Os Cavaleiros do Zodíaco - A Saga da Safira
8 Capítulo 8 – Queime o cosmo! A estreia triunfal do novo cavaleiro!
Notas iniciais
O santuário na Grécia! Lar dos cavaleiros de Athena! Os guerreiros que ascenderam o cosmo em seus corações para proteger a deusa da humanidade! Nesta época, em que Athena já não existe mais, o santuário, sob a proteção do grande mestre, se vê em perigo!
Altair, Ian, Kraisto e Maia estão saindo da casa de Escorpião rumo à de sagitário. Porém, algo incomodava Altair.
– O que foi, Altair? — perguntava Ian.
– Estava me lembrando daquele pobre garoto que vive na casa de Câncer. Muito triste.
Casa de câncer, algumas horas atrás...
– Isso mesmo, nunca subestime a brisa oeste do cíumes!!! Chama Circular!
Jacinto concentra chamas em suas mãos e as gira formando um círculo de fogo que lança contra Acubens que invoca as almas à sua volta e as fazem pegar fogo.
– Chamas Demoníacas! – Diz ela lançando as chamas que se colidem com o golpe do oponente, o bloqueando.
Nesse instante, Ian, Kraisto e Maya surgem na casa de câncer. Eles param entre o safira e a amazona de ouro.
– Mestra Acubens! — gritava Ian – Não suje suas mãos com esse cara!
– Isso mesmo! — dizia Kraisto – Deixe que a gente cuida dele!
– Não se metam! — ordena ela – Isso é pessoal... — gotas de lágrimas escorriam pelas laterais da máscara em seu rosto — ...Por causa dele, o Shee... Shee está morto! Ele terá a pior das mortes! Sigam em frente e impeçam os outros que conseguiram quebrar as barreiras que obrigam os invasores passarem por cada casa.
– Mas... — ia dizendo Kraisto que ppra ao sentir a mão de Maya tocar seu ombro. O cavaleiro de prata olha para o outro que apenas nega com a cabeça de olhos fechados.
Eles então saem correndo de lá.
Escadarias de Sagitário, algumas horas depois...
– É realmente triste. — concordava Ian – Era um rapaz cheio de sonhos, mesmo que jamais fosse realizá-los, era jovem demais para morrer assim, nas mãos de meros soldados.
– Pessoal... — dizia Maya agoniado – Me desculpem, mas correrei na frente.
– Maya, espe-! — antes que pudesse continuar, Altair vê o companheiro desaparecer de sua frente.
– Não fique assim, Altair. — diz Kraisto – Maya está apenas preocupado em proteger a casa de Sagitário na ausência do seu guardião.
– Provavelmente ele vai querer proteger a casa sem nossa ajuda. — diz Ian – É casa de seu mestre, afinal.
– Mestre Sagitário... — diz Altair olhando pra casa no topo da escadaria.
Maya chega ao topo das escadarias e segue adentrando a casa.
Shee andava pelo subterrâneo da casa de câncer arrastando uma enorme caixa de metal. Não se conseguia ver o simbolo da constelação pois a caixa estava bastante rachada. Notava-se que se tratava de algo já velho com os cantos lascados.
– Nunca estive no subterrâneo de Câncer. Será que é por aqui mesmo, Mi? — Nenhuma resposta vinha para o garoto que estranha. Desde que ele encontrara o corpo de Mi, a voz que sempre lhe acompanhara, sumiu – Mi... Será que me abandonou?
O garoto não via nenhuma outra solução senão continuar em frente. Ele volta a arrastar a caixa de metal por um bom tempo. De repente, a iluminação ia diminuindo, um ar gélido e um cheiro horrível tomava conta do corredor que parecia não ter fim.
– Credo! Que cheiro horrível! De onde será que vem isso?!
