Os Cavaleiros Do Zodíaco - Hades, Coração Rompido
1 Capítulo 1: Companheiros na Dor
Desde as mais longínquas eras, onde os Deuses governavam, absolutos, o Mundo, Athena, Deusa da Sabedoria e da Guerra Justa, e Hades, Senhor do Mundo Inferior, lutam pelo domínio e controle supremo da Terra.
Eis que quando o mundo é ameaçado novamente pelas trevas eternas, surgem os Cavaleiros da Esperança trazendo luz á todos, até mesmo nos confins do Universo.
Com seus punhos são capazes de rasgarem os céus e abrirem fendas na terra!
Londres – 1496 do Século XV
O sol refulgia sua beleza, raramente vista naquelas terras, sobre as planícies de Londres. O dia era agradável para os cidadãos, as grandes catedrais se enfeitavam para mais um dia de celebração e o povo da região central vendiam frutas e carne nas feiras próxima aos palácios dos Duques e Lordes da Corte.
Mas na periferia da cidade, para além do Cemitério Real, um grito alucinante de dor encobria o canto dos pássaros. Uma menina, de pele suave, cabelos de um roxo leve e olhos verdes chorava incessantemente debruçada sob uma cama, segurando firmemente a mão de uma mulher que estava deitada.
-Mãããeee! – gritava a menina, suas lágrimas escorrendo pelo seu rosto e caindo nas colchas da cama – Não! Por favor! Não minha mãe...
Junto com a linda menina, apoiando-a, estava um jovem rapaz de altura mediana. Tinha cabelos loiros e olhos azuis. Sua face transparecia compaixão pela menina.
-Calma Catherine. – disse ele, abraçando-a – Eu estou aqui do seu lado.
A menina por nome Catherine virou-se e o abraçou.
-Augustus, o que será de mim agora que minha mãe morrera? Meu mundo se acabara...
Augustus a abraçou ainda mais e disse-lha:
-Não digas isso, Cat. Seu mundo não acabara! Seja forte, eu ainda estou aqui e seu irmãozinho também.
Catherine olhou sobressaltada para os olhos azulados de Augustus.
-Ed... Quando Edward souber que mamãe se fora, ele irá...
Nesse momento a porta se abriu abruptamente e um garoto de cabelos rebeldes, a face levada e o rosto fino entrou e ficara parado observando a cena que estava acontecendo. Sua irmã chorando e sob a cama sua mãe, inerte, os olhos fechados, porém com um sorriso cativante no rosto.
-Mana. Não... por favor, diga-me que não! – dos olhos verdes do menininho lágrimas começaram a rolar e sua face levada transformou-se em uma face de dor, de tristeza.
Catherine se levantou e fora abraçar o pequeno irmão. Os dois choravam incessantemente enquanto o menininho gritava desesperado vendo a mãe que tanto amava morta.
Augustus também pôs-se de pé e fora para fora do pequeno casebre enquanto muitas pessoas chegavam para ver o corpo da mulher, muitos chorando ao verem a situação dos dois irmãos.
De fora do casebre Augustus escutava, triste, a dor e o sofrimento de sua amada Catherine e de Edward, irmão da mesma. Enquanto ele ia ao encontro da capela consigo pensava:
“-Oh Deus, as vezes os seus desígnios são misteriosos e incompreensíveis. Agora que a Senhora Margarida morrera, vejo que para mim uma nova missão se inicia. Eu serei o novo porto seguro de Catherine e de Edward, irei protegê-los para todo o sempre, serei o seu Guardião”
A tarde caíra tristemente ao decorrer do dia, e, junto a ela, o cortejo de Margarida seguia pelas ruas de Londres. Muitas pessoas seguiam o cortejo de Margarida e todos vestiam preto, a cor do luto. A frente do caixão, crianças jogavam pétalas de rosa branca e o Frei da Capela rezava em latim para a alma da mulher receber o descanso eterno.
Catherine seguia o cortejo abraçada com Augustus e a seu lado, chorando, Edward.
-Obrigada Augustus. – disse ela.
-Obrigado pelo quê, Cat? – perguntou ele, confuso.
-Por nos ceder uma tumba no Cemitério Real. Eu e meu irmão somos pobres e jamais teríamos peças de ouro para enterrarmos nossa mãe em meio à realeza.
Augustus olhou afavelmente para Catherine.
-Isso é o mínimo que posso fazer por vocês. Eu já lhe disse, Cat. Sempre irei estar do seu lado, sou seu protetor.
Catherine sorriu e o abraçou fortemente.
O Frei fizera os últimos ritos do enterro e então começaram a descer o caixão de Margarida na cova que haviam aberto para ela.
Edward começara a chorar e gritar novamente, desesperado. Nunca mais iria ver a mãe que ele tanta amava, a mãe que sempre o protegera e o acalentava. Então ele sentira um calor, um amor transpor a sua tristeza. Era Catherine o abraçando.
-Mana..! – disse ele assustado.
-Eu estou aqui com você, meu irmãozinho. Não precisas se desesperar.
-Como não vou me desesperar mana! Mamãe se fora para sempre!
Catherine olhou afavelmente para ele, seus olhos verdes profundos reconfortando o garoto.
-Você se engana neste ponto, meu irmão. Embora ela não esteja aqui, no nosso meio, ela ainda continua viva!
Edward assustou-se.
-Como ela continua viva? – perguntou ele.
-Ela continua viva no nosso íntimo. Ela permanece viva no nosso coração.
Edward ficara surpreso.
-E enquanto lembrarmos dela, do seu amor que tinha por nós, do seu cuidado ela jamais deixará de existir. Nunca se esqueça dela, Ed, e ela continuará vivendo em você sempre. Até o dia do nosso reencontro.
Edward começou a chorar ainda mais e abraçou a irmã.
-Obrigado Cat. Te amo minha irmã.
Enquanto os dois se abraçavam e choravam de alívio, Augustus percebeu que uma luz dourada os envolvia. Era uma luz em forma de um anjo que sorria e abraçava os dois, abençoando-os. Augustus sorriu e lágrimas rolaram por sua face de ver o amor fraterno que aquela família possuía, um amor capaz de vencer a própria dor da morte.
Flores cobriram o túmulo de Margarida e as pessoas já começavam a ir embora, enquanto o sol poente emitia uma luz laranjada pelo céu.
-Adeus mamãe – disse Catherine segurando uma rosa branca – sei que nos veremos novamente um dia, obrigada por tudo – ela beijou a rosa e a depositou sobre o túmulo e então saiu com Augustus para ir embora.
-Sabe mamãe – dizia Edward – eu sei que você pode me ouvir, porque você mora dentro do meu coração. Eu te amo muito e pelo seu amor quero prometer algo. Eu juro que sempre irei proteger a Catherine de todos os males, mesmo que isto custe minha própria vida. Não irei perdê-la! Juro! – e dizendo isso beijou uma rosa e a depositou junto com tantas outras.
Edward saíra correndo do cemitério em direção de sua casa, embora ele estivesse triste pela morte de sua mãe ele sentia que ela ainda vivia nele, tudo graças a sua irmã Catherine. Ele tinha esperança no amor de Catherine, o mesmo amor que sua mãe tinha por ele.
E dessa forma o sol se pôs, levando consigo a dor e o sofrimento de todos. Até quando isso seria possível?
___CONTINUA NO PRÓXIMO EPISÓDIO___
Notas finais
-Você diz a verdade, Augustus? Você me ama?
Ele sorri.
-Juro pela eternidade que o meu coração é seu.
CAPÍTULO 2: Juramento de Amor"
"A morte é uma passagem..."
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