Os Blakes
1 01: Chove Sem Parar
Notas iniciais
Um amanhecer frio de inverno na residência Blake. Uma forte chuva caía do lado de fora do terreno, umedecendo as janelas e o piso externo, e esfriando a área interna. Eram cerca de cinco da manhã. O dia ainda não havia clareado.
Giancarlo Blake, pai de Rafael e Markus, estava passando a semana com seu filho mais novo, Rafael. O velho acordou naquela hora e ligou a TV para assistir alguma coisa.
A área onde o velho Blake estava tinha um sofá-cama, um rack com uma TV de 52 polegadas, um receptor de som surround poderoso, um decodificador da operadora assinada pela família e um console LiveStation 4, o mais poderoso sistema de jogo da GameLive Entertainment..
Completando o kit surround, havia dois alto-falantes de chão na frente, quatro bookshelfs, com duas na lateral e duas na parte traseira, um alto-falante central e um subwoofer poderoso, que poderia fazer o chão tremer. Os Blakes adoravam assistir a um filme com um som tão poderoso, principalmente as crianças.
Atrás do sofá havia uma mesa de sinuca. Os familiares jogavam nas reuniões como forma de convívio entre si.
Ao lado da área de TV, havia alguns sofás com lareira e mesa de centro, que geralmente eram usados quando os membros queriam uma área tranquila para leitura, usando laptops ou algo semelhante.
Em frente a essa área ficava a mesa de jantar, onde Rafael e sua família faziam as refeições e realizavam reuniões familiares, que aconteciam quando havia algum assunto importante para discutir e combinar entre eles.
Carl, como era conhecido entre os amigos militares, desligou a TV e resolveu fazer um café para o filho e a família, que acordariam mais tarde.
Poucos minutos depois, depois de preparar o café para o resto da família, o velho foi até o sofá, pegou seu eReader, escolheu um thriller político para ler e relaxou, enquanto desfrutava do prazer de ler um livro, mesmo que apenas em formato eletrônico.
* * *
Tudo estava calmo, os outros membros dormindo pacificamente, até que Beatriz, esposa do proprietário, resolveu acordar no quarto principal.
No quarto principal ficava a cama de casal, onde dormiam Rafael, o dono, e Beatriz, sua esposa. Também um guarda-roupa para os dois estava na frente da cama. Nas mesinhas laterais, algumas fotos e o celular da esposa estavam ao lado dela e um relógio digital do marido.
Olhando da cama, do lado esquerdo do guarda-roupa havia uma porta que dava para o banheiro, que os dois usavam quando precisavam.
E, ao lado da cama, perto da parede, estava uma mesa que a jovem esposa utilizava caso precisasse fazer algum trabalho rápido, como digitar em seu laptop ou algo parecido.
O marido dela tinha o estúdio no primeiro andar para isso, então ele deixou o espaço para ela.
Uma janela grande estava perto da porta do banheiro.
A esposa de Rafael acordou e, quando estava prestes a se levantar, foi puxada para um beijo apaixonado por seu marido. Beatriz era uma jovem muito bonita com lindos olhos castanhos, cabelo castanho escuro, seios médios e um corpo no peso ideal. Ela estava usando um pijama semitransparente na hora de dormir. A senhora se casou com Rafael quando tinha dezessete anos. Aos dezoito anos, a esposa deu à luz seu primogênito e, aos vinte, sua filha. Ela já estava com quase trinta anos, mas ainda era jovem e bonita.
Os casamentos em Buckinstone aconteciam durante o início da idade adulta. Uma moça de dezesseis anos já está pronta para se casar de acordo com a lei do país.
"Bom dia meu amor!", disse ela, de forma manhosa. "Está se sentindo bem hoje?", terminou, perguntando ao marido como ele se sentia.
"Estou bem, só com um pouco de sono!", respondeu ele, bocejando. Rafael era o CEO de uma equipe de eSports, mas tinha sido jogador quando era mais jovem. Ele aceitou o cargo de CEO quando anunciou sua aposentadoria da jogatina profissional.
"Entendo, não se preocupe! Durma mais um pouco, e eu vou fazer um café para nós!", mencionou ela, levantando-se da cama onde estava.
"Olha, acho que não precisa! Meu pai deve ter feito isso, ele acorda bem cedo!", comentou Rafael, falando um pouco sobre seu velho.
"É, e… é chuva? Parece que está chovendo forte lá fora! Acho que devemos deixar todas as janelas fechadas, principalmente no quarto da nossa princesa!", falou ela, ouvindo o barulho da chuva vindo de fora do solar.