O garoto olha para os lados mas não conseguia ver nada. Ele passa a mão nos bolsos até encontrar um fósforo que risca na parede ao lado. O local se ilumina um pouco e ele olha pra frente continuando a andar. Shee dá alguns passos e ouve um estalo, como se algo quebrasse embaixo de seu pé.
– Q-Que é isso? — ele se abaixa para iluminar melhor e ver – O-Osso?! — Assustado, o garoto cai e deixa o fogo cair sobre outros ossos que começam a pegar fogo atrás dele, dando uma visibilidade melhor – O subterrâneo... — ele leva a mão à boca para conter a histeria – ESTÁ CHEIO DE CADÁVERES!!!!
Na frente dele, podia-se ver diversos corpos com armaduras e lá na frente uma passagem. Os olhos de Shee se enchem de lágrimas, o fedor começava a ficar pior. Não aguentando mais, Shee arranca um pedaço da manga de sua camisa e leva à boca e nariz.
– Eu não tenho tempo pra perder aqui...– pensava ele – preciso encontrar Mestra Acubens, e proteger o meu lar e todo o santuário.
Shee se levanta e volta a arrastar a caixa que esmagava os ossos ali. Ele caminha sem parar sentindo aquele cheiro que, mesmo com o tecido tampando, era insuportável.
Enquanto isso, Acubens continuava a enfrentar a brisa oeste do ciúmes.
– Desista, Amazona! Posso não ter seu nível, mas ainda assim não vai me derrotar! — dizia Jacinto.
– Eu já disse pra você... — diz ela ainda bloqueando o ataque com as Chamas do Inferno – A casa de câncer será o seu túmulo, assim como de outros que ousaram invadí-la. Logo você se juntará aos seus companheiros no cemitério pessoal de câncer localizado no subterrâneo dessa casa.
– Como é?!
– Já me cansei de você! — dizia Acubens empurrando as chamas e as intensificando.
O poder de Jacinto é derrotado e seu corpo começa a ser tomado pelas Chamas Demoníacas que começam a consumir seu corpo.
– Desgraçada! Argh! Ahhhh. Ahhh! Que dor terrível!
– As chamas demoníacas ensinada a mim por meu avô, o Cavaleiro de Ouro que ousou enfrentar deuses, são chamas que consomem não apenas o corpo mas também a alma. Primeiro sentirá a chama queimar seus ossos para depois sentir sua carne carbonizar. Até que ela consuma toda sua alma e você possa enfim descansar.
– Argh... Argh... — Jacinto começa a agonizar de dor e cai recolhido no chão.
Shee não aguentava mais aquele cheiro de podridão, estava se sentindo fraco de tanto arrastar a caixa e então cai ajoelhado em meio aos ossos, se mantendo firme com as mãos.
– Não... Eu tenho que ser forte! — diz o garoto olhando à frente – Estou quase chegando! Mestra... Me espere!
Naquele instante, uma luz envolve todos os ossos ali que começam a flutuar, o cheiro de carniça desaparece completamente.
– Hm?! O cheiro desapareceu, e os ossos... Essa luz... Mi, é você? É você não é?! Eu sabia!!! — dizia o garoto se levantando e feliz. Ele puxa a caixa e a apoia nas costas – Sabia que não tinha me abandonado!!! Hahahahaha Obrigado, Mi!!!
O garoto sai correndo até chegar na abertura e passar por ela. Naquele instante, os ossos voltam para o chão e o corredor é tomado pelo cheiro horrível novamente. A luz que envolvia os ossos então toma uma forma humana cujo rosto não se podia ver, apenas os pés.
– Vá e realize seu sonho, garoto. Seu futuro é brilhante!– diz o espírito.
Shee passa pela abertura e se vê em um espaço mais aberto e cercado por pilastras, já iluminado.
– Cheguei! Hahahahaha – ria ele aliviado – Cheguei ao térreo da casa, agora é atravessar essa sala e estarei no salão principal.
