Notas iniciais
Chegamos para arrasar em um novo capítulo!! o/ Boa leitura!!

— UTA –

Tokiya sentiu um leve movimento sobre a sua cama enquanto dormia e depois mais um movimento com um calor parando perto de si. Longos segundos sentiu olhos curiosos o encarar enquanto dormia.

Foi abrindo os olhos devagar e se deparou com olhos intensamente vermelhos.

— O que está fazendo Otoya? — perguntou se sentando, ele ia acordar sempre com o ruivo sobre si.

— Você não comeu nada ontem. – o ruivo sentou-se e continuou o encarando. – Você está muito empenhado no seu trabalho, estou preocupado que você fique doente. Está dormindo pouco também, não te vejo chegar. – ele sorriu. – Está tudo bem com você?

— Sim, obrigado. Não se preocupe eu comi no meu trabalho. — disse se levantando. Estava bem cansando queria muito poder tirar férias daquilo. — Você ainda não se arrumou porquê? Está quase dando nosso horário. — avisou seguindo para o armário.

— Isso é como um deja vu. – Otoya continuou sentado lá, só que falava mais alto para Tokiya escutar. – Poderíamos mudar nossas manhãs para não ficarem monótonas, neah? – sugeriu. – E quando iremos sair, Tokiya?

— Só posso no final de semana. — Tokiya respondeu se direcionando para o banheiro. — O que você sugere para mudar Otoya?- perguntou ligando o chuveiro.

— Primeiro: não nos importarmos muito com os horários. – o ruivo pulou da cama e seguiu até o banheiro e parando na entrada. – Nos preocuparmos com o horário é meio chato, devemos aliviar mais o nosso dia. – sorriu. – Quando acordamos podemos dar bom dia e sorrirmos um para o outro e não questionarmos o horário. O que acha?

— Não! Não consigo ser desorganizado. — respondeu entrando debaixo do chuveiro. Otoya era mesmo um bagunceiro, não levava horários a sério.

— Pelo menos o bom dia e sorrisos podem acontecer? – o ruivo perguntou entrando no banheiro e se sentando no banco caraterístico. Diferente de antes, ele estava vestido. – Depois que nos arrumamos poderíamos tomar café da manhã e caminharmos um pouco antes da aula, já que teremos tempo de sobra já que seguiremos o seu horário.

— Não sei, mas podemos tentar. — disse Tokiya sem olhar o ruivo. — Poderia me deixar tomar banho em paz? Depois combinamos algo. — sugeriu, parecia incomodado.

— Como vamos seguir sua agenda ainda estou preocupado com a sua alimentação? – o ruivo não parece ter o escutado e estava pensativo. – Nos intervalos de aulas vou passar na sua sala para ter certeza que está bem, e almoçará primeiro antes de sair. – sorriu. – No final de semana eu não sei onde vamos. O que sugere?

— Não sei! Mas não se preocupe com minha alimentação, eu como normalmente no meu serviço. — disse fechando os olhos e deixando a agua cair sobre seu rosto. — Não precisa ficar em cima de mim, eu sei me virar sozinho. — disse.

— Estou passando um tempo com você! – Otoya respondeu normalmente. – Você mal fica aqui e mal nos vemos. Você chega muito tarde para ficarmos juntos, então estou aproveitando cada segundo.

—Tempo demais... — sussurrou, mas na verdade não se importava. Antes com ele do que com a tal Nanami. — Podemos sair no próximo final de semana se quiser. — sugeriu desligando o chuveiro.

— Isso seria ótimo. – o outro ficou mais feliz sentado. Levantando os pés animado e se espreguiçando. – Será divertido. – ele parou um pouco para pensar. – Teremos que usar óculos e bonés para nos disfarçarmos, assim ninguém o confundirá com Hayato-sama. – levou uma mão para o queixo. – Isso não lhe deixa animado? É como se estivéssemos em uma missão secreta.