"Tenho que concordar, é muito barulhento!", respondeu o marido. "Que bom que não tenho hora marcada hoje! Posso ficar em casa com a minha linda família!", finalizou.
"Own! Que fofo, amor!", Beatriz murmurou para o marido, colocando uma roupa casual, antes de soprar um beijo e sair do quarto.
* * *
A moça saiu do quarto para o corredor. O local tinha paredes brancas com algumas pinturas penduradas nele. A porta que dava acesso às escadas estava do lado esquerdo, um metro de distância da porta da suíte master. Ela então desceu as escadas, passou por um quarto e virou à esquerda na sala de estar.
* * *
Chegando ao quarto, Beatriz logo cumprimentou o sogro. "Bom dia, Sr. Blake! Dormiu bem?", perguntou ela.
"Sim, minha nora! Colchão muito confortável, obrigado pelo conforto!", disse o velho, respondendo à pergunta da nora.
"Que bom saber, senhor Blake! Sempre será bem-vindo em nossa residência quando quiser passar o dia conosco, senhor!", disse ela, tentando agradar ao sogro.
"De novo, muito grato! E por falar nisso, fiz um café, espero que gostem! Não sei se vocês gostam de café forte!", respondeu o velho Blake.
Na verdade, Giancarlo gostava de estar perto de Beatriz, já que ela era uma boa esposa para seu filho. Tinha qualidades que ele apreciava nas mulheres, como respeitar o patriarca, esforçar-se ao máximo para fazer as coisas da casa e cuidar dos que dela dependem. Além disso, ela tratou o velho Blake com o maior respeito.
Para ele, as damas que se juntam a grandes clãs como os Blakes devem sempre respeitar os anciões do clã.
"Não se preocupe, senhor Blake! Sim, eu provei e está muito bom! Muito obrigada por fazer o café para nós!", ela comentou, mencionando que o sogro sempre fazia um bom café.
“Só estou fazendo o que posso pela linda família do meu filho!”, disse ele, voltando seu olhar para o programa que estava assistindo na TV.
Tendo o café já feito pelo velho, Beatriz preparou todo o resto. Pães de queijo e presunto, pedaços de frutas, sucos de frutas e tudo o que precisavam para um café da manhã tradicional dos Blakes.
O café da manhã geralmente era cheio de coisas para comer.
* * *
Às seis e meia, em um quarto no primeiro andar da casa e à direita da sala de jantar, a caçulinha dos Blakes, Bianca, abriu os olhos.
Seu quarto não era muito grande. Tinha sua cama de um lado, decorada com um cobertor grosso rosa e lençóis rosa, e seu travesseiro era branco. Em frente à cama estava sua cômoda, feita em madeira de mogno com algumas gavetas para suas roupas e acima dela estava sua TV, que ela mal usava, pois preferia a TV da sala para assistir alguma coisa e jogar.
Ao lado da cama estava sua mesa, com seus cadernos escolares de um lado e seu laptop do outro. Além disso, na frente da escrivaninha estava sua cadeira, uma cadeira de jogos e de escritório feita de couro com listras rosa.
À direita da cama havia uma junção de janela e porta, permitindo que a garota saísse para o quintal. Estava fechada porque caía uma forte chuva no lado de fora.
Ela tinha quatorze anos, vestia uma camiseta verde clara e shorts curto acima dos joelhos. Bianca era considerada linda, com seios bem desenvolvidos, cabelos castanho-escuros e olhos verde-esmeralda, peso ideal e voz graciosa.
A garota se levantou e se sentou em sua cama. "Hm, está chovendo hoje. Talvez meus pais me peçam para ficar dentro de casa, embora eu prefira ficar dentro, de qualquer forma.", pensou a menina, virando-se para a direita e olhando pela janela. Bom, Bianca não era o tipo de garota que ficava do lado de fora, era mais caseira, algo que seus pais amavam nela.
De sua porta, se ela virasse à direita, ela iria acabar no escritório e estúdio de seu pai, que ele não a deixava entrar, a menos que ela precisasse fazer algo dentro do local.
* * *
NA casa de MARKUS, ele acordou um pouco deprimido naquele dia, pois não tinha nada para fazer, a não ser assistir a um filme no sistema de vídeo on demand.
Antes do filme, ele preparou um café para si e também seu café da manhã.
"Ah, é isso que eu amo!", disse a si mesmo, enquanto bebia seu café. "Vamos ver o que passa na TV agora!", finalizou, pegando o controle remoto do televisor e navegando pelos canais.
