Os 7 Cristais: Em busca das 7 safiras
3 Capítulo 3: O reencontro com Akuma
Em um enorme penhasco, os guardiões caminhavam em direção ao país do fogo, onde começariam a procurar a primeira safira, a safira do fogo.
A verdade é que nenhum dos guardiões sabiam por onde começar a procurar, afinal, não faziam ideia do paradeiro das safiras, achar a joia das águas foi uma sorte inacreditável.
Teriam que passar uns dias no país do fogo, para que investigassem melhor, perguntar se os habitantes não haviam visto nada de estranho ou se tinham visto algo parecido.
Agora o grupo parava diante de uma ponte que dava acesso ao território do fogo. Mas para a sua surpresa, a mesma estava arrebentada, impossibilitando o acesso.
— E agora? –Perguntou Hikari preocupada – Não tem como passarmos –Comentou
Akio agora pegava uma pedra e jogava do alto do penhasco de onde se encontravam. Agora o mesmo avisava:
— É melhor achar uma forma bem segura de atravessarmos. Uma vez que cair não tem mais volta –Avisou
Agora Tsuchii tentava pensar em uma solução para aquele problema que os impedia de prosseguir com a viagem. Como ele era o guardião da terra, tinha o poder de manipular plantas e a terra; mas para o seu azar, não havia nenhuma planta naquele penhasco rochoso.
— Teve alguma ideia, Tsuchii? –Perguntou Midori encarando-o seriamente
O mesmo agora permanecia em silêncio, ainda com a expressão pensativa, enquanto todos esperavam que o mesmo arranjasse uma solução para aquele problema. Logo o mesmo suspirou e respondeu, ainda rindo sem graça:
— Não, nenhuma
Agora todos caíam para trás, esperando uma resposta completamente diferente. Logo Sayo se levantou irritada, enquanto chamava a sua atenção:
— Então não faça suspense!
— Por um segundo achei que ele tivesse tido uma ideia –Respondeu Akio emburrado
— Não acredito –Respondeu Taiyoo
— Eu poderia usar as minhas esferas de luz; mas precisaria de muita energia –Explicou Hikari –Não convém gastar tanto ki para atravessar uma ponte. Se usar tudo agora, em uma batalha mais adiante estarei menos disposta
— Você tem razão –Concordou Akio – Não podemos gastar toda a nossa energia
Agora Tsuchii tinha uma ideia. O grupo não podia gastar toda a sua energia sozinhos; mas e se utiliza-se as suas energias em conjunto? Gastariam uma força mínima e conseguiriam atravessar aquela ponte.
— Tive uma ideia –Comentou o detetive tirando as luvas – Sayo, Akio, preciso de vocês
— Sim –Disseram ambos se aproximando
— Prestem atenção; Akio, eu quero que você pegue essa terra e a transforme em lama –Pediu – Sayo, quando eu fizer umas reta com a lama, eu preciso que use a sua magia de fogo na lama. Desta forma conseguiremos improvisar um ponte de barro –Explicou seriamente
— Tá
Após Akio molhar a terra, Tsuchii começou a manipula-la e jogá-la de forma reta até o outro lado. Neste momento, Sayo usou a sua magia de fogo, para aquecer aquela lama, até deixa-la sólida e firme. O processo levou mais ou menos vinte minutos.
Ao construir a ponte, ambos pararam de usar as suas habilidades, surpreendendo a todos naquele local.
— Incrível! Fez uma ponte de barro! –Comentou Taiyoo ainda surpresa
— E não é qualquer barro –Respondeu Tsuchii convencido –Eu peguei um pouco das pedras e areias e fiz uma espécie de tijolo de concreto gigante
— Será que é seguro? –Perguntou Sayo meio insegura em relação a firmeza e da ponte
— Se dúvida porque não atravessa? –Convidou o guardião da terra confiante no serviço que os três haviam feito
— Não podemos perder tempo –Disse Akio sendo o primeiro a subir na ponte – Vamos
Agora o guardião da terra observava todos passarem; mas antes que Midori subisse na ponte, o rapaz se colocou na sua frente, fazendo como que a mesma pensasse que o mesmo fosse ajuda-la. Para a sua surpresa, o mesmo caminhou seguindo os amigos, ainda provocando-a:
— Midori, toma cuidado para não quebra a ponte. Comeu doces demais esse mês, acha que eu não senti falta dos meus chocolates?
