Notas iniciais
Iae galera, primeiramente desculpem a demora, eu estava sem idéias e neste tempo consegui boas e também uma co-autora, que é a LadySpooky, ou Joyce como a chamo :v Ela vai ser dona da história também e é uma escritora de muitas qualidades.

Espero que não tenham se irritado com minha demora e.e
Mas enfim, continuem a acompanhar que as coisas vão esquentar daqui pra frente, prova disto é o capítulo a seguir.

Boa leitura e essa semana tem mais.

Atualização: De novo a força tática do Nyah me deu uma advertência por outro motivo sem sentido. É tão grave mesmo infringir estas regras? Pelo que eu saiba o site é para diversão, não é nenhum crime. Isso é o que me irrita no site, o fato de invadirem minha privacidade de minha conta e ficarem editando tudo. Mas já que eles são a "LEI" aqui, as coisas ficam difíceis.

Capítulo 3.

Estou em uma taverna na movimentada cidade espanhola de Las Chicanas. Um local paradisíaco em frente ao belo mar azul. Parei aqui após ser convidado pelo capitão Francis a velejar junto ao mesmo. Com pouco ouro parei aqui nesta linda cidade porto.

A taverna é exposta e tem a sua frente à vista ao mar. Bebo um pouco de rum vendo as belas mulheres passeando por movimentadas ruas estreitas. Alguns marujos estão na mesa ao lado bebendo, comendo e gritando em plena luz do dia, estendi meus braços e peguei um charuto de meu bolso.

–Dizem boatos que Edward England está por perto! – ouço um marujo gordo, fedido e barbudo conversando com os demais da mesa ao lado. Acendo o charuto.

–Besteira!

–Se ele vier vai morrer! – grita o mais magro dos três.

Capitão Edward England por aguas espanholas? Acho que estou delirando mesmo.

–Mais rum senhor? – é a doce voz de uma das garçonetes. Cabelos castanhos e longos. Usa um vestido florido decotado e seus olhos são negros como a noite.

–Sim minha dama. – ela estende seu corpo derramando o rum em meu copo de madeira. Fito os seios da jovem, então ela sorri e me deixa ali com um charuto e um copo de rum.

O ar de Las Chicanas é esplendido! O mais puro que já respirei em toda minha vida. Deixo o charuto de lado e bebo um pouco do rum vendo aquela pintura digna de Da Vinci que é a paisagem da cidade!

–Vocês são os irmãos Belgas? – uma voz grave soa perto da mesa do trio escandaloso. Olho de relance e vejo um homem alto, vestindo um casaco negro, chapéu bem enfeitado e azulado. Cabelos grisalhos e compridos, barba rasa e várias cicatrizes sobe o rosto. Os três homens o encaram friamente e um diz.

–Sim, porque a pergunta? – respondeu com uma pergunta o gordo fedido.

–Aqui. – o homem lança sobe a mesa do trio um cartaz de procurado. – cinquenta libras por cabeça.

Os irmãos se entreolham e então o trio se levanta sacando seus sabres e facas. O homem de cabelos grisalhos puxa sua espada e vira a mesa de ponta-cabeça partindo para cima dos três. Escuto os gritos das damas que passeiam pelas ruas e levanto-me com o copo de rum em mãos.

–Filho da puta! – grita o mais magro ao ser atingido por um golpe no braço direito.

O gordo tenta atingir o homem com seu sabre, mas seu golpe é aparado. Ele recebe um chute na barriga e cai de costas no chão. O irmão do meio vem junto ao magro ferido e atacam ao mesmo tempo. Com agilidade o homem quase ancião corta o pulso do irmão do meio fazendo com que ele derrube sua arma e desvia do segundo golpe girando seu corpo.

O gordo já levantado e desarmado agarra o homem pelas costas e o lança sobe uma mesa a destruindo. Os outros dois jogam seus corpos contra o homem e o magro finca uma adaga na perna direita do homem. Ele reage e derruba os dois de costas no chão, então ele levanta a espada aos gritos dos espanhóis que assistem tudo.

–Fogo! – grita um homem entre outros quatro que surgiram rapidamente carregando mosquetes e pistolas.

O homem de cabelos grisalhos se espanta. Então um tiro é disparado e atinge um pilar que segura à sacada da taverna. O homem de cabelos grisalhos se joga pelo murinho da taverna e consegue escapar da enxurrada de tiros.

