Não demorou para que Ken apertasse o gatilho, dando um tiro no lobo que fez com que o mesmo caísse no chão, ainda próximo ao estacionamento.

Não demorou para que todos se dirigissem até a área.

Misaki que estava emburrada próxima a área. Não demorou para que a jovem visse o lobo cair no estacionamento, amassando os veículos que ali estavam estacionados. Antes que pudesse se aproximar, ocorreu um enorme explosão. Entre as chamas, a mesma viu saltar um homen de cabelos alaranjados, que agora segurava a sua amiga no colo.

— Ei! Volte aqui! –Gritou Misaki seguindo-o – Não me ignore! –Gritou nervosa sacando o revolver e mirando no mesmo.

Não demorou para que Misaki atirasse no ex-guardião, Hi Yasui, que agora criava um escudo de fogo, protegendo-o, enquanto ria ainda debochado.

Agora o mesmo se virava e dava de cara com Hiroshi, que ainda seriamente, mandava:

— Me entregue a garota –Mandou

— Ora, ora, o príncipe não devia estar lutando por seu povo? Sabe que tem uma gangue de saqueadores atacando a cidade real, não é mesmo?

— Dá um tempo –Riu debochado –O imperador já está cuidando disso com a imperatriz, agora me entregue a Saya.

— Hiroshi… -Pensou Saya ainda corada, encarando-o

— Afinal, o que você faria com uma garota irritante como ela? Você tem um péssimo gosto, que levasse a Misaki então

Enfurecidas, ambas gritaram ao mesmo tempo:

— O que quer dizer com isso?!

Não demorou para que Yasui sentisse alguém acertando o com um chute no rosto e antes que Saya caísse no chão, Hiroshi segurou o seu pulso e a jogou para trás, usando um pouco mais de força do que havia calculado, arremessando-a contra o muro.

— Ai, ai… -Gemeu massageando a sua cabeça – Hiroshi seu estúpido! Arremessa a mãe!

Logo Saya viu correndo até ela Sora, que agora a abraçava, deixando-a corada.

— Que bom que você está bem…

— Sora…

— Vem, deixe esse cara com o Hiroshi –Chamou –Não queremos chamar a atenção da imprensa agora, o melhor é voltar para a sua agente

— Não, eu preciso saber...

— Ele tem razão, Saya –Disse Misaki –Eu vou te escoltar até o ônibus

— E você?

— E avisarei os seus pais –Respondeu –Eles devem estar preocupado. Para evitar escanda-los, chamarei a atenção da imprensa para mim. Afinal, eu estava no acidente.

— Obrigada, Sora –Agradeceu corada

— Vamos, Saya –Chamou Misaki

Agora ambas começavam a correr até o ônibus da equipe de Saya. Enquanto isso, Yasui limpava o sangue da boca, ainda dando uma debochada risada.

— Akuma! –Invocou o lobo

Agora o lobo de fogo pegava o antigo guardião do fogo, colocando-o sobre as suas costas. Logo o saqueador, fugiu junto com o lobo. Neste momento, Miyu chegou com os demais:

— Onde ela está?! –Perguntou Sayo

— Não se preocupe, ela está a salvo –Respondeu Sora tentando tranquiliza-la –Neste momento ela está voltando até o ônibus da equipe dela

— A Misaki está com ela –Respondeu Hiroshi

— E onde você se meteu? –Perguntou Akio seriamente, ficando frente a frente com filho –Sabe a vergonha que nos fez passar?! –Perguntou autoritário

— Dá um tempo –Mandou passando pelo pai indiferente

— Hiroshi! Ainda não acabou!

— Tanto faz –Suspirou –Estou voltando para o palácio

Antes que Akio dissesse algo, Miyu colocou a mão em seu ombro, pedindo:

— Deixe isso para depois

— Miyu…

— O melhor agora é todos voltarmos ao palácio. Sayo, Kira, Keiichi, se quiserem, será um prazer hospeda-los em nosso palácio

— Vamos aceitar, obrigada –Agradeceu a guardião do fogo

— E você Keiichi? –Perguntou Kira –O que fará? Ficará conosco?

— Não –Respondeu dando as costas –Vou dar uma vasculhada pela cidade

— Certo, então vamos –Disse Akio –Ken, Tsuchii com a família deles vão nos encontrar no palácio?

