Os 7 cristais: the end
1 The end : Parte 1
— Escuto gritos, choros, risadas... quem são? Onde eu estou? É escuro... é triste... vazio... solitário... Quem são eles? Quem sou eu? Por que estou aqui? Por favor... me tirem daqui... me tirem desse vazio.
Agora em um enorme palácio, sobre um trono de Ametistas, estava uma mulher de cabelos pretos, com um longo vestido preto e uma armadura. A mesma estava adormecida, porém, algo dentro dela, perturbava a sua mente.
—-------------------------Enquanto isso----------------------------------------------------
Em uma enorme arena no país do fogo estava prestes a começar um show de uma cantora famosa mundialmente. As luzes estavam apagadas e o público estava eufórico, esperando pelo começo do espetáculo.
Infiltrada no meio da multidão estava uma jovem loira de aparentemente dezessete anos. Agora a mesma dizia discretamente na escuta:
— Eles estão aqui. Hora do show. –disse a mesma sorrindo.
(Link da música nas notas finais).
Agora o show começava e logo as luzes se acendiam sobre a cantora que começava o show.
Enquanto isso no lado de fora entrava dois agentes que seguiam, dois homens. Um dava o sinal para a companheira, dizendo para a mesma seguir para a direita.
Porém ao vê-los, um segurança perguntou:
— Tem ingresso?
Logo o rapaz mostrou o distintivo de detetive e disse:
— A moça está comigo.
— Fiquem a vontade. –disse o mesmo.
Agora o rapaz seguia o homem, enquanto a colega seguia para o outro lado.
Enquanto isso a jovem que estava entre a multidão vê um homens instalando umas dinamites.
— Ora, ora… -disse a mesma sorrindo. – Parece que alguém quer animar o show.
— O que?! –Perguntou o mesmo se levantando.
— Kaminari Aimi. –disse a jovem. –Tenho ordens para prendê-lo.
— Acha que será tão fácil me pegar garotinha?! –Perguntou o mesmo partindo para cima da mesma com um soco.
Logo a mesma desviou do golpe e o acertou com um chute no rosto derrubando-o no chão. Agora a mesma perguntava discretamente enquanto o segurava pela gola da camisa:
— Onde está o seu chefe?
— E-eu não sei do que está falando.
— É mesmo?
Enquanto isso no outro lado da arena, o agente se colocava atrás de uma mulher e perguntava discretamente:
— Onde está o mandante?
— Do que está falando? –Perguntou a mesma se virando e colocando a mão em seu peitoral, enquanto jogava o cabelo para o lado.
— Você sabe… -disse o mesmo encarando-a seriamente.
Agora a mesma sacava uma faca e tentava atacar o mesmo que bloqueou o ataque no mesmo instante com os revolveres e disse olhando em seus olhos:
— Não devia brincar com essas coisas.
Agora o mesmo a empurrou criando mais um tumulto no meio da plateia.
Logo a cantora começou a perceber o estranho movimento na plateia, mas não parou de cantar. Mas logo a mesma viu uns homens criando um grande tumulto atrás do palco e parou ao ver que estavam invadindo o palco.
— O que significa isso?!
— Você vem com a gente! –disseram os homens segurando-a pelo braço.
— O que?! Me solta!
Ao se darem conta do que estava acontecendo, o público começou a entrar em desespero. Ao perceber, Aimi tentou acalma-los:
— Calma! Nada de pânico!
Logo a pessoa começaram a passar pela mesma, quase derrubando-a no chão, deixando-a irritada:
— Qual é?!
Enquanto isso o rapaz seguia os homens que levava a artista até o lado de fora de arena, para uma carro. Logo Aimi começou a segui-los.
Agora junto do amigo perguntava:
— Onde ela está?!
— Ela seguiu para outro lado. –disse o mesmo. – É muito difícil trabalhar com ela!
— Achou que iria controla-la assim? –Perguntou a amiga. – Você não a conhece mesmo.
Agora o mesmo gritou:
— Solte-a!
— E quem é você? –Perguntou um dos homens debochando.
— Detetive Ren, patente azul! Tenho ordens para prende-los, por tentativa de sequestro.
