Notas iniciais
Pessoal, não tive paciência pra revisar e corrigir possíveis erros de ortografia. Peço a compreensão de todos. Se acharem algo absurdo me avisem nos reviews que eu vou dar uma olhada e corrigir, se o erro for realmente absurdo podem me xingar. KKKKKKKK . Espero que gostem.

Lizandra de Áries.

Lizandra corria em alta velocidade ao longo do que lhe pareceu ser a Av. Padre Cícero. Depois da luta com Felipe, na qual ele havia lhe cegado ela havia ficado desnorteada, confusa e sem saber direito o que fazer. O que lhe ajudou a superar tudo isso foi à aparição de Erik no auditório. O poder que ele emanou naquele momento foi tão grande que mostrou para Lizandra outra forma de enxergar. Tudo que ela precisava era se concentrar no cosmo do adversário, que quase criava forma na sua frente, era como se ela voltasse a enxergar.

Quanto ao que estava ao seu redor era tudo uma questão de aguçar o restante dos outros sentidos.

Agora ela corria procurando por um adversário. Ou melhor, procurando pelo adversário. O único que ela queria enfrentar era Felipe. O garoto que seqüestrou Larissa, e que a fez ficar cega. Ele fez com que ela ouvisse a coisa mais aterrorizante que já experimentara. “TITIA!” O grito agudo que ela ouviu após o barulho de janelas se estilhaçando ainda era vivo em sua mente. E ele iria pagar por isso.

E não só pela dor que ele causou a ela. Mas pela dor que causou a Lays, como se ela já não se preocupasse com coisas de mais.

Ela parou sua corrida percebendo que estava parada em cima da linha do trem. Ela não soube por que mais alguma coisa a fez seguir o caminho da linha férrea. Ela então caminhou num passo rápido ao longo da linha. Ela não fazia a menor idéia de que horas eram, mas tinha certeza de que já passava da meia noite. Ela também não tinha certeza se o trem passava a essa hora, mas isso não tinha a mínima importância.

Enquanto seguia ao longo da linha férrea ela notou o desaparecimento do cosmo de John, o que a preocupou, mas relaxou ao perceber a explosão do cosmo de Rafael e de Victon vindo do mesmo local, o que significava que ela não precisaria ir até lá para verificar.

E depois de quase vinte minutos de caminhada, ela pôde sentir o cosmo familiar que tanto procurava. Estava parado bem na sua frente, ao se concentrar ela viu uma silhueta se formar na sua mente e teve certeza que o garoto da armadura de argolas estava bem na sua frente.

– Até que enfim eu te encontrei. – Lizandra falou na direção daquele cosmo.

– Pensei que eu tivesse te cegado. Como recuperou a visão? – Perguntou aquela voz calma.

– Não seja tolo. Você está vendo que meus olhos estão fechados. – Rebateu Lizandra. – Eu só aprendi a enxergar sem precisar dos olhos.

O silêncio pairou sobre os dois enquanto ninguém se mexia. Após alguns segundos Lizandra pôde sentir a aproximação lenta do inimigo. Quando eles estavam bem próximos, com um movimento rápido Lizandra lhe acertou um soco na cara. Ele não fez nada para se defender, mas se distanciou.

– Então você não está blefando, é mesmo verdade. – O humor na sua voz era inconfundível. – Mas você acha mesmo que vai conseguir me derrotar? Mesmo que tenha aprendido a enxergar sem os olhos?

– Porque você não vem e luta comigo pra descobrir?

Felipe ficou parado por alguns segundos e em seguida partiu para cima de Lizandra com velocidade total desferindo uma seqüencia de chutes e socos. Lizandra, apesar da cegueira, pôde ver todos eles e desviar da maioria.

Ele tentou desferir um chute na lateral do estomago de Lizandra, mas essa era a abertura da qual ela precisava. Segurando a perna que estava lhe atacando e lançando o inimigo no chão, ela sabia que ele rapidamente se levantaria, e assim foi feito, mas ele se levantou tonto e atordoado, o que foi a oportunidade perfeita para Lizandra. Com uma velocidade muito alta ela desferiu uma seqüencia de socos no seu estomago, sem dar a oportunidade de defesa.

O último golpe foi o mais poderoso, veio recheado com uma camada forte de energia, que fez com que Felipe fosse jogado a alguns metros na linha férrea.

