Os Cavaleiros do Zodíaco - A Saga da Safira
22 Capítulo 22 – O terrível Trovão do Cruzeiro do Sul! O lamentar de Kraisto
Notas iniciais
Enfrentando batalhas mortais para salvar o Grande Mestre que está tendo sua vida drenada para restaurar a armadura de prata de Triângulo, Shee e os Cavaleiros de Prata adentram a Torre dos Ventos e passam por 4 andares. Jaga se junta a eles, mas diz que os cavaleiros ainda são muito fracos. Enquanto isso, Kraisto chega ao quinto andar e lá ele se encontra com um dos Grandes Ventos, Euro, o vento leste. O inimigo revela ter se apossado do corpo do falecido pai de Kraisto quando foi pego na tempestade criada pela sua libertação, o que despertou a fúria do Cruzeiro do Sul.
– Te honrarei com a mesma morte de seu pai! Receba minha técnica! — diz Euro se preparando para o ataque — Grande Tempestade!
O vento leste concentra o cosmo em suas mãos criando pequenos raios. Em seguida ele lança esses raios para cima. As nuvens pintadas no teto se tornam reais e começam a lançar trovões contra o chão em direção a Kraisto que é atingido em cheio e jogado pra trás. Enquanto isso, Shee se recuperava no quarto andar enquanto tentava acordar Maya.
– Maya! Acorda! — ele então se senta e coça a cabeça – E agora? O que eu faço? Deixo ele aqui e sigo caminho? — Shee olha novamente para Maya – Como dorme... — diz ele chateado. Ele olha para as duas portas de saídas que apareceram, sem saber o que fazer – Jaga disse para descansarmos aqui e deixá-lo cuidar do resto... Somos tão fracos assim? Não! — ele sacode a cabeça – Me recuso a acreditar nisso! Ele disse que seríamos importantes na batalha final, ele só pode ter dito isso porque acredita na gente. Bem... — ele olha novamente para Maya – Neles, pelo menos.
Shee se levanta, olha pra Maya novamente e então corre em direção à porta.
– Maya, você vai ficar bem aqui... – pensava ele enquanto corria – Descanse e depois nos encontre! Assim como Jaga e os outros confiam em você, eu vou confiar também!
Shee passa pela mesma porta que Jaga, deixando Maya desmaiado ali. De volta ao quinto andar, Euro se vira de costas para Kraisto, dando como encerrada a batalha. No entanto, Kraisto se levanta com dificuldade.
– Hm? Kraisto... — diz o semi-deus surpreso – Não acredito que ainda esteja vivo depois de receber minha Grande Tempestade! Nunca pensei que alguém que ainda vive o luto pela morte dos pais pudesse ter uma força de vontade dessas!
– Você acha que sou fraco porque lamento a morte dos meus pais... — diz Kraisto tentando se manter de pé – Mas você está muito enganado! Meus pais morreram confiando a terra nas mãos da minha geração, nas minhas mãos. Eu não posso desprezar a vontade deles! — diz ele cerrando os punhos – E é por isso que eu e os meus amigos temos lutado com todas as forças para salvar a humanidade!
Kraisto fecha os olhos tentando conter as lágrimas que escapavam pelos cantos. Ele então os abre novamente e volta a encarar o semi-deus.
– Eu preciso continuar lutando para defender a Terra de todo mal e honrar o desejo dos meus pais!
– Sabe o que é mais interessante, cavaleiro? — diz o vento leste – É que não consigo sentir ódio ou desprezo por você. Verdade, eu até me simpatizo! A verdade é que, assim como senti pena dos seus pais, eu sinto pena de você. Porque não puderam realizar o que mais queriam naquela noite. Eles não conseguiram ser fortes o bastante para ultrapassar seu inimigo e viver! — o vilão fecha os olhos e leva suas mãos à altura dos ombros, com desdém – Eu fui muito tolo me compadecendo de um homem fraco e idiota que se preocupou mais com a vida da amada do que a dele. Eu devia tê-lo deixado morrer!