— Quer dizer que subiu de patente? Em tão pouco tempo? –disse rindo. –Até ano passado era da patente amarela.
— Pois é. –disse o mesmo e vocês não se cansam de fugir e tentar sequestrar a mesma pessoa. –disse debochando.
— Parece que só tem eu no mundo. –disse a jovem. – Se não fosse a minha imagem eu os queimaria vivos!
— Cala a boca! –Gritou o mesmo levantando a mão para a mesma.
Mas antes que o mesmo a acertasse sentiu uma bala atravessando sua mão e agora caindo de joelhos, com uma enorme dor gritava:
— M-minha mão! Minha mão!
Agora todos olhavam para trás e viam uma jovem de aparentemente dezoito anos, com um uniforme amarelo, dizendo:
— Se tentar levantar a mão para ela novamente, vai ganhar mais um buraco na mão.
— Maldita! –Gritou o outro homem partindo para cima da mesma.
Logo a jovem desviou do golpe facilmente e o acertou com um chute nas costas derrubando-o no chão. Agora a mesma viu outro correndo em sua direção e agora mesma saltava, pisando na cabeça do mesmo, pegando impulso para dar um mortal, até a cantora.
Agora a mesma caia diante da artista e se levantava dizendo sorrindo:
— Desculpe o atraso, Saya.
— Apenas me desamarre. –disse a mesma. – Sabe que não posso usar minhas habilidades assim.
— Mas não tem ninguém aqui. –disse a mesma baixo.
— É o que você acha. –disse a mesma ainda sorrindo. – Amanhã as fotos de vocês estarão no jornal em toda a cidade.
Agora a mesma pegava um canivete e cortava a corda amarrando a mão da amiga e dizia:
— Pronto. –disse a jovem. – Ren já colocou as algemas neles? –Perguntou a mesma.
— Esse é o seu trabalho. –disse o mesmo prendendo-os emburrado.
Agora Aimi via umas bolas de fogo voando na direção das amigas e logo gritou:
— Cuidado!
Imediatamente alguém se colocou na frente das duas e fez com que quebrasse uma onda sobre as bolas de fogo, apagando-as.
— Francamente… -disse um rapaz suspirando. — …ainda não apreenderão que nunca se dá as costas para um adversário?
Amedrontado o chefe do grupo encarava-o e dizendo:
— N-não se aproxime!
— Você atrapalhou o meu encontro, o que espera que eu faça?
— E-eu posso te arranjar garotas muito melhores! Com muito mais corpo!
— Agora já não interessa mais! –disse o mesmo ativando os olhos verdes.
Agora o mesmo ao ver aqueles olhos caiu em uma ilusão e começou a gritar desesperado. Logo o mesmo suspirou, desativando os olhos e deu as costas ao adversário e disse:
— Ren é com você. –disse o mesmo.
Agora Misaki olhava para o alto e dizia:
— Missão cumprida.
— Bom trabalho. –disse alguém. – Aimi, obrigado pela colaboração.
— Disponha. –disse a mesma sorrindo.
— Encontro vocês na agência.
— Tá. –disse Ren.
Agora Misaki entrava em transe e ao perceber que a jovem não respondia, a pessoa por trás da escuta a chamava:
— Misaki? Misaki? Está ouvindo? Misaki!
— Só um minuto Takao. –disse Ren.
Agora o mesmo começava a chamar a jovem que continuava em transe e logo Aimi começou a chama-la também.
Logo Saya percebeu que o amigo, estava assim como Misaki, em transe:
— Hiroshi?
Preocupada a mesma começava a chacoalha-lo enquanto o chamava preocupada. Agora ambos desmaiavam, apenas ouvindo uma voz dizendo a ambos:
— O nosso futuro, está nas mãos de vocês.
Depois daquele dia, dois dias se passaram.
Agora a jovem detetive despertava em seu quarto, logo a mesma se levantou e encontrou o seu pai sentado em uma cadeira, debruçado na cama, completamente adormecido.
Logo a mesma sorriu, encarando-o. Agora ela via Yuu entrando no quarto, dizendo:
— Você deixou o seu pai preocupado sabia?
— Yuu. –disse a mesma.