— Provavelmente –Respondeu –Eles estava vindo para cá, mas como eu avisei que estava tudo bem, ele foi atrás da Midori

— Entendo –Respondeu caminhando até o palácio, junto dos demais –Está preocupado?

— A Misaki sempre faz o que bem entende –Respondeu coçando a cabeça sem saber como agir com a própria filha –Sabe como ela é parecida como a Harumi

— É claro que sei –Respondeu Akio olhando para o céu –Mas é um pedacinho dela que nos restou, certo? Se ela não fosse desse jeito, talvez fosse mais difícil lidar com a perda

— Tem razão –Respondeu Ken com um meio sorriso

Agora com todos reunidos no palácio das águas, o grupo observava o noticiário na sala de jantar, enquanto Sora dava uma entrevista há imprensa, explicando a situação da Saya.

— Sora, você tem alguma notícia da princesa do fogo?

— Felizmente foi só um susto, agora ela está a salvo

— Você sentiu medo por ela? Que algo pudesse acontecer?

— Claro, afinal, eu a amo, ela é tudo pra mim

— O que passou por sua cabeça no momento da explosão? Digo, no momento da corrida, afinal, você estava com liderança, passou o D.W

— Claro que eu como qualquer ser humano fiquei assustado com aquela enorme explosão, achei que fosse morrer. É claro que se não fosse a explosão, eu teria ganho a corrida. Talvez D.W ficasse em segundo, muito embora eu reconheça o grande adversário que ele é.

Ao ouvir aquelas palavras, enfurecido Hiroshi se levantou dando as costas para teve enquanto murmurava:

— Que cara irritante

— Qual é o problema? Ele salvou a Saya –Comentou Misaki – É isso que importa, não é?

— Você acha? Esse cara só quer a atenção da imprensa –Murmurou

— Acho que está exagerando –Comentou Misaki –Ele parece tão legal

Após um breve silencio, Tsuchii suspirou preocupado, pensando no que aquele ex-guardião estava procurando. Porque ele estava atrás de Saya? Não fazia o mínimo sentido. Afinal, se ele queria as cinzas da fênix, não devia sequestrar Sayo? Era muito suspeito.

— Não entendo, o que aquele cara queria com a Saya? –Se perguntou Tsuchii intrigado –Eu sei que

— Neste momento, Saya é quem possuí a as cinzas em seu organismo –Respondeu Sayo –A fênix escolhe quem será o próximo que herdará as suas cinzas. Entre os três, ela escolheu a Saya.

— Então você já sabia? –Perguntou Akio

— Quando a Saya nasceu, notei a marca da fênix atrás de sua orelha –Respondeu –Mas não imaginei que meu tio ainda estivesse vivo, tão pouco que estivesse usando as cinza para isso

— Como assim? Onde ele arranjou as cinzas? –Perguntou Kira –Ele não é herdeiro, então…

— Minha mãe era herdeira da fênix –Respondeu –De herança ela deixou uma boa quantidade de cinzas para ele. Quando eu nasci, ela passou parte das cinzas para mim. Ryujin não herdou e pelo que parece, a fênix sempre escolhe o último filho

— Entendo –Respondeu Ken – Nesse caso, precisamos proteger a Saya a todo custo. Duvido muito que aqueles guarda-costas que a seguem o dia todo estão preparados para enfrentar um ex-guardião da era de Diamante

— Ele está certo –Respondeu o oráculo ainda utilizando o corpo de Kenso –Mas você também não são capazes de enfrenta-lo. Yasui foi um dos guardiões que peitou o deus Diamante e saiu ileso da guerra contra o país da luz

Agora um incomodo silêncio tomava conta do ambiente onde o grupo se encontrava. O clima estava tenso, não faziam ideia de como confrontar Hi Yasui, não conheciam nada a respeito de suas técnicas, além disso, ele de fato era bastante insistente.

— Se me dão licença eu estou exausto –Disse Hiroshi caminhando até a porta enquanto bocejava –Preciso de um descanso

— Hiroshi –Chamou Akio vendo o filho passar por ele –Ainda não acabou, entendeu? Não pense que me esqueci do seu comportamento essa noite

— Como quiser –Respondeu se retirando

Agora Tsuchii suspirava e comentava:

— Acho que o melhor agora é todos nós descansarmos. Foi um dia longo para todos nós, amanhã pensamos melhor em como proteger a Saya daquele cara

— Tem razão –Concordou Ken

Agora Tsuchii pegava a filha, ainda adormecida sobre o sofá e a carregava em seu colo.