– Como é que é?! — diz Kraisto sendo tomado pelo ódio novamente – O que você disse?!
– Nós deuses somos assim. — Euro volta a olhar para o cavaleiro de Atena – Nos compadecemos da tolice humana e depois acabamos nos arrependendo. É por isso que devo deixar esse planeta ser reinado por meu pai, Éolos. Ele tem um espírito mais evoluído que o meu, é o deus certo para ficar com a Terra.
– Sacrificando a vida do Grande Mestre, um homem bom que salvou a Terra tantas vezes?! Como pode se dizer um deus?!
– Como você pode questionar minhas razões? Você não passa de um humano sujo! — insulta o semi-deus – Nós, seres divinos, estamos muito acima da razão humana, dos seres humanos. — o deus ri escandalosamente e então se recompõe – Eu já conversei demais com você. Vou enviá-lo agora para onde a alma de seus pais lhe esperam! Receba meu golpe novamente, Kraisto do Cruzeiro do Sul!
Novamente, o semi-deus concentra seu cosmo em suas mãos criando raios de energia que lança em direção ao teto daquele andar. Novamente, as nuvens pintadas nele se tornam reais e lançam trovões na direção de Kraisto.
– Grande Tempestade!
No entanto, Kraisto rebate os trovões fazendo com que o inimigo cessasse o ataque. O cavaleiro, que estava com a cabeça baixa cerrava os punhos tentando conter seu ódio e desprezo pelo inimigo.
– Posso estar sendo imprudente e arrogante... — diz ele voltando seu olhar para o inimigo novamente – Mas um deus imundo como você jamais será capaz de acabar comigo, Euro!
– O que foi que você disse? — diz o vento leste se irritando com o tom de voz do cavaleiro de prata – Você me chamou de deus imundo?!
– Sim, é isso mesmo. — responde Kraisto – Nunca vi um ser tão feio e imundo em toda a minha vida. Alguém assim, deus ou não, nunca poderá derrotar um cavaleiro de Atena, Euro! Jamais!
– Como ousa! Farei engolir cada palavra sua, humano!
– Acorde para a vida, vento leste! — continuava Kraisto se deliciando com cada palavra que feria o deus – Você acabou com a vida dos meus pais e por isso não me importarei de dar a minha, se ela for compensada tirando a sua!
– Eu lhe mostrarei se sou podre ou não! — diz o deus erguendo sua mão novamente – Vejamos se você é forte o bastante pra me derrotar! — ele lança os raios novamente fazendo com que os trovões rumem em direção a Kraisto — Grande Tempestade!
O Cavaleiro de Prata tenta se defender do ataque mas é lançado novamente contra uma pilastra e cai de cara no chão.
– Então aquele discurso todo foi a troco de nada? — questiona o semi-deus sem receber resposta alguma – Que decepção... No fundo você é exatamente como seu pai, um humano tolo e fraco.
Euro se vira de costas e caminha em direção à saída agora convencido de que a luta havia realmente terminado.
– Que pena... — diz ele – Por um momento eu realmente pensei ter encontrado alguém digno de enfrentar... Hã? — o semi-deus então sente a cosmo energia de Kraisto novamente e se vira.
– E-Eu disse que não... — diz Kraisto se levantando novamente agora ainda mais ferido e sangrando pela boca – Que não irá me derrotar...
– Como é possível?! — diz Euro espantado – Você recebeu minha Grande Tempestade pela segunda vez! Como?! Como pode estar vivo ainda, Kraisto?!
– Porque eu não serei derrotado aqui. É uma promessa! — diz Kraisto – Só descansarei depois de derrotá-lo!
– Está dizendo que vai me derrotar? — diz o semi-deus – é isso mesmo?! Hahahahaha! — ele ri escandalosamente debochando do herói – Olhe pra você! O que acha que conseguirá nesse estado? Mal se aguenta em pé!
