Notas iniciais
Olá pessoal. Continuando os acontecimentos do primeiro capítulo. O capítulo dois apresenta novos personagens e inimigos, além de um novo reino. Espero que gostem. Qualquer dúvida ou erro deixem nos comentários, boa leitura.

Elliott não disse uma palavra, ele não se parece com alguém que voltou dos mortos. Ele aparenta ter mais de 25 anos, seu cabelo é curto e escuro, sua barba está por fazer, seus olhos são escuros. Em seu rosto há uma marca que parece chamas negras. Ele usa uma armadura escura que protege seu peito e braços, suas roupas são todas escuras e ele usa uma capa preta. E carrega uma adaga na cintura, sua altura é de quase dois metros. Elliott antes de morrer era apenas um humano comum de acordo com Erik e os outros.

— Elliott! Desde quando ele pode usar magia, do tipo que eu nunca vi em lugar nenhum — Sigrid está preocupada, magia de cor negra não existe no continente — todos nós suspeitamos que você foi morto quando soubemos que apenas Erik estava na prisão. Erik! Como esse ser derrotou você? E como isso explica o fato de Elliot estar vivo e usando magia — Sigrid perguntou com muitas dúvidas.
— Ele usou o mesmo tipo de magia que Elliott está usando... Essa magia negra — Erik está com um mau presságio — precisamos escapar.
— Christer! Cuide de Erik, eu irei atacar Elliott. Solveig! Você cuidará de Anninka assim que a pegar, fuja, eu irei atrasá-lo — Sigrid sabia que Erik e Anninka corriam risco de morte.

Então ela correu em direção a Elliott, que ficou parado o tempo todo, Solveig puxou o arco, disparando duas flechas. Elliott destruiu as flechas com sua magia negra. Sigrid atacou violentamente pela esquerda usando a distração das flechas de Solveig. Mas Elliott se esquivou e acertou Sigrid no rosto com magia negra, Sigrid quase caiu, mas se sustentou com a estada e cuspiu sangue, ela avançou novamente, liberando um grande poder mágico. Solveig usou a distração para resgatar Anninka que está desmaiada. Ele foi surpreendido por uma silhueta negra que avançou em sua direção, antes que Solveig conseguisse identificá-lo. O ser segurou Solveig pelo pescoço. Este ser tem mais de dois metros. Solveig viu o rosto do ser sob o capuz preto, o rosto do ser fez Solveig suar frio, é um rosto de esqueleto, sem pele, sem olhos. O ser está vestindo uma armadura totalmente preta, com uma grande capa toda preta. Solveig sacou uma faca tentando furar o braço do ser, mas a faca quebrou. Uma bola de fogo atingiu o ser que derrubou Solveig. Christer não queria ficar assistindo seus amigos lutarem arriscando suas vidas, ele deixou Erik em um canto e atacou sem pensar duas vezes, mais uma vez ele jogou outra bola de fogo no ser. Solveig pulou em direção a Anninka e a agarrou pela cintura, afastando-se da batalha, Sigrid e Elliott continuaram em uma batalha intensa. Quando Solveig tentou fugir com Anninka, uma flecha coberta de magia negra atingiu seu ombro, ele caiu e deixou cair Anninka. A situação é desesperadora, Solveig olhou na direção em que a flecha veio e viu um ser de pele cinza com orelhas pontudas, vestindo uma armadura de couro preto, uma capa dourada, nas costas ele carrega uma espada e uma adaga em seu cinto. O ser é alto, seu cabelo é longo, de cor escura, amarrado com várias tranças. Uma mulher se aproximou de Erik. Sua aparência é bela, aparenta ter 25 anos. Seu cabelo é branco, ela está vestindo um vestido cinza e preto, uma capa de penas preta, com capuz, sua pele é pálida, seus olhos são amarelos, usando maquiagem escura ao redor dos olhos, seus pés estão descalços. Ela pegou Erik pelo queixo e o beijou, um longo beijo, quando ela parou de beijá-lo, sangue preto escorria de sua boca e Erik empalideceu, começou a sentir uma dor em seu corpo.

— Meu beijo vai fazer você provar a morte — ela disse com um sorriso, limpando o sangue dos lábios.

Erik começou a cuspir mais sangue preto, a mulher o envenenou de alguma forma através do beijo, Sigrid ficou desesperada com toda a situação. Os únicos que estão de pé são ela e Christer. Solveig retirou a flecha do ombro e segurou Anninka.