Lizandra sentiu o olhar frustrado de Felipe se dirigir a ela. Ela caminhou alguns passos em direção ao seu inimigo, mas não se aproximou de mais. Ele continuava a observá-la sem proferir uma única palavra.

– Como você faz isso? – Felipe finalmente falou. – Como consegue, mesmo sem enxergar, seu poder não diminuiu, muito pelo contrário, está diferente... Mais concentrado, mais poderoso...

– Há boatos de que, na última geração, o cavaleiro de Virgem se privava de sua visão para concentrar mais o seu poder... Aquilo o deixava mais poderoso do que qualquer outro cavaleiro. O mesmo aconteceu comigo... Sem a visão, meu poder se concentra melhor, isso me deixa mais poderosa.

– Ah é? Vamos ver se isso é realmente verdade.

Felipe se levantou de um pulo e se pôs na posição do Megaman. Lizandra percebeu o que ele iria fazer, mas não se mexeu.

– RAIO SOLAR!

O raio de energia brilhante veio para cima dela a toda velocidade, mas ela não se mexeu, quando estava próxima Lizandra conteve toda a energia do golpe entre suas mãos.

– Fato sobre cavaleiros: Não se usa o mesmo golpe mais de uma vez!

Dizendo isso ela descarregou a energia armazenada de volta para seu criador, que recebeu o impacto do golpe com potência total, ao que parecia a surpresa por Lizandra ter, não só segurado o seu golpe, mas também voltado contra ele, o deixou paralisado de mais para se defender.

– Vamos lá, se levante. Eu sei que esse golpe não é o suficiente para acabar com você! – Gritou Lizandra para seu inimigo caído.

Ele tremeu e se levantou. Lizandra podia sentir que seu cosmo, apesar dos danos sofridos continuava, não só o mesmo, como teve um leve aumento, talvez pela frustração, ou raiva.

– Isso é impossível. – Felipe falava mais consigo mesmo do que com Lizandra. – Como ela conseguiu fazer isso?

– Não fique tão impressionado... Porque não se levanta e continua tentando me atacar?

Ele então se ergueu e voltou a tentar um combate corpo a corpo. Só que esse era diferente do anterior, seus punhos emanavam um brilho intenso e perigoso. A chuva de golpes que se seguiu foi complicada de evitar, alguns golpes até chegaram a queimá-la.

Houve um momento em que se tornou impossível se defender, os golpes fizeram com que ela caísse de joelhos no chão, enquanto Felipe socava agressiva e continuamente suas costas.

A raiva por tudo que aquele sujeito a fez passar transbordou tão rápido quanto à chuva de socos que era desferido sobre ela.

Houve um momento de espera então a aura branca de Lizandra começou a tomar conta de seu corpo, e, com um grito, ela explodiu seu cosmo. O impacto fez com que Felipe fosse atirado mais uma vez, mas, antes que ele pudesse atingir o chão, Lizandra se levantou, saltou com o dedo indicador levantado e gritou:

– REVOLUÇÃO ESTELAR!

A energia gerada pelo poder da técnica tomou a forma de milhares de estrelas, e com o comando de Lizandra foi atirado para cima do filho de Apolo. Que recebeu o impacto com potencia total.

Seu corpo agora estava tremendo e sangrando. Por um instante ele teve dificuldades de se pôr de pé, mas conseguiu fazê-lo.

Lizandra caminhou lentamente até seu inimigo. Que a olhava atentamente.

– Está doendo? – Perguntou Lizandra. – Você pensa que essa dor que você sente se compara a dor que eu senti quando você seqüestrou Larissa? Ou melhor, você acha que essa dor que você sente se compara com a que minha amiga Lays, irmã de Larissa, sente? – Ele não respondeu. – Você não sabe o que é a dor.

Lizandra levantou a mão com os dedos indicador e médio erguidos, pronta para cegar o seu oponente, mas uma mudança no ambiente fez com que ela parasse.

O chão estava começando a tremer, mas isso não era causado por Felipe, Lizandra podia sentir que ele estava tão confuso quanto ela. Mas então a verdade tomou conta dela. E era obvio. Eles estavam em cima da linha férrea, pelo jeito o trem realmente passava de madrugada, e ele estava vindo na direção deles agora.

Lizandra não perdeu tempo, partiu para cima do trem, passando pelo seu adversário.

– Aonde você pensa que vai?! – Gritou Felipe quando ela passou por ele. – Onde?!