– Olhe bem, Euro! Você disse que meu pai foi um tolo por ter tentado salvar a minha mãe ao invés de se salvar, mas... — Kraisto o olha agora sem uma feição de ódio sequer, mas sim com um sorriso no rosto – Agora está tudo muito claro.
– Hm? O que quer dizer?
– Me diga, Euro, você não fez o mesmo? Você não se apossou do corpo do meu pai para impedi-lo de morrer? Não importa o quanto você negue e queira se dizer acima dos humanos, a verdade é que você e os humanos são iguais!
– Disse que sou igual aos humanos? — indaga o deus – Acha mesmo isso?
– Acho sim. Mas você está tentando acabar com a Terra e eu deixei meus sentimentos pessoais me controlarem. Agora que eu consigo ver tudo com clareza, já não lhe odeio mais. Posso finalmente acabar com você!
– Acabar comigo? É isso que está dizendo?
– Isso mesmo! — diz Kraisto queimando seu cosmo – Como meu mestre, Hamal de Áries me ensinou, afastarei meus sentimentos e acabarei com você!
– O quê?! — diz o semi-deus assustado com o cosmo que sentia emanar de Kraisto – O que é isso?! Que cosmo é esse que está saindo de você agora?!
Kraisto para com os braços estendidos cada um para um lado, formando uma cruz. Ele queimava seu cosmo cada vez mais intensamente.
– Essa é a primeira vez que vejo o verdadeiro poder do Cruzeiro do Sul! Não pode ser! Só pode ser... Ele... Ele... — diz o semi-deus cada vez mais assustado – Está elevando o seu cosmo até o sétimo sentido!
O vento leste então estica seus braços e queima seu cosmo também.
– Muito bem, entrarei no seu jogo! — diz Euro – Usarei todo o meu poder e acabarei com você!
– Euro, você sentirá a força da minha justiça que vingará a morte dos meus pais! — diz Kraisto ainda queimando seu cosmo e preparando-se para finalmente soltar seu golpe – Trovão do Cruzeiro do Sul!
Kraisto então avança para infligir um corte em forma de cruz, projetando um raio azul de energia com um golpe de pressão contra Euro que é atingido antes que pudesse soltar sua técnica. O semi-deus cai no chão que se racha na forma de uma cruz. Euro então se levanta, sentindo dor.
– C-Como o seu poder é terrível! — diz o vilão – Essa é a primeira vez que um humano consegue me ferir. É esse o poder gerado pela perda de um ente querido? Mas ele está... — o semi-deus olha para Kraisto que mal se aguentava em pé e se via num estado bem pior – Ele está morrendo! Como pode ser tão poderoso? Hã?! O que é aquilo?!
De repente, atrás de Kraisto estavam as imagens de Dalia, sua mãe, e de Abba, seu pai.
– S-São os pais dele! — o deus estava ainda mais surpreso – Mas isso não pode... Eu acabei de ver a imagem deles atrás de Kraisto. Isso é incrível, eles estão mortos e mesmo assim...
– Eu já lhe disse. — interrompe Kraisto – Eles me confiaram tudo, você pode possuir o corpo de meu pai, mas sua alma está em mim, assim como a de minha mãe. Eu agora entendo isso e por isso que já não sinto mais ódio de você.
Euro repara no rosto de Kraisto e vê um sorriso, um sorriso que há muito tempo não via.
– Esse sorriso... É o mesmo sorriso que vi no rosto de Abba... — diz o semi-deus – Você está quase morto e mesmo assim tem um poder incrível! Ainda assim, consegue sorrir desse jeito! Eu não entendo! Simplesmente não entendo!
– Euro, só o que você precisa entender é que sou o melhor! E meu próximo golpe, será em nome dos meus pais! — diz Kraisto – Prepare-se para sentir o poderoso trovão de Kraisto!
O cavaleiro parte pra cima do semi-deus lhe conferindo um soco com cosmo-energia. O vilão segura o golpe mas é empurrado para trás.