— Hm? Onde estamos…?

— Dorme princesa, você precisa descansar –Respondeu acariciando a sua cabeça – Nos vemos amanhã

— Boa noite –Se despediram os demais

— Fique de olho nele –Disse Ren passando por Misaki

— Hein? –Perguntou a mesma se virando para o amigo –O que ele quis dizer?

Após todos se recolherem para dormir no palácio, agora em seu quarto, Misaki encarava o teto ainda pensando no que Ren havia dito a ela. Afinal, o que ele queria dizer com “fique de olho nele”? Será que estava se referindo a Hiroshi? A mesma não tinha como afirmar algo assim, mas isso a deixará um tanto pensativa.

Enquanto isso, em outro quarto, estava Hiroshi, também acordado, encarando o teto, pensando sobre o ocorrido naquela noite. Foi um dia bem agitado, quase que ele não chegou a tempo para se preparar para a competição e quando estava quase ultrapassando o Sora, ocorreu aquela explosão. Logo depois Sayo foi raptada e o seu rival nas pistas de corrida a salvou, mostrando-se como se fosse uma espécie de herói para a mídia. Hiroshi não sabia como lidar com a raiva que sentirá daquele corredor que estava usando a cantora.

— Se ela soubesse…

— Soubesse do que? –Perguntou Akio abrindo a porta

— Fala sério –Murmurou –Sabe que horas são para me dar sermão? Fala sério, deixa pra amanhã pelo menos

— Eu decido a hora do seu sermão e vai ser agora –Respondeu seriamente –Hiroshi, no que estava pensando? Nos deixar esperando daquela forma, deixar de ir à um evento importante como este. Tem alguma noção de como poderia ficar a nossa…

— Imagem? –Perguntou se levantando da cama seriamente –Está preocupado com o que mídia vai dizer, imperador? Eu não ligo para essa mídia ou para qualquer um. Eu não pedi para pertencer a realeza

— Pode murmurar o quanto quiser, isso não muda o fato de pertencer a família real das águas, Hiroshi. Nós somos o exemplo do nosso povo, senão honramos a um compromisso, logo eles farão o mesmo, se sermos irresponsáveis, logo eles começaram a fazer o mesmo. Entende a responsabilidade que carregamos?

— Eu quero ter uma vida normal, será que não entende?! Droga! Eu não nasci para isso! Entenda que eu tenho o espírito livre, quero viver como as pessoas normais!

— Quer ter uma vida normal? Você, assim como a sua irmã…

— Outra vez me comparando com ela! Eu não sou a Harumi, tá legal?! Eu sou eu, não me compare com alguém que está…

Neste momento Akio o acertou com um tapa em seu rosto, surpreendendo-o, deixando com os olhos arregalado. O imperador, nunca havia encostado um único dedo em Hiroshi, mas ele dizer que sua irmã estava morta, era algo que Akio não conseguia conceber.

— Nunca mais volte a dizer uma besteira dessas. Hiroshi, eu não estou substituindo a sua irmã por você, exatamente por serem indivíduos diferentes, muito embora se pareçam. A Harumi não está morta e eu sentir isso é o suficiente para que eu tenha essa certeza

— Como pode ter tanta certeza? Não há nada que comprove isso… -Respondeu encarando-o ainda enfurecido

— Quando encontrar alguém de muito valor para você e sentir-se conectado a essa pessoa, entenderá ao que eu me refiro –Respondeu dando as costas e abrindo a porta do quarto do filho –Boa noite, Hiroshi

Após a conversa, Hiroshi se preparou para dormir. Já de madrugada, ainda pensando na discussão que havia tido com o pai, o mesmo pensava no que ele queria dizer com “encontrar alguém de muito valor para ele”. Hiroshi tinha pessoas importantes para ele, sua família, os seus amigos, ele não conseguia entender onde seu pai queria chegar.

De repente o mesmo sentiu um aperto no coração, como se algo de ruim estivesse acontecendo com alguém próximo a ele. Não demorou para que ele pensasse:

Saya!