— Estou bem! — disse Solveig, mas ele está sangrando muito.
— Solveig! Vou tentar segurá-los com Christer, você pode alcançar Erik... Acho que ele está morrendo — Sigrid não viu mais saída, aquele grupo misterioso, Elliott, que voltou dos mortos, tudo indica o fim deles.
— Não! Sigrid, pegue Erik e fuja com Solveig e Anninka — disse Christer, seu tom é convincente — Vou segurá-los sozinho, sacrifícios são necessários nesses momentos.
— Christer, você não precisa fazer isso — gritou Sigrid, ela não queria sacrificar um amigo querido.
— Segurar todos? Só pode ser uma piada — disse a mulher de cabelos brancos dando risadas.
— Vá Sigrid, deixe-me fazer isso, nossa situação não vai mudar sem sacrifício, estou determinado, prefiro isso do que ver todo mundo morrer em vão — Christer está convicto de sua escolha.
— Ok... estou contando com você, Christer — disse Sigrid, tentando conter suas emoções.
— Ótimo, não deixe meu sacrifício ser em vão, encontre uma maneira de curar Erik — disse Christer, com um tom triste e preocupante.

Um símbolo estranho na palma da mão de Christer começou a desaparecer. O símbolo é uma runa antiga, usada para selar poderes mágicos. Então um poder extraordinário começou a fluir de Christer.

— Mulher, você me subestimou, mas esqueceu algo, que pertenço à grande família primordial, Sfinks, alguns membros nascem com poderes mágicos tão intensos que precisamos selar. Ajuda quando usamos magia.

O chão da cidade começou a rachar e tremer com o grande poder mágico de Christer, que então colocou as duas mãos no chão. Imediatamente começou a desmoronar. Elliott e o ser com rosto de esqueleto escaparam a tempo, antes que o chão inteiro caísse Sigrid correu para Erik, Solveig começou a correr com Anninka nos braços. O ser de pele cinza apontou o arco para ele antes que ele pudesse disparar. Christer lançou raios que destruíram o prédio onde está o ser. Sigrid alcançou Erik, mas a mulher de cabelos brancos a atacou com magia negra, Sigrid bloqueou o ataque com sua espada e atacou a mulher, cortando o rosto dela. O chão continuou a desmoronar, naquele momento. Christer sacou a espada e na mão esquerda, uma chama de fogo começou a aparecer, ele pulou antes que o chão inteiro caísse e lançou um ataque de fogo em direção à mulher de cabelos brancos, que se esquivou, mas o fogo acabou atingindo a perna dela. Não queimando, Christer não conseguia entender, mas ignorou e continuou a atacá-la com a espada, ela continuou a desviar dos ataques dele. Sigrid aproveitou a chance e fugiu com Erik. O ser com o rosto de esqueleto e Elliott avançaram em um contra-ataque. Elliott cobriu o punho com magia negra e atravessou o peito de Christer, que largou a espada e começou a cuspir sangue.

Não posso morrer agora, não antes que eles consigam escapar — pensou Christer, que está prestes a morrer.

Ele, em seu último esforço, fez grandes raízes bloquearem tudo ao seu redor, impedindo que os inimigos seguissem seus amigos, naquele momento o ser com rosto de esqueleto sacou sua espada. Uma grande espada negra e cortou a cabeça de Christer. Sigrid sentiu uma forte sensação no peito, mas não olhou para trás, conseguindo alcançar Solveig. Erik está quase morrendo, o tempo é curto, eles precisam pensar em uma maneira de escapar de Sunrise Lands.

— Esse lixo tinha todo esse poder — disse Elliott, sua voz é grossa — eles não podem escapar.
— Sigrid... não vou esquecer o nome dessa puta, ela conseguiu machucar meu rosto — disse a mulher de cabelos brancos, seu tom de voz é furioso.
— Você terá sua chance Elora, precisamos voltar para aquele garoto que pensa que é rei — disse o ser de pele cinza.
— Defindrel, preciso do sangue dela agora! — disse a mulher de cabelos branco, ela está fora de si. Seu nome é Elora.
— Cale-se! Elora — ordenou o ser com cara de esqueleto, sua voz é gutural — precisamos voltar, já chamamos muita atenção.
— Desculpe! Mestre Bosheit — Elora começou a suar frio, sua expressão é de medo.
— Alexander é uma peça importante para a Spektrale Kavallerie, é questão de tempo destruirmos os dois últimos reinos — disse Bosheit.

