Notas iniciais
ÚLTIMOS CAPÍTULOS NOME TÍTULO: MYHARA DE RAMSÉS; ALTURA: 1,85; PESO: 80KG; IDADE: 29 ANOS; TEMPLO PROTETOR: NÃO TEM; PRINCIPAL ATAQUE: JULGAMENTO DO FARAÓ; NACIONALIDADE: EGÍPCIO; ESCALA DE PODER: 1° DOS NOVE CAVALEIROS MALIGNOS; OBS: O INIMIGO DEFINITIVO DA HISTÓRIA. UM LÍDER INCONTESTÁVEL QUE TEM A TENDÊNCIA DE TRAIR SEUS ALIADOS PARA CONSEGUIR O QUE QUER. SEU ARQUIINIMIGO É KIKI DE ÁRIES. VAI FAZER DE TUDO PARA CONCLUIR O SEU PLANO. ESSE É O MYHARA, O GUARDIÃO MAIS FORTE DE ANÚBIS.

— Quem vai perder aqui será você?

— Você se acha muito bom mesmo. Só porque derrotou o Merick. A outra derrotou Gretta. Agora os demais estão subindo a pirâmide sonhando em derrotar um deus. Vocês subestimam mesmo um poder supremo.

— Vocês sempre dizem a mesma coisa e sempre caem. Tá na hora de calar a boca e lutar pra valer ─ retrucou Jasmine.

— Farei sim o que tanto quer. Só não se arrependam depois — Myhara concentrou o cosmo e fez aparecer duas asas negras nas costas da armadura. Jasmine e Dan ficaram supresos com a novidade. — Eu avisei.

Myhara levantou voo até o céu, começou a cair até atingir o chão onde causou uma explosão. Jasmine se afastou, mas levou um chute nas costas. Danyel usou todas as agulhas escarlates de uma só vez para acertar o vilão, contudo ele formou um pequeno escudo com a mão direita e repeliu os ataques; logo depois as mesmas agulhas vieram na direção do dourado.

— Quê? Não pode ser! — se não fosse pela sua rapidez extrema ele já havia sido acertado.

— Execução Aurora!

— Isso é só um aquecimento — Ramsés esperou o golpe atingir a ele mesmo para que assim mostrasse o seu verdadeiro poder. Os seus adversários viram-no segurar com as mãos o raio de gelo da amazona.

— Como isso é possível?! O Execução Aurora é um dos meus mais poderosos ataques especiais. Isso me custou muito treinamento.

— Talvez porque sou um copiador de técnicas. Olhem melhor as minhas mãos — eles viram as mãos de Myhara cobertas de neve. — Amazona de ouro, pra que o espanto? Eu apenas copiei a sua arte de manipular o gelo. E agora eu vou mostrar o meu poder físico. Estão prontos?

Seiya observou o que estava acontecendo no topo da pirâmide. Viu o ardiloso Anúbis prestes a concluir o ritual de invocação das pragas. Ele teve que agir imediatamente, pois senão seria tarde demais. O objeto dourado que rodava acima do garoto foi destruído, acabando à força com o ritual. O deus maligno parou por um momento. O cavaleiro de sagitário reconheceu o menino desde a última vez em que estava no Santuário de Atena.

Anúbis se virou para ele e sorriu. Continuou parado olhando. Apesar de Seiya ter chegado até lá, ele não saberia o que fazer já que era apenas uma criança.

— Anúbis, estou aqui para te deter. Desista de querer conquistar a Terra, pois nós, os cavaleiros de Atena, não deixaremos.

— Cavaleiro medíocre. Se pensam que conseguirão me deter só porque chegaram aqui estão muito enganados.

— Do que está falando? Interrompemos as invocações antes de serem concluídas. Foi uma informação que eu recebi.

Anúbis esboçou mais um outro sorriso.

— Acho que ninguém contou para você que sobre a última invocação. A última praga é a definitiva onde os filhos primogênitos com menos de vinte anos morrerão. Você apenas evitou que eu fizesse isso eu mesmo, mas daqui a uma hora irá acontecer sem nenhuma interrupção — Seiya se surpreendeu. — Já deve está quase amanhecendo no país e quando o sol realmente iluminar toda a região, será a hora das mortes acontecerem.

— Eu não vou deixar. Nem que para isso eu tenha que machucar o corpo de uma criança.

