Sieg se aproximava cada vez mais do asmodiando, que permanecia em pé, apenas o olhando. Cada passo o irritava mais. Chegava perto. Mais perto. Parou na frente do demônio e perguntou.

— Por quê fez isso?! — Socou o rosto de Dio. — Vai se arrepender!! — Mais outro. — Por quê?!?! — Gritava e socava.

Continuou neste ritmo por mais alguns 30 segundos, socando, falando, socando...

Dio não resistia, apenas respirava e recebia os golpes. Por cansaço, Ercnard caminhou para trás, com poucos passos, e esperou olhando Dio. Passou-se três ou quatro minutos de silêncio, até que o profano se pronunciou.

— Acabou? — Com um riso de lado. — Agora é minha vez!

Ao dizer isto, pulou em cima de Sieg, fazendo-o cair ao chão. Dio sentado na barriga do Moreno, com o punho formado na mão, era a cena que Ronan assistia paralizado. Dio começou a desferir fortes golpes no rosto de Sieg. Cada golpe rachava o chão abaixo deles, moldando-o com várias falhas. E, como o moreno fizera, era um golpe atrás do outro, com seu poder crescendo a cada segundo.

— Está sentindo?! — Um soco. — Não é bom?!?! — Mais um. — Morra de uma vez, verme!!

Dio guiava seu punho à cara do moreno já fora de si, quando alguma coisa parou seu braço. O demônio virou sua cabeça para trás, e avistou Ronan. Seu rosto debulhava-se em lágrimas. Muitas, incontáveis. A cada segundo Dio percebia que o azul abaixava-se mais. Até cair ao chão, ajoelhado.

— D...Dio! P...por favor... N...não!! — Ronan tentava pará-lo a qualquer custo, quando uma idéia veio à sua mente.

— Eu...eu faço o que você quiser!! — Ofertou o azulado.

— Hmmm... Qualquer coisa?! — Entonou Dio nesta última frase.

— S...sim!! Tudo!! M...mas pare de machucá-lo!!

— Tenho uma condição... — Disse o roxo, largando pouco a pouco o corpo de Sieg, que já havia desmaiado.

— Pode dizer... — Ronan chegava mais perto de Dio.

— Você será meu... Por uma semana. Com...ple...ta...men...te meu. — Dio agora falava tocando a ponta de seus lábios na boca do azul. Este lembrou-se de quando Sieg fizera a mesma coisa.

— Mas... — Antes de Ronan ter a chance de terminar a fala, Dio desferia outro golpe no moreno desmaiado.

— Está bem!! Pare!! P...por favor! — Chorava ainda.

— Cuide dele, à noite quero que vá ao meu quarto. A-pe-nas você, entendeu?! — Disse Dio agora, alisando a ponta do queixo do de madeixas azuis.

— S...sim. — Quando terminou de pronunciar a palavra, correu para ajudar o inconsciente.

Ronan mexia no moreno, chacoalháva-o, mas nada acontecia, ele apenas respirava com o rosto completamente ensanguentado. Ronan tentou carregá-lo, mas caía ao chão a cada dois ou três passos. Pensou em quanto gostava do garoto, e, num impulso, levantou e arrastou Sieg até seu quarto, o número 10. Deitou-o na cama e despiu o machucado homem, deixando-o apenas com sua calça ao corpo. Observava seu tórax e abdômen machucados, mas malhados. Estava cobertos por suor e um pouco de sangue. Já seu rosto, parecia um mar vermelho. Repelia sangue sem parar, até que o azul correu para pegar um pedaço de pano e limpar o rosto do moreno. Limpava cuidadosamente, e lentamente a face do garoto encantador.

— Uhh... — Gemeu Sieg, de dor.

— Oh... me desculpe! — Ronan.

— Tudo bem... — Disse o moreno, limpando uma gota de sangue que saía de sua boca.

— Ainda bem que está melhor!! — O azul o abraçou fortemente após dizer isto.