"Hm, tem algo interessante no momento!", ele murmurou, ao parar em um canal que tinha alguém conversando e dando dicas para jogadores de RPG. RPG é um tipo de jogo de mesa em que os jogadores desempenham papéis que eles escolhem no início e as histórias das quais participam são chamadas de campanhas. É um jogo muito divertido se você tiver um grande grupo de amigos para jogar com você.
"Oi pessoal! Meu nome é Michael Burns, e desta vez estarei dando dicas do que você, o game master, pode fazer se as coisas saírem do planejado!", começou o cara na tela, apresentando o que ele estaria falando sobre naquele video.
"Hm, talvez valha a pena assistir para mim!", murmurou Markus.
"Então, as primeiras coisas primeiro! Se as coisas desviarem, você pode mover os NPCs e embaralhar os itens que seus jogadores podem estar recebendo! Talvez dar a eles um prêmio por tentarem algo que você não escreveu no script? Ou deixá-los levar a narrativa para onde eles quer e depois continuar a partir daí? Acompanhe as pessoas que conheceram durante o caminho! Tenha alguns ramos prontos se os jogadores decidirem levar a narrativa para outros pontos! Não tente levá-los de volta para o ramo antigo, isso fará eles acham que não têm nenhuma importância na sua história! De qualquer forma, existem muitas coisas que você pode tentar para minimizar o risco de não ter para onde ir de onde parou! Um bom plano é a melhor arma do mestre do jogo, use-o com sabedoria! " , informou o cara na tela, antes que o vídeo chegasse ao fim.
"Ele deu algumas dicas boas, talvez eu possa experimentá-las com meus amigos quando estiver jogando RPG?", comentou o solteiro, para si mesmo, ao mudar de canal após o fim da esquete que estava assistindo.
* * *
De volta à mesa de jantar, Beatriz arrumava a mesa para o café da manhã da família.
"Bom dia mãe! Bom dia vovô!", disse Bianca, entrando na sala de jantar e sentando-se em um lugar diferente do pai, já que ele havia estabelecido que não queria que ninguém sentasse ali.
"Bom dia! Como você está hoje, princesa?", perguntou sua mãe, virando-se para a jovem.
"Bom dia, minha linda neta!", respondeu Giancarlo, ao ouvir a voz da menina que entrara ali.
"Estou bem mãe! Dormi e acordei bem!", disse a caçula. “Apesar deste dia chuvoso!”, finalizou.
"Bom para um filme hoje, não acha, Beatriz?", Giancarlo perguntou, antes que o filho aparecesse na porta da sala de jantar.
"Concordo, pai! O tempo chuvoso é perfeito para assistir filmes em família!", respondeu o patriarca sorrindo para seu pai e abraçando sua esposa.
"Tenho que concordar, vovô!", respondeu Bianca, conforme o avô havia dito, enquanto comia o pão que a mãe preparara para ela. "Sempre dando o seu melhor no café da manhã, hein, mãe?", brincou a garota, elogiando a dedicação da mãe a esse tão importante café da manhã.
"Obrigada, querida! Eu faço o que posso para dar certo para todos, princesa!", Respondeu a mãe, dando um beijo carinhoso na testa da filha.
A garota fechou os olhos ao sentir o beijo em sua cabeça.
Com isso, Felipe apareceu dizendo bom dia a todos os familiares, inclusive ao pai.
"Bom dia família!", disse ele, de forma alegre.
"Você está feliz hoje, hein? Aconteceu alguma coisa?", Beatriz perguntou, curiosa com o bom humor do garoto no momento.
"Nada demais! Apenas acordei de bom humor!", respondeu o filho mais velho enquanto preparava um copo de suco e servia um pouco para a irmã caçula. "Aqui, mana!", finalizou, entregando o copo à irmã.
"Obrigada maninho!", respondeu a mais nova, recebendo o copo do irmão.
Bom, o Felipe e a Bianca cuidavam um do outro como irmão e irmã, então, quando um precisava, o outro vinha ao socorro.
Giancarlo, enquanto os netos comiam, resolveu contar algumas piadas militares, alguns acontecimentos que aconteceram quando ele estava na ativa, arrancando risos dos familiares.
"Vocês já ouviram a história da GRANADA?", Começou a narrar. "Aconteceu há muito tempo, quando eu estava na ativa! Um dia, estávamos treinando o lançamento de granadas, e um sargento disse a um amigo meu para gritar GRANADA nas quatro direções! Então, eu o ouvi gritando GRANADA NAS QUATRO DIREÇÕES, GRANADA NAS QUATRO DIREÇÕES! Sério, eu não conseguia acreditar no que ele dizia! Ri tanto naquele dia! ", finalizou sua história.
