Os Cavaleiros do Zodíaco - A Saga da Safira

11 Capítulo 11 – A invasão na sala do Grande Mestre


Notas iniciais
- Caeli é o genitivo para formar as estrelas da constelação de Escultor, ou Cinzel; - Zefiro é o vento oeste, um dos ventos maiores, filho de Eolos. - O Golpe Coroa de Flores de Zefiro é uma homenagem ao Encerramento de Lost Canvas

Jacinto, a brisa oeste do ciúmes ataca Acubens de Câncer que estava desprevenida. Isso faz com que Shee eleve seu cosmo de uma forma impressionante e inicie uma nova batalha. Enquanto isso, o atual Aldebaran, Atla de Touro, adentra a casa de Gêmeos que foi invadida pelos soldados Safiras. Atla dá de cara com Castor de Gêmeos. Após a luta na casa de Câncer, Shee parte para o salão do Grande Mestre com sua mestra.

Os soldados Safiras adentram finalmente o salão do Grande Mestre. O salão era enorme e repleto de pilastras. No chão havia um tapete vermelho com bordados dourados em volta que iam da entrada até o fundo onde encontravam-se pequenos degraus que levavam ao trono onde o Grande Mestre costumava sentar-se. Os soldados olham para o trono e veem duas pessoas ali, uma trajando armadura de ouro e outra sem, ambos com cabelos lilases.

– Hm? Um cavaleiro de ouro? — dizia um dos soldados – Qual de vocês é aquele a quem chamam de Mestre do Santuário?

– O Grande Mestre não está aqui. — diz o de armadura dourada – Apenas eu, Atla de Touro...

– ... E eu, Castor de Gêmeos! — completava o outro sem armadura.

– Como é?! Então ambos são cavaleiros de ouro?!

– Exatamente! — respondia Atla – Nós estamos aqui para impedi-los de chegar ao Grande Mestre!

– Malditos! — dizia um dos Safiras – Como descobriram o que planejávamos?!

– Ora... — dizia Castor – Graças ao Aldebaran aqui! — ele aponta para Atla.

– Já disse para não me chamar assim...

– Se pensa que só porque é um cavaleiro de ouro eu deixarei que invada minha casa está muito enganado! — dizia Castor.

– Você não entende! — dizia Atla desesperado – Eu preciso chegar ao salão do Grande Mestre. Não há tempo para começarmos uma Guerra de Mil dias.

– Quando me tornei um cavaleiro, eu jurei proteger essa casa contra tudo e contra todos em nome do Mestre e de Atena.

– É justamente em nome do Mestre que preciso chegar até seu salão o quanto antes. Castor, eu sei o que eles querem aqui. O Mestre corre perigo.

– Como é? — dizia Castor preocupado – O que eles pretendem, me diga Aldebaran!

– Eu vou lhe contar, mas eu não sou digno desse título, talvez eu nunca seja.

[Flashback]

– Eu havia acabado de derrotar um Safira na casa de Touro...

– Então esse... "Argh"... É... "Argh"... O poder de um cavaleiro de ouro...

A imagem do inimigo é mostrada de longe, notava-se que contornando ele, estava a imagem do rosto de um touro. Atla se aproxima de Higino, o tigre do vento leste.

– Antes que eu te mate de uma vez, você vai me contar tudo sobre o plano de vocês. — diz ele puxando o Safira pelo pescoço.

– N-Nós precisamos do Grande Mestre... “Argh”... P-Para reviver nosso deus, E-Eolos...

– E o que mais?! Vamos! Diga! — insistia Atla – Como vão fazer isso?!

– E-Eu não sei! A-Acredite, por favor! Sou apenas um mero soldado.

– Pois é... Apenas um soldado... — Dizia Atla se virando e indo em direção à saída da casa de Touro. O soldado murmura algo e então Atla estala os dedos fazendo uma cosmo-energia atingir o Safira que se desintegra — ... Em uma guerra tola como tantos outros.

[Flashback]

– Então é do Grande Mestre que eles estão atrás... — dizia Castor.