O garoto sente uma energia ameaçadora e uma acolhedora. Ele sabia que era sua mestra protegendo a casa de câncer. Ele então corre rumo ao salão principal. Acubens olha para Jacinto que continuava ajoelhado agonizando.
– Resistir torna a dor pior. — dizia ela – E isso só me faz gostar mais de ver. O garoto que você e seus companheiros mataram... Ele era como um filho pra mim — Acubens serra o punho direito enquanto retirava a máscara com a mão esquerda – Agora... — ela levanta a cabeça do vilão que continuava em chamas, o rosto já começava a se decompor um pouco – olhe bem para o rosto daquela que tirou sua vida.
De repente, Shee aparece deixando a caixa cair. Ofegante, o rapaz se apoia em uma das pilastras do salão. Ao ouvir o barulho, Acubens se vira e vê o garoto. Os olhos da amazona de ouro se enchem de lágrimas, ela não podia conter o sorriso e a felicidade ao ver o garoto.
– Shee... — ela corre na direção do rapaz e o abraça com força. Os dois ficam um tempo de olhos fechados sem falar nada um com o outro – Eu pensei que... que...
– Eu sei! Mestra... — dizia o rapaz a olhando e com os olhos cheios de lágrimas – Me desculpe! Eu demorei. Aqueles corpos...
– Oh, garoto! Você não devia ter visto aquilo... — diz ela com os olhos cheios de lágrimas e um sorriso no rosto – Me perdoe!
– Tudo bem! O importante é que eu estou aqui agora.
– Sim! Me diga... — diz ela reparando na caixa de metal – Onde você encontrou essa caixa de Pandora?
– Em uma sala soterrada. — dizia Shee olhando pra caixa – Ela se chama Caixa de Pandora então?
– Sim. É uma caixa especial, criada para guardar as armaduras dos Cavaleiros. Mas, o estado dessa caixa...
– Mi está dentro dela.
– Como é? — pergunta a amazona – o espírito que falava com você?
– Sim. Eu achei o corpo dela. Mas desde então, ela não fala mais comigo, apesar de ter me ajudado a passar por aquele corredor horrível.
– O corpo de Mi era uma armadura, então? — diz Acubens – Shee, você consegue vestí-la?
– Vestir a armadura? Por que? Somente um cavaleiro consegue, não? — dizia o garoto – Eu não sou um. Não ainda.
– Confie em mim. — ela toca os ombros do garoto – O cosmo existe em você, eu sei. Eu pude senti-lo quando você tentou defender a casa de Câncer. Apenas feche os olhos e se concentre.
O garoto então se vira para a caixa de pandora e fecha os olhos se concentrando. A Caixa começa a emitir uma luz verde bem clara e então se abre. Uma armadura cheia de rachaduras no formato do que parecia ser uma lagosta se desprende e veste o corpo do garoto que se surpreende.
– E-Eu não acredito!!! A armadura me vestiu!!! Hahahaha.
– Como eu suspeitava... Shee, você...
Antes que a amazona pudesse completar a frase. Jacinto se levanta ainda em chamas e irritado.
– Eu posso até morrer mas você virá comigo, amazona de ouro!!! Vendaval de Discos!!!!
Jacinto lança dois discos que se multiplicam e atingem a amazona que estava distraída. Shee segura sua mestra e a deita no chão.
– Mestra!!! Mestra!!! — dizia o garoto desesperado a vendo desmaiada.
– Hahahahaha!!!! — ria o safira em meio às chamas.
– Você... — Shee se enche de fúria e se levanta olhando pro inimigo – Vai me pagar por isso!!!!
O cosmo de Shee começa a transbordar de seu corpo. Diversas esferas espirituais começam a sair do chão e se concentrar nas mãos do garoto que as movimentam fazendo um círculo à sua frente.
– Turbilhão de Espíritos!!!!
Um enorme feixe de luz sai da casa de câncer, podendo ser visto de longe.
Continua...
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