Os Cavaleiros do Zodíaco - A Saga de Eros

2 A Paixão de Jaga! A Luta de um Caçador Enamorado!


Notas iniciais
Phaeton, o cavaleiro de cisne tem seu nome tirado da Mitologia Grega. Foi o filho de Apollo ou Hélio, tem relação direta com a constelação de cisne. Na mitologia, quando Phaeton acaba morto, seu amigo Cycnus mergulha pelo rio Eridanus à procura de Phaeton e morre também. Porém, Apollo se compadece do rapaz e coloca sua alma na constelação de cisne; O cavaleiro Mon de Unicórnio tem seu nome retirado de Monoceros que é o nome real da constelação de Unicórnio. Todas as estrelas dessa constelação possuem esse nome; Columba é a constelação de Pomba, seu nome é uma homenagem à pomba na arca de Noé.

Jaga saltava os morros que ficavam entre o santuário e a vila mais próxima, ele ia até mais adiante da vila enquanto mantinha seu pensamento em sua amada Aimi. Agora que já não havia mais nenhuma missão nova, nenhuma batalha, ele podia finalmente concentrar sua mente na garota que ele conhecera e se enamorara há alguns anos atrás quando estava passando pelo riacho próximo à casa de Aimi ao voltar de uma pequena missão e se deparara com alguns baderneiros a atacando. — Deixem a moça em paz! — ele bem lembrava como se fora ontem. Os dois homens não quiseram obedece-lo e ele os derrotou facilmente. Assim que bateu os olhos nela, seu coração se enchera de alegria. Era com essa mesma alegria que ele ia visita-la sempre que uma missão, uma batalha acabava.

Aimi colhia flores próxima ao riacho. Sua casa era uma casa simples, de madeira cercada por um canteiro de pedras. Ela cheirava as flores esperando ansiosamente pela chegada de Jaga. Ela percebe um vento passando por ela, como se alguém se aproximasse.

— Jaga, você finalmente... — ela dizia ao se virar. No entanto, não era Jaga que estava ali e sim uma mulher cujo corpo estava coberto por um manto branco e seu rosto escondido por uma máscara metade branca e metade cor de rosa. — Você não é Jaga. — ela se afasta um pouco.

— Você está certa. — dizia aquela que parecia uma Amazona — Eu sou Bianca de Columba.

— Bianca de Columba? — ela indaga — Essa máscara... Esses trajes... Você é uma Amazona de Athena? O que aconteceu com Jaga?!

Aimi parecia aflita. Ela toca o braço da Amazona que apenas vira sua cabeça olhando para os braços da garota por detrás da máscara. O vento passa pelas duas jogando os cabelos castanhos de ambas para os lados.

— Não há nada de errado com o Cavaleiro de Prata. — dizia Bianca acalmando Aimi. — Eu não vim aqui por ele.

— Não? — uma mistura de confusão e um certo medo lhe afligiam. Bianca percebe o pequeno recuo de Aimi e a segura pelo braço. — O que está fazendo?! Me solta!!!

— Eu vim aqui por você! Em nome do meu amado Eros!!

Jaga estava cada vez mais próximo da casa de Aimi. Ele começava a sentir uma presença estranha.

— Essa sensação... — ele pensava em voz alta. Um cosmo, ele reconhecia. — Está vindo da casa de Aimi!

Ele aumenta ainda mais sua velocidade agora preocupado.

[Santuário de Atena Coliseu]

Ian e Kraisto escapavam dos ataques do Cavaleiro de Unicórnio. O chão do Coliseu ganhava buracos.

— Escudo Mortal!!! — dizia Ian projetando seu pé sobre Mon e girando sobre si mesmo, como um tornado. Em seguida, ele desfere uma voadora giratória, assimilando o movimento de uma britadeira.

— Trovão do Cruzeiro do Sul!!! — diz Kraisto em seguida posicionando seus braços em forma de cruz. Ele dispara então uma forte energia que se choca com braços de Mon.

O cavaleiro de bronze é arrastado para trás em posição de defesa e tem a proteção dos braços destruída pelo ataque dos dois cavaleiros de prata.

