Notas iniciais
Olá pessoal, espero que gostem do capítulo 4, tentarei postar o capítulo 5 amanhã, ele está pronto, está apenas em revisão. Boa leitura.

Anninka preparou-se para partir com o grupo para Ancestral Islands, permanecendo inabalável diante de tudo. Ela é muito sentimental e gentil, é uma feiticeira poderosa em magia temporal e elementar, pertence à família Monókeros. Ela é prima de Erik e Sigrid, eles cresceram juntos, ela e Erik, eles vivem brincando e fazendo piadas, mas ela tem uma grande admiração por seu primo. Também é temperamental e agitada, muitas vezes agindo por impulso, mas sempre cautelosa. Anninka é a mais nova do grupo, tendo apenas 20 anos, ela é linda e jovem. Seu cabelo é castanho claro com uma trança, ela o deixa solto, seus olhos são verdes, sua armadura é leve, protegendo sua barriga e seios, carrega uma espada curta na cintura, ela veste uma calça de cor azul bastante escura e uma bota preta na altura do joelho.

— Sigrid! Afinal, quem é essa mulher que pode ajudar Erik, mesmo que eu já tenha uma idéia de quem ela pode ser — disse Anninka, sabendo que a pessoa com mais conhecimento do continente pertence à sua família.
— Você sabe muito bem, é sua prima Rainha Dione Monókeros! Ela é uma das mulheres mais sábias do continente, Sassafras me disse que ela tem conhecimento de outro continente — respondeu Sigrid, que também está intrigada.
— Prima Dione! Suspeitei que fosse ela — disse Anninka sorrindo — eu fui para Ancestral Islands apenas uma vez, estou preparada para ir.
— Eu também estou preparada, vamos esperar Solveig, que saiu para conversar com Sassafras — disse Sigrid notando que os dois estão demorando demais.
— Os dois estão transando — Anninka começou a rir — eu percebi que ela estava olhando muito para ele, quem diria o grosso Solveig que conhecemos com uma mulher poderosa.
— Não diga bobagem... — Sigrid ficou envergonhada — provavelmente é algo do passado deles, não podemos perder tempo.
— Ok, desculpe Sigrid! — Anninka disse rindo.

Debaixo de uma árvore, Sassafras chamou Solveig para conversar, ela não o via há dez anos, Sassafras o conheceu quando sua mãe contratou Solveig para espionar Isete Fjell. Foi nessa época que os dois se conheceram, ela ficou fascinada com as histórias de Solveig sobre os outros reinos. Sassafras tinha 18 anos e nunca havia deixado Dinas Goll. Solveig com apenas 19 anos já conhecia metade do continente. Sassafras despertou um sentimento por Solveig, mas ele era um mercenário e ela uma nobre da família Grýpas, sua mãe nunca aprovaria. Sassafras decidiu manter esse sentimento em segredo por anos.

— Fico feliz em vê-la Sassafras, obrigado por tudo — disse Solveig olhando nos olhos dela — disse que queria falar comigo, sobre o que?
— Não foi nada, estou feliz em vê-lo novamente. Eu pensei que nunca mais o veria... — Sassafras é tímida, mas ela está realmente feliz em ver Solveig novamente — foi um prazer ajudá-lo, Anninka disse que me considera uma grande amiga, pensei que tinha esquecido...
— Esquecê-la? Sassafras, você foi a primeira pessoa que me viu de maneira diferente, não como um assassino ou vagabundo. Eu queria conhecê-la melhor, mas vivemos em mundos diferentes — Solveig se lembrou de todas as conversas com Sassafras — eu não sou mais um mercenário, eu escolhi ajudar Erik, ele é um bom homem.
— Quero lhe contar uma coisa que guardei por anos — Sassafras olhou Solveig nos olhos — eu pensei em você todos esses anos, lembro quando você me contou sobre suas viagens e como eu queria conhecer o continente com você... Sendo direta, eu estava apaixonada, mas sabia que não poderíamos ficar juntos... Minha mãe, minha família, eles não aceitariam e eu não sabia se você sentia o mesmo por mim... Decidi contar tudo, quando te vi, mal podia acreditar que você retornou a Fjern Dal.
— Você não está mais apaixonada? Eu entendo depois de todos esses anos. Sassafras, eu a amo... Mas eu decidi que era melhor terminar meu trabalho e vê-la como uma amiga — disse Solveig, num tom triste — um Grýpas com um mercenário? Impossível, pensei.
— Você me ama? — Sassafras se aproximou de Solveig e o beijou, um beijo longo, Solveig ficou surpreso — eu gostaria de ter feito isso anos atrás, Solveig, podemos compensar todos esses anos.
— Eu gostaria muito, mas Sassafras, sou plebeu, jurei lealdade a Erik, se ele recuperar o seu reino, posso ser nobre e pedirei sua mão em casamento, voltarei, prometo a você, poderia esperar um pouco? um pouquinho mais? — perguntou Solveig, ele é um homem diferente do que era antes, seu encontro com Erik o mudou, podendo até sonhar com Sassafras, a mulher que se apaixonou anos atrás, mas viveu evitando esse sentimento.
— Eu estava pensando há anos se podia vê-lo novamente, desculpe por não ter dito tudo antes por causa da minha posição. Mas não me importo se você é um nobre ou apenas um plebeu. Fiquei feliz em saber que você não é mais um mercenário depois de ajudar Erik. volte para mim... — Disse Sassafras, ela não queria provocar a mãe ou envergonhar a família Grýpas, mas quando viu Solveig, viu uma chance de começar de novo.
— Prometo — Solveig a abraçou com força e a beijou — preciso ir, quando Erik se recuperar, voltaremos para Dinas Goll.
— Tome cuidado Solveig. Estarei esperando — disse Sassafras olhando nos olhos dele.

