Os 12 graecus
1 Capítulo 1 - A biblioteca secreta
Notas iniciais
Tentarei publicar um capitulo por semana
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Bela despertou quando o despertador tocou 06:30 da manhã era hora de levantar ,se arrumar, tomar café e ir para escola.
Colocou seu uniforme , camisa azul saia vermelha listrada, meias até o joelho (o que ela odiava mais precisava vestir.). chegou na frente do espelho e começou a fazer uma trança embutida nos cabelos que eram negros como a noite, eles eram de tamanho médio o que facilitava para ela poder amarrar. Passou um gloss nos lábios suaves, um rímel e lápis nos olhos também negros e foi até a cozinha tomar café com sua colega de quarto Valeria uma menina da mesma idade dela um pouco mais alta se olhassem bem diriam que elas eram irmãs, a única coisa que as diferenciavam era a cor de suas peles Bela tinha uma cor mais leite condensado e Valeria tinha a pele mais achocolatada muito bonita. Ela já estava na mesa tomando seu café.
— Bom dia dorminhoca. – disse Valeria .
— Bom dia. — Bela falou cansada.
— Pelo visto não parou de ter aqueles sonhos esquisitos, né?
Só de lembrar nos sonhos Bela fica com os pelos da nuca todos arrepiados. A mulher linda de vestido preto confortando e falando que nada de mal aconteceria a ela, um livro com capa de couro preto que, para ela parecia bem velho e antigo, o homem lindo e maravilhoso que a beija e um ser estranhamente assustador que a persegue .
— É, acho que dá para perceber né? — Bela sentou na cadeira para tomar seu café.
— Com certeza. Mas algo mudou no sonho? Ou foi o mesmo das outras noites? — falou Val.
— Não que eu me lembre. — Querendo desviar do assunto ela pergunta: — Ei como foi o encontro com Leo ontem?
— Foi ... — Val tenta achar a palavra que mais define seu encontro. — ... maravilhoso. Nós fomos no cinema e depois caminhemos pela cidade... foi encantador. — Ela fala toda animada.
Bela olha o relógio era 07:10 hora de irem para escola.
— Depois falamos mais sobre isso Val, mas é melhor a gente ir nessa, se não vamos chegar atrasadas na escola.
— Bora. — Elas levantam e saem para escola.
Já era quase meio dia e Bela não via a hora de sair da aula de física que ela considerava extremamente chata. O professor Nilton falava sobre leis de gravidade ou alguma coisa do tipo, coisa que ela nem estava prestando atenção, pois não parava de pensar no homem que a beijara no sonho e na criatura horrenda que queria matá-la. Mas nem estava com muito medo pois seus pensamentos estavam mais fixos no homem misterioso, com lindos olhos azuis que a fitavam e demonstravam carinho e amor, nada mais que isso.
O sinal toca alertando que a aula havia terminado. Ela sai da sala e se encontra com Val para irem para casa. Leo acompanha as duas sempre dando um beijo aqui outro ali em Val.
— Como foi a aula de física amiga? — Fala Val, que agora se encontra agarrada na cintura de Leo.
— Como sempre... — ela da um suspiro. — ... extremamente... chata
— Ahh, se anima amanhã é sábado — Val tenta animar a amiga. E quando Bela está prestes a concordar ela sente um calor no pescoço indicando que ela está sendo observada. Tentada ela olha para trás e vê uma mulher parada perto de uma livraria antiga que a anos estava fechada, mas a algo familiar nessa mulher... era a mulher de seus sonhos. Ela entra dentro da livraria.
— Val, hãm..., vai indo na frente com o Leo que eu te encontro em casa, hãm..., esqueci um livro no armário e eu tenho que... Que voltar buscar. — Ela fala, querendo seguir a mulher e tentar descobrir algo sobre seus sonhos.
— Hum, tudo bem. — Ela fala meio desconfiada. — Te vejo em casa. — Ela sai conversando com Leo pela rua. E Bela não pode deixar de notar que os dois tinham uma sintonia, parecia que tinham nascido um para o outro. Leo era mais alto que Valeria com cabelo curto e loiro, olhos azuis e um sorriso sedutor. Era o perfeito yin para o yang achocolatado de val.
Quando chegou a velha livraria não conseguiu ver a mulher em lugar algum.
