Os 7 Cristais: Em busca das 7 safiras
1 Capítulo 1: O reencontro dos guardiões
Amanhecia no país das águas e todos se levantavam para abrir os seus comércios na cidade real. Não demorou muito, começava o movimento pelas ruas, crianças caminhando até a escola com os seus responsáveis, comerciantes oferecendo as suas mercadorias e os cidadãos buscando por seu café da manhã nos mercados e feiras.
No palácio real não era diferente, todos os empregados já haviam chegado no local para começar o seu trabalho. As empregadas não demoraram para começar a limpeza, as cozinheiras a preparar o café da manhã da família real e a governanta a manter tudo em perfeita ordem, e claro, cuidar da princesa.
Agora no quarto do imperador das águas, o mesmo estava completamente adormecido, enquanto sua esposa dormia sobre o seu peitoral. Logo ambos começaram a ouvir o relógio apitar, despertando-os.
— Que horas são? –Perguntou o imperador sonolento
— Não sei –Respondeu a esposa de olhos fechados –Estou exausta…
O mesmo não demorou para pegar o relógio, para verificar as horas; mas ao ver que horas eram, deu um grito assustado, acordando a imperatriz que agora perguntava assustada:
— Qual é o seu problema, Akio?!
— Eu estou atrasado! –Respondeu tirando a esposa de cima e se levantando –Esqueceu que prometi a Harumi de acompanha-la até a escola nova?!
— Prometeu leva-la até a escola nova? –Perguntou a espadachim estranhando – Mayumi pode leva-la –Respondeu a imperatriz se levantando
— Ontem ela estava bastante nervosa –Respondeu se lembrando da mesma fingindo uma febre –Mas é natural, ela está indo para a terceira série e não conhece ninguém no colégio –Suspirou
— Não acha que está mimando demais a nossa filha? –Perguntou Miyu sorrindo enquanto penteava os seus cabelos –Ela vai acabar ficando caprichosa
— É só um dia –Respondeu dando um selinho em seus lábios –Até mesmo porque, muito provavelmente vou precisar viajar por um longo período –Comentou o guardião se lembrando do ocorrido de alguns dias atrás
Enquanto isso no quarto da princesa das águas, Mayumi a ajudava a sair do banho e perguntava:
— Muito bem Harumi, com qual roupa você quer ir para a escola nova?
— Com uma roupa normal –Respondeu suspirando
— Hm? Mas você tem uns vestidos tão lindos, uns conjuntos tão fofos –Estranhou –Não quer ir com o seu vestido azul com estampa de flocos de neve? –Perguntou mostrando-o
— Não –Respondeu desanimada
Mayumi percebeu que a menina estava nervosa com o primeiro dia de aula na escola nova, então não forçou a usar o vestido sugerido.
— Que tal escolher você mesma? –Perguntou sorrindo
— Eu? –Perguntou surpresa
— Ora, você já é uma mocinha –Respondeu sorrindo –Quer que eu chame a sua mãe para te ajudar com o cabelo? Talvez você se sinta melhor na companhia dela
— Sim! Obrigada Mayumi! –Agradeceu abraçando-a ainda enrolada na toalha.
Logo depois a governanta do palácio e também babá da princesa, se retirou do quarto e caminhou em direção ao quarto do imperador e da imperatriz, para chama-la.
Agora Akio abria a porta do quarto, dando de cara com a governanta que cuidará de si desde menino.
— Mayumi? Algum problema? –Perguntou estranhando o fato dela não estar ajudando sua filha a se arrumar para a escola
— A Harumi quer que a mãe dela a ajude –Respondeu sorrindo
— É mesmo? –Perguntou surpreso – Assim de repente?
— Ela estava meio desanimada para primeiro dia de aula, então deixei ela escolher a roupa que queria ir para a escola e se vestir sozinha –Respondeu –Sugeri da mãe dela ajudá-la a pentear os cabelos
— Entendo –Disse o mesmo sorrindo –Nesse caso eu vou chamar a Miyu
— Com licença –Pediu se retirando
Logo o imperador voltou para dentro do quarto e chamou a esposa, que agora estava no banho:
— Miyu!
— Sim?
— Pode ajudar a Harumi a pentear os cabelos? –Perguntou –Ela quer que você a ajude
— Só um minuto –Pediu –Peça para ela esperar
— Tá –Respondeu se retirando do quarto
Agora o imperador descia as escadas do palácio; mas se surpreendeu ao encontrar uma pessoa no saguão do palácio.
