Notas iniciais
O deus Moros, dá seu 1º passo. Os deuses tomaram suas decisões e Saturno revela uma coisa. Enquanto isso, um novo inimigo aparece na proximidades do santuário mas é impedido por um guerreiro da nova aliança.

CAPÍTULO II – A NOVA ALIANÇA

Em algum lugar.

Em meio à escuridão, uma grande sombra está sentada em alguma coisa, talvez um trono, ou mesa, ou em uma escadaria. Logo abaixo desse grande espetro negro, tinham mais doze menores. Todos o reverenciando. Ali não existe distinção de quem é quem. Todos são iguais perante a grande sombra.

— Kuhahahahahahaha! Já podem destruir esse mísero planeta. – disse a sombra maior com um bom humor. — Gerem o caos e mostrem o terror ao povo; mostrem o terror ao mundo, mostrem o terror aos DEUSES. Kuhahahahahahahaha!

— Sim mestre Moros. – as sombras menores responderam ao mesmo tempo.

Logo todos saíram daquela escuridão, como se estivessem saindo de uma sala em meio ao nada. Mas antes que o último deles saísse, Moros o chamou.

— Alexandre, fique. – chamou calmamente pelo seu servo. — Quero que você faça uma coisa a parte.

***

Giudecca -Inferno

— Assim como Marte, Apsu, Hades e Loki, você tentou refazer um mundo ideal partindo do zero, mas para isso teria que matar a todos. E ainda usou, manipulou e humilhou uma outra deusa. Como você acha que poderíamos fazer uma aliança com você? – disse Athena em um tom de voz bastante calmo.

— Por incrível que pareça eu tenho que concordar com essa garota. Até eu tentei fazer coisas horríveis por puro egoísmo e infantilidade de Julian Solo. – disse Poseidon arrependido, que logo veio a bater com força seu tridente no chão e abaixando sua cabeça onde seus olhos não eram mais visíveis devido a uma sombra que os cobrira. Lágrimas saíram e pingaram no chão de Giudecca. O grande deus dos mares veio a chorar pelos seus terríveis feitos.

Athena foi até o deus dos mares tocando nas ombreiras de sua escama e lhe disse:

— Não fique decepcionado com o Julian. Ele não fez nada demais. Só estava no fervor de sua puberdade. – ela estava arrependida. – Tudo foi minha culpa por não enxergar que um de meus subordinados o manipulou. Pelo menos você e minha irmã estão fazendo suas filantropias.

— “Irmã...Poseidon.” – pensou Pallas chorando de emoção.

O grande Odin andou, silenciosamente, em direção a Saturno ultrapassando Pallas, Poseidon e Athena ficando à frente deles. Ele se virou, cruzou os braços e falou ironicamente:

— Interrompendo está discursão familiar eu me pronunciarei.

Todos olharam para Odin com uma expressão facial de pura tensão. Athena e Pallas suaram. Poseidon levantou seu rosto e olhou seriamente para o deus asgardiano. Saturno se levantou e, assim como todos, ficou esperando pela resposta de Odin.

— EU ACEITO FAZER TAL ALIANÇA! – exclamou confiante.

— M-mas como....? – Pallas estava surpresa.

— “O que ele está pensando para dizer uma coisa dessas? ” – pensou Athena abalada com a escolha de Odin.

— Explique-se! – Poseidon estava pouco emburrado.

— Eu precisei me juntar a Saturno antes mesmo de tudo isso, já que estávamos mantendo o submundo em equilíbrio. Como se diz o ditado “Se está na chuva é para se molhar. ” – explicou Ironicamente Odin.

— Mas isso é muito simples. Deve ter uma explicação a mais! – disse Pallas.

— Se Moros fez isso com Saturno, que é um deus muito superior a muitos outros, imaginem o que ele poderia fazer a nós, ou pior, aos humanos?! O desastre será muito grande e temos que aproveitar cada oportunidade para fazer com que esse deus caia. Ficar brigando pelo passado é inútil. O que passou, passou.

— Concordo plenamente com Odin. Eu também aceito fazer a aliança. – Poseidon aprovou os argumentos do asgardiano.

— Eu também aceito. Não quero que a humanidade sofra mais do que ela sofreu. Eu concordo em fazer parte dessa aliança! – exclamou Pallas. – e você irmã?

— Faço o que for para salvar os humanos, mesmo que dê minha vida. Eu aceito fazer a aliança. – disse Athena bastante decidida.

Saturno desceu a escadaria e se juntou a eles dizendo:

— Obrigado! Mas quero dar uma boa notícia. – Todos olharam para Saturno de uma maneira séria.

— E que notícia? – perguntou Pallas bem aflita.