Rapidamente o rapaz se levantou, trocou de roupa e saltou pela sacada do quarto, acessando o jardim e pulando os muros do palácio. Agora correndo entre as ruas da cidade real, o mesmo corria em alta velocidade até o ônibus da equipe da mesma.

Que não seja tarde, por favor…!

Chegando no local onde estava localizado o ônibus, o mesmo viu um grande movimento. Em um canto, estava a assessora da jovem, chorando desesperada, ainda vestindo um roupão de seda.

— Onde está a Saya?! –Perguntou Hiroshi seriamente há assessora

— Aquele homem a levou –Chorou –Quando eu notei, ela já não estava no quarto

— O que?! Aquele desgraçado! –Murmurou agora dando as costas a assessora, agora correndo na direção do país do fogo – Hi Yasui, se fizer algo há ela, eu juro que não irei perdoa-lo!

Hiroshi agora se dirigia até a floresta que dava acesso até a mata que levará ao país do fogo. Enquanto corria, o mesmo não conseguia pensar outra coisa senão o que pudera acontecer com a amiga que estava nas mãos daquele ex-guardião.

O que preocupava o rapaz, era que ele sequer sabia com quem estava lidando, por mais que Tsuchii desse aquelas informações, mas ainda assim não tinha como saber seu estilo de luta, seus golpes, seus planos.

Enquanto isso, a caminho do país do fogo, ainda sobre Akuma, Yasui segurava Saya que agora se encontrava apagava sobre o seu colo. Enquanto seguiam em direção a sua terra natal, Yasui a encarava, reparando tamanha semelhança que a mesma tinha com sua irmã caçula.

É tão parecida com a Reiko…chega a ser assustador…

Agora o mesmo escutava o lobo uivando, como quem murmurava, perguntando o do porquê que o dono estava raptando a própria sobrinha-neta.

— Eu preciso dela, Akuma –Respondeu seriamente –Será que você não entende? Com essas cinzas, eu conseguirei pagar a dívida que eu tenho com aquela mulher e desta forma… conseguiremos entra em consenso

------------------------------Flash Back-------------------------------------------------

Eu fui atrás de Lin para tentar convence-la a buscar pelos Cristais novamente. Nós fomos os único sobreviventes da Era de Diamante, não podíamos deixar com que a morte de todos os nossos amigos fosse em vão.

— Lin, precisamos fazer algo a respeito, olhe como o mundo está! É uma vergonha para nós guardiões, deixar esse tipo de coisa acontecer! Uma deusa estranha está tomando conta deste mundo, será que você não se importa?

— Eu me importar? –Perguntou indiferente –Yasui, eu não estou te reconhecendo. O que aconteceu? Está amolecendo? Eu não tenho interesse nenhum em ajudar esse bando de preguiçosos, meu próprio sobrinho, que eu mesma me encarreguei de treinar, sequer deu conta de enfrentar Diamante, o que dirá essa Ametista

— Vai desistir assim?! Lin!

— Yasui, nós pertencemos há geração mais forte de guardiões. Se Hiroi, Tomoe ou até mesmo Seiji estivessem conosco, pelo menos. Desista de reunir esses Cristais, já é difícil aceitar o fato da minha pele não ser mais a mesma de décadas atrás

— E se fizemos um acordo? –Perguntei seriamente

— Hein?

— Eu entrego a você um pouco das cinzas da fênix e você me ajuda a arquitetar um plano –Respondi seriamente –Comunicamos ao oráculo e depois tiramos o corpo fora, deixamos tudo por conta desta geração

— Cinzas da fênix, hein? Me parece interessante –Respondeu com um meio sorriso –Muito bem, te darei 3 semanas para que me entregue essas cinzas

— Não se preocupe

—---------------------Fim do Flash Back----------------------------------------------------

— Entende agora, Akuma? Eu preciso da Saya…para o próprio bem dela

No dia seguinte, no palácio das águas, Misaki acordava em seu quarto, ainda debruçada sobre a cama, abraçando o travesseiro, vestindo um curto pijama. Agora mesma abria os olhos lentamente, tentando se adaptar com a luz do sol, ainda aos poucos.

Agora a mesma se virava para o lado opostos e se perguntava murmurando:

— Que horas são…?