— A-Ayaka?! –Perguntou
— Já faz tempo, não é? –Perguntou a mesma sorrindo –Como vai?
— Bem –Respondeu com um sorriso –Venha, vamos tomar café. Logo a Miyu irá descer com a Harumi
Agora ambos caminhavam até a sala de jantar e ao chegar sentavam-se a mesa. Não demorou para o imperador comentar:
— Não imaginei que fosse chegar tão cedo
— Assim que recebi a carta de Miyu eu parti –Respondeu – Como está a Harumi? Ela manifestou algum sinal da maldição? Sentiu algo na região da marca? –Perguntou
— Felizmente não –Respondeu suspirando –Mas como a Miyu já explicou na carta, ela foi possuída por aquele oráculo. Segundo ele, precisamos reunir as sete safiras espalhadas pelo mundo
— Entendo –Respondeu tomando um pouco de café seriamente
— A safira das águas apareceu no meu quarto; mas as crianças pegaram e enterraram no jardim –Comentou –Quando Harumi foi desenterrar, aquele oráculo a possuiu dizendo que precisaríamos das sete safiras
— Que loucura –Disse a guardiã do vento –Sempre que pensamos estar com tudo resolvido, aparece mais uma –Suspirou
— Nem me fale –Comentou –Parece uma maldição
Enquanto ambos tomavam café, Miyu estava no quarto de Harumi, penteando os cabelos da princesa em duas maria-chiquinha.
— Uau! Ficou tão fofo! –Comentou a menina com os olhos brilhando –Obrigada mamãe! –Agradeceu a menina agora abraçando-a
— Agora pegue sua mochila –Pediu abraçando-a – O seu pai vai te deixar na escola
— Tá –Respondeu sorrindo
— Boa menina –Respondeu a espadachim se separando da filha –Estaremos na sala de jantar
— Tá
Agora Miyu se levantava e se retirava do quarto da filha, que por sua vez pegava a sua mochila.
Ao descer, Miyu se dirigiu a sala de jantar e ao chegar, se deparou com a guardiã do vento conversando com o seu marido.
— Ayaka? Não sabia que já havia chegado –Cumprimentou – Como vai? –Perguntou se sentando na cadeira
— Bem –Respondeu –E você? Como vai a vida de imperatriz e mãe? –Perguntou rindo
— Ultimamente anda meio difícil conciliar as coisas –Respondeu suspirando –Ainda estou pagando a dívida que tenho com o conselho por ter matado aquelas pessoas no país da neve. Não imaginei que seriam tantas missões
Agora Fujiro chegava a sala de jantar e se sentava ao lado da irmã enquanto comentava:
— Não devia ficar reclamando tanto. Se dê por feliz que pode fazer as missões próxima de onde sua família mora
— É verdade –Comentou Akio –Fujiro, você roda o mundo completando missões, não é?
— Naturalmente –Respondeu –Os crimes que eu cometi foram bem mais graves que os da Miyu. Kotaki, também está fazendo missões locais
Agora Akio via a filha chegando na sala de jantar, que ao ver Ayaka, a cumprimentou:
— Ayaka! Você veio nos visitar!
— Sim –Respondeu sorrindo –Como tem se sentido Harumi?
— Bem –Respondeu com um sorriso, enquanto se sentava ao lado da guardiã
— Que bom –Respondeu sorrindo
Enquanto isso, nas ruas da cidade real, Taiyoo chegava junto com Hikari, que agora conversava com a guardião do sol sobre a carta que havia recebido de Miyu, explicando sobre a situação das Safiras e da possessão de Harumi.
— Muito estranho, não é? –Comentou Taiyoo seriamente com a amiga –Essas Safiras aparecerem do nada
— O mais estranho é esse oráculo que possuiu a pequena Harumi –Comentou Hikari seriamente –Tomar o corpo de uma criança, o que ganhariam com isso?