— Não sei... — disse se enrolando na toalha. — Vê se não se atrasa. — disse ao sair do banheiro. Otoya era muito alegre, parecia gostar de querer ficar ao seu lado e ele não poderia negar que gostava do ruivo junto a si.

— Você que me atrasa. – Otoya se justificou levantando-se e retirando a camisa. – Você leva muito tempo para se arrumar mesmo entendo o porquê de levar todo esse tempo para se arrumar se já é bonito!

Tokiya tombou a cabeça ao ouvir aquilo. As vezes parecia que Otoya queria alguma coisa com ele, pois vivia querendo ficar perto dele, era estranho demais. Acabou por balançar a cabeça, era o jeito do ruivo, pois este estava gostando da garota Nanami. Mas não negava que havia gostado do elogio vindo do menor, mesmo já escutando todos os dias. Aquele elogio quando veio do ruivo o deixou animado. Balançou a cabeça era melhor esquecer pensou ao começar a se vestir.

Quando ele percebeu de dentro do banheiro um som suave e animado saiu com o som do chuveiro. Otoya estava se lavando e cantando, não era uma música qualquer, ele estava cantando uma canção do Hayato. Por vezes ele cantarolava a canção e outras ele verbalizava as letras, rindo um pouco quando mudou a música para outra que também era da autoria de Hayato.

Ichinose balançou a cabeça. Otoya era muito irritante, mas era o único que lhe agradava, pois o surpreendia cada vez mais. Já pronto ele foi até a porta do banheiro.

— Estou saindo. — avisou, não costumava fazer isso de avisar o que ia fazer, mas parecia que Otoya gostava de saber sobre si.

— Já vai? – a voz veio de dentro do banheiro quando o barulho do chuveiro parou. – Nós iríamos sair juntos... – a voz estava mais próxima e então Tokiya foi surpreendido com Otoya parado em frente a ele. – Não se lembra?

O cabelo vermelho de Otoya estava baixo, cobrindo parte de sua testa enquanto as gotículas de água continuavam descendo. Ele estava molhado, sem toalha, o calor da água quente ainda emanava de seu corpo, assim como seus olhos vermelhos pareciam maiores ainda o olhando de perto. Seus cílios estavam molhados e colados.

O ruivo sorriu para Tokiya e uma gota de água desceu de sua testa até o seu olho e ele o esfregou, apertando os olhos fechados até se abrirem e encarar Tokiya quando ele passou a mão pelo cabelo molhado. E isso tirando o fato que todo o Sol entrando pela janela fazendo algumas gotas brilharem.

Tokiya não pode definir exatamente o que se passou em sua cabeça ao visualizar aquilo, virou-se para ocultar a expressão que fez. Ele havia desejado o outro, e aquilo o assustou, ficou um tempo calado com a mão na boca ocultando o sorriso de lado que fez. Era muito confuso aquilo, era melhor ir sozinho, tinha que tentar entender o que estava passando em sua mente em relação ao amigo. Talvez fosse só o fato de ver o corpo dourado do outro sendo iluminado pelo sol. E nunca pensou em Otaya como nada mais que um amigo, uma coisa estava solida em sua mente nunca desejou ninguém como fez naquela hora. Avisou que iria sem o outro e apressou-se em sair do quarto tinha que esvaziar a mente.

— Ham... – Otoya ficou confuso sendo deixado sozinho no quarto. Ele andou até sua toalha que tinha esquecido sobre a sua cama e começou a secar o cabelo. Com o pensamento ele ficou um pouco triste que Tokiya tinha furado o plano deles saírem juntos, mas logo o sorriso apareceu. Tokiya tinha aceitado sair com ele no final de semana. – Vou avisar a Nanami. – pensou alto.

— UTA –

— Ok, Masato... – Ren estava encarando o rapaz que treinava caligrafia sobre a cama. Ele estava com as mãos no bolso, guardando a presunção para si. – Vou repetir, pois parece que não me entendeu. Irei para aula porque você me pediu para não faltar, mas não gostaria de lhe deixar sozinho. Você pode me ligar caso precise de algo.