Seiya correu, cerrou o punho e fez surgir um cometa. O ataque foi na direção do menor, mas logo se desfez. Sagitário não teve a coragem necessária para continuar atacando.

— Humm. Eu tive razão quando disse que os cavaleiros eram medíocres. Não tem coragem para me deter usando o óbvio.

— Você está dentro do corpo de uma criança, maldito. Eu não tenho sangue de barata para machucar um inocente e não ter a minha consciência afetada.

Anúbis atingiu Seiya com um tipo de onda de choque vermelha. O cavaleiro de ouro não se machucou, mas foi arrastado. O deus usou o seu cosmo para reviver as quatro estátuas que havia nos quatro cantos do topo. As estátuas eram em forma de chacais humanos iguais à própria divindade egípcia que o animal representava.

— Meteoro de Pégaso — os meteoros atingiam as estátuas, mas nada acontecia. Seiya levou um soco de um gigante e quase caiu para fora da arena.

— Não vai adiantar querer destruí-los com esses truques esdrúxulos. Sobretudo agora que os meus poderes estão cada vez mais fortes e posso controlá-los com o meu próprio cosmo.

— Isso é uma tremenda perda de tempo.

— Seiya! — falou Sereia. — Que bom que chegamos a tempo. Nós trouxemos o livro.

— Livro?

— O Livro da Vida. Além de Atena, ele pode aprisionar a alma de Anúbis por tempo indefinido — disse Akmer. — Só temos que imobilizar o meu irmão até que o rito acabe.

— O problema é a imobilização. Já perceberam que temos companhias?

As quatro estátuas se mexeram na direção deles. Seiya, Sereia e Pietro decidiram lutar contra elas.

Jasmine e Danyel ficaram próximos. Myhara multiplicou-se e fez um círculo ao redor dos dois. Jasmine ficou atenta, pois um deles era o verdadeiro. Já Danyel era o mais desleixado e não prestou atenção quando o primeiro ataque veio.

— Droga. Assim estamos encurralados — falou Dan.

— Precisamos encontrar o verdadeiro.

Myhara continuou a acertar os dois. As cópias não davam trégua um minuto sequer. Dan quis ultrapassar o círculo, mas não conseguiu pois as cópias não deixavam.

— Caramba isso aqui é de matar.

— Você gosta de frio?

— Como?

— É que eu vou esfriar um pouco — ela fechou bem os olhos e aumentou o cosmo congelante. Logo a armadura de Aquário ficou totalmente azul. Danyel começou a tremer de frio.

Myhara parou com as cópias e se afastou dos oponentes. O guardião ficou no topo de um poste que havia lá, fez uns movimentos com as mãos e dez linhas surgiram nos seus dedos que iam até o casal de cavaleiros. Jasmine começou a se contorcer involutariamente já que estava sendo controlada como se fosse uma marionete; a mesma coisa aconteceu com o cavaleiro de escorpião. Agora os dois não podiam se mexer.

— Não consigo me mexer. Ele está controlando a minha mente — disse Dan.

— Droga — Jasmine levou a sua mão até o pescoço e ficou apertando a própria garganta. — Ele vai fazer a gente se matar.

— Movam-se minhas marionetes hehehehe. Não há como escapar das minhas linhas controladoras de mentes que aprendi mesclando as técnicas de muitos outros guerreiros — Myhara puxou os dois para perto de si. O guardião voltou ao chão ainda controlando os inimigos. Agora os dois atacavam a si mesmos.

— Se tivesse um jeito de parar com o controle... — disse o rapaz.

Myhara aproveitou que eles estavam controlados para dar uma descarga elétrica nos dois. Ele fez isso várias vezes até que os cavaleiros ficaram feridos com tantos ataques.

— Que decepção de Gretta e Merick, perderam para dois patifes fracos e previsíveis — ele puxou as linhas e os dois ficaram próximos a ele. — Julgamento do Faraó!

O vilão causou uma onda de choque potente ferindo os dois adversários. Estes foram lançados, mas voltaram assim que as linhas os puxaram de volta.

— Julgamento do Faraó, ataque! — aconteceu a mesma coisa.

— Julgamento do Faraó! — as armaduras de ouro começaram a despedaçar.

— Jasmine e Danyel ficaram livres da armadilha, todavia estavam completamente exaustos. Mal conseguiam ficar de pé.