— Realmente, Eros aumentou seus poderes. — diz Kraisto — Com os nossos dois golpes você já deveria estar no chão, completamente imobilizado.

— Mon, abra os seus olhos! — dizia Ian — Volte para o lado de Athena!

— Tolos! — dizia Mon — Vocês quem tem que abrir seus olhos!!!! Athena já era não entendem?

— Como é? — Indagavam os dois de prata.

— Prestem a atenção. O antigo cavaleiro de Unicórnio, meu avô, porque acham que sua armadura voltou ao Santuário? Uma armadura só faz isso quando seu usuário se mostra indigno ou está morto. Se nesses anos todos, a armadura de Unicórnio voltou e eu a consegui...

— Isso quer dizer que o antigo Cavaleiro de Unicórnio está morto. — dizia Ian com lamento.

— Mas as armaduras de Athena e do Pégasu não voltaram. — complementava Kraisto. — Então eles ainda estão vivos em algum lugar.

— O que quer dizer que eles nos abandonaram! — diz Mon. — Athena não tem amor de verdade por seus cavaleiros e é por isso que agora eu luto em nome de Eros! — lágrimas escorriam dos olhos de Mon. A expressão de decepção em seus olhos. — Por isso, por meu novo deus, eu faço qualquer coisa! Inclusive derrotar os cavaleiros de Athena!

— Mon... — dizia Ian lamentando.

— Chifres do Unicórnio!!! — dizia Mon queimando o cosmo e o elevando aos céus. Sua constelação protetora surge atrás dele novamente e então ele começa a desferir uma sequencia de socos que começam a simular vários chifres de Unicórnio contra Ian e Kraisto.

Ian finca o escudo a sua frente colocando Kraisto atrás de si. Uma proteção criada com seu cosmo envolve os dois que se protegem do golpe. Mon queima ainda mais o seu cosmo tentando romper aquela barreira. Mas a colisão das técnicas só parecia conseguir rachar a armadura. Em seguida ele faz com que os chifres projetados se fundam e ele joga o seu corpo girando e formando uma espiral. O enorme chifre começa a rodar como uma broca, fazendo com que o campo de proteção começasse a se desestabilizar.

— Monoceros Espiral!!! — dizia Mon aumentando ainda mais a velocidade e conseguindo finalmente romper a barreira e atravessando os dois cavaleiros de prata que são atingidos pelos ataques.

Kraisto respirava ofegante com o susto que o ataque de Mon dera nele. Sua armadura havia ganho uma leve rachadura. Aquilo realmente o surpreendera. Ian não podia acreditar que sua defesa havia sido quebrada, poucos haviam conseguido aquilo durante todo o seu tempo como cavaleiro.

— Traidor desgraçado... — diz Kraisto olhando para Mon que permanecia parado de costas pros cavaleiros e na posição do seu último ataque. — Lhe darei o descanso que tanto merece!

Kraisto estava para usar sua técnica quando Ian segura seu braço. O cavaleiro de escudo não diz nada, apenas ergue a cabeça e é então que Kraisto percebe que a batalha já havia terminado. Ambos enxergam a constelação de Unicórnio acima do cavaleiro, como se o observasse. Eles quase podiam ver a constelação chorar logo que o cavaleiro se desarma e cai de cara contra o chão.

— Agora nós finalmente vamos poder ficar juntos... Vovô. — pensava Mon soltando seu último suspiro de vida.

De volta a Aimi, a garota gritava escandalosamente pedindo para que Bianca a soltasse, mas a Amazona de Bronze não parecia ter essa intenção.

— Vamos, fique quieta e me obedeça! — dizia Bianca enquanto Aimi se debatia tentando se soltar. — Não seja tola, garota!

Aimi tanto faz que consegue se soltar porém acaba caindo no chão e machucando seu joelho.

— Viu o que conseguiu? — indaga a Amazona. — Deixe de tolice e venha comigo! Eros a está esperando!

Bianca estava próxima de pegar Aimi novamente quando sente um cosmo poderoso, quase como o de um cavaleiro de ouro. Ele se vira e se depara com a imagem da constelação de Órion.

— Não ouse encostar um dedo sequer nela! — dizia Jaga indignado e já trajado com sua armadura.