Solveig voltou com Sassafras para sua casa, Anninka e Sigrid estão prontas. Erik está protegido pelo poderoso feitiço de Sassafras. O amuleto de deslocamento está carregado, esse artefato é poderoso, mas leva tempo para carregá-lo para outra viagem sendo usada apenas em uma emergência. O amuleto de deslocamento é um item mágico criado pelos elfos, apenas Ancestral Islands e Fjern Dall têm acesso a itens mágicos.

— Sassafras, obrigado por tudo! Assim que Erik se recuperar, voltaremos — disse Sigrid, segurando as mãos de Sassafras.
— Obrigado Lady Sassafras! Por me curar e ajudar Erik — Anninka agradeceu, já recuperada.
— Mais uma vez agradeço muito Sassafras — disse Solveig olhando nos olhos dela.
— Vá e tenha cuidado. Que os deuses ancestrais cuidem de todos — disse Sassafras, ela é gentil — quando voltarem, celebraremos a recuperação de Erik.

Solveig carrega Erik nos braços, Anninka pegou a mão de Sigrid e tocou o ombro de Solveig. Então Sigrid concentrou-se usando sua magia no amuleto, descarregando a energia e formando o círculo. Então eles aparecem em frente ao castelo de Adônis, em Ancestral Islands. O segundo maior reino do continente é dividido em três ilhas, sua capital fica na ilha Parádeisos Kólpos, a segunda cidade mais antiga do continente, fundada no final do primeiro milênio, em 997, por duas famílias primordiais. Monókeros e Foínix que vivem em união desde então. As ilhas têm um clima tropical, o maior porto comercial está localizado na terceira ilha. Emporikós Kólpos, com seu porto gigante e grandes embarcações. Com cidades bem estruturadas e a maioria das casas são lojas. O castelo de Adônis é enorme, com uma grande área usada para o treinamento de seus soldados, o grande salão do Rei tem mais de trinta mesas para banquetes, seu trono é de ouro, mostrando a grande riqueza de seu reinado. Na capital do seu reino, existem duas estatuetas de bronze cada uma com vinte metros de altura. Uma Fênix e um Unicórnio, símbolos das duas famílias.

— Rápido! Precisamos falar com a Rainha Dione — disse Sigrid ao soldado que guarda os portões.
— Abra os portões para Lady Sigrid, rapidamente! — o soldado disse aos guardas dentro dos muros.

Sigrid e o grupo andaram rapidamente para dentro do castelo. Um guarda correu na frente para chamar o Rei Adônis.

— Sigrid, o que aconteceu com Erik? — Adônis ficou surpreso ao ver Erik tão mal.
— É uma longa história, Sassafras Grýpas disse que a senhorita Dione pode ajudá-lo, ele foi amaldiçoado — disse Sigrid rapidamente.
— Dione está em seu laboratório, leve Erik até lá, Conversamos mais tarde, vejo que Christer Sfinks não está com você — disse o Rei Adônis, sabendo que algo horrível havia acontecido.