– Heh... Esse é o seu poderoso trovão, Kraisto? — diz o semi-deus se recompondo – Você realmente me surpreendeu mas se esquece de que mesmo com o sétimo sentido, eu ainda sou um deus! Sou um dos 4 Grandes Ventos! Eu jamais serei morto por você!
– Como é?
– Vamos lá, Kraisto! — diz o vento leste o provocando – Me ataque com toda a sua fúria! Provoque-me um ferimento mortal! Você não pode! E portanto, vá para o inferno! Grande Tempestade!
Euro lança os trovões novamente contra Kraisto, porém, o cavaleiro consegue segurá-los com suas mãos.
– Não pode ser! Ele conseguiu deter os trovões da minha Grande Tempestade!
Kraisto queima seu cosmo ainda mais e mais. O grande vento então concentra mais poder em sua técnica, mas o cavaleiro de prata se mantém de pé e segura o ataque. Era um poder tão incrível que a Padparadja começa a se rachar.
– Mi-Minha Padpadja... Ela está se desfazendo! — diz o deus abismado – O que está acontecendo aqui?!
– Eu te disse que você e os humanos são iguais! Nós somos iguais! Assim como eu, você pode usar uma armadura que te protege, mas por baixo ainda há um corpo mortal! Um grande poder é capaz de destruir uma armadura!
– Como é?!
– Você não passa de um deus menor! — continuava Kraisto – Eu alcancei o sétimo sentido, meu poder e o seu são praticamente os mesmos! Eu já havia reparado que o seu poder equivale ao de um cavaleiro de ouro, portanto, te destruir não era tão impossível assim!
– Desgraçado! — diz o semi-deus – Está me dizendo que recebeu todos os meus ataques a pouco para testar o tamanho do meu poder?!
Kraisto então interrompe o ataque de Euro e volta a encará-lo.
– Escute, Euro. — diz ele – Pode ser que você tenha razão e os humanos sejam mesmo culpados por tantas desgraças e guerras, que talvez a terra ficasse melhor sem eles. Mas também existem aqueles que podem ficar de pé, erguer a cabeça e sentir orgulho.
– O quê? — diz o deus como se lembrasse algo – Orgulho você disse?
– Mesmo você sendo um deus, você não tem o direito de torturar essas pessoas! Pessoas inocentes que só fazem o bem, capazes de sorrir mesmo em dificuldades! Euro, me ouça! — diz Kraisto que, naquele momento, tem sua imagem confundida com a de seu pai pelo vilão – Você deve usar sua força para a justiça, assim como se espera de um deus.
– Esse olhar... Esse modo de falar... — Euro parecia confuso por um instante. Ele não parava de enxergar a imagem de Abba no lugar de Kraisto. De repente, ele fecha a cara e range os dentes em raiva – Cale a boca, Kraisto! Este não é o momento para ficar confuso com palavras mortais! Olha pra você, está praticamente morto, só o que posso fazer é apressar sua morte para que possa descansar em paz!
O inimigo volta a se prepara para o ataque e então queima seu cosmo.
– Mesmo que esteja protegido pela armadura de prata do Cruzeiro do Sul, seu corpo não poderá aguentar o ataque seguinte – diz o deus pronto para o ataque – A Grande Tempestade certamente o mandará para o inferno dessa vez!!!
[Santuário de Atena – Casa de Escorpião]
– Ahhhh... Eu não aguento mais! — diz o cavaleiro de ouro – Essa espera está me dando agonia!
Ele se vira para a saída da sua casa e dá de cara com o cavaleiro de Capricórnio que estava parado com um sorriso na cara e um saco de balinhas.
– Deneb, saia da minha frente! — diz Shaula – Estou indo até a Torre dos Ventos!
– Hm... Eu não acho que você pode fazer isso. — diz Deneb com o dedo indicador direito sobre os lábios e olhando pra cima – O Mestre Suplente foi claro ao nos mandar deixar isso com os cavaleiros de prata.