— Obrigado, mas não irei precisar. — Masato disse baixo. Não queria mais incomodar o loiro, e também Jinguji estava faltando demais não queria ver o outro prejudicado. — Pode ir, ficarei bem, qualquer coisa eu chamo o enfermeiro. — disse sem olhar o maior.

— Independente disso. – a voz de Ren estava por perto. – Toda vez que eu tiver um horário vago eu virei te visitar. – Masato sentiu uma mão quente em seu queixo, que virou o seu rosto e antes que pudesse cogitar algo, Ren o beijou. – Um beijo para sarar. – ele sorriu e beijou os lábios de Masato mais uma vez.

— Jinguji, eu já disse para parar com isso. — pediu tirando a mão de Ren sobre seu queixo. — Se não parar eu vou ter que me afastar de você. — disse corando levemente. — Eu não irei te chamar!

— Você sabe que tem que chamar seu príncipe. – e seguindo contra os pedidos de Masato, Ren roubou mais um beijo e acariciou a sua cabeça. – Quer algo meu para que possa lhe ajudar na saudade pelo período que estou fora? Pode usar uma das minhas camisas ou se deitar em minha cama. – continuou com aquele sorriso característico.

— Me deixa Jinguji! — mandou se afastando bruscamente. — Estou lhe avisando, depois não reclame quando eu agir. — disse com uma expressão irritada no rosto. — Vá logo para sua aula. — voltou a dizer se virando para não olhar para o loiro novamente.

— Está me maltratando! – Ren reclamou fingindo-se de triste e se dirigiu para porta e olhou para Masato sério dessa vez. – Se cuide, estarei de volta em breve. – retirou-se do quarto.

Ele sabia que afetava Masato assim como este o afetava. Ele estava ansioso, nada de palavra como “amor” saia da boca deles, apesar que agora ele se sentia aliviado por alguma maneira. Ele não estava sofrendo mais aquela dor indescritível em seu peito. Talvez por estar próximo a Masato. Esta noite ele tentaria novamente a aproximação física, seu corpo ansiava por isso assim como a sua mente.

— Syo-chan!

Seu pensamento foi cortado por observar a frente que Natsuki correu e agarrou Syo que parecia fugir dele. Ao contrário dos outros dias, observando enquanto se aproximava, Natsuki não parecia feliz, ele parecia angustiado. Seu olhar era preocupado e triste ao segurar Syo com um pouco de força para que ele não fugisse. Eles estavam chamando atenção e quando percebeu Natsuki estava aproximando o rosto perto demais do baixinho.

— Shinomya! – chamou antes que Natsuki fizesse algo em público que poderia ocasionar a expulsão dos dois. Se aproximou os encarando e perguntou. – O que estão fazendo?

— Ele não quer me largar. — disse Syo se debatendo. — Natsuki me deixa, vamos ser expulsos. — apesar de estar irritado não estava gritando como de costume, estava falando baixo. — Me deixa, seremos chamados novamente — avisou — Você quer que sejamos separados? — perguntou fazendo força para se soltar.

Com muita dificuldade Natsuki o colocou no chão e o largou, porém a preocupação e o anseio ainda estavam lá. Os olhos verdes estavam cada vez mais tristes.

— Você está fugindo de mim. – ele disse perdido, tentando compreender.

— Isso não seria novidade. – Ren os interrompeu e se aproximou de Syo, olhando sua roupa bagunçada e o lenço que tinha caído no chão quando Natsuki o segurou foi capturado por Ren. Quando Jinguji estendeu o lenço ele abriu um sorriso ao olhar o pescoço de Syo.

— Pelo que vejo Shinomya, vocês se divertiram. – ele apontou para a marca e Natsuki arregalou os olhos.

— Eu não... – Natsuki se calou e olhou perdido para Syo. Seus olhos ficaram mais tristes e questionadores. Ele claramente perguntava com o olhar quem tinha feito aquilo com Syo. Seu estomago se revirando com um sentimento indecifrável. – Syo-chan? – conseguiu dizer com uma voz ferida.