Lizandra podia sentir que as vibrações no chão ficavam mais fortes à medida que se aproximava. Quando julgou suficiente ela saltou para pousar no teto do trem. Ela não teve muita dificuldade para se equilibrar.

Depois de alguns segundos a voz de Felipe chegou aos seus ouvidos.

– Muito inteligente da sua parte. – Ele falou. – Por um instante pensei que você estivesse fugindo.

– Fugindo? De você? – Disse Lizandra sarcasticamente. – Não me faça rir! Você não está em posição de tirar onda da cara de ninguém, é você quem está ferido!

Lizandra pôde sentir a raiva dando forças a Felipe. Ele veio para cima dela com tudo. A batalha foi violenta, nenhum dos dois se entregava. Porém Lizandra não usava de todo o seu poder, ela meio que brincava com seu inimigo, apenas para frustrá-lo.

Em meio à troca de socos Lizandra se lembrou do que estava para fazer antes do trem interrompê-la. Desviando de um soco com uma tapa, ela segurou firme no pescoço de Felipe e disse:

– Vou continuar o que eu estava prestes a fazer.

Dizendo isso ela ergueu novamente os dedos e atirou-os contra os olhos de Felipe que por sua vez berrou de dor. Lizandra pode sentir o sangue espirrando em seu rosto. Ela então o jogou de volta no teto do trem, se contorcendo e berrando.

– Ótimo. – Disse ela por cima do barulho dos trilhos. – Agora estamos lutando de igual para igual. Talvez nem tanto. Vamos levante-se e lute! Você não se julga tão capaz de acabar comigo.

Risadas maléficas saíram da boca de Felipe e Lizandra pôde sentir que ele se levantava lentamente.

– Tem razão... Não é tão complicado assim... – Disse ele. – Você é realmente uma amazona poderosa, garota.

– Porque você diz isso agora? – Perguntou Lizandra.

– Sua cosmo-energia é realmente formidável, agora eu entendi como é enxergar sem os olhos. Vamos ver como eu me saio num combate corpo a corpo.

Ele partiu para cima de Lizandra. Eles rolaram para o final do vagão e Felipe segurou o pescoço de Lizandra de forma que ele ficasse pendurado na borda.

– Agora, você está derrotada! Com apenas um movimento eu quebro seu pescoço!

O erro dele foi parar para conversar, o que deu tempo suficiente para Lizandra reunir um pouco de energia na palma da sua mão e descarregá-lo no estomago de Felipe, que foi jogado para trás.

Lizandra esfregou um pouco o pescoço que estava dolorido por causa do aperto.

Agora a coisa tinha ficado seria. Lizandra não havia pensado na possibilidade dele aprender a enxergar sem os olhos numa velocidade tão surpreendente. E o que é pior, ele havia entendido como usar a cegueira como uma forma de deixar seu cosmo mais poderoso. Ela não poderia mais brincar.

Ele se levantou um pouco atordoado e Lizandra não perdeu tempo, antes que ele pudesse se reerguer totalmente ela flutuou até ele e desferiu um soco na cara, quando pegava impulso para desferir o segundo, ele se abaixou, evitando do golpe. Ele saltou, girou e desferiu um chute no rosto de Lizandra, que evitou com o braço esquerdo, reuniu um pouco de energia e, mais uma vez, descarregou-a no estomago do inimigo. Ele recuou, mas não foi ao chão.

Lizandra começou a sentir o cosmo de Felipe aumentando numa velocidade inumana. Ele agora corria na direção de Lizandra. Ele a empurrou e juntos eles caíram do trem. Ela ficou um pouco tonta e atordoada e ao que parecia ele havia caído perfeitamente em pé.

– Então uma mesma técnica não funciona num cavaleiro? Vamos tentar uma coisa diferente.

Ele então segurou Lizandra pelo pescoço e a ergueu. Seu cosmo foi dirigido para as pernas e eles levantaram vôo. O ar começava a ficar mais frio e rarefeito Lizandra tinha dificuldade para respirar. Então o podar dela começou a esquentar e queimar o corpo de Lizandra aos poucos.

– SUPER-NOVA SOLAR!

Uma enorme explosão começou a se formar no interior de Felipe e começou a se expandir.

– Ficou louco?! Nós dois vamos morrer!

– Não minha cara... Eu sou um filho de Apolo, não posso morrer por meio de fogo... A única que vai morrer aqui é você!