Sigrid e os outros subiram ao laboratório de Dione. O Rei Adonis sentou-se no trono e começou a pensar, ele está preocupado com os acontecimentos recentes. A queda de Creigiog Mountains foi uma grande perda para as famílias, os Sfinks perderam seu reino, agora restam apenas dois últimos reinos. Sigrid entrou no laboratório de Dione, a condição de Erik chamou sua atenção.

— Coloque-o na cama! Por favor, Sigrid, prima Anninka, estou feliz em vê-las. Senhor... eu não te conheço — disse Dione, dirigindo-se a Solveig.
— Meu nome é Solveig! Majestade — disse Solveig, curvando-se, depois de colocar Erik na cama.
— Ele é nosso amigo prima, ele nos ajudou a escapar de Sunrise Lands — disse Anninka, mostrando que Solveig é confiável.
— Prazer em conhecê-lo, Senhor Solveig — disse Dione, com um sorriso, ela é educada e gentil, além de ser conhecida por ser uma mulher sábia também é conhecida por ser uma rainha gentil.
— É uma honra conhecer alguém tão importante — disse Solveig, com grande respeito.
— Obrigado! Senhor Solveig. Sigrid, vejo que Erik está sob uma maldição de sangue — disse Dione ao tocar em Erik — é uma variação da antiga e rara magia negra. A pessoa que o amaldiçoou certamente vem do continente Néo Kósmo — disse Dione, com uma expressão preocupada.
— Uma mulher estranha, de cabelos brancos, beijou-o e disse o seguinte: "Meu beijo fará você provar a morte", ela estava com outros seres estranhos. Um deles tem o rosto de esqueleto, outro tem orelhas pontudas como os elfos, mas a pele é cinza. O outro era um amigo nosso que voltou dos mortos. Eu sei que é tudo confuso, mas foi o que aconteceu Lady Dione — disse Sigrid resumindo os eventos.
— Uma maldição de sangue, como eu pensei, precisamos limpar seu sangue e restaurar seu corpo. Esta maldição funciona através do sangue contaminado que esta mulher passou para Erik. Com você aqui Sigrid podemos salvar Erik, mas há um risco... — disse Dione temendo o pior.
— Como posso ajudar Erik? Farei qualquer coisa, não importa o risco — disse Sigrid com determinação.
— Teremos que usar o seu sangue, essa maldição só se quebra com o sangue de um parente... Para limpar e repor o sangue que já está podre. Você pode morrer no processo... — disse Dione, ela tem um vasto conhecimento de magia antiga do outro continente, mas nunca viu magia negra ou maldições na prática.
— Use meu sangue, não me importo com o risco... Esse método é eficaz? — disse Sigrid sem temer o risco, ela não quer perder o irmão.
— As chances de dar certo são de 60%, infelizmente não há outra forma de desfazer a maldição... você está pronta Sigrid? perguntou Dione, ela também teme pela vida de Sigrid.
— Sim eu estou pronta. Vá em frente — disse Sigrid, muito confiante.
— Anninka! Vá com um guarda para a sala de Ingrid Grýpas, irmã de Lady Sassafras. Felizmente ela está no castelo, ela nos ajudará com a magia de cura. Usarei um velho grimório élfico em busca das palavras mágicas. Prepare-se Sigrid — disse Dione se preparando.

Então Anninka foi buscar Ingrid Grýpas, que está em Ancestral Islands, para estudar com Dione. Ingrid não tem o mesmo nível de habilidade que sua irmã mais velha, mas ela aprendeu muito sobre a arte de curar. Com apenas 23 anos, ela já está em um nível avançado. Filha mais nova de Creope Grýpas, ela foi inspirada por sua irmã Sassafras e se interessou pela arte de curar, seus cabelos são longos e escuros, seus olhos são escarlates, uma marca da família Grýpas. Ela usa um vestido longo vermelho e preto, cheio de detalhes, usa botas escuras, carrega um colar com o amuleto de deslocamento. Ingrid, ficou surpresa ao ver Anninka, elas não se conheciam. Anninka nasceu em Ancestral Islands, mas foi criada em Sunrise Lands.

— Tudo está pronto! Sigrid, vamos tirar seu sangue usando a magia de Ingrid. Então, iremos pronunciar as palavras certas para desfazer a maldição, Ingrid curará o corpo de Erik — disse Dione, organizando o grupo.
— Estou pronta! — Sigrid abriu a mão — pegue o quanto precisar para salvar Erik.

