e gentil. – Tão perto do Santuário, nada de ruim deve nos acontecer.
– É isso ai – interrompeu Perseu com a sua tradicional voz exaltada. – E você, Cadmo deveria ser menos ranzinza. – O caçula trajava uma camisa vermelha bem surrada. Seus cabelos castanhos combinavam com os olhos de mesma cor.
– E você deveria respeitar seu irmão mais velho, nanico – provocou Cadmo, quando o vento veio de encontro as suas madeixas. A cabeleira negra descia ao ombro ao mesmo tempo em que em cima era meio arrepiado.
Os dois se entreolharam e uma briga teria inicio. Sirah pediu para que se acalmassem, mas não deu certo. Os irmãos viviam brigando por quaisquer motivos, era de praxe um soco aqui e um chute ali.
No entanto, a garota já estava de saco cheio disso tudo. Cadmo segurou os longos cabelos escuros da irmã e a puxou para longe, fazendo ela se afastar.
– Pelo visto, você está afim de apanhar! – Rosnou Perseu. Cadmo sorriu.
– Você nem ao menos sabe o que é o Cosmo e fala como se fosse o mais forte do mundo.
– Cosmo? – Perguntou o caçula, fazendo cara de não ter entendido.
– Sim, ele é a energia que... – A explicação do primogênito foi interrompida por um grande baque. Um estrondo que o assustou, assim como Perseu e Sirah. Ele vinha da casa onde moravam.
Cadmo partiu em disparada, seguido logo atrás por Perseu e a irmã ainda mais atrás.
“Não... Não...” Pensou Cadmo. “Isso não veio da minha casa. Não veio de lá.”
Os irmãos passaram pela ponte, atravessaram algumas ruas e viram a casa. Ela estava em ruinas, com fogo pelo escombro e um cheiro de enxofre insuportável.
– Mas o que aconteceu aqui? – Indagou Perseu. Cadmo correu para ver onde estavam seus pais. Ele não acreditava que eles estariam mortos. Perseu estava em choque, no entanto vendo a ação do irmão decidiu fazer o mesmo. Ambos foram tirando tudo o que viam pela frente.
Sirah assustada e chorando, não soube o que fazer.
– Vamos! Ajude-nos também! – Disse Cadmo agressivamente. A garota fez o que ele mandou, saindo de uma espécie de transe. Os vizinhos apenas olhavam, sem a menor ideia do que havia acontecido.
– Malditos, vocês nem vem nos ajudar! – Disse Perseu aos moradores do vilarejo. Tirando um tijolo e jogando para longe, Cadmo viu um rosto velho e enrugado.
– Pai!
Sirah assustou-se.
– Pai! Acorde, pai! – Insistiu Cadmo.
– Ele está morto... – Os irmãos se assustaram sem saber quem disse tais palavras. Uma energia maligna tomou conta do lugar trazendo calafrios aos três. Sirah simplesmente congelou, Perseu ficou assustado e Cadmo sentiu raiva.
– Quem é você?! – Perguntou o primogênito, trincando os dentes. À sua frente, um grande monstro se encontrava. Com o corpo como o de uma ameba, todo gelatinoso e roxo. Tinha duas patas frontais como de focas.
– Eu argh ma argh tarei argh vocês argh tam argh bem – disse o monstro. A boca parecia se engasgar na própria gosma que seu corpo produzia.
Cadmo, furioso rosnou como um animal selvagem fechando uma das mãos indo ao ataque. Seu corpo ganhou uma áurea avermelhada, emanando energia. O golpe acertou a barriga da criatura, mas não teve efeito algum.
– Cadmo! – Gritou Perseu, mas já era tarde. O monstro abriu sua boca para devora-lo. Ele morreria como seu pai. Sirah apenas observava, com extremo medo daquilo.
Assim que seu corpo estava muito próximo da garganta da criatura, Cadmo sentiu algo. Era uma energia diferente e poderosa, ele tinha certeza do que aconteceria.
Um grande feixe de luz dourada surgiu, cortando horizontalmente tudo o que estava a seu alcance. Era como uma poderosa espada.
Era a sagrada Excalibur.
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