— Eu realmente estou decepcionado com vocês. Pensava que como eram portadores do sétimo sentido conseguissem ver as linhas invisíveis que eu grudei em suas armaduras quando eu fiz o truque das cópias. Realmente é de se lamentar a fraqueza de vocês — Myhara ficou rindo.

Seiya e os outros conseguiram destruir as estátuas de pedra. Enquanto isso Akmer viu o seu irmão tomado pela alma maligna do deus Anúbis. A mulher se sensibilizou, porém não perdeu o foco em ler o livro e libertar o corpo e a alma do irmão caçula.

Já Anúbis fez surgir demônios de sombra que surgiam da penumbra. Eles eram rápidos e usavam armas letais. Eram uma dúzia deles.

— Preparem-se para serem rápidos — disse Seiya. Os demônios atacaram-no por trás, mas ele conseguiu escapar ileso.

Pietro fez surgir a sua espada de cristal para assim golpeá-los; Sereia usou o chicote de espinhos como arma de ataque. Assim a irmã de Hathor abriu o livro na página de aprisionamento. Um dos demônios tentou alcançar a mulher, mas antes foi atingido por uma flor.

— Mais rápida com esse livro — reclamou Sereia enquanto lutava com um demônio.

— Preciso de tempo para invocar. Essa pressão não vai ajudar em nada.

— Mas o fato é que está havendo uma pressão sim — falou Seiya.

— Tudo bem. Continuem lutando e atrasando eles — ela foi na parte dos hieróglifos. Os demônios ressuscitavam continuamente.

Anúbis não perdeu tempo e decidiu pegar ele mesmo o livro.

— Venham para mim — o livro começou a ser puxado por uma força magnética que vinha da direção do garoto.

— O que está havendo? — perguntou Seiya.

— Eu não sei. Ele está sendo puxado como um imã — ela abraçava o objeto, mas a força era muito forte. — Não sei se vou aguentar.

— Isso. Venha até mim imediatamente — Anúbis sorriu.

...

Darkyan chegou em Istambul por volta das 6 horas da manhã. O carro entrou num casarão que mais lembrava um templo islâmico. Maverick saiu do carro quando este parou no estacionamento; Darkyan fez a mesma coisa. O adolescente ficou boquiaberto com a arquitetura megalomaníaca do lugar. Só a porta de entrada devia ter uns dez metros de altura.

— Venha, meu jovem. Você vai conhecer o lugar onde se hospedará a partir de agora. O nosso anfitrião é o senhor Kaledon Mubarak.

— Ele faz parte dos Berserkers?

— É claro que faz, mas apenas na teoria. Ele não é um dos 88 marechais. Contudo a riqueza dele nos dá infraestrutura para adorarmos o nosso deus.

— Quem é esse deus?

— Você não precisa ficar sabendo agora.

Maverick foi até a porta de entrada e tocou a campanhia. Abriu-se sozinha até revelar o interior do lugar. Como imaginava, era igual a um templo muçulmano. Eles saíram do salão e pegaram um elevador para o andar mais elevado. O rapaz viu quartos idênticos a alojamentos. Maverick o levou para um escritório.

Um homem apareceu sentado numa poltrona atrás de uma mesa.

— Seja bem-vindo à irmandade, jovem Darkyan — o homem era jovem, alto e loiro. Usava óculos de grau.

— Alguém pode me dizer como vocês sabem o meu nome?

— Claro que sim. Eu investiguei o seu histórico assim que a senhorita Nêmesis me relatou que você existia. Pode estar confuso, mas você é subproduto de uma anomalia genética que ocorreu assim que uma divindade específica teve que deixar de existir. Isso ocorreu há uns vinte e sete anos. Sim, você é um deus, o deus Hades ou a sombra do que ele foi. Sua parte humanizada. Provavelmente quando ele morreu, transferiu uma parte do cosmo dele para o cosmo do planeta chamado Biosfera. Então a própria natureza se encarregou de fazê-lo nascer aos pés de uma estátua do deus dos mortos. E aqui está você, premiado até com a espada do dito cujo. Como uma planta em que os ramos nascem, você é apenas um ramo de Hades que ficou vagando até na hora do seu nascimento.

— Eu sabia que na minha vida havia segredos escusos, mas nunca levei a sério esse lance de Hades. Por que não me lembro da minha vida passada e qual foi o lance com a minha espada?