— Jaga, eu esperava te encontrar aqui mesmo. — a Amazona parecia contente em vê-lo. — Poderei ter a honra de derrotar um dos maiores Cavaleiros do Santuário.

— Não estou aqui para ouvir suas bobagens. — dizia o herói da Constelação de Órion. — O que pretende atormentando Aimi?

— Eros me enviou aqui.

— Eros? O que o deus do amor quer com Aimi?

— Isso não é da minha conta e muito menos da sua. — dizia a Amazona. — Se tentar me impedir de leva-la, eu não terei misericórdia.

— Você sabe muito bem o que Eros quer e vai me dizer!

Sem perder mais tempo, o cavaleiro de prata parte para cima de Bianca que apenas se afasta dele. Os dois começam a travar uma luta ali. Aimi tenta se afastar dali em segurança enquanto Bianca se afastava e queimava seu cosmo. A imagem de uma pomba surge atrás da amazona.

Um vento forte e gélido começa a rondar o local. Pequenas lascas de gelo pareciam se formar nos braços de Jaga. Ele olha aquilo mas não demonstra surpresa ou qualquer outra coisa. De repente, Bianca começa a girar seu braço em círculos. O vento que ela emitia começa a se intensificar, mas Jaga se mantinha de pé. De repente o vento que antes estava normal dá lugar a uma nevasca.

— Círculo de Gelo. — diz a amazona com voz serena.

A nevasca começa a se mover em círculos empurrando Jaga cada vez mais. Em seguida ela queima ainda mais o seu cosmo e então transforma a nevasca numa poderosa tempestade. Uma tempestade tão forte que era capaz de bloquear qualquer visão. A amazona então se aproveita e se vira para Aimi novamente.

— Muito bem, você vem comigo agora. — ela diz puxando Aimi pelo braço.

— Não! Me solta! Me solta!!!! — Aimi gritava enquanto se debatia novamente.

— Eu já disse para você não tocar nela! — a voz de Jaga era ouvida através da tempestade.

— O quê?! — diz Bianca surpresa virando-se.

Um brilho muito forte surge de dentro daquela tempestade. Ela vai se desfazendo aos poucos e então Jaga volta a ser visto, dessa vez envolvido por fogo. Ele faz o fogo se expandir a ponto de acabar com a técnica de Bianca por completo.

— Você chama isso de tempestade? — indaga ele. — Isso não chega nem perto de uma brisa... Não chega nem perto do meu relâmpago.

— Como é? — diz ela sentindo um frio em sua espinha.

— Sinta o que é um poder de verdade!!! Relâmpago Milenar!!!

O cavaleiro de prata concentra eletricidade em seus braços criando um poderoso relâmpago em tom lilás e lança contra a amazona causando uma trilha de destroços no caminho. Bianca tenta se defender, mas acaba sendo atingida e lançada pra trás com o ataque. Jaga se aproxima lentamente dela.

— Já está pronta para falar? — ele perguntava enquanto ia em sua direção.

Bianca tenta recuar, mas ainda assim se desequilibra, ela parecia um tanto tonta com o ataque simples do cavaleiro de prata. Jaga ergue seu braço novamente e então Bianca começa a falar.

— Eros quer essa jovem para dá-la em sacrifício a sua mãe. — Bianca responde rapidamente.

— A mãe dele? — o protegido de Orion para surpreso. — Porque ele iria querer sacrificar Aimi em nome de sua mãe?

Aproveitando a distração, Bianca acerta Jaga com um chute aproveitando pra se levantar. No ar, ela queima o cosmo mais uma vez.

— Círculo de Gelo. — diz a amazona dessa vez com uma voz mais imponente e alta.

Bianca começa a girar no ar sendo envolvida por um vento forte e gélido se lançando contra Jaga. No entanto, Jaga escapa facilmente do ataque dela e corre em sua direção saltando também. Em seguida, ele gira seu corpo em alta velocidade e em direção da amazona como um poderoso meteoro.

— Choque Megatônico de Meteoros!!! — gritava ele enquanto desferia o ataque e a atingia com um chute impulsionado pela sua grande força e agilidade.

