Logo após Morgan ter me deixado sozinha no meu novo quarto não me veio outra coisa na cabeça a não ser aproveitar. Comecei pela cama que era de casal e toda minha! Eu estava pulando feito louca e perdendo o fôlego entre risadas histéricas.

Minhas risadas estavam tão altas que alguém escutou, e agora estava mexendo na maçaneta da porta. Eu fiquei imóvel e quase sem respirar direito.

— Posso entrar?

Eu não reconheci a voz, mas permiti que entrasse assim mesmo, e quando vi quem era fiquei aliviada.

Era Victor o filho mais velho de Morgan e Margareth donos do hotel. Mas ele não estava sozinho; atrás dele pude ver Tiffanny carregando uma de minhas malas.

— Meu pai pediu que trouxéssemos suas bagagens. — Disse Tiffany que tinha uma voz aveludada e doce, até demais.

Eles estavam me encarando de forma que eu comecei a me sentir constrangida.

— Ahh... Podem deixar bem aí, perto da porta. Muito Obrigada!

— Não há de quê, florzinha! — Tiffany respondeu.

Victor não parecia gostar muito de falar, mas antes de sair ele deu um sorriso e fixou o olhar em mim que me pareceu encantador. Já Tiffany parecia ser super comunicativa e pelo jeito gostava de mim, ao ponto de já se sentir intima e me dar apelido assim logo de cara.

Assim que eles deram as costas, eu fui até a porta que ainda estava aberta com as minhas malas travando a passagem e fiquei observando eles sumirem pelo corredor. Eram como vultos de tão rápido que eles andavam, e eu fiquei me perguntando como alguém poderia ser tão rápido assim?

Encarei as minhas malas e percebi que eu não estava nem um pouco a fim de desfazê-las agora, e a maneira mais conveniente que eu encontrei de procrastinar foi ir até ao quarto de Megan para ver se era como o meu ou até melhor. Eu sabia onde era porque Morgan havia deixado ela lá primeiro antes de me mostrar meu quarto, então era só virar à direita no corredor.

Bati na porta e entrei. Megan estava desfazendo as malas, o que me surpreendeu, porque ela era bem mais preguiçosa do que eu.

— Victor e Tifanny que trouxeram suas malas também? — Perguntei me sentando na cama dela, que era igual a minha afinal das contas.

— Sim. E eles parecem ser bem fortes não acha? — Ela passou uma das mãos na franja que havia saído de trás da orelha. — Victor estava carregando minhas malas com uma única mão, não é hilário?

Eu dei uma risada curta do tom cômico que ela sempre costumava usar quando achava alguma coisa bizarra demais, e respondi:

— Isso é no mínimo estranho Megan. Não acha?

Eu devo ter feito uma careta estranha, porque Megan me olhou daquele jeito de novo, quando quer me avisar que só posso estar ficando louca ou algo do tipo. Então ele sorriu e me puxou pra fora de seu quarto.

— Vem Jenn, vamos dar uma volta na beira da piscina!