Sieg se assustara no início, mas em poucos segundos se acostumou e retribuiu o abraço, com um aperto caloroso. Ficaram se apertando e cochichando palavras um no ouvido do outro por vários minutos, talvez alguns 20 minutos. O tempo passou e Ronan dormira em cima de Sieg, por passar tempo demais abraçado com o mesmo. Ercnard o arrastou para sue lado, abraçou-o e curtiu o resto da tarde agarrado ao garoto. A tarde estava desvaindo-se e a escuridão começava a ganhar terreno, no céu. Ronan despertara de seu sono, ao lado do moreno ainda, que deixava sua saliva escorrer ao travesseiro.

— Bobo! Ainda não consegue dormir sem babar?! Haha! — Provocou o azulado, cutucando o parceiro.

— Hã? O quê? — Passou a mão aos olhos. — Ahh... É que eu estava sonhando com você. — Sieg.

— Ha-ha, muito engraçado! Nem depois de ter se machucado tanto, consegue deixar de se mostrar?!

— Ahh... Mas não me machuquei porquê sou fraco...

— Por quê então? — Perguntou Ronan, curioso.

— Bom, eu havia batalhado antes de virmos a essa viagem, na Grand Chase. E usei minha habilidade mais poderosa, o Golpe dos 100 Cortes. Seu custo é perder 80% de seu poder total nos próximos cinco dias... — Explicou Sieghart

— Me desculpa, tá? Eu não devia ter ido com o Dio, por quê... — Ronan se desculpava, quando Sieg o interrompeu..

— Pare de se culpar! A culpa não é sua. — Ercnard.

— Tá bom...

— Além disso, não vou permitir que ele te toque denovo. Nem fale com você. Eu prometo. — O moreno fechava seus punhos com força.

Ronan lembrou-se da promessa que havia feito à Dio. Sentiu-se culpado mas preferiu dizer a verdade ao garoto.

— Tenho uma coisa para te falar... — Seus olhos automaticamente encheram de lágrimas, que brotaram como em uma cascata.

— Pare de chorar. O que foi?! — Sieg limpava as lágrimas do azul com os dedos.

— É que... Quando Dio estava o socando, eu... Eu... — Não aguentava mais, chorava alto e cobria seu rosto com suas mãos.

— Fale Ronan! Está me deixando assustado! — Ercnard agora segurava as mãos do pequeno garoto, olhando-o nos olhos, que vazavam lágrimas.

— Eu... Eu fiz uma promessa!! — A enxurrada de lágrimas, agora dobrou de tamanho.

— Que promessa?! Conte!

— Pro...prometi que seria dele. Por... uma semana... Me desculpe, eu estava preocupado com você e... — O de madeixas azuis falava, quando o moreno mais uma vez o cortara.

— O que?!?!?! Como assim?!?! — Levantou da cama, em um pulo.

— Eu não queria! Mas você estava muito machucado!! Me desculpe! — Escondia seu rosto no travesseiro, para secar o rio de lágrimas que vazava de seus olhos.

— Não estou o culpando, mas... AHHH!! — Socou a parede mais próxima de si, fazendo com que o prédio tremesse, e um rombo se instalasse no seu quarto.

As horas seguintes foram gastas com Ronan acalmando Sieghart, dizendo que não gostava de Dio, mas tinha de fazer isto. Sieg fez menção de sair do quarto, mas o azulado se colocou no caminho.

— Sieg... O que vai fazer?! — Perguntou Ronan

— Eu... Vou para o meu quarto descansar, e também...

— Sieg, você está chorando...?? — O azulado o olhava profundamente nos olhos.

— Eu só... Vou para o meu quarto. — Afastou Ronan de seu caminho, se dirigindo ao seu pequeno cômodo, batendo a porta fortemente ao entrar.