Bianca é atingida com tudo pela técnica do cavaleiro e é lançada para longe. Ela cai nos braços de um misterioso homem de armadura azul e branca, cabelos rubros e olhos verdes. Jaga encara o homem, ele conseguia sentir uma presença poderosa nele, algo que o fazia tremer. O homem não dizia nada, apenas olhava aquele cenário. Bianca em seus braços, Aimi caída no chão, confusa e assustada.

[Santuário de Atena Grécia]

— Soco Aéreo!!! — anunciava Altair enquanto desferia seu golpe.

Phaeton é atingido com tudo pelo soco do cavaleiro de Águia e é jogado para longe. O cavaleiro de bronze já respirava ofegante, mesmo com seus poderes aumentados por Eros, enfrentar um cavaleiro de prata não estava sendo fácil.

— Desista, Cisne. — dizia Altair — Você já deve ter percebido que a diferença de nossos poderes ainda é alta.

— Mesmo que eu morra aqui, eu lutarei por Eros! — diz o Cisne concentrando seu cosmo. Cristais de gelo começam a surgir em volta dele. Em seguida ele junta as duas mãos. Os cristais vão se transformando em energia.

Naquele mesmo instante, aparece Sadal no campo de batalha.

— Pare com isso agora mesmo, Phaeton. — dizia o cavaleiro de Aquário.

— Sr.Sadal. — dizia Altair fazendo reverencia.

— M-Mestre. — Phaeton parecia receoso.

— Phaeton, o que foi que ensinei a você e Bianca?

— A ser firme e forte como um iceberg. — respondia Phaeton. — Um verdadeiro cavaleiro é assim.

— Então porque ataca um companheiro? — indagava Sadal.

— Mestre, eu...

— Você não fez isso por achar que Athena o abandonou, não foi mesmo? — continuava o cavaleiro de ouro sem deixa-lo responder. — Não, você fez isso por inveja, não foi? Por medo.

— Medo? Mestre, eu não...

— Cale a boca. — Sadal se mostrava frio. — É uma vergonha para mim ter um discípulo como você e Bianca, traidores do Santuário. Fracos em suas convicções.

— Fraco? — indagava Cisne — Não, eu não sou fraco. — ele insistia. — Não mais! E eu vou lhe mostrar, mestre, mostrarei agora mesmo.

Ele queima o seu cosmo. Junta suas mãos projetando para o alto. O chão começa a congelar. O corpo de Altair também, ele nunca sentira um frio como aquele. Sadal eleva o seu cosmo dourado, fechando seus olhos. Ele parecia não se sentir afetado por aquilo.

— Dance Cisne! — dizia Phaeton — Leve o frio do Zero Absoluto sobre as suas asas! Execução Aurora!!!

Phaeton dispara uma poderosa rajada de ar frio contra Sadal que, sem abrir os olhos, ergue sua mão direita e segura facilmente o golpe.

— Como ousa chamar esse mísero ataque de Execução Aurora? — dizia Sadal. — Você não está pondo todo seu potencial no golpe. Isso nunca será uma Execução Aurora.

— Como é?! — diz Phaeton se irritando. — Você verá então!!!

O cavaleiro de Bronze usa todo o seu sentimento no golpe. Ele então aumenta a potencia do ataque, intensificando ainda mais o ar frio.

— Ótimo. — diz Sadal. — Continue assim, Phaeton. Me mostre toda a sua convicção! Vamos!

— Ahhhhhhhhhh! — gritava Cisne aumentando ainda mais seu poder.

O cosmo do cavaleiro de bronze aumentava incrivelmente. Altair observava àquilo tudo impressionado, ele jamais vira um cavaleiro de bronze com um cosmo tão poderoso antes. Sadal ainda se mantinha de pé, segurando o ataque do pupilo quando finalmente o lança de volta contra Phaeton que é arremessado longe. O cavaleiro de ouro então se aproxima do seu aluno e abre os olhos o encarando. Phaeton parecia sorrir.

— Obrigado, mestre... — ele dizia cansado — Obrigado por me trazer de volta.

Sadal não diz mais nada, ele apenas sorri. Altair se jogava ao chão, respirando aliviado.

Continua...

Notas finais
Obrigado por lerem até aqui! Por favor, não esqueçam de comentar!