– Exatamente. — confirma Atla – Por isso que preciso urgentemente ir ao salão dele. O Mestre corre perigo, esses tais safiras, eles são perigosos demais!

– Sim, eu sei. — concorda Castor – Eles foram capazes de quebrar a barreira do Mestre Suplente e invadir as Casas Zodiacais.

– Sim, e pelo visto são muitos, pois várias casas foram invadidas na tentativa de chegar ao Salão Papal.

– Vem, vamos lá Touro. — dizia Castor que olha para o outro cavaleiro – Hm? O que foi?

– Você não precisa da sua armadura? Aliás, eu senti um cosmo poderoso agora a pouco saindo dessa casa, achei que fosse você lutando.

– Acredite, eu não preciso vestir a armadura para proteger a casa de Gêmeos e nem para derrotar esses soldados. — comenta Castor de forma um tanto que arrogante – Vamos logo!

– Certo!

[Salão do Grande Mestre, agora...]

– Muito bem... — diz um dos soldados Safiras – Mesmo que tenham descoberto nosso objetivo, não deixaremos que nos impeçam!!! — Os soldados partem pra cima dos dois cavaleiros de ouro.

– Grande Chifre! – Atla concentra seu cosmo em seus punhos e dispara uma onda de choque com sua cosmo-energia.

Alguns dos soldados são jogados pra trás enquanto que outros conseguem se defender e continuam avançando. Nessa hora Castor concentra seu cosmo também.

– Arco Geminga!– Castor queima seu cosmo criando um arco dourado de energia. Ele lança contra os soldados que ficam presos nas pilastras.

– Ma-Maldito! O que é isso?! — pergunta um dos soldados.

– Uma das minhas técnicas... — responde Castor – O Arco Geminga. Vocês agora estão presos nessas pilastras e morrerão em alguns segundos.

– Vo-Vocês Cavaleiros de Athena são realmente impressionantes! — dizia outro soldado Safira.

A pele dos soldados começam a se desfazer e então eles explodem. Atla desfaz a posição de defesa e respira aliviado.

– Ufa! Agora tudo que precisamos fazer é procurar o Grande Mestre.

Nesse mesmo instante, um raio de energia atinge o cavaleiro de touro que cai nos braços de Castor.

– Aldebaran! — dizia Castor assustado – Você está bem?! Quem está aí?! — pergunta ele incapaz de sentir a presença.

– Hahahahaha Esses são os cavaleiros de Ouro?– dizia uma voz que ecoava pelo salão – Não foram nem capazes de notar minha presença.

– Desgraçado... Quem é você?!

– Sou um dos filhos do deus dos Ventos, Eolos. Vim me assegurar de que os planos seguirão adiante!

– Oh, é mesmo? — Castor deita Atla e o encosta no trono – Fique aqui e deixe que eu cuido disso – Diz ele se levantando e olhando em volta – Porque você não mostra sua cara aqui e me enfrenta?

Castor fecha os olhos e se concentra tentando detectar o inimigo. De repente, ele visualiza uma luz.

– Ali!!! — diz ele lançando sua cosmo-energia com o punho direito.

Como que mágica, o inimigo aparece segurando o golpe do cavaleiro e dissipando a energia dourada. Ele possuía cabelos ruivos e grandes, além de uma barba também ruiva. Ele trajava uma armadura divina de cor verde feita de Safira que brilhava bastante.

– Devo confessar, vocês cavaleiros de ouro são realmente valentes. — dizia ele – Mas você sozinho não será capaz de impedir Zéfiro, o vento oeste!

– Como é?! — diz Castor surpreso – O Vento oeste?

Não tão distante dali, Shee corria em direção ao salão do Grande Mestre com sua mestra Acubens.

– Mestra, a senhora está quieta desde que saímos da casa de Câncer.

Acubens olha sem parar de correr para o rapaz, sem falar nada. De repente ela sente um enorme poder e para.

– Shee...

– Hm?

– Eu quero que me deixe ir ao salão do Grande Mestre sozinha.