Bosheit sacou sua espada negra, lançando um ataque com uma onda de choque destruindo as raízes do caminho. Os quatro partiram para o palácio. Minutos depois, o grupo de Sigrid já está chegando aos portões, Sigrid viu que um grande número de soldados protegem o portão, ela sacou a espada e a revestiu de magia, lançou um ataque poderoso que destruiu o portão e cortou todos os soldados. Conseguindo deixar a grande cidade, ela está desesperada pela vida de Erik e Anninka, gravemente feridos.

— Solveig! Receio que Erik não dure muito, você conhece algum curador? — Sigrid não conseguia mais acreditar, a morte de Christer, Erik quase morrendo, Anninka mortalmente ferida.
— Eu conheço uma, na verdade ela é uma feiticeira talentosa na arte mágica de curar — respondeu Solveig — mas acho que não poderemos chegar lá a tempo.
— Não diga isso! Ela está muito longe daqui? — pergunto Sigrid.
— Ela está em Fjern Dal! — Solveig sentiu que o sacrifício de Christer foi em vão.
— Fjern Dal? Ótimo perto da cidade de Dinas Goll? — perguntou Sigrid, esperançosa.
— Ela mora nos arredores da cidade, perto da Árvore da Vida — Solveig respondeu sem entender, Fjern Dal está muito distante, levando uma semana de viagem a cavalo.
— Quantos minutos da árvore? Preciso de um horário exato para que não fiquemos tão longe da casa dessa feiticeira — disse Sigrid, ela tem algum plano, o que deixou Solveig confuso.
— Dez! Vamos precisar de dez minutos, mas Sigrid, como vamos chegar lá? Você está esquecendo que estamos do outro lado do continente? — Solveig não entendeu nada dos planos de Sigrid.
— Com isso! Com este amuleto feito com magia, serve para deslocamento! Vamos parar por aqui. Preciso me concentrar — Sigrid concentrou-se usando sua magia no amuleto.
— Esse amuleto? Onde você conseguiu isso, eu nunca vi nada assim, ele precisa ser carregado com magia? — perguntou Solveig, duvidoso.
— Calma! Estou terminando, mas respondendo suas perguntas. Sim, eu preciso carregá-lo com magia, Peguei esse artefato em Ancestral Islands, foi a primeira vez que vi algo assim, na verdade, eu nem o testei, mas quem me deu disse que funciona — respondeu Sigrid, muito confiante.
— Sigrid... Se não der certo, estamos perdidos — Solveig olhou para Erik, que está pálido, com lábios e olhos pretos.
— Pronto! Pegue Anninka, eu vou levar Erik, segure minha mão Solveig! — Sigrid segurou o amuleto — Álma!

O amuleto descarregou uma grande energia mágica, formando um círculo com uma runa. Sigrid e Solveig desapareceram, aparecendo debaixo de uma árvore tão grande que seu topo está acima das nuvens. É a Árvore da Vida, localizada no reino livre de Fjern Dal, o reino mais antigo do continente, o berço da vida, conhecido em outros reinos por sua floresta gigantesca com sua capital e a cidade primordial de Dinas Goll no centro. A primeira cidade do continente com suas casas em volta das árvores. O povo de Dinas Goll está conectado com a natureza e a grande árvore, de acordo com os escritos, os dez primordiais foram abençoados pelos deuses sob a grande árvore. É um reino isolado que pouco se sabe sobre o modo de vida. A família Grýpas fundou a cidade nos anos cinquenta do primeiro milênio. Solveig, sendo um ex-mercenário do submundo organizado, conhece o reino e tem contatos dentro e fora da cidade.