Antes que Lizandra pudesse gritar a dor tomou conta de seu corpo. E uma grande explosão foi emanada.

Cada parte do corpo de Lizandra foi queimada e ardia como nunca antes, ela tinha certeza de que só estava viva graças à proteção da armadura de ouro ela teria morrido.

Lizandra pôde sentir a mão de Felipe afrouxando o aperto e soltando-a. Ela começou uma queda livre o ar tampava completamente seus ouvidos, a única coisa que ela podia ouvir era o vento.

“Não acabou! Não enquanto eu estiver respirando! Lays está lá, enfrentando o mundo pela sua irmã, ela não vai desistir assim tão fácil, e eu também não!”

Esse pensamento deu forças extras para Lizandra, seu cosmo agora brilhava intensamente. O poder que ela gerou foi tão imenso que ela sentiu que podia fazer qualquer coisa.

Com um movimento rápido ela se virou e entrou em posição de pára-quedismo. Planando ela se concentrou um pouco e se tele transportou para onde o cosmo de Felipe estava. Ela caiu com um baque surdo no chão e pode ouvir a voz do filho de Apolo.

– Como você sobreviveu?

– Eu não vou morrer enquanto não te derrotar.

– Tola! Você acredita mesmo que vai me fazer pagar pelo seqüestro daquela garotinha idiota?! – Gritou ele. – Você nunca vai conseguir! Sabe por quê? Porque você é fraca!

Ódio. A raiva que ela sentia se transformou num ódio que transpareceu tanto no seu rosto quanto no seu cosmo, que brilhava mais do que nunca. Ela sentiu Felipe ficando paralisado.

– Eu sou fraca? – Perguntou ela contendo um grito. – Como você pode dizer isso? Você não sabe pelo que eu passei para dizer que eu sou fraca! O único fraco aqui é você. Que nunca soube e nunca vai saber o que é a dor real... Você nunca perdeu alguém que você ama! Aliás, eu não sei se você é capaz de amar alguém!

O cosmo de Lizandra ardia intensamente como nunca havia acontecido, sua aura estava completamente brilhante e pleno. E a coisa mais incrível aconteceu com ela, o cosmo estava tão poderoso que ela pôde sentir sua visão voltando.

Ela se deu ao luxo de abrir os olhos e pôde vê-lo se aproximando.

– Cale a boca! SUPER-NOVA SOLAR!

– MURALHA DE CRISTAL!

Lizandra construiu quatro paredes em volta dele, e a explosão foi contida dentro de um cubo. Ela pode ouvir o grito de frustração de Felipe em meio à fumaça que foi gerada pelo ataque.

Se arriscando um pouco, Lizandra baixou as muralhas que envolviam Felipe e pôde vê-lo com os olhos fechados e com uma aparência grotesca de quem havia chorado sangue.

– Viu? Você é o único fraco aqui.

– Você... Pelo que você luta? – Ele perguntou com a voz fraca. Lizandra pôde sentir seu cosmo enfraquecendo.

– Para proteger. Não só aqueles que eu amo, mas o resto do mundo, pra que as pessoas possas viver suas vidas e consigam realizar seus sonhos...

– Você dá sua vida pela de pessoas que você nem conhece? – Perguntou ele com humor na voz. – Tola...

Lizandra se limitou a olhá-lo. Correu até ele e acertou um chute na sua cara, que o fez cair de bruços no chão.

– EXTINÇÃO EXTELAR!

As estrelas envolveram o corpo de Lizandra e, transformando-se numa enorme galáxia foi lançado para o corpo de Felipe envolvendo-o. Com uma grande explosão o corpo de Felipe foi desintegrado.

Acabou. Lizandra foi acalmando o seu cosmo e, à medida que ele ia diminuindo, sua visão ficava turva até que escureceu completamente e sua cegueira voltou.

Ela caminhou até a calçada e se sentou. Cada parte do seu corpo tremia, mas ela se sentia satisfeita. Ela havia conseguido destruir Felipe e, como bônus, seu cosmo ganhou um grande poder, o que fazia dela uma amazona mais poderosa do que antes.

O cansaço físico estava acabando com ela, tanto que ela não conseguiu dar à devida atenção a explosão do cosmo de Rayssa que ela sentiu vindo de algum lugar ao leste. Ela simplesmente se deitou e dormiu.

Notas finais
É isso aí... Só lembrando que a página de reviews está aberta pra qualquer coisa. Até a próxima. o/