A escuridão estava chegando, faltava pouco para Ronan ir servir seu novo "dono". Deixou alguns minutos se passarem e decidiu ir falar com Sieghart. Bateu à porta, mas ninguém atendeu. Bateu mais uma vez, quando ouviu um pequeno murmúrio vindo de dentro do barraco.

— Entra, Ronan... — Balbuciou Sieg.

O pequeno garoto então abriu a porta, avistando Ercnard sentado em uma velha cadeira de madeira.

— Sieg... — Ronan.

— Tudo bem, já superei isso... Ronan. — Levantou a cabeça, com um sorriso óbviamente falso.

O azul com certeza odiava aquilo, então decidiu fazer qualquer coisa para deixar o moreno mais feliz, até mesmo se humilhar... Chegou mais perto de Ercnard, perto o suficiente para sentir sua respiração sob sua pele, e então fez menção de o puxar para a cama. Sieghart entendeu e se levantou, caminhando e sentando-se na beirada. Ronan passou seus braços por cima do ombro do moreno, e se jogou levemente em cima dele. Os dois então caíram um em cima do outro, em uma posição onde Ronan sentava-se na virilha de Ercnard. Se curvou um pouco e beijava seguidamente, e, rapidamente, várias vezes o pescoço do moreno. Continuou assim, enquanto Sieg colocava sua mão por debaixo da camisa de Ronan, descobrindo todo o corpo superior do azul. Ronan subiu mais um pouco, beijando agora as bochechas e o canto da boca de Sieghart. O moreno não aguentava mais, puxou a cabeça do menor e a levava até seus lábios, mas Ronan o parou.

— Ainda não estou... preparado. — Disse Ronan. — Mas, posso fazer isso...

Então, foi se arrastando para fora da cama, até estar em pé em frente ao corpo esticado de Sieg.

— Venha... Levante-se. — Fez um gesto com a mão.

Sieg então se levantou, ficando frente a frente com o garoto baixo. Apesar da vergonha que sentia, continuou, precisava ver Ercnard feliz. Colocou a mão nas calças do moreno, escorregando-a até o zíper que permitia tirá-la. Desceu o zíper por completo, quando Dio abrira a porta do quarto.

— Venha, agora que já se divertiu com ele, vou lhe mostrar o que é prazer. — Após isso, puxou Ronan pelo braço, não muito forte, até a entrada do quarto de Sieg, e virou-se para ver a expressão do garoto.

Ercnard estava com uma expressão tomada pela raiva e frustação. Aquilo se comparava ao caos, para ele. Mas sabia que não podia fazer nada, tinha apenas 20% de seu poder original. Dio foi levando Ronan pelo braço brevemente até a porta do seu cômodo, que já estava aberta. Parou e se virou novamente, para ver Sieg na porta do apartamento número 11.

— Sieg, eu... — Ronan começara a falar, quando Dio o interrompera.

— Acalme-se, pequeno Ronan, cuidarei bem de você... — Após, empurrou o azul levemente para dentro do quarto. — E Ercnard, prometo fazê-lo bem feliz. Adeus. — Fechou a porta e deixou Sieghart se contorcendo de raiva em seu quarto.

— O quer que eu... faça? — Perguntou o azulado, olhando fixamente para o chão.

— Primeiro... — Dio levantou seu rosto pelo queixo do garoto, apenas com um dedo. — Não se sinta culpado... Você não tem nada com aquele fracote.

— Eu... — Ronan fazia uma cara de choro.

— Não... não chore. Olhe para mim. — O pequeno garoto olhou profundamente aos olhos do demônio.

— Hoje seremos só você... e eu. Esqueça tudo o resto, entendeu?

— S...sim! — Ronan se entregara ao asmodiano.

— Ótimo! — deitou o azul na cama, forçando um pouco, deixando-o sem possibilidades de defesa. — Agora... Que comece a melhor noite de sua vida. — Após isso, Dio tirou sua camisa e se aproximou do rosto do indefeso.