— Realmente é muito estranho –Concordou a amiga pensativa –Poderia ter sido qualquer um, poderia até mesmo ter sido o Ken ou o Meguri que estavam mais próximo…
— Acha que foi proposital? –Perguntou Hikari
— Talvez sim –Respondeu –Mas ao que parece, esse oráculo não está do lado de Demon, do contrário não nos manteria informados sobre as joias
— Eu não sei –Comentou Hikari pensativa –Esse oráculo… eu não confio nele
— Sabe de algo a mais? Algo sobre ele? –Perguntou Taiyoo
— Infelizmente não –Respondeu –Mas é como se algo me alertasse quanto a ele
— Entendo –Respondeu
Agora ambas caminhavam até o palácio do imperador onde se encontrariam com os demais. No caminho, se depararam com a guardiã do fogo, que agora falava ao celular com o marido, preocupada pelo mesmo estar sozinho com Keiichi e Kenji:
— Kira, tem certeza que ficará tudo bem? –Perguntou preocupada –Sabe como os meninos são levados
— Não se preocupe, o importante agora é a sua missão –Respondeu o imperador de Haru, agora vendo os filhos correrem pelo jardim do palácio
— Kira, não esqueça que o Kenji precisa tomar o xarope da gripe –Pediu –Também não se esqueça que precisa ir até a escola conversar com a professora deles a respeito do Keiichi. Ela disse que ele anda aprontando muito nas aulas
— Fique tranquila –Pediu o mesmo agora vendo que Keiichi jogava terra na cara do irmão que agora chorava –Amor só um minuto. Keiichi! Não jogue terra na cara do seu irmão! Brinque direito!
— Kira, está mesmo tudo bem?! –Perguntou preocupada
— Amor, relaxa –Pediu voltando a falar com a esposa –Foque nesta viagem, afinal, nosso mundo depende de vocês agora
— É mesmo, não é? –Perguntou a mesma sorrindo –Estou chegando no palácio, quando terminarmos de conversar eu te ligo de novo
— Está bem
— Eu te amo, diga as crianças que eu estou com saudades –Pediu com um sorriso
— Eu também te amo –Respondeu com um sorriso –Cumprimente os demais por mim
Logo Sayo ouviu a voz dos filhos no telefone perguntando:
— É a mamãe?!
— Mamãe eu estou com saudades!
— Quando você volta?!
— Mamãe eu quero uma bola de futebol!
— Um livro de pintar!
— Crianças a mamãe precisa desligar!
— Mamãe! Mamãe! –Ela escutava os filhos chamarem
Logo a linha ficou muda, indicando que a ligação havia caído. Agora a mesma ria enquanto guardava o celular no bolso. Não demorou muito para a mesma encontrar as amigas ao seu lado e cumprimenta-las:
— Hikari! Taiyoo! Como vão? –Perguntou sorridente
— Bem –Responderam
— Parece que você já está com saudades das crianças –Comentou Taiyoo sorrindo
— Eu fico preocupada de deixar o Kira sozinho com os meninos –Respondeu sorrindo –O Kenji é bastante tranquilo; mas eu sou a única que consegue controlar o Keiichi
— Sei como é –Respondeu Taiyoo se lembrando do irmãozinho caçula
— Estamos indo para o palácio –Comentou Hikari –Quer ir conosco?
— Sim, eu também estava indo para lá
— Vamos –Chamou Taiyoo
Enquanto isso, andando do outro lado da cidade, que agora acendia e em seguida tragava um cigarro, ainda se perguntando:
— Por que eu tenho que fazer isso? Que droga, isso não acaba nunca, que droga…
Agora o mesmo se lembrava da promessa que fez ao seu mestre, em seu leito de morte. Ele não podia falhar com aquele que o criou, lhe deu amor e carinho. Por mais que odiasse aquela situação e quisesse ficar fora dela, ele ainda tinha que cumprir com a sua palavra.
Logo o mesmo se dirigiu para o palácio real, enquanto atirava o cigarro no chão. Ainda caminhando o mesmo pensava:
— Os cristais se transformaram em safiras… e um oráculo possuiu a neta de Hajime. Será que essa menina é a escolhida para derrotar Ametista? Por isso estão tentando manipula-la? Não, os oráculos são braços direitos de Safira… impossível disto acontecer
Não demorou para o mesmo ver um movimento estranho no comércio. O mesmo não se importava com o que estava acontecendo, então resolveu passar reto e não dar atenção.
Agora o mesmo esbarrava em uma jovem de aparentemente quinze anos, que agora se desculpava:
— Sinto muito
— Preste mais atenção por onde anda –Disse indiferente e andando em direção ao palácio
Agora a jovem corria até aquele amontoado de gente, tentando encontrar o seu amigo. Não demorou para a garota encontra-lo trocando socos com um homem em meio as pessoas que observavam a briga.
— Quem você pensa que é?! Moleque atrevido! Vou te ensinar como um estrangeiro deve se comportar!
— É mesmo? –Perguntou o mesmo indiferente –E como eu deveria me comportar? Forçando uma mulher ao que ela não quer? Arrastando-a para um cantinho?