— Durante minha batalha contra Moros, eu fiz com que o poder dele, o de manipular o destino, parasse no tempo, mas nesse intervalo de tempo ele mudou o destino de minhas habilidades, por isso não posso usar meus poderes temporais. Ele me tornou um falso deus. Eu ainda consegui feri-lo, o suficiente para ele não se levantar. Mas com “a sorte” que ele tem a seu favor, irá se recuperar em breve. Temos que aproveitar esse tempo para derrotarmos.

— Mas existe um “porém” nessa história. – disse Odin.

— E o que é esse, “porém”? – perguntou Poseidon desconfiado.

— Ele também tem seu exército. E ainda não sabemos o seu potencial.

— Interessante! – sorriu Poseidon.

— Athena, Pallas e Poseidon. Precisamos falar sobre isso com nossos subordinados. – sugeriu Odin. — por isso peço que se reúnam no santuário para que você explique a situação para o Grande Mestre. Enviarei Surtr e Sigmund par lá.

— Encaminharei o Sorento. Ele será uma grande sua ajuda. – proferiu Poseidon.

— O Titan está próximo do Santuário. – argumentou Pallas.

— “Titan...” – pensou Saturno.

— Eu acabei de mandar uma mensagem para Kiki ordenando que ele reunisse os cavaleiros de ouro. – disse Athena.

— Poseidon fique junto com Saturno, enquanto eu preciso ir a Asgard esclarecer as coisas para Heracles e Frodi. Esses irão proteger minha terra. – arquitetou Odin. — Athena você ficará em seus aposentos depois das 12 casas, enquanto Pallas ficará nas proximidades do Santuário. Todos estão de acordo?

— Sim! – concordou Pallas

— E ficar aqui cuidando de um doente? Pode até ser interessante. – Poseidon estava insatisfeito, mas foi uma forma de dizer “Estou de acordo! ”.

— Lembrem-se, ele roubou 4 de minhas espadas sagradas. Adquiram ela a qualquer custo.

E assim cada deus foi para seu devido local como planejado.

***

Proximidades do Santuário

—Senhor?! – uma voz de criança chamou pelo homem que estava coberto por um mando velho com um capuz cobrindo seu rosto. Ele estava descansando sentado no solo e, suas costas, apoiadas em uma rocha. — Senhoooooor?!

— “Senhorita Pallas?!” – pensou o homem. – “Não ela já não é mais criança.”

SENHOOOOOOOOOOR!— Gritou enfurecida a menina.

Ele abriu os olhos; estendeu sua mão tocando a cabeça da criança, e gentilmente, olhou para ela e disse:

— Desculpe por lhe irritar. – ele sorriu. – precisa de alguma coisa?

— Até que enfim acordou. Quero lhe dizer duas coisas. Meu avô viu você aqui desde cedo, então pediu para que eu trouxesse comida e bebida para você. – ela estava com o rosto vermelho por estar com vergonha.

— Agradeço muito a compaixão de vocês para comigo.

— “Vish, como ele fala difícil. ” – pensou a garota. – “Só bastava dizer obrigado. ”

Ele continuou com uma pergunta.

— Qual foi a segunda coisa que você iria me dizer garotinha?

O semblante da menina mudou. Um cosmo dourado a envolveu. Seus olhos ficaram vazios. A garota deu um passo para trás de disse:

— Titan, a senhorita Pallas ordenou que você fosse à sala do grande mestre. É um assunto de extrema urgência e importância. Estarei lhe esperando em minha casa, a de áries.

Titan ficou confuso e sem saber que estava acontecendo. Afinal ele estava ali esperando por sua deusa que havia desaparecido.

A garota voltou a si.

— Ah, de nada tio! Se precisar de alguma coisa vai lá na Vila Minerva, nossa casa é uma padaria lá no centro. Me desculpe, mas eu não me apresentei; Meu nome é Divah.

— Ta certo garotinha. Agora vá, seu avô deve estar preocupado.

— Tchaaaaaaaaaaaau!

Quando a garota desapareceu de sua vista, ele se levantou, abaixou seu capuz e seguiu em direção às doze casas.

***

Vila Minerva

A menina Divah estava cantarolando alegremente por ter ajudado alguém, que por sinal era um homem muito bonito e bondoso. Mas tal alegria não durou muito tempo. Sua vila estava em um silêncio profundo e com muitos corpos mortos e ensanguentados que estavam no chão.

A garota saiu correndo em direção à sua casa, mas quando entrou em seu recinto, a sombra de um homem segurava seu avô pela cabeça com uma mão só. Essa sombra estava de costas para ela, mas seu avô estava em frente à pequena Divah. Ele estava muito machucado.

O avô estava tossindo muito sangue e sangrando bastante, mas antes de morrer, ele olhou para sua neta e disse uma coisa:

— F-fuja Divah, agor......

Antes que terminasse, a mão da sombra perfurou o coração do avô da menina.

— V-vo.........vô..... — ela estava em choque.