Dione pegou uma adaga e cortou a palma da mão de Sigrid. Ingrid segurou o sangue com magia, aplicando-o no corpo de Erik em seguida. Ela fez um círculo de regeneração ao redor de Erik. Dione Monókeros nasceu como um ser humano comum, com sua sabedoria em línguas antigas e magia desconhecida provou ser a mulher mais sábia do continente. Seu marido, o Rei Adônis, aprendeu muito sobre Néo Kósmo graças ao conhecimento de Dione. O único lugar conhecido em Néo Kósmo é a região de Merethyl, a grande cidade élfica.

— Sigrid! Repita comigo as palavras (Em élfico antigo: Gyda fy ngwaed. Byddwch yn cael eich puro.) — disse Dione recitando palavras mágicas em élfico antigo.

Sigrid então repetiu as palavras mágicas e o corpo de Erik começou a reagir, enquanto o sangue de Sigrid o purificou. Mas a dor é intensa, Erik acordou gritando de dor, sacudindo-se violentamente, os guardas e Solveig, eles o seguraram até que a maldição fosse desfeita. O suor escorre pela testa de Ingrid, sua energia está quase acabando. Sigrid perdeu muito sangue, então Erik se acalmou e olhou para Sigrid e depois desmaiou. Seu corpo não está mais pálido, seus lábios voltaram à cor normal, Sigrid desmaiou após a perda de sangue. Ingrid terminou de curar Erik e usou suas últimas energias para tratar Sigrid.

— Prima! Erik e Sigrid estão fora de perigo? — perguntou Anninka desesperadamente.
— Sim, conseguimos desfazer a maldição, seu corpo está fraco, mas ele se recupera graças à magia de Ingrid — disse Dione, orgulhosa da aprendiz.
— Sigrid vai ficar bem, Anninka! Ela só precisa descansar e Erik também — disse Ingrid, cansada — Sigrid, se não fosse por sua vontade... Erik não estaria vivo, ela perdeu muito sangue no processo, estou impressionada com toda essa força.
— Ela tem uma grande determinação, assim como Lise, a minha querida prima — disse Dione lembrando-se de seu tempo com Lise.

Dione e Lise, além de parentes, eram amigas, Dione queria ensinar Lise, que também era estudiosa, sobre Néo Kósmo. Mas esse conhecimento foi mantido longe dos outros reinos. Dione nunca revelou sua fonte de estudo por causa do documento secreto, assinado após Fjern Dal descobrir a existência de Néo Kósmo. Após a queda de Creigiog Mountains, Sunrise Lands e Isete Fjell, esse segredo não importa tanto, as famílias formaram uma aliança diante do grande número de humanos comuns. Dione não nasceu com magia, depois de suas viagens a Néo Kósmo, ela transmitiu seu conhecimento a Adônis e sua filha mais velha, Sophie. Ela escolheu Ingrid como aprendiz e assistente. Dione tem 40 anos, mas sua aparência é jovem, ela possui uma beleza admirável, ela tem heterocromia ocular, uma anormalidade genética na qual o indivíduo tem olhos com duas cores diferentes. Um olho é azul claro enquanto o outro é amarelo claro. Seu cabelo é longo e ondulado na cor escura, sua coroa é dourada e muito pequena, com uma pedra rubi vermelha no meio, ela usa um véu escuro na coroa. Usa um vestido longo de cor escura com vários detalhes. Dione é considerada uma Rainha gentil pelo povo de Ancestral Islands, na verdade ela é uma pessoa compressível e gentil.

— Pronto! Sigrid está bem, vamos deixá-la descansar — disse Ingrid, exausta — Vossa Majestade Dione, Lady Anninka e Senhor Solveig, vou sair, preciso descansar.
— Descanse! Ingrid, você fez muito hoje, mandarei buscá-la, se necessário — disse Dione, vendo a exaustão de Ingrid.
— Muito obrigado! Lady Ingrid, prima Dione por tudo — disse Anninka abraçando Dione com força.
— Não foi nada! Lady Anninka — disse Ingrid, saindo do laboratório.
— Não se preocupe, prima, você sempre terá meu apoio — disse Dione, abraçando Anninka — Vamos deixá-los descansar, venha comigo, eu vou te levar para os quartos, descansem um pouco. Enquanto isso, falarei com Adônis.