— Não! Deveria cuidar da sua vida!!! –Gritou partindo para cima do mesmo prestes a acerta-lo com um soco
Rapidamente o mesmo bloqueou apenas com uma mão. Logo começou a apertar sua mão, até quebra-la.
— Não se meta mais com as mulheres deste país –Mandou seriamente enquanto o adversário gritava de dor –Agora elas tem quem as defenda
Agora todas gritavam completamente derretidas pelo rapaz, como fãs fanáticas. Enquanto isso a sua amiga revirava os olhos e pensava:
— Que conversinha…
Agora o mesmo notava a presença da amiga e a chamava:
— Midori! Onde estava?
— Onde eu estava?! Procurando você! O que você acha?! –Perguntou nervosa
— Eu hein –Respondeu encarando-a de cima para baixo –Relaxa um pouco
— Relaxar?! Sabe o quanto de trabalho eu tenho?! E tive que acompanhar um cara mimado como você até esse país! Tudo por ser um irresponsável que foge do trabalho sempre que pode!
— Como você é chata –Respondeu dando as costas –Aproveita um pouco a vida
— Você é insuportável! –Respondeu nervosa
— Eu digo o mesmo –Respondeu revirando os olhos
Enquanto isso, em outro ponto da cidade, Akio estava na frente da escola de Harumi, com a filha abraçada em sua perna.
— Harumi, o que você está fazendo? –Perguntou tentando solta-la
— Não quero ir…
— Harumi, você precisa conhecer –Disse tentando solta-la de sua perna –Se você não entrar nunca saberá como é, pode perder as coisas boas que essa nova escola pode te proporcionar –Respondeu sorrindo
— Por exemplo? –Perguntou encarando-o
— Vejamos –Pensou –Amigos, merenda e sem contar as coisas incríveis que você pode aprender aqui –Respondeu sorrindo
— Conta outra! –Respondeu nada convencida
— Como é?
— Está me enrolando! –Respondeu nervosa
— Me respeita mocinha –Mandou o pai afastando-a de sua perna –Agora já para dentro, sua professora está chamando os alunos
Agora a menina virava para o pai com os olhos cheios de lágrimas e perguntava:
— Você não me ama mais?
— N-nem vem com essa –Respondeu quase que cedendo a chantagem emocional da filha
Agora a professora aparecia diante dos dois e cumprimentava o imperador de seu país:
— Majestade, é uma honra recebe-lo em nossa escola
— Vim trazer a minha filha –Respondeu sorrindo –Ela está um pouco assustada, é o primeiro dia dela nesta escola
— Entendo –Disse sorrindo
Logo a professora se abaixou na altura princesa e disse:
— Há várias crianças da sua idade lá dentro –Respondeu sorrindo –Tenho certeza que elas desejam conhece-la
— Não! –Respondeu se escondendo atrás de Akio
— Harumi! –Chamou começando a perder a paciência
— Soube que o seu pai é um guardião, não é? –Perguntou a professora sorrindo
— E o que tem isso? –Perguntou áspera atrás do mesmo
— Harumi! –Chamou-lhe a atenção
— Majestade, vossa alteza é um guardião, não é? –Perguntou encarando-o
— Sim –Respondeu não entendendo a pergunta
— Viu só, Harumi? Até mesmo o seu pai tem que enfrentar os seus medos, não é majestade? –Perguntou a professora
— Claro que sim –Respondeu se abaixando na altura da filha, entendendo o jogo da professora –Quando eu tenho que proteger a joia das águas com o poder de guardião, ás vezes aparecem pessoas más que eu tenho medo
— Você tem medo? –Perguntou Harumi estranhando
— Tenho –Respondeu –Tem uma coisa que não apenas eu, como sua mãe também tem medo
— A mamãe?! Não pode ser! Ela é sempre tão corajosa! Ás vezes até mais que o você –Respondeu pensativa
— Não posso discordar –Respondeu meio se lembrando da esposa peitando os ministros do país – Mas nós temos dois medos em comum, que enfrentamos todos os dias
— Quais? –Perguntou curiosa
— O primeiro e maior medo é deixa-la crescer e ficar independente de nós –Contou -E o outro… -Deu uma pausa pensando na marca da maldição
— Hm?