Ela vasculhou o lugar inteiro e nada da mulher, resolveu dar uma olhada nos livros que ali se encontravam com muito pó nas estantes que estavam repletos de livros velhos puxou um livro e ouviu um estrondo muito alto, imediatamente no centro da livraria se abriu um alçapão que dava para um corredor não muito estreito. Conforme ela andava via que as paredes eram rodeadas de desenhos de estrelas nas pedras. Enxergou pelo canto do olho uma sala no fim do corredor, quando chegou, esta era enorme com estantes que iam até o teto repletas de livros mais não os livros normais de literatura ou algo assim ela viu que se tratava de livros de feitiços de magia e bem no centro da sala havia um livro maior e mais grosso que os demais, sua capa era de couro e de uma cor preta como a noite. Ela congelou ao perceber que se tratava do mesmo livro de seus sonhos. Engoliu em seco e sussurrou: — como é possível?
— Assim como eu sou possível minha filha. — Bela deu um pulo quando ouviu a voz da mulher, a mesma que estivera em seus sonhos.-desculpe não quis assusta-la. — Disse a mulher.
— Quem é você?
— Eu sou a Deusa Nix. Acho que entendo porque não está me reconhecendo. Seu pai não falou nada sobre mim não foi?
— Não... acho que não. — Bela estava fascinada com a beleza da mulher a sua frente. Ela tinha os mesmos olhos pretos que ela, mas em uma intensidade maior. Seus cabelos também pretos como a noite com dois prendedores em forma de estrela no lado esquerdo da cabeça, estava vestindo um vestido parecido com os que as mulheres gregas usavam. Sua face tão doce e familiar. O que a fazia ficar espantada, pois mal conhecia a mulher.
— Eu já devia ter imaginado. — Ela fala. — Pois bem... eu sou sua mãe Bela e esperei esse dia por muito tempo.
Espantada com o que ela acabara de falar Bela fica pálida apenas dois minutos depois descobre que tinha prendido o fôlego.
— Mentira...você...você não pode ser minha mãe.... Minha mãe morreu quando eu nasci. E eu me culpo por isso o tempo todo. — Quase a beira das lágrimas Bela se ajoelha no chão.
— Sim, eu sou sua mãe. Bela tive de deixar você por que eu sou uma deusa e os deuses não podem ficar na terra por muito tempo se não começam a virar mortais... — Nix fala se ajoelhando ao seu lado e passando a mão em seu cabelo. – Eu espero que você entenda algum dia. — Ela ergue a cabeça da filha para que possa olhar nos seus olhos, que já estavam molhados de lágrimas. — Não chore minha filha eu voltei e você precisa vir comigo. — Ela exita por um estante. — Você não está segura neste mundo. A um mal que está ganhando força e nem eu posso sentir o que é. — espantada Bela olha para sua mãe e vê que essa é sem dúvida sua mãe.
Seu pai não havia dado detalhes de sua aparência mas disse que ela era incrível, linda, amorosa, e que antes de morrer avia escolhido seu nome. Isabela.
— Mas esse mal que você está falando não tem a ver com os sonhos estranhos que ando tendo? — Ela pergunta aflita.
— Acho que sim, mas antes de responder suas perguntas filha preciso tirar você daqui primeiro, está muito ariscado para você ficar nesse mundo. — Ela fala pegando a mão de sua filha e a levantando. — Venha.
— Aonde estamos indo?
— Para um lugar aonde os deuses nunca foram esquecidos. — Ela fala pegando sua filha pela mão e sem exitar Bela se levantou e seguiu sua mãe que a muito pensava que estava morta. -Estamos indo para a Grécia Antiga.
— Ei, hãm... mãe. — Nix olhou para sua filha.
— O que foi Bela?
— E o livro... Aquele de capa de couro preta, deixamos ele aqui? Ele parece meio importante.
— E ele é importante. — Ela sorri para a filha. — É um dos 12 livros graecus, o livro dos 12 deuses que foi feito para seus filhos. — Ela olha nos olhos de Bela. — Esse é seu. É o livro da filha de Nix. Cabe a você proteger esse livro... ele é muito importante filha, juntando os 12 livros e os 12 filhos dos deuses, é capaz de fazer o bem assim como o mal. É a coisa mais poderosa depois dos deuses. Agora vamos estamos ficando sem tempo logo o portal se fechara.
— Mas e os meus amigos? Eles vão ficar preocupados.
— Não se preocupe. Resolveremos isso depois. — ela fala com presa. — Agora vamos.
— tudo bem.
Elas passam pelo portal deixando para trás a velha livraria.
Com o livro de couro preto na mão Bela segue sua mãe pelas ruas da Grécia. Ela olha a capa onde se encontra escrito em grego A FILHA DE NIX. Meio extasiada ela se surpreende por conseguir ler o que dizia na capa pois ela nunca tinha aprendido a falar grego, Nix como se lesse seus pensamentos responde à pergunta que ela nem teve tempo de formular.
— Sua origem é grega por isso consegue entender o que está escrito no livro.
Notas finais
beijocas ;* e até o próximo cap.
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