— Os chocolates vão ser do que você menos vai sentir falta se não calar a boca –Ameaçou se controlando para não acerta-lo com um soco
Amedrontado o mesmo se calou, imaginando que se continuasse, perderia todos os dentes da boca.
Já com todos do outro lado, o grupo seguia a sua viagem até o país do fogo. Enquanto isso o grupo que não se via a anos, botava os assuntos em dia, afinal, precisavam aproveitar o momento juntos.
— Hikari e como está o Renji? –Perguntou Akio –Faz tempo que ele não aparece –Comentou
— É mesmo, não é? –Perguntou a mesma sorrindo –Ele agora está em um treinamento rigoroso com a Kaguya
— Treinamento? –Perguntou Ayaka curiosa, já que não havia motivos para o mesmo estar treinando –Aconteceu algo?
— Não –Respondeu encarando a amiga com um doce sorriso e logo depois voltando a olhar para a frente –Sabe, eu não sei como não havíamos reparado antes; mas ele e a Kaguya são muito parecidos –Comentou rindo
— Parecidos? –Perguntou Akio, não conseguindo realizar isso em sua mente
— Bem… como vou dizer? Eles discutem muito por coisas banais –Riu se lembrando – Na verdade, ambos tem o mesmo gênio difícil. A única diferença é que o Renji é mais brincalhão e a Kaguya mais centrada –Comentou rindo
— A Kaguya é uma Shiroi, não é? –Perguntou Taiyoo encarando Tsuki
— Não apenas uma Shiroi –Respondeu o guardião da lua seriamente –Ela é prima de terceiro grau da Miyu e de quarto grau da Harumi –Comentou
— Como?!?!?! –Perguntaram todos surpresos, ainda com os olhos arregalados
— Explique melhor –Pediu Akio, ainda chocado
— O avô da Miyu, Shiroi Nobuo, tinha um irmão mais velho, chamado Shiroi Nakashi –Contou –Nakashi, além de líder do clã em uma determinada época, também era pai de Haruka, que era a mãe da Kaguya –Respondeu
— Quer dizer que o avô da Kaguya foi líder?! Assim como o pai da Miyu?! –Perguntou Sayo surpresa
— Exato –Respondeu –Pelo menos foi o que me contaram
— Mas como Hajime se tornou líder? –Perguntou Taiyoo curiosa
— Durante uma época, para ser líder, você precisava ter laços de sangue direto, em outras palavras, não podiam ser parentes e sim membros diretos da família. Quando Nakashi morreu, Nobuo assumiu como líder e depois passou o cargo para Hiroi, pai de Hajime –Explicou seriamente –Hiroi foi uma figura importante na história do clã, já que ele mudou esse sistema. Durante a sua liderança, foi estabelecido que os espadachins, tanto iniciantes, quanto avançados, independente de parentesco direto, poderiam prestar uma prova para se tornarem futuros líderes
— Prova? –Perguntou Tsuchii curioso
— Era uma prova onde se testava a cooperatividade entre os espadachins –Respondeu –Os três com melhor desempenho, seriam avaliados por uma banca, que era formada por Kiyoko, pai de Yura e mais dois espadachins.
— Yura… -Disse Akio, ainda pensando alto, imaginando que conhecia aquele nome de algum lugar –Espera! Yura não era a mãe da Miyu e do Fujiro?!