– E você acha que eu ligo pra isso? Se fôssemos nós, já teríamos acabado com esta luta! — insiste Shaula.
– Se fôssemos nós, provavelmente teríamos piorado a situação, ainda mais com esse seu temperamento. Tome, pegue essa balinha, ela vai te acalmar! — diz Deneb sorrindo e esticando o saco novamente.
O olho esquerdo de Shaula começa a demonstrar um tique nervoso. O cavaleiro range seus dentes novamente e se afasta do companheiro de batalha que se deliciava com as balinhas, agora mais ao fundo da cena. Shaula se encosta na entrada da casa e encara as escadarias abaixo.
– Vou te contar, esse cara consegue me irritar mais que esses Ventos... — resmunga o cavaleiro de escorpião.
[Torre dos Ventos – 5º andar]
– Está pronto para morrer, Kraisto? — pergunta Euro – Com a minha cosmo-energia elevada ao seu nível máximo, eu lhe darei agora a minha última Grande Tempestade!
Euro logo percebe que estava sendo ignorado totalmente. Ele logo nota uma nova movimentação de Kraisto.
– O que diabos? – pensa Euro – O que ele está tentando fazer? – ele observa Kraisto criando uma movimentação similar à do grande vento – Ele não pode estar tentando copiar minha técnica, não, isso seria ridículo...
– Eu lhe falei, Euro. — diz Kraisto – O meu último golpe será em nome dos meus pais!
– Que absurdo! O que pensa que fará com essa imitação de golpe?! Kraisto, você nunca poderá me atingir, tome isso! Grande Tempestade!
– Pai, lamento fazer isso com seu corpo, me perdoe! — diz Kraisto de olhos fechados – Tempestade Congelante!!!
O ar em volta começa a ficar gélido, pequenos flocos de gelo se formam no chão. Os trovões causados pelo golpe de Euro são congelados depois de Kraisto explodir seu cosmo. Ele empurra a corrente de ar gelado contra Euro que se vê de fato preso em uma tempestade de neve. A armadura do vilão então começa a se congelar, o imobilizando por completo.
– O-O quê?! Você poderia ter me matado e no entanto...
– Não se preocupe. — diz Kraisto – Esse ainda é o corpo do meu pai e só o que eu preciso é destruir sua armadura...
O cavaleiro então se aproxima do semi-deus e dá um peteleco na armadura congelada que se racha e se despedaça. Euro cai no chão, com a cara virada de lado e sangrando. Ele observa Kraisto caminhando em direção à saída para o próximo andar.
– E-Esse garoto... — diz Euro se lembrando uma última vez daquele dia, na tempestade.
[Flashback]
– Porquê? Porque ainda ri, humano? Me diga, antes de morrer! Por favor! — pede o semi-deus.
– Mu-Muito bem... Eu digo... — diz Abba – Por causa do meu filho. — explicava ele – Ele será a futura esperança desse mundo! — Abba sorria, mesmo ferido, olhando para sua esposa que já havia cedido à morte – ele protegerá esse mundo e eu tenho muito orgulho dele. Tenho certeza que um dia, ele será uma lenda! Kraisto... Meu filho...
Abba sorria delirando enxergando seu próprio filho ali e então cede finalmente à morte.
[Flashback]
– Ele era mesmo seu filho. — dizia o semi-deus perdendo suas forças aos poucos – Acho que começo a entender esse tal orgulho...
Euro toca o próprio rosto, sentindo um pequeno sorriso, mas muito diferente de qualquer sorriso que ele já havia dado em toda sua vida. Ele então fecha os olhos e o corpo brilha. O brilho se torna uma bola de luz que se dissipa no ar. O cabelo que antes era azul, agora se tornara loiro e caia sobre o rosto. Kraisto era mostrado caminhando em direção à porta com a imagem dos pais acima dele, sorrindo.
Continua...
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