Agora o mesmo acordava o detetive cutucando-o:
— Ei! Tá na hora de trabalhar!
— Hm? –Perguntou Ken despertando.
— Vamos! Sua princesa já acordou! –disse o dragão, que agora era uma espécie de empregada da casa.
Agora o mesmo levantava e ao ver a filha acordada, a abraçou e disse:
— Ainda bem!
— Papai, tá me esmagando! –disse a mesma.
— Se você soubesse como eu fico preocupado quando você fica inconsciente desse jeito!
— Papai, eu já estou bem. –disse jovem corada. – Não precisa se preocupar.
Agora o mesmo segurava o seu rosto e dizia:
— Não quero mais você nesse tipo de missão! Fará suas missões no país do raio, fora não!
— Papai, o que aconteceu é inevitável. –disse a jovem sorrindo. – Além disso independente de onde eu estiver, isso pode acontecer.
— Mesmo assim, por mais que aconteça, eu vou estar por perto. –disse o mesmo encarando-a.
— O Ren e a Aimi estavam comigo. –disse a jovem. – Me trouxeram viva não é?
— Não importa. –disse o mesmo se levantando. – Está decidido. Agora preciso me arrumar, estou atrasado.
— Vai voltar para almoçar? –Perguntou Yuu.
— Não sei. –disse o mesmo saindo quarto.
— Como não sabe?! Acha que é fácil cozinha, lavar e tomar conta de uma casa sozinho?! Ingrato! –gritou Yuu inconformado seguindo-o.
— Eu te pago para isso! –disse Ken.
— A Harumi me tratava melhor! Pelo menos colocava ração na minha tigela!
Agora Ken o puxava pelo pescoço e dizia baixo:
— Cala a boca!
— Qual é o problema?! Já está na hora da menina saber de onde eu vim! –disse o mesmo sussurrando.
— Isso eu decido! –disse o mesmo sussurrando.
Agora Misaki caminhava até o quarto do pai perguntando:
— O que está acontecendo? O que vocês dois estão cochichando?
— Nada querida. –disse Ken largando o pescoço de Yuu. – Escute Misaki, eu estive conversando com os seus avós e achamos melhor discutir sobre estes transes que você e o Hiroshi tem tido no palácio das águas. Chamamos a Midori e Tsuchii também, então naturalmente, Ren irá conosco.
— Será que ele tem que ir comigo em todos os lugares? –Perguntou emburrada.
— Misaki não começa. –disse o mesmo suspirando.
— Não quer que eu namore com ele e não quer que eu o odeie, o quer então? –Perguntou a mesma.
— Trate ele como qualquer um na agência. –disse o pai. – Vocês podem ser amigos.
— Nunca! –disse a filha dando as costas e caminhando até o quarto.
— Que menina difícil. –disse Yuu.
— Nem me fale. –disse Ken caminhando até o banheiro. – Prepare alguma coisa para ela comer está bem?
— Pode deixar.
—-------------------------Enquanto isso -------------------------------------------------
No país das águas, no palácio real, Hiroshi estava em seu quarto e acabara de despertar:
— O que?
Agora o mesmo se levantava rapidamente e pensava:
— Aquela voz…aquela coisa…
Agora o pai entrava no quarto do filho e dizia ao vê-lo acordado:
— Vejo que já acordou.
— Entrei em estado de transe de novo não é?
— É. –disse o pai encarando-o –Como foi o encontro?
— A garota ficou tão assustada com as explosões que saiu correndo. –disse o mesmo suspirando. –Droga, a Saya devia largar a carreira de cantora.
— Fala como se não gostasse de salva-la. –disse o mesmo rindo maliciosamente.
— Não sou guarda costas dela. –disse o mesmo. –Além disso, agora ela tem noivo para protege-la.
Agora Akio se sentava ao lado do filho e dizia:
— Faz um ano Hiroshi, não acha que já está na hora de aceitar?
— Aceitar o que? –Perguntou o mesmo meio corado.
— Aceitar que você a ama. –disse o mesmo.
— Está falando sério? –Perguntou o mesmo se levantando. – Eu apaixonado por ela? Já viu como ela é…é…não tenho nem palavras.