–Peguem o assistente dele! – grita um homem e então o grupo que acaba de chegar puxa suas espadas e partem para cima de mim! Merda!

Saco meu sabre mesmo não o manejando muito bem e aparo o primeiro golpe. O segundo vem e desvio com dificuldades.

–Escutem-me diabos! – grito e todos fazem uma roda me circulando com suas espadas.

–Não escutamos cobras! – grita um homem magro com dentes faltando e uma baforada terrível! Ele parte para cima e tenta me golpear, desvio seu golpe utilizando meu sabre e sinto uma estocada perto de minhas costelas, viro-me e vejo o agressor que me golpeou com uma adaga.

Já irritado saco minha pistola Flintlock e disparo certeiramente na cabeça deste maldito! Seu crânio explode com a força do tiro e o sangue jorra sobe os homens. Escuto os gritos dos espanhóis apavorados, então eles partem com toda violência possível.

Salto encima da mesa da qual estava bebendo e lanço-me sobe dois dos homens os derrubando. Escuto um disparo de mosquete, giro meu corpo no chão tentando escapar da roda e aponto a pistola cegamente atirando. Atingi o braço de um deles, a bala passou de raspão e arrancou um pedaço de sua carne próxima ao antebraço.

–Ele matou o Joy! – um homem grita e dispara o tiro quase que me atinge. Com a arma descarregada eu tento escapar da briga que nem minha era. Mas um homem salta sobe minha pessoa e no momento que iria efetuar o disparo finquei meu sabre em seu pulso, ele deixou a arma cair. Larguei a espada e minha pistola e peguei a do homem.

–Parados ai criminosos! – olho para trás e vejo os guardas, são quase dez com roupas semelhantes, armados com mosquetes e espadas. Eles estão bem à frente da taverna, todos ficam quietos sobe aquele cenário manchado de sangue.

–Briga! – grita um dos homens que me agrediram levantando sua espada. Então os gritos ecoam de ambos os lados e começo a correr para longe dali.

Pelas ruas da cidade vou apressando meus passos sendo perseguido por três guardas e um pirata. Desvio das pessoas, barracas e obstáculos que me estreitam. Olho de relance para trás enquanto corro e os vejo quase que me alcançando.

Salto um pequeno muro, caio encima de uma barraca de madeira, giro meu corpo ainda na barraca e caio no chão em pé. Continuo a fuga desesperado com uma pistola de um único tiro.

As pessoas me olham assustadas. Pego um caminho alternativo por um beco muito estreito.

–Por aqui! – grita um dos guardas que me segue. Atravesso o beco e derrubo várias pessoas.

–Perdão! – grito já me afastando. A pontada que recebi nas costas arde muito e o sangue continua escorrendo.

–Pare ai meliante! – grita novamente o guarda.

Dobro a rua e aumento a velocidade tentando me enturmar entre as pessoas. Vejo mais guardas no final desta rua, passo por outro beco e avisto uma escada que leva ao topo de uma igreja.

Salto sobe a mesma e começo a escala-la. Olho para baixo e vejo os guardas fazendo o mesmo. Agora no topo da igreja consigo ver a cidade mais bela ainda. Estruturas altas e o sol arde queimando os telhados. Salto sobe as telhas da igreja e vou deslizando em direção a um prédio vizinho.

Escuto um disparo e a bala atinge uma janela do prédio a minha frente. Ainda bem que são ruins de pontaria. Com muita força lanço meu corpo contra o prédio, atravesso a janela do qual o tiro atingiu e a destruo por completo caindo dentro de um quarto de hotel.

–Ladrão! Ladrão! – grita uma garotinha escondida debaixo da cama do quarto. Corro em direção à porta e a derrubo com uma ombreada. Vou com velocidade até o final do corredor e subo a escadaria rumo ao terraço.

Flagelado e com vários cortes devido aos estilhaços de vidro da janela quebrada chego ao terraço. Avisto outra estrutura alta quase que colada ao hotel, consigo alcança-la com um pulo e continuo a fuga já exausto. Acelero minha corrida preparado para mais um pulo e vou sem saber o que me espera neste salto.

Lanço meu corpo e meus olhos se arregalam com o que vejo, não há nenhum prédio aqui! Lá embaixo está um riacho, solto gritos de desespero.

Droga...