— Exatamente –Respondeu –O pai de Yura era um espadachim nomeado, Fujiro foi treinado por ele ainda criança –Revelou com um sorriso debochado
— E quem foram os finalistas, além de Hajime? –Perguntou Tsuchii ainda mais curioso
— Kaguya e Hazuki –Respondeu –Yasuo também foi um finalista especial, ficando na quarta colocação
— O que?!?!?! –Perguntaram todos
— E que postos eles assumiram? –Perguntou Akio
— Como imaginam, Hajime, como primeiro colocado; assumiria o cargo do pai. Kaguya como segunda colocada; seria o braço direito de Hajime, assim que ele assumisse o cargo de líder. Como terceira colocada; Hazuki seria responsável para dar aula aos espadachins iniciantes –Explicou – Já Yasuo, como uma espécie de colocado bônus, seria auxiliar da Kaguya ou substituto
Agora todos observavam o guardião da lua chocados, afinal, quando que imaginariam que Kaguya um dia foi o braço direito do líder do clã Shiroi? Não era à toa que possuí tanta bagagem em sua vida. Não era apenas isso que os impressionava, o fato da Hazuki não ter conseguido o primeiro lugar, foi algo bastante chocante.
— Tsuki… é por isso que a Hazuki saiu do clã? –Perguntou Akio seriamente
— Não exatamente –Respondeu – A sua mestra já questionava algumas regras do clã; mas ficar em terceira colocação, foi algo de muita humilhação para ela e o seu irmão ficar em primeiro, ela encarou aquilo como uma armação, foi a gota d’água para ela
— Gota d’água?
— Hazuki sempre acreditou que Hajime ficou em primeira colocação por ser homem –Explicou –Inclusive, questionou Kiyoko porque Kaguya não havia ficado na primeira colocação
— Entendo –Respondeu Akio pensativo –Agora faz sentindo…
— Ao que se refere? –Perguntou Hikari
— Quando treinávamos, ela sempre enfatizava “nunca julgue uma mulher por sua aparência”. Eu sempre imaginei que ela estivesse falando no sentido de valorizar o coração de uma mulher; quando na verdade ela se referia a força –Comentou pensativo
— A mãe de Hazuki e Hajime era uma pessoa muito doente, não sei ao certo o porquê –Respondeu –Mas ela não podia lutar, então sua vida foi cuidar dos filhos e da casa, como as outras Shirois
— “Como as outras Shirois”? –Perguntou Hikari –Mas ela não era uma Shiroi?
— Não –Respondeu seriamente – Ela era uma cidadã do país da Luz
Agora todos arregalavam os seus olhos, ainda surpresos aquela revelação do guardião da lua, afinal, fazia décadas que o país da Luz havia sido destruído. Todos conheciam a história do país que foi devastado, depois conhecido como o país fantasma. No território só havia escombros daquela arquitetura antiga.
— Isso significa… que a Miyu tem o sangue do povo da luz? –Perguntou Akio de olhos arregalado
— Exatamente
— Escuta Tsuki –Chamou Tsuchii, agora se colocando ao seu lado, ainda caminhando com as mãos dentro do bolso da calça –Por um acaso, ela era uma guardiã? –Perguntou desconfiado
— Era –Confirmou – O seu nome era Tentõ Tomoe, eu não sei muito sobre ela. O que eu ouvi, é que ela possuía um monstro celestial selado em seu corpo. Quando eles se separaram, ela enfraqueceu e em seu leito de morte…
— …passou os seus poderes para a minha mestra –Respondeu Hikari de olhos arregalados –Claro…agora faz todo o sentido…
— Do você que está falando? –Perguntou Ayaka
— A minha mestra, Kyuri, eu sempre notei que ela tinha uma ligação muito forte com os Shirois, ao mesmo tempo, sempre me perguntei como que o templo da luz foi construindo dentro do território de um clã assassino… agora faz todo o sentido
— Se casou com Shiroi Hiroi e construíram o templo no território Shiroi –Disse Akio pensativo
Agora Tsuki ouvia os guardiões conversarem sobre o que ele havia contado, enquanto pensava que talvez, seria melhor parar de dar tantas informações, senão acabaria revelando coisas que não cabia ao mesmo revelar.