— Não consegue achar um defeito não é? –Perguntou o pai rindo. – Você é cabeça dura, igual a sua mãe.
— O que eu sentia por ela acabou a partir do momento que ela aceitou casar com aquele sujeito. –disse o mesmo seriamente caminhando até a sacada do quarto.
— Então é isso? Está com o orgulho ferido.
— Orgulho ferido? –disse o mesmo sentindo a brisa batendo. – Está enganado, eu a deixei livre para escolher e ela tomou a decisão dela.
— Sabe que ela é uma pessoa pública. –disse Akio colocando a mão em seu ombro. – Assim como você não é?
— O que?! –Perguntou o mesmo assustado, pensando que o pai havia descoberto que ele havia se tornado piloto de corrida.
— Você é um príncipe Hiroshi, isso te faz uma pessoa pública. –disse o mesmo. – Se coloque na posição dela, além de princesa de Haru, é uma artista. Imagine as ameaças que ela recebe todos os dias.
— Com toda a certeza, ter um piloto de corrida como o Sora deve ser um ponto a favor para ela não é?
— Bom, antes do ocorrido no ano passado eles já tinham um relacionamento.
— Tanto faz. –disse Hiroshi. – Ela fez a escolha dela e eu fiz a minha de esquece-la.
— Você é quem sabe. –disse o pai suspirando enquanto dava as costas. – Escute, sua mãe está muito preocupada. Assim que terminar de se arrumar desça para falar com ela entendeu?
— Tá. –disse o mesmo ainda olhando para o jardim da sacada.
Agora Akio saia do quarto do filho deixando-o sozinho novamente. Agora o mesmo pensava:
— Não posso comentar com eles sobre o que vi… preciso ter certeza antes…
—------------------------------Enquanto isso---------------------------------------
No palácio de Haru, no quarto de Saya a mesma penteava os cabelos cantarolando.
— Ele foi…—Pensou se encarando no espelho ainda corada.
Agora a mesma se levantava e se jogava na cama enquanto pensava:
— Fico pensando se ele está bem…
Agora mesma fechava os olhos e se lembrava das palavras que o rapaz havia dito há um ano atrás e corava. Imediatamente a mesma olhou para um ursinho que havia ganhado do mesmo e imediatamente o abraçou e disse:
— Eu sinto muito… Hiroshi…
Logo a mesma ouviu o celular tocando, quando o pegou e viu quem era, respirou fundo e atendeu:
— Alô?
— Soube do que aconteceu no seu show, você está bem? –Perguntou o noivo.
— Estou. –disse a mesma sorrindo. – Você sabe, esse tipo de coisa acontece a toda hora.
— Isso não pode continuar. –disse o mesmo. – Precisa de seguranças. Seu irmão é o imperador, peça que alguém do exército te acompanhe!
— Eu agradeço a preocupação Sora, mas não será necessário.
— Eu não quero que você se machuque igual a última vez.
— Não se preocupe, eu estou bem. –disse a mesma sorrindo. – Vem almoçar conosco essa tarde?
— Lamento minha princesa, tenho uma sessão de autógrafos, podemos marcar para semana que vem?
— Como quiser. –disse a mesma sorrindo.
— Nos vemos semana que vem. –disse o noivo. – Até.
— Até.
Agora a mesma desligava enquanto pensava:
— Papai ficará furioso quando voltar do país das águas com a mamãe…
Agora alguém batia em sua porta e dizia:
— Posso?
— Claro Kenji. –disse a mesma se levantando da cama.
— O Sora vem almoçar conosco?
— Não. –disse a mesma. – Ele tem compromisso, mas prometeu que viria semana que vem.
— Entendo. –disse o mesmo. – Escute, acho que você devia dar uma pausa com os shows, o número de ameaças estão aumentando e como você não quer lutar para evitar escândalos, então…
— Não se preocupe maninho. –disse a jovem sorrindo.
— Saya, eu só quero te ver bem.
— Eu gosto do que faço. –disse a mesma sorrindo. – Não me importo com as ameaças.
— Entendo. –disse o mesmo sorrindo. – Mesmo assim, tome cuidado. –disse colocando a mão sobre sua cabeça.
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