Elliot----//

Dezoito dias se passaram. O capitão Elliot jantava todas as noites junto a jovem Atlanta, Mikael flertava com Teefa e conseguiu dormir com a mesma desfrutando dos prazeres da carne. Jeremy ajudou os marujos a encontrarem o caminho certo que os levariam ao forte do general Hector, pai da jovem “prisioneira”. Madlen passou os dias escrevendo e desenhando como de costume.

Mas naquela tarde de quinta-feira, após cruzar a fronteira inglesa a bordo do Spectrum algo surpreendeu a todos. Elliot estava em sua cabine fazendo algumas anotações em um pergaminho, irritado com a falta de credibilidade de seu contador que fez metade do ouro ser gasto com besteiras inúteis na ultima parada. Ele bufava de raiva com o chapéu encima da mesa e os cabelos negros penteados para trás.

Madlen abre a porta de madeira que necessita de uma reforma assim como todo o navio e retira seu chapéu o prensando em seus enormes seios mostrando respeito diante o capitão.

–Capitão... Problemas. – ela diz chamando a atenção do mesmo. Ele levanta seu rosto sorrindo simpaticamente.

–Que tipo de problemas? Jogaram o resto do ouro no mar para alimentar os tubarões? – sem entender Madlen responde.

–Não, temos problemas grandes. E é alemão. – “Alemão?”, pensa Elliot ao se lembrar de que aqueles que sequestraram Teefa faziam parte da frota de Hestaufen, um poderoso pirata alemão.

–É Hestaufen? Merda! Como eles nos seguiram?

–Acho que estavam em nosso rastro. Eles vêm do sul e não transparecem nenhum sinal de amizade. – preocupado Elliot se levanta pegando seu chapéu.

–Quero os canhões prontos. – Madlen assente e deixa a cabine do capitão aos berros.

Elliot abre seu armário e de lá embainha seu sabre, encapuza sua pistola e pega a mascara do Undertaker. Que é toda branca revestida de madeira, não há nenhum detalhe no objeto.

Do lado de fora da cabine estão os tripulantes todos desesperados e com pressa ajeitando as velas, canhões e distribuindo armas. Mikael quase escorrega no chão úmido ao subir pela escada do convés. Ele toma a luneta de Atlanta e vê com os próprios olhos o navio pirata alemão a menos de um quilometro dali.

–Filho da puta! – ele exclama devolvendo a luneta a Atlanta. A jovem pirata de cabelos acastanhados e poucas curvas lança a luneta nas mãos de Madlen que a agarra e diz o mesmo que Mikael.

–É quase o dobro de tamanho do Spectrum! – diz Madlen espantada.

–Já enfrentamos coisas piores. – comenta Jeremy contando suas flechas encostado a um barril.

–Sim! Mas quando o Spectrum vivia os dias de glória! – grita Mikael descendo as escadas novamente a procura de suas armas. Teefa surge desviando dos vários marujos apressados.

–O que está acontecendo? – ela indaga. Madlen a fita com um olhar frio de desconfiança.

–Piratas alemães! Eu não quero ser estuprada! – exclama Atlanta ajeitando seu chapéu de pirata marrom sobe os cabelos ondulados.

Distante dali o navio alemão está sobe comando do capitão Marshal. Um homem alto, forte, cabelos louros e compridos bem lisos. Olhos verdes e a pele lisa como a de um bebê recém-nascido. Ele sorri exaltando sua beleza e seu traje fino e caro. Sobe comando do leme o capitão Marshal dá ordens em sua língua mãe aos demais.

Uma batalha está prestes a iniciar, mas quem vencerá?

Elliot ajeita seu casaco e armas, então se dirige a porta que o levara ao convés junto aos tripulantes. Seus olhos são os únicos pontos que se expõe por detrás da mascará branca. Ele pensa em uma estratégia, uma boa estratégia.

Notas finais
Momento de decisão:

Elliot:

1-Confrontar o navio alemão.

2-Optar pela fuga.

3-Pedir para ter uma conversa com Marshal pessoalmente.

Não terão escolhas sociais neste capítulo, somente no próximo.

Novos personagens vão surgir. Espero que tenham gostado, fui.

Aliás, os pontos estão acumulando. Quem deixou review até agora tem 15 pontos. Até!

Vou responder os reviews do capítulo anterior daqui a pouco.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.