Após alguns minutos de caminhada o grupo chegou na cidade das chamas douradas, onde se localizava o palácio real, no qual vivia o imperador e o príncipe do fogo.
— Aproposito –Comentou Sayo se virando de frente para o grupo, ainda andando para trás–Será que podemos passar no palácio? –Perguntou sorrindo
— Palácio? –Perguntou Akio –Ah! É verdade, você é da realeza, não é? –Perguntou se lembrando que o pai da mesma era imperador
— Não oficialmente –Riu enquanto dava as costas ao grupo
— O quê?! –Perguntaram surpresos
— Na verdade, os meus pais não oficializaram o casamento, apenas começaram a viver juntos no palácio –Explicou sorrindo –Minha mãe era irmã de um saqueador muito procurado. O meu pai fala que ela tinha o espírito de um fênix –Comentou pensativa
— Não sabemos muito sobre a sua mãe –Comentou Akio pensativo –Me lembro bem do seu pai, bem amedrontador –Se lembrou de quanto tentou aprisiona-los por ter inundado a cidade no confronto contra Eiji
— Ah você fala pelo acidente com a inundação? –Perguntou a guardiã do fogo – Aquilo não foi nada comparado as coisas que eu já fiz! –Gargalhou
— Você deve ter dado muito trabalho –Todos pensaram enquanto encaravam a mesma
Ainda caminhando em silêncio, Akio encarava as nuvens brancas, naquele alto céu azul, enquanto pensava em sua família, esposa e filha. Mesmo naquele curto espaço de tempo, o guardião das águas sentia falta de ambas, de estar junto delas.
— Qual é o problema? –Perguntou Hikari notando o guardião das águas um tanto desanimado
— Estou com saudades delas –Respondeu chorando –Era para eu estar ajudando a Harumi com a lição agora
— Eu entendo perfeitamente –Respondeu Sayo se lembrando dos seus filhos –Estou morrendo de saudades dos meninos. Ás vezes eu me perguntou se o Kira está bem cuidando dos dois sozinhos –Comentou preocupada
— Tenho certeza que ele está dando conta –Disse Taiyoo tentando anima-la –A propósito, Hikari, quando você e o Renji pretendem ter um? –Perguntou curiosa
— É verdade –Comentou Ayaka sorrindo
— Para falar a verdade eu não sei –respondeu sorrindo –Ele acha que não está pronto para ser responsável por um criança e para falar a verdade, eu penso da mesma forma –Riu
Agora ambos viam um lobo de fogo azul passar rapidamente por eles, surpreendendo-os, principalmente Sayo, que agora perguntava:
— Akuma?
— A… quem? –Perguntou Ayaka
— Akuma! Vem aqui! Akuma! –Chamou Sayo batendo as mãos em suas coxas
Ao ouvir a voz da guardiã, o lobo deu meia volta e correu em sua direção rapidamente. Em seguida saltou sobre Sayo, ainda lambendo-a, enquanto que o grupo observava a cena assustados:
— Para Akuma! Chega! Também senti saudades! Chega! –Mandou sentindo cócegas
Não demorou para que o lobo sentisse o cheiro de Kira no pescoço de Sayo e começasse a rosnar enfurecido, afinal, de quem era aquele cheiro estranho? Desconhecido? O lobo não gostava daquele cheiro em sua dona. Desta forma, o mesmo começou a uivar, sentido, enquanto a mesma começava a acariciar o seu pelo perguntando o que havia acontecido.