— Deixa para lá –Respondeu sorrindo – O ponto é que não podemos impedi-la de crescer e se tornar mais independente a cada dia, por isso precisamos superar esse medo e encará-lo de frente, entende? O mesmo você deve fazer com o seu medo da escola nova, encará-lo de frente e enfrenta-lo, para assim poder supera-lo
— O que me diz, Harumi? –Perguntou a professora sorrindo –Quer assistir a aula com as outras crianças? Hoje iniciaremos uma atividade em grupos, pode aproveitar para fazer amizades –Sugeriu a professora sorrindo
Amedrontada, Harumi encarou Akio que por sua vez a encarou, como quem queria dizer que era seguro a mesma ir, que iria ficar tudo bem. Ainda meio insegura a mesma caminhava até a professora, que segurava a sua mão e dizia:
— Vamos lá
Agora Akio via a filha caminhando com a professora até a sala de aula, ainda emocionado, pensando:
— Minha menininha, já está indo para a terceira série
Logo o mesmo se virou para trás e disse aos guardas que haviam acompanhado ele e a filha:
— Eu vou aproveitar para dar um volta pela cidade, depois darei uma passada no templo –Avisou –Estão dispensados
— Sim majestade –Disseram fazendo reverência
Logo os soldados seguiram por caminhos opostos ao imperador.
Um tempo depois, no palácio das águas, todos os guardiões estavam reunidos na sala de estar, só faltava Tsuchii e Akio chegarem.
Não demorou para o imperador chegar ao palácio e apertar a campainha para que a empregada abrisse a porta.
No saguão do palácio, Mayumi ajeitava algumas flores dentro do vaso. Agora a mesma escutava a campainha tocar. Então não demorou para se dirigir a porta, abrindo-a:
— Majestade? –Perguntou vendo-o exausto
— Credo, não se pode nem andar mais pela cidade –Reclamou o imperador massageando os ombros –Estou exausto
— Ora majestade, já devia estar acostumado, afinal, vossa alteza derrotou aquele monstro celestial que o imperador Mizu havia selado nas profundezas do mar, sem contar que lutou contra aquele Shiroi. Mesmo após o estrago que aquela besta celestial fez, conseguimos nos reerguer rapidamente –Respondeu
— Uma forma de agradecer, seria se me deixassem andar por ai como uma pessoa normal –Suspirou exausto –Às vezes tenho vontade de passar o meu cargo para a Amy
— Isso não é uma opção –Respondeu a governanta sorrindo –Os guardiões já estão esperando vossa majestade na sala de estar. Falta o menino Tsuchii
— Obrigado Mayumi –Agradeceu o imperador caminhando até a sala –Se ele chegar, diga que estamos na sala de estar, por favor
— Como quiser
Agora Akio entrava na sala e ao se deparar com os velhos amigos, se surpreendeu:
— Pessoal!
— Akio! –Chamaram todos, menos Tsuki
— Como vocês estão? –Perguntou se aproximando – Ué? Taiyoo, o Ken não quis vir com você? –Perguntou o imperador estranhando, claro, como o menino sempre ia com a irmã quando ela viajava para o país das águas
— Ele está no período de aulas –Justificou sorrindo –Nosso pai está furioso por ele ter abaixado as suas notas em algumas matérias, disse que não voltaria ao país até melhora-las
— É verdade, não conhecemos os seus pais –Comentou Sayo –Da outra vez conhecemos apenas o seu irmã, Kenso
— Huh –Riu Tsuki –Ainda bem que não conheceram, a mãe dela é uma maluca –Comentou
— Ei! Tenha respeito! –Gritou a guardiã do sol nervosa
— Conheceu a mãe da Taiyoo? –Perguntou Ayaka estranhando
— Não apenas a mãe dela, como muitos parentes nossos –Comentou Fujiro seriamente –Ele conheceu até mesmo os meus avós
— Isso é verdade? –Perguntou Miyu surpresa
— Contra a minha vontade –Explicou cruzando os braços –Eu nunca concordei com o fato de me tornar um monge Tsuki, tão pouco de assumir o posto de guardião do meu mestre
— Então porque assumiu? –Perguntou Akio sem entender
— Por quê nesta mesma sala, ele me pegou de surpresa –Respondeu nervoso só de lembrar –Após o enterro da sua avó, aquele monge desgraçado… ele depositou os seus poderes em mim
— Ainda não gosta do fato de ser um guardião? –Perguntou Hikari –Quero dizer, minha mestra me passou os poderes dela quando eu ainda era apenas uma menina, nas mesmas circunstâncias
— Eu nunca vou aceitar o fato de ter me tornado um guardião fracassado –Respondeu seriamente –Eu já disse a vocês uma vez e vou repetir: é perda de tempo. Minha geração fracassou nesta missão, assim como a geração anterior, com está não será diferente.