– Como é?! Porquê? — dizia Shee estranhando – A senhora mudou de ideia sobre mim, é isso?

– Não.. — dizia ela – Não é nada disso. É que... Pode ser perigoso pra você.

– Perigoso? Mas... Não é isso que um Cavaleiro de Atena faz?! — dizia o rapaz com lágrimas nos olhos – E quanto àquele papo de me aceitar como um cavaleiro de Bronze, hein?

– Você está entendendo tudo errado, garoto! — Acubens se vira e olha para o pupilo, ela se aproxima do rapaz e toca seu ombro – Eu estou lhe enviando para uma missão importante, como cavaleiro!

– Uma... Missão? — diz ele limpando as lágrimas dos olhos – Mas, justo agora, com o ataque?

– Exatamente. Shee, a armadura faz parte de um cavaleiro. A sua está praticamente morta. Eu quero que você vá a Jamiel.

– Jamiel? — dizia Shee – Mas tão longe assim, mestra?

– Sim. Isso não lhe tomará muito tempo agora que é um Cavaleiro, você deverá ser capaz de correr a uma velocidade máxima de Mach 1.

– Mach 1? — pergunta Shee.

– Isso mesmo. Os Cavaleiros de Athena podem alcançar níveis de velocidade incomuns para humanos normais. Isso se deve graças à liberação do cosmo. — enquanto a amazona explicava, Shee visualizava a imagem de armaduras de cada patente – Os cavaleiros de bronze, como disse, atingem uma velocidade máxima de Mach 1, os de Prata, velocidade máxima de Mach 2, às vezes podendo se aproximar de Mach 3. Os cavaleiros de Ouro, por possuírem o 7º sentido despertado, podem alcançar a velocidade da luz.

– A velocidade da luz?

– Isso mesmo. Shee, em Jamiel há o Palácio da Restauração, lá você deve procurar por um homem chamado Caeli. Ele deve restaurar sua armadura sem dificuldades.

– Mas, mestra... — diz Shee preocupado.

– Vai ficar tudo bem – Acubens retira sua máscara e o encara – Faça isso por mim, Shee.

– Mestra... Certo! Não vou lhe decepcionar.

Shee então desvia seu caminho e parte rumo a Jamiel. Enquanto isso, no salão do Grande Mestre, Castor enfrentava Zefiro.

– Arco Geminga!– gritava o cavaleiro desferindo seu golpe contra Zéfiros. No entanto, o vento oeste segura o arco de energia e o quebra com duas mãos.

– Idiota, acha mesmo que um golpe desses funcionará contra um semi-deus? Eu não gostaria de lutar mas vejo que é inevitável não é? Pois bem... Coroa de Flores!

Diversas pétalas surgem de trás de Zéfiros e começam a voar em círculos na direção de Castor. O cavaleiro de gêmeos explode seu cosmo contra o ataque.

– Um golpe desses não funcionará comigo! — diz Castor correndo na direção de Zefiro que parecia não se preocupar.

– Pare. — diz o semi-deus e Castor de repente sente seu corpo parar.

– O-O que é isso?!

– Vocês Cavaleiros de Atena são tão cheios de si que abaixam a guarda muito facilmente. — explica Zefiro.

– Como é?!

– Observe bem o seu punho.

Castor olha para o punho e vê uma pequena coroa feita de pétalas.

– I-Isso é impossível! Quando foi que...

– Eu só precisava que algumas pétalas lhe alcançassem. Quando você explodiu seu cosmo, eu pude conjurar mais pétalas e me aproveitei de sua distração. Seu pior inimigo cavaleiro, é essa sua prepotência!

– D-Desgraçado!

– Agora, me desculpe por isso, mas... Castor de gêmeos, eu quero que você se enforque até perder os sentidos.

As mãos de Castor se movem sem que ele queira e então começam a enforcá-lo. O cavaleiro olha para Atla como se pedisse desculpas. Atla sem poder se mexer o olha desesperado.

– Ca-Castor... — diz ele com dificuldades.

Continua...

Notas finais
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