Solveig e Anninka foram descansar, Dione chamou Adônis, seu tom é bastante preocupante. Ela tem um mau presságio. Néo Kósmo, o continente desconhecido, é o lar de muitos seres, não há muito conhecimento sobre outras raças além dos elfos, o pouco que se sabe é mantido em segredo pelos próprios elfos. Dione contou todos os detalhes a Adônis, que está nervoso.

— Um dos seres é capaz de usar a necromancia, isso explica o fato de que um deles voltou dos mortos. Magia negra no continente é algo que eu nem consigo imaginar. Minha querida, temo que a situação no continente seja pior do que imaginávamos, não esperava que os humanos tivessem aliados com toda essa força — disse Adônis, seu tom é tenso.
— Se demorassem um pouco mais, Erik não sobreviveria. Eu nunca vi uma maldição de sangue, é cruel, ele ia morrer lentamente, apodrecendo de dentro para fora, alguns anos atrás eu li sobre isso, pensei que não havia ninguém capaz de usar esse tipo de magia, porque é uma magia antiga, rara, uma das variações da magia negra. Essa mulher é muito perigosa — disse Dione, temendo pela vida de todos.
— Quando esses seres chegaram a este continente, isso me preocupa muito. Precisamos conversar com Erik assim que ele acordar, pediremos a Sigrid para detalhar melhor os eventos, acredito que Christer Sfinks morreu — disse Adônis, perder um feiticeiro poderoso os coloca ainda mais em desvantagem.

Horas se passaram, Sigrid acordou e olhou para o lado e viu Erik na outra cama, levantou-se, ainda fraca e sentou-se na cama de Erik. Ela o beijou na testa e segurou a mão dele com força, ela ama muito o irmão. Sigrid começou a chorar, suas lágrimas começaram a cair no rosto de Erik.

— Eu pensei que ia te perder Erik... Espero que você acorde logo, Juntos procuraremos nossos irmãos e depois lutaremos juntos contra tudo isso. A família Von Ddraig ainda está viva e vamos recuperar o que é nosso por direito, prometo, irmão — disse Sigrid enxugando as lágrimas.

Nesse momento, Anninka e Solveig entraram no laboratório, vendo que Sigrid já está melhor, Anninka correu e a abraçou. Solveig a cumprimentou. Anninka alertou Sigrid que Adônis quer falar sobre os eventos em Sunrise Lands.

— Erik, provavelmente vai demorar um pouco para acordar, sejamos pacientes. Vou falar com Adônis, você e Solveig podem ir à cidade, coletar informações dos comerciantes. Acho que podemos encontrar algo interessante — disse Sigrid a Anninka.
— Não conheço a cidade, vou convidar Ingrid para vir conosco. Adônis está esperando por você com Dione em seu salão — disse Anninka, ela está animada.
— Eu sei muito sobre as ilhas! não se preocupe, então nos veremos mais tarde, Sigrid — disse Solveig, que conhece a maioria das ilhas de suas viagens.
— Ótimo, tenha cuidado, não entre em problemas, por favor — disse Sigrid, sabendo que Anninka é agitada.
— Você pode confiar em mim! — disse Anninka, vendo que Sigrid está com muitas preocupações.

Sigrid, foi conversar com Dione e Adônis, ela está frustrada pela maneira que foram derrotados em Sunrise Lands. O sacrifício de Christer pesa em sua consciência, ela sente a necessidade de vingança, uma hesitação quase custou a vida a Erik. Ela viu que precisa ficar mais forte, a união dos reinos dominados já é uma grande dificuldade para os feiticeiros restantes. Ao chegar no salão, o Rei Adônis pediu a Sigrid que se sentasse. Ela contou tudo em detalhes, os eventos do resgate de Erik. A morte de Christer deixou Adônis e Dione abalados. Ele era um dos membros mais fortes da família Sfinks, herdeiro do trono de Creigiog Mountains. O Rei Adônis ordenou que o exército permanecesse em formação, a qualquer momento um ataque poderia acontecer. Com a destruição que Sigrid e seu grupo causaram em Sunrise Lands ao resgatar Erik, isso acabou ajudando-os a ganhar mais tempo para organizar a defesa do reino. Adônis também disse a Sigrid todas as suas intenções, ele quer uma união das duas famílias. A família Foínix e Von Ddraig. E assim recuperar o reino de Sunrise Lands.

A guerra está cada vez mais perto de Ancestral Islands. Os últimos feiticeiros são a esperança do continente.