— Primeiro, sua reencarnação não é completa. Já havia dito que você é apenas um subproduto e não o inteiro; segundo, Maverick deve ter dito que somos uma sociedade secreta chamada Berserkers. Nós adoramos dois deuses preliminares chamados Phobos e Deimos que por sua vez adoram o deus supremo. Descobrimos que para libertarmos o deus supremo antes tínhamos que libertar os dois. Aí que entrou a sua espada. Um cosmo direto de um deus servia para quebrar o selo de Atena e libertá-los e foi isso que aconteceu. Depois de anos nós libertamos as divindades que tanto idolatramos.

— Que deus supremo é esse?

— Você só poderá saber no momento certo. Saiba apenas que a alma dele ainda está aprisionada em algum lugar do mundo. Só que depois que Phobos e Deimos foram libertos, o supremo ganhou mais um pouco de força e conseguiu controlar o seu hospedeiro permanente. E para isso um deus de terceira categoria chamado Eros, em pseudônimo Mikenos, está para completar a sua missão: vigiar de perto e preparar o hospedeiro original.

— Quem é?

— Para ser o receptáculo do supremo, ele deve ser um cavaleiro batizado com o cosmo de um deus. Como só Atena que rege a Terra, um dos seus cavaleiros foi escolhido. O cavaleiro de ouro de escorpião.

— Não o conheço, mas atacar usando um cavaleiro de um deus inimigo parece ser inteligente.

— E para isso todos os marechais precisam se unir até a invasão que poderemos fazer ao Santuário grego daqui a alguns anos. 88 Berserkers. E é por isso que a mercenária Nêmesis me confiou você. Senhor Darkyan, deseja fazer parte da nossa sociedade?

— Sim, eu aceito.

— Está feito. Vá com o Maverick. Ele vai te levar aos alojamentos.

Darkyan se levantou e foi com o velho.

— Ei, jovem. Bela espada — Darkyan saiu da sala de Mubarak.

Assim que ele saiu um homem apareceu diante dele. O homem trajava uma armadura ainda não identificada.

— Você conseguiu, senhor Mubarak. Meus parabéns — o homem tinha longos cabelos prateados.

— Agora o próximo passo, senhor Kadmos, será o mais difícil que é esperar para que todos os Berserkers-marechais estejam completos.

— Eu farei a minha parte. Espero que cumpra a sua.

O homem sumiu da sua frente.

...

Myhara continuou a arrasar com os dois cavaleiros de ouro. Ele pegou ambos pelos pescoços e subiu até o céu. Depois soltou-os. Depois que caíram no chão eles ficaram fracos demais para lutarem. Danyel foi o que teve mais força de ficar de pé e enfrentar o último guardião, mesmo com uma grande desvantagem já que a sua armadura estava danificada e também sangrava muito.

— Acho que é por isso que você deve ter vencido o Merick. Tem uma força de vontade que eu nunca vi, realmente é muito respeitável isso. Só que chega um momento em que tudo o que fazemos atinge um limite e não ha como ir além. O seu limite chegou, jovem cavaleiro e vai parar quando uma bala de cosmo da minha pistola atingir a sua cabeça. Quais são as suas últimas palavras?

— Vá para o inferno.

— Resposta errada. Morra — Myhara puxou o gatilho e a bala viajou na direção da cabeça de Dan. O projétil esbarrou em algo invisível que assim protegeu o cavaleiro. — O quê? O que aconteceu?

— Danyel, o que você fez? — perguntou Jasmine.

— Não fui eu quem fiz isso.

— Não, fui eu — Kiki apareceu diante de todos.

— Não pode ser. O cavaleiro de Áries apareceu outra vez!

— Feliz em me ver, parceiro. Durante a passagem por aqui eu fiz amizades e Nembu e Papylon me ajudaram a mostrar um atalho.

Nembu e Papylon ajudaram Dan e Jasmine.

— Sigam em frente. Esse homem tem uma luta para me pagar. Lutar com ele é um gosto pessoal meu.

Os quatro seguiram em frente.

— Você deve estar ansioso para lutar comigo. Pois bem, eu farei o seu desejo. Estava entediado com esses fracos, mas agora eu tenho um oponente de valor. A batalha será muito mais divertida.

Kiki se preparou para lutar.

Continua...

Notas finais
Falta muito pouco para acabar esta fic. Eu já estou ficando com saudades desta história. Enfim, vou agendar um outro capítulo. Até a próxima.