— Um lobo de fogo? –Perguntou Akio estranhando-o
— Está uivando muito –Comentou Hikari
— Mas a pouco estava lambendo a Sayo –Comentou Taiyoo estranhando
Ainda acariciando o lobo de fogo, abraçando-o, Sayo explicava:
— Akuma tem o olfato muito apurado. Com certeza ele sentiu o cheiro do Kira e se sentiu confrontado, não é? –Perguntou olhando para o lobo ainda fazendo uma voz manhosa –Mas só você é o meu lobão, só você –disse acariciando o seu pelo enquanto mesmo se sacudia
Todos agora se surpreendiam ao ver a amiga tocar naquele lobo de fogo, ainda com as mãos nuas. O mais surpreendente é que Sayo não se queimava, afinal, seria algum tipo de truque? Nem mesmo Midori e Tsuchii que eram detetives, conseguiam explicar.
— Como vai o Ryujin? –Perguntou a mesma –Aquele bobo do meu irmão deve estar trancado no palácio seguindo todos os protocolos de um imperador, não é? –Perguntou debochada
O lobo agora abaixava e colocava as duas patas no rosto, dando a entender que o imperado estava enlouquecendo. Então a mesma riu e disse:
— Deve estar uma pilha. Pode nos levar até o palácio?
— Eu não monto nisso! –Avisou Akio dando um passo para trás –Sou sensível ao calor se esqueceu?! –Perguntou
— O Akuma não queima conhecidos –Avisou Sayo acariciando a sua pata – Não é, Akuma?
Agora o mesmo acariciava a guardiã, que o abraçava. Logo Taiyoo saltou sobre o lobo, Hikari como Ayaka fizeram o mesmo.
O lobo agora se aproximava de Tsuki, começando a fareja-lo. Ao reconhecer o seu cheiro e se lembrar de quem se tratava, o mesmo começou a rosnar para o guardião da lua, que agora o encarava impaciente confrontando-o.
— Qual é o problema, Akuma? –Perguntou Sayo estranhando a reação do mesmo
— Nós não nos damos muito bem –Respondeu Tsuki aborrecido enquanto dava as costas para o lobo –Esse lobo sarnento, não cansa de me causar problemas. Eu vou procurar um hotel –Avisou de braços cruzados
Ao ouvir o guardião falar daquela forma, o logo se virou e saltou prestes a atacá-lo com as suas garras. Antes que o fizesse, Sayo se colocou na frente do lobo, segurando-o, enquanto mandava:
— Quieto Akuma! Lobo mau! Muito mau!
O animal celestial agora se afastava, ainda que bufando, irritado com o guardião da lua, obedecendo a dona. O mesmo ainda contrariado, dava as costas para Tsuki, enquanto a mesma soltava um leve sorriso, ainda aliviada.
Logo Tsuchii viu que Midori ainda não havia saltado sobre o lobo. Ele não tinha dúvidas, com certeza a mesma estava amedrontada com o que estava vendo, afinal, era um animal celestial, não eram comum ver um ser daqueles solto por qualquer canto do mundo.
— Ei Midori, não precisa ter med… -Pausou ao ver a mesma tomar distância e dar um grande salto sobre o lobo, deixando-o de boca aberta
Agora montada sobre o lobo, a mesma recebia elogio dos guardiões pelo belo salto que havia dado. Afinal, não era tão fácil saltar daquela altura, Akuma era um lobo bem alto.
O guardião das águas agora notava que Tsuchii se encontrava enfurecido por alguma razão, seria orgulho ferido? Ou ele estava subestimando-a? Ainda notando que Tsuchii murmurava alguma coisa, Akio se aproximou do guardião da terra e comentava:
— Olha…se não tomar cuidado ela vai acabar te passando a perna –Riu –Sabe que ela pode até te suceder? –Perguntou debochando
— Você está brincando comigo?! –Perguntou nervoso –O posto de guardião já está ocupado!
— Mesmo? E da equipe de investigação? Olha, essa garota tem potencial e você sabe –Olhou para o guardião maliciosos –Ou acha que eu não percebi a cara de bobo que você fez a pouco?