— Não acha que está sendo pessimista? –Perguntou Akio seriamente –Nem discutimos sobre as safiras e você já está com estes pensamento negativos
— Digo o que digo por ter convivido com pessoas realmente fortes –Respondeu seriamente – Dá minha geração, eu era o mais fraco
— O quê?!—Se perguntaram de olhos arregalados
— Antes mesmo de Hajime ter o seu corpo tomado por Demon, ele já era bastante habilidoso com a espada. Ele recebeu um ardo treinamento, tanto de seu sogro quanto de seu pai. Kaguya pode confirmar isso
— Kaguya? –Perguntou Miyu seriamente
— Ela acompanhou tudo de perto –Respondeu –Michiko, Lin, Reiko, Kazehiro e Kyuri, todos eles eram muito habilidosos, seus mestres realmente eram incríveis e sou obrigada a admitir, a mestra de Kyuri foi a mais habilidosa de todas…
— O que? –Perguntou a jovem curiosa –E quem era?
Logo ambos ouviram a porta ser aberta e quando se viraram para ver quem havia chegado, viram um rapaz de aparentemente dezesseis anos, de cabelos longos e um uniforme. Ao seu lado de estava uma jovem de cabelos roxos e curtos.
— Pessoal, sinto muito pelo atraso –Se desculpou rindo
Agora o mesmo via todos encarando-o de olhos arregalados, sem acreditar que era mesmo quem eles pensavam. Então todos perguntaram ao mesmo tempo:
— Tsuchii?!?!?!
— Eu hein… já estão esclerosados ou o quê? –Perguntou estranhando, ainda encarando-os de cima para baixo
Todos encaravam o guardião da terra de olhos arregalados, já que da última vez que haviam se encontrado no casamento de Sayo, ele ainda era um menino de dez anos de idade. Agora ele era praticamente um homem, estava alto, forte, com uma voz mais grave, sem contar que o seu estilo havia mudado bastante. Estava mais descolado.
Mas não foi apenas isso que chamou-lhe a atenção. O guardião da terra não estava sozinho, estava acompanhado por uma garota. Seria a sua namorada? Não, o tempo não pode ter passado tão rápido, Tsuchii namorando era algo surreal para os que ali estavam.
— O que aconteceu com você?! –Perguntou Sayo de olhos arregalados
— Quando cresceu desse jeito?! –Perguntou Taiyoo
— O mais importante! Quem é essa garota?! –Perguntou Akio curioso
— Ela? –Perguntou – Uma chata que não larga do meu pé
— Fui mandada pela agência onde trabalhamos para vigiar esse vagabundo –Explicou a jovem – Rochitsuchi Midori, muito prazer –Cumprimentou
— Agência? –Perguntou Akio encarando o guardião da terra, enquanto a cumprimentava
— Faz um tempo que eu descobri que o meu pai tinha uma agência de detetives no país da terra –Explicou – Ele e os pais de Midori eram sócios. O pai de Midori agora está comandando da agência e está nos treinando para assumi-la quando ele se aposentar
— E acham mesmo que vão reerguer aquele lixo? –Perguntou Tsuki com um tom de deboche –A Lin sempre disse que aquilo não tinha futuro, sou obrigado a concordar
— E é uma agência do que exatamente? –Perguntou Ayaka curiosa
— Detetives –Respondeu – O verdadeiro motivo de Midori estar aqui não é apenas me vigiar, como também ajudar
— Ajudar? –Perguntou Miyu
— A Midori está sendo treinada para assumir a área de pesquisa e eu a área de investigação–Explicou –Isso significa, que ela tem acessos a informações documentadas em nosso banco de dados
— Há informações sobre os cristais –Respondeu a mesma seriamente –Informações que foram entregues a tia de Tsuchii, que pediu ao pai dele para arquivar na agência
— E vocês tem acesso? –Perguntou Tsuki seriamente
— Apenas a Midori –Respondeu o guardião da terra seriamente
— Sentem-se, por favor –Pediu Miyu seriamente
Logo todos se sentaram no sofá e logo a mesma continuou:
— Estamos reunidos aqui para discutir sobre as safiras que apareceram há algumas semanas atrás. Ao que parece, vocês terão que fazer uma viagem em busca das seis joias restantes que estão espalhadas pelo mundo
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