A sombra olhou para trás mirando seus olhos na garota. Logo soltou o cadáver do avô de Divah. Ele se virou e andou em direção a menina.

Em bora estivesse em choque, as pernas da menina tiveram o instinto de correr. Ela saiu da casa em direção à praça. Estava aterrorizada.

— SOCOOOOORRO! ALGUÉM AJUDE MEU AVÔ. – gritou com toda força. Sua garganta parecia estar rasgando. – BUÁÁÁÁÁÁÁÁÁ! – estava chorando “litros” de lágrimas e secreções nasais.

De repente ela esbarrou em um homem alto, magro, cabelos curtos e ruivos, tinha uma pele pálida e olhos negros. Estava vestindo uma armadura vermelha com detalhes azuis; suas braçadeiras tinham a forma de cabeça de cavalo (o da direita era vermelho e o da esquerda era azul); as ombreiras eram arredondadas em forma de rostos humanos; as perneiras e caneleiras eram pontiagudas com adornos de crucifixos; as joelheiras tinham formatos de cabeça de uma esfinge; o peitoral era parcialmente protegido, com adornos em forma de rodas de uma carroça; o cinturão tinha um formato de três faixas vermelhas e na parte frontal possuía uma pedra dourada; No lugar do elmo existia uma coroa vermelha que variava em formatos quadrados e pontiagudos.

— F-foi você q-quem fez isso? – a garota estava confusa afinal ele não deveria ser tão rápido assim.

— Não importa dar explicações para uma pessoa morta. Agora morra – o assassino estendeu seu braço para o alto, abriu a palma de sua mão, juntou os dedos e a atacou como se fosse corta-la ao meio. Ela não teve reação.

VUUUUUUSH!

— V-você?! – disse Divah muito confusa.

O assassino teve seu braço parado por um homem de armadura branca alada, com detalhes dourados e com cristais verdes aderidos nela. No momento em que ele parou o braço do assassino uma massa de ar se deslocou em forma centrífuga para todo o vilarejo.

— Você é um covarde! Como ousa tentar matar uma garotinha? EU TITAN, O PALLASITO IREI ACABAR COM VOCÊ! – estava com muita raiva. Seus olhos estavam vidrados no oponente.

— Se é assim! Eu, o Arcano, Alexandre de Chariot irei acabar com sua raça em nome do meu senhor, o deus Moros.

De repente o braço de Titan se dividiu em dois. Isso fez com que Alexandre se soltasse. Titan olhou, assustado, para o seu braço, mas viu que estava “normal”. Não sabia se foi ilusão ou algo do gênero. Essa distração foi o suficiente para que o Arcano o atacasse com um soco cósmico.

POOOOOOOOOW!

— “Que força é essa? Quem é esse cara? O que é um Arcano? Quem é Moros? ” — pensou Titan com muitas incertezas e bastante confuso.

Embora o ataque fosse muito forte, o pallasito se defendeu, mas mesmo assim foi arremessado para longe, entretanto manteve seus pés no chão. Uma nuvem de poeira ascendeu.

— Você não estava nos meus planos. Eu achei que os pallasitos haviam sido mortos. Pelo visto terei que matá-lo.

Em meio a poeira, Alexandre apareceu na frente do pallasito para golpeá-lo, mas Titan abriu suas asas fazendo com que a poeira se dispersasse. Ele foi mais rápido do que o arcano e conseguiu dar um soco cruzado no rosto do oponente.

CRAK!

— O que está acontecendo? — um dos braços de Titan havia, novamente, se dividido em dois. Um deles tinham golpeado seu próprio peito, como se ele desse um soco em si mesmo, enquanto outro braço estava virado para o lado oposto. A chronotector rachou e algumas de suas costelas quebraram; ele sangrava pela boca. Alexandre não sofreu nenhum dano.

— Então esse é um poder de um pallasite? – debochou Alexandre seriamente. — Estou decepcionado com a força de vocês. Agora irei terminar o que comecei.

O arcano deu as costas para Titan e foi andando em direção à garota, mas subitamente Divah foi teleportada. Logo uma voz do além disse na mente de Titan:

— Pode ir com tudo! Ela já está aqui, em segurança, na casa de áries.

Titan observou o seu braço e percebeu que já tinha voltado ao normal. Olhou diretamente para Alexandre. Seu cosmo começou a brilhar e tomar conta do local; a terra tremia, o ar entrou em turbulência. Os seus lábios levantaram um pouco, formando um sorriso fechado e confiante.

— Prepare-se Arcano! Quais serão suas últimas palavras?

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Notas finais
Qual será a habilidade de Alexandre? Será que Titan irá derrota-lo? Quem são esses Arcanos? Não percam o próximo capítulo de "Os Cavaleiros do Zodíaco: A Espada da Criação" - PALLASITE Vs ARCANO. UMA NOVA DESCOBETA E ai já sentiu seu cosmo?!