— Dá um tempo! Isso não é da sua conta! –Respondeu saltando no lobo ainda corado
Ao ver que o guardião da terra estava meio corado, Sayo questionou o mesmo:
— Tsuchii, o que houve? Está vermelho –Comentou
— Não foi nada! –Respondeu aborrecido
— Ei! Akio! Você não vem? –Perguntou Ayaka montada no lobo
— Eu vou com o Tsuki procurar um hotel –Avisou –Nos encontramos mais tarde. Passo o endereço por mensagem
— Combinado –Concordou –Tomem cuidado! Até logo! –Se despediu
— Se cuidem –Pediu Sayo – Vamos lá! –Pediu a Akuma
Agora o lobo de fogo saltava e voava em direção ao palácio real, enquanto que Akio e Tsuki agora caminhavam até a cidade das chamas douradas em busca de um hotel. Enquanto isso, Tsuki perguntava ao guardião das águas:
— O que deu no garoto? Estava tão nervoso
— Coisa de adolescente –Comentou Akio soltando um meio sorriso – Acho que está se apaixonando –Comentou rindo
— Se apaixonando? –Perguntou debochado – Há! Me lembro do último aprendiz meu que se apaixonou. Ele não lidou muito bem com esse sentimento de primeira
— Mas o seu aprendiz não era o…Fujiro…? –Perguntou tentado raciocinar em cima daquela frase – O Tsuki foi mestre do Fujiro, até onde eu sei, Fujiro tinha um caso com a Kotaki na adolescência…então…não pode ser!—Imaginou a cena na sua cabeça
— Ei! No que está pensando?
— Está falando do Fujiro?!
— De quem mais poderia ser? –Perguntou soltando um sorriso debochado – Falei para aquele idiota não se aproximar, não se apaixonar, aproveitar a vida com as gueixas. Mas ele sempre teve olhos para aquele garota, Kotaki, que o avô dele resgatou no rio –Suspirou
— É incrível…parece que o amor deles é bem forte, não é? –Perguntou com um leve sorriso
— Quando se apaixona desse jeito, não tem mais volta –Soltou um risada debochada –Se passando por tudo o que passaram, o amor não morreu, então pode-se dizer que o amor deles tenha a resistência de um diamante
— Nossa…que profundo –Comentou
Alguns minutos após se separarem de Tsuki e Akio, o restante no grupo chegou ao palácio real junto de Akuma, que agora pousava na entrada. Após descerem do lobo de fogo, o grupo entrou no palácio, com autorização do guardas, que ainda surpresos com a visita da imperatriz de Haru, liberaram a passagem.
O hall do palácio era composto de uma enorme escadaria, piso de mármores branco e vidraças na parede da escada. No centro do hall, uma fonte, com um pequeno lago, onde havia peixes e algumas plantas.
Ao entrar, Sayo respirou fundo, sentindo-se em casa novamente, afinal, já fazia seis anos que havia se mudado para Haru e que estava vivendo ao lado de Kira. A mesma sentia falta do palácio onde havia crescido ao lado seu pai e irmão mais velho.
— Já faz tantos anos que não venho até esse palácio –Comentou com um doce sorriso
— Você cresceu aqui, não é? –Perguntou Ayaka sorrindo
— Sim –Confirmou –Eu deixava os guardas loucos –Comentou rindo
Não demorou para que o grupo visse alguém descer as escadas, ainda que calmamente, carregando um leve sorriso no rosto, comentando:
— Mas quem é vivo sempre aparece
— Ryujin! –Se virou a jovem com um grande sorriso
— Já faz muito tempo –Comentou com um meio sorriso – Hm? O Kira e as crianças não vieram com você? Ah…pelo o que estou vendo, não veio a passeio, não é? –Perguntou notando a presença dos guardiões
— Infelizmente não –Respondeu a mesma seriamente – Ryujin, eu passei aqui para fazer uma visita a vocês; mas como já pode notar, essa é uma viagem bastante delicada. Tem um tempo? –Perguntou
— Mas é claro –Respondeu –Por favor, venham comigo –Guiou o grupo até a sala de estar
Não demorou para que o grupo seguir o imperador até a sala de estar daquele enorme palácio.
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