Não demorou para que a mesma visse no relógio que marcava oito em ponto. Ainda preguiçosa, a mesma se levantava da cama e caminhava até o banheiro para que começasse a se arrumar, para assim tomar café.

Enquanto isso, no quarto de Miyu e Akio, ambos terminavam de se arrumar para tomar café. Miyu notou que o marido ainda estava meio aborrecido com as rebeldias do filho caçula.

— Está tudo bem? –Perguntou a espadachim

— Por que não estaria? –Respondeu tentando disfarçar

— Conversou com o Hiroshi ontem? –Perguntou

— Ele é tão rebelde –Suspirou –Eu não sei que tipo de postura adotar com ele

— Eu me sentia assim em relação a Harumi –Respondeu a espadachim –Eu tentava agir de forma rígida com ela, exatamente por já ter passado pelas mesmas coisas. Apesar disso, você sempre conseguiu se comunicar melhor com ela, muito embora a mimasse muito…

— Miyu

— Eu vou tentar conversar com o Hiroshi –Respondeu com um sorriso –Talvez ele se sinta mais à vontade, certo? –Perguntou com um meio sorriso

— É –Concordou com um leve sorriso

Agora a espadachim saia de seu quarto e caminhava até o quarto do filho. Ao chegar, mesma bateu na porta e chamou pelo mesmo, enquanto abria a porta:

— Hiroshi, eu posso entr…?

Ao abrir a porta, Miyu viu o quarto do filho caçula vazio, com a porta que dava até a sacada aberta, fazendo com que a mesma ficasse enfurecida.

— Fugiu outra vez

Enquanto isso, Misaki saia do banho e terminava de se arrumar para o café. Agora já trocada, a mesma penteava os cabelos, amarrando-os em um alto rabo de cavalo.

Descendo as escadas, a mesma começou a ouvir comentários a respeito de um rapto. Sayo estava desesperada, enquanto Kira tentava acalma-la e Ken conversava com Tsuchii pelo celular.

— Como puderam ser tão irresponsáveis?! Deixa-la sozinha depois do que aconteceu?! –Se perguntou Sayo –Minha vontade é de liberar a fênix para queima-los vivos!

— Calma, ela vai ficar bem. Acredito que Yasui não queira prejudica-la –Disse Kira, ainda preocupado, tentando acalma-la

— O Tsuchii já está vindo –Avisou Ken desligando o celular –Deixe isso por nossa conta

— Papai, o que está acontecendo? –Perguntou Misaki ainda perdida

— A Saya foi sequestrada por Hi Yasui durante a madrugada –Respondeu Ken

— Sequestrada?!

Agora Akio, enfurecido descia as escadas, enquanto Miyu tentava acalma-lo:

— Akio, calma…

— Vocês viram o Hiroshi? –Perguntou enfurecido

— Hiroshi? –Perguntou Ken

— Eu acabei de descer –Respondeu Misaki

Agora Ken ligava um fato ao outro, com certeza, Hiroshi deve ter ido atrás de Saya. Então aquele barulho nos arbustos era mesmo o príncipe das águas. Se fosse realmente isso, então agora eles teriam que ir atrás não apenas de Saya, como de Hiroshi também.

— Ele foi atrás da Saya –Comentou Ken ainda pensativo

— O que? –Perguntaram todos

— É verdade –Respondeu Sayo –Eu havia esquecido, a empresária disso que ele passou por lá, mas foi após o ocorrido. Disse que depois ele saiu correndo enfurecido –Respondeu

— Eu não acredito –Comentou Akio ainda nervoso –Como pode ser tão irresponsável?!

— Eu e o Tsuchii vamos atrás deles –Respondeu Ken –Misaki, enquanto isso, você fica aqui com os seus avós, estamos entendido?

— O que?! Isso não é justo!

— Você ainda não está preparada para este tipo de batalha –Respondeu Ken indiferente a fúria da filha –Quero que me obedeça, entendeu?

— Fazer o que? –Respondeu cruzando os braços emburrada

Enquanto isso, no caminho para o palácio real, ainda dentro do carro, Ren reclamava:

— Isso não é justo! Por que você fica com toda a diversão só pra você?! É a minha chance de mostrar o quanto eu melhorei!

— É uma missão de alto risco, Ren. Você não está preparado. É melhor ajudar a sua mãe a cuidar da Rika –Respondeu