"Ah, pai! Você e suas histórias, nunca me canso de ouvir!", comentou Rafael, rindo.
"Nem eu, amor! Eu acho elas muito engraçadss, ainda mais pelo jeito que ele conta, nos faz rir muito mais!", respondeu Beatriz ao esposo.
"Você poderia escrever um livro com essas histórias, vovô!", sugeriu Felipe, pois seria uma boa ideia.
Giancarlo tinha um bom passado como oficial militar aposentado.
"Concordo com meu irmão, vovô! Daria um livro muito legal!", concordou Bianca, por sugestão do irmão.
* * *
À TARDE, Rafael, Beatriz e Giancarlo estavam na sala conversando um pouco.
"Você deve se orgulhar! Seus filhos têm o maior respeito por vocês e por mim, eles são bem criados e maravilhosos!", disse o velho, elogiando a forma como o neto foi criado pelo filho e pela nora.
"Sempre tivemos orgulho dos nossos filhos! Bianca estuda muito, e Felipe adquiriu a habilidade do pai nos videogames! Tenho certeza que eles escolherão bons caminhos no futuro!", respondeu a jovem mãe ao elogio do sogro.
"Sim, embora o Felipe tenha se espalhado em várias habilidades, pelo que eu sei quando conversei com ele sobre vocação!", respondeu o patriarca Blake.
Na verdade, tanto o pai quanto a mãe tinham orgulho de seus filhos, que estavam fazendo o que queriam. É isso que os pais geralmente desejam para seus filhos.
* * *
Em outra parte de Buckinstone Ridge estava Travis Smith. Ele estava fazendo sua parte para ser eleito o próximo primeiro-ministro de Buckinstone.
Ele decidiu fazer um discurso.
"Olá a todos! Se eu for eleito, farei o meu melhor para preservar o senso de tradicionalismo que Buckinstone teve por duzentos anos! Sancionarei leis que vão nessa direção, tentarei o meu melhor para lutar contra a ala esquerda! Venham comigo, pessoal! Vamos tornar Buckinstone melhor! Vamos fazer de Buckinstone um país para todos nós! Quando for eleito, vou trabalhar para nós! Vou trabalhar para Buckinstone! Travis Smith para primeiro-ministro! Vocês estão comigo ???", ele gritou ao microfone.
"SIM!!! TRAVIS SMITH PARA PRIMEIRO MINISTRO!!!", gritou toda a multidão.
"Agora é hora de perguntas! Vocês tem alguma pergunta para mim?", Disse ele, abrindo o discurso para perguntas, como seu relações públicas sugeriu.
"Sr. Smith?", chamou um repórter que estava lá para assistir ao discurso.
"Sim, meu amigo? Tem uma pergunta?", perguntou Travis ao repórter.
"Sim! Senhor, o que vai fazer com os programas sociais de Buckinstone, como o Programa de Assistência à Família?", questionou o repórter.
“Vou mudar! Crianças de famílias assistidas vão ter que ir à escola e manter a frequência e as notas em um determinado ponto, para que a família tenha direito de receber a assistência! Além disso, vamos tentar o nosso melhor para ensinar uma carreira aos adultos e fazê-los trabalhar! Se os filhos tirarem notas baixas ou frequência sofrível, ou o adulto não trabalhar, a família terá o dinheiro das assistências bloqueado! ”, explicou Travis.
"Boa! Você vai trabalhar na educação?", perguntou o repórter.
"Sim, vamos abrir programas de educação domiciliar em todo o país e elevar a qualidade de nossa educação! Os professores que atualmente trabalham passarão por mais treinamento, vamos reformar escolas começando em Buckinstone Ridge e iremos a todas as escolas do país, fazer uma infraestrutura melhor nossos professores para trabalhar e muitas coisas melhores em termos de educação! Meu objetivo é obter educação de alto nível enquanto estou no poder!", declarou o candidato.
Em seguida, outro repórter de um jornal adversário perguntou sobre finanças.
“Bom, quanto às finanças, faremos o possível para sanar as finanças durante este primeiro ano, desabilitando coisas desnecessárias e trabalhando do nosso jeito!”, declarou.
"E a saúde? Os hospitais também vão melhorar?", Perguntou um jornalista.
“Sim, vamos resolver problemas de atendimento, dar treinamento para nossos médicos, contratando ajuda externa, e algumas outras coisas que tínhamos em mente!”, disse Travis.