— Chegamos no local certo ? Está muito escuro! — disse Sigrid, ela sabia que o amuleto tinha funcionando, mas não sabia se foi para o local certo.
— Olhe para cima! — respondeu Solveig.
Sigrid olhou e ficou sem palavras.
— Então esta é a Árvore da Vida! — Sigrid conhecia a grande árvore apenas das escrituras antigas da família Von Ddraig, que descreviam que a poderosa família Von Ddraig começou com dois primordiais abençoados sob a grande árvore. Diferentes famílias primordiais descreveram a visão de seus ancestrais sobre o surgimento do poder mágico e das grandes famílias primordiais à sua maneira. Os Von Ddraig, descreveu que seus dois ancestrais sonhavam com a grande árvore que os chamava. Outras famílias primordiais descreveram que os dez primordiais acordaram sob a árvore de um longo sonho e encontraram os deuses nesse sonho.
— Outro dia, eu os trago aqui, eles dizem que quem usa magia ao tocar a árvore sente coisas diferentes! disse Solveig.
— Ok, precisamos correr para a curandeira, afinal quem é ela? perguntou Sigrid, lembrando que apenas famílias primordiais usam magia.
— Sassafras Grýpas! Ou como muitos a conhecem. Scharlach — respondeu Solveig, é claro que ele a admira
— Scharlach! Lembro-me de alguém com esse apelido, na verdade, é alguém que pertence à família Grýpas, como me lembro — disse Sigrid, lembrando-se das vezes em que seu pai falava sobre outras famílias.
— A Família Grýpas, já contratou meus serviços algumas vezes, foi nessa época que conheci Sassafras! — Solveig não falava muito sobre seu passado como mercenário e assassino.
— Os Grýpas já ordenaram um assassinato ou houve algum conflito interno no reino? Desculpe pelas perguntas — Sigrid perguntou por que os reinos não tinham muito contato, isso foi há dez anos, agora que três dos cinco reinos não têm mais famílias primordiais no controle, esses reinos começaram a se unir por causa da desvantagem dos seres humanos. Os cinco reis desde os primeiros milênios mantiveram a paz ficando longe de seus vizinhos, cada um cuidando de seu próprio reino. O único contato foi através do comércio que tem sido feito por seres humanos comuns desde o terceiro milênio, reis só se encontraram quando era hora de unir suas famílias. Dito isto, outros reinos são totalmente desconhecidos para alguns nobres das famílias primordiais.
— Não! Fui contratado como espião, informações preciosas valem muito no submundo — disse Solveig, respondendo às dúvidas de Sigrid.
— Desculpe, eu não quis te ofender. Então, o que exatamente você espionou? Se você pode me responder — Sigrid está bastante curiosa sobre as outras famílias.
— Reinos vizinhos, Ancestral Islands, Sunrise Lands, Creigiog Mountains e Isete Fjell, é mais fácil para um vagabundo ou comerciante entrar nesses reinos do que alguém da nobreza, afinal! — respondeu Solveig.
— Fui ingênua em acreditar que as famílias não sabiam quase nada sobre os outros reinos naquela época — disse Sigrid totalmente surpresa com a revelação.
— Mas eles não sabem, mesmo que os espiões consigam entrar nesses reinos, é praticamente impossível chegar perto da nobreza, muito menos das famílias primordiais — disse Solveig, lembrando-se de seu tempo como criminoso.
— Então, como isso funciona? Essa espionagem se você nunca conseguiu se aproximar de algum membro das famílias primordiais? — Sigrid é muito curiosa, sempre ciente dos segredos importantes.
— Eu, espionava o modo de vida das pessoas, às vezes via um nobre, quando finalmente, pela primeira vez, eu vi um rei... — naquele momento, o tom de Solveig ficou triste.
— Qual rei? Lembra-se dele do seu nome ? — Sigrid ficou empolgada.
— Saulo Von Ddraig V! Naquela época, um primo do rei de Fjern Dal, um membro da família Grýpas, entrou em contato comigo, sempre era alguém da família, nunca o rei. Eu imagino que eles nem sabiam sobre esse esquema de espionagem que seus parentes contrataram. Mas esses parentes estão preocupados porque têm medo — disse Solveig revelando um pouco do seu passado.
— Meu pai... O que ele fazia? — perguntou Sigrid, com um tom triste.
— Ele estava brincando com seus filhos, você estava com sua mãe, ela trançou seus cabelos, enquanto o Rei Saulo brincava com seus irmãos... Naquele momento, lembrei-me da família que nunca tive... Entendo sua dor Sigrid, sou órfão... Mas minha família me abandonou na porta de um abrigo.
— Sinto muito, Solveig... Lembro-me do tempo de paz com minha família, mas a memória de meu pai sendo assassinado e minha mãe sendo queimada me assombra, como se fosse sempre a primeira vez... — disse Sigrid recordando seu passado.
— Mas há duas pessoas aqui que precisam de nós, olha, nós estamos chegando, perto daquela árvore marcada com uma runa e lá que Sassafras mora — apontou Solveig esperançosamente.
— Mas não há nada além de árvores — disse Sigrid, totalmente confusa.
— Você verá! Vamos andar mais rápido — Solveig guiou Sigrid até o local.

Chegando ao local, a runa esculpida na árvore brilhou intensamente, assim, um círculo se formou sobre a grama, revelando uma escada que desce até o subsolo. Sigrid ficou impressionada e percebeu que Solveig conhece bem o lugar. Chegando ao final da escada, ele se virou para uma porta, Sassafras está lá esperando por eles.

— Rápido! Coloque-os dentro do círculo mágico — disse Sassafras, seu tom é preocupante.
— Sassafrás, você precisa salvá-los — disse Solveig, desesperado.
— Farei o meu melhor — respondeu Sassafras, usando sua magia de cura, um círculo se formou em cada mão, então uma energia começou a fluir do círculo mágico ao redor de Erik e Anninka. Quinze minutos se passaram, o círculo ao redor de Anninka desapareceu.

— A garota da família Monókeros está bem — disse Sassafras — mas esse homem, eu não sei o que está acontecendo, mas minha magia não está funcionando... O que aconteceu com ele?
— Ele foi envenenado! Uma mulher estranha o beijou, então sangue preto começou a sair da boca dele, Erik empalideceu imediatamente — explicou Solveig.
— "Meu beijo vai fazer você provar a morte", ela disse essas palavras — acrescentou Sigrid.
— Temo que ela o tenha amaldiçoado, recebi um grimório do Rei Adônis, o Belo, há alguns anos, o livro está em uma língua antiga de outro continente, elfo antigo, para poder traduzir algumas coisas, contei com a ajuda de um elfo que conheci em minha visita ao principal porto de Ancestral Islands, cerca de dois anos atrás. Um trecho que eu consegui traduzir é sobre feitiços antigos, na categoria magia negra, necromancia e maldições de sangue, dois tipos de magia muito rara, mesmo dentro da categoria de magia negra, essa mulher é provavelmente uma Necromancer. A única pessoa que pode ajudá-lo é a rainha Dione Monókeros! — terminou Sassafras. Ela ficou impressionada, ela nunca tinha visto ou conhecido alguém capaz de usar esses tipos de magia.
— Rainha Dione de Ancestral Islands! Mas Erik não vai sobreviver a essa viagem, usei o amuleto de deslocamento. Elfos, magia negra, necromancia e maldições? Afinal, o que é tudo isso? — perguntou Sigrid, sem entender nada sobre tudo o que foi revelado.
— Vou usar um feitiço que vai desacelerar o processo de maldição. A Rainha Dione é uma das mulheres sábias do continente e vai explicar tudo para você. Também não sabia tudo, minha sede de conhecimento me fez viajar para Ancestral Islands há dois anos — respondeu Sassafras.
— Estive lá recentemente, para pedir pessoalmente ao Rei Adônis, o Belo. Eu tenho procurado refúgio no seu reino. Dione Monókeros prima da minha mãe, ela pode nos ajudar? — perguntou Sigrid.
— Sua mãe é prima da rainha Dione? Deixe-me perguntar, mas você é a filha de Lise, aquela de cabelos ruivos? Sigrid Von Ddraig, certo? — perguntou Sassafrás.
— Desculpe não ter tido tempo de me apresentar, Sigrid Von Ddraig, filha de Saulo e Lise, você conheceu minha mãe? — respondeu Sigrid, apresentando-se.
— Prazer Lady Sigrid. Todo mundo conhece ou já ouviu falar da poderosa feiticeira Lise Monókeros, eu a admiro. Minha família sempre falou da Rainha Lise, como uma mulher poderosa e gentil — respondeu Sassafras com grande admiração.
— Obrigado por ajudar e curar Anninka, estou feliz em saber que você admira minha mãe. Sassafras — disse Sigrid, ela está feliz que Anninka esteja bem, mas sua preocupação é Erik, que está morrendo pouco a pouco.
— Não foi nada desculpa não conseguir curar ele... Mas esse feitiço vai demorar quase um dia. Vou usar uma runa de cura no seu corpo para que ela sempre o regenere. Use esse tempo para recarregar o amuleto de deslocamento ou posso emprestar o meu — Sassafras usa um feitiço poderoso há um tempo, ela é tão talentosa que parece algo simples.
— Obrigado por tudo Sassafras — disse Sigrid demonstrando respeito.

O destino de Erik está nas mãos de Dione Monókeros, a Rainha de Ancestral Islands.