Ele então encerrou a rodada de perguntas e voltou ao planejamento.
* * *
Enquanto isso, no andar de cima, Felipe e Bianca estavam no quarto do garoto, conversando sobre o que haviam falado no café da manhã para o avô.
"Sabe, mano, como eu disse antes, seria bom se o vovô Giancarlo transformasse as histórias dele em livro, não acha?", perguntou Bianca ao irmão.
"Concordo, são tantas as histórias engraçadas que você poderia escrever um livro de humor e piadas com elas, como um Histórias de Caserna!", respondeu Felipe.
"HAHAHAHA, bom título! Vamos contar pro vovô!", Bianca comentou, rindo da sugestão de título do irmão.
"É, talvez ele goste de escrever isso em um livro!", respondeu Felipe, rindo da própria sugestão.
* * *
À NOITE, a família decidiu assistir a um filme, e escolheu um bom filme de drama para encerrar a noite. Felipe e Bianca fizeram alguns comentários durante o filme, e seus pais tentaram mantê-los quietos para que pudessem ouvir os diálogos que vinham do alto-falante central de seu sistema de entretenimento.
Algumas situações do filme foram intensas, a ponto de fazer alguém chorar. Outras situações fizeram as pessoas pularem de suas cadeiras.
* * *
Depois do filme, Beatriz preparou o jantar, então toda a família jantou na mesa da sala enquanto conversavam sobre outros assuntos.
Comeram em silêncio, sem discutir, ou seja, sem brigar.
Até que Felipe começou a implicar com a irmã, e o problema começou com a mãe tentando impedir as crianças de brigarem.
"Felipe! Bianca! Parem agora mesmo!", ela gritou, assustando as crianças.
"Desculpe-me, Sr. Giancarlo!", disse ela ao pai de Rafael, que estava na mesa com eles.
"Tudo bem, minha querida! Crianças sempre serão crianças! Isso é completamente normal!", respondeu Giancarlo, deixando passar. Na verdade, o velho Blake não ligava muito para essas brincadeiras, então, ele deixava passar tranquilamente, afinal, eram os netos dele brincando, o que o entretia durante o jantar.
* * *
ANTES DE DORMIR, despediram-se de Giancarlo, que estava saindo de casa naquela noite. Seus netos se despediram, pois amavam muito o avô.
Rafael também se despediu do pai, prometeu que sempre seria bem-vindo em sua casa, e também prometeu levar toda a família para visitar o velho.
Ao ouvir isso, Giancarlo mencionou que Beatriz havia lhe falado a mesma coisa pela manhã quando ele elogiou o colchão onde dormia pelo conforto.
Depois das despedidas, era hora de dormir. Rafael abraçou seus filhos, começando pelo primogênito e dizendo boa noite a cada um.
Beatriz também, acariciando-os.
Antes de ir dormir, Felipe deu um beijo na testa da irmã e a menina recompensou o irmão com um abraço.
Era uma coisa comum na família um irmão beijar a testa da irmã.
Felipe deitou-se em seu quarto, ligou o despertador para o dia seguinte e dormiu, com um som de chuva ao fundo para embalar seu sono.
Beatriz e Rafael assistiram às últimas notícias da noite antes de irem para a cama também.
* * *
Em seu quarto, Bianca pegou seu eReader e laptop, e copiou um ebook para ela ler de manhã, já que era uma leitora ávida, assim como seu irmão e seu avô.
Então a caçula Blake bocejou, deitou-se e, depois de um tempo, adormeceu profundamente, com a chuva lá fora, forte e ao mesmo tempo quieta.
* * *
No quarto, o patriarca abraçou a esposa e beijou-a, depois a acariciou e puxou a senhora para que se deitasse na cama, sendo abraçada por ele.
"Sabe, fico feliz que seu pai nos ame tanto! Ele é um bom sogro, pelo menos para mim!", comentou a esposa, bocejando.
"Hm, sim! Meu pai é um grande homem! Gosto muito que ele valorize o que fazemos por ele! E que goste de você como nora!", respondeu o marido, aos comentários de sua esposa sobre o pai dele.
Beatriz então fechou os olhos, deitando-se no ombro do marido e suspirando que o amava, antes de adormecer.
"Eu também te amo, minha linda esposa!", sussurrou o marido, enquanto a esposa adormecia em seu ombro.
Ele esperou um pouco e então fechou os olhos, murmurando um "Boa noite!" para sua esposa.
* * *
Toda a família dormia com a chuva, pois caía o dia todo, inclusive durante o sono. E aí terminou outro dia com os Blakes.
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