— Não foi exatamente isso que aconteceu Ren. — disse Syo meio desesperado. Natsuki não sabia sobre sua personalidade, e com certeza ele ficaria triste em saber. — Natsuki depois nos falamos. — disse o baixinho se afastando.

Natsuki estendeu a mão e abriu a boca, mas nada saiu e ele abaixou a mão até o seu peito contendo uma dor insuportável e sentindo um zumbido em seu ouvido. Ele não tinha feito aquelas marcas em Syo e muito menos faria uma atrocidade daquelas. Eram mordidas tão fortes que desfiguraram a pele perfeita de Syo.

Se ele não tinha feito outra pessoa tinha e aquilo o atormentou. Syo estava distante, não querendo toques e agora aquilo. E se Syo estivesse apaixonado por outra pessoa e o deixando? Ele não conseguiria sobreviver a isso.

— Fique calmo, Shinomya. – Ren tocou em seu ombro. – Vocês se resolvem depois, vamos tomar café. – sugeriu.

— Tem alguém na turma de vocês que Syo-chan está próximo? – Natsuki se virou de repente para ele com os olhos suplicantes.

— Ciúmes, Shinomya? – Ren levantou uma sobrancelha surpreso com Natsuki e aquela pergunta.

— Ciúmes? – Natsuki parou e tentou cogitar essa possibilidade. – Eu não quero perder Syo-chan!

— Ahhh... – Ren sorriu. – Entendi, isso é dependência então!

— Dependência... – Natsuki abaixou a cabeça, apertando a mão no peito e olhou para a direção que Syo tinha sumido, perdido nos próprios pensamentos quando Ren o guiou para o refeitório.

— UTA –

Ranmaru ainda dormia sobre o peito de Reiji, daquela forma até parecia que ele era calmo, estava com uma expressão tranquila na face, diferentemente de seus braços que apertavam o menor.

— Ran-Ran. – Reiji sussurrou acariciando o seu cabelo com os dedos ágeis e descendo os dedos para o seu pescoço. – Precisamos levantar e hoje você deve ajudar no conselho, você tem sido mal com eles, Ran-Ran.

— Não! Me deixa dormir mais um pouco. — pediu apertando mais o menor. — Não estou me sentindo bem, fica comigo. — pediu dando beijos no peito do menor.

— Você estaria se sentindo melhor se não tivesse dormido tarde por molestar o meu corpo. – Reiji sorriu e acariciou a sua cabeça. – Você tem faltado ao conselho se faltar as aulas irá chamar muito atenção dos professores.

— Reiji, eu não vou hoje. Não estou me sentindo bem! — Ranmaru falava subindo para ficar lado a lado com ele na cama. — Eu não vou sair hoje. — disse se virando para o lado oposto do menor.

— Tá! – Reiji desistiu e beijou a nuca de Ranmaru ao se levantar. Ele desceu da cama se espreguiçando. – Descanse um pouco, irei tomar banho.

—Tá... — disse se cobrindo, pois a cama ficou fria. — Só me acorde se for urgente. — pediu voltando a relaxar. Queria dormir a manhã inteira, estava muito cansado aquela manhã.

— E se eu engravidar, Ran-Ran? – Reiji perguntou de repente, parado no meio do quarto e de costas para o espelho. Ele estava olhando o seu bumbum e suas pernas manchadas com um liquido viscoso. Ele estava brincando, mas ele queria perguntar aquilo. – Ran-Ran tem ficado mais exigente a cada dia. – seguiu para o banheiro.

— Você não irá engravidar, você é homem Reiji. — disse Ranmaru com uma voz meio irritada. — Você poderia ficar comigo e cuidar de mim. — sugeriu.

— Não, você já é grandinho! – Reiji gritou do banheiro. – E está bem preguiçoso por sinal! – ligou o chuveiro. – Você poderia vim aqui e limpar a bagunça que fez comigo.

Kurosaki abriu os olhos fazendo um "tsc" com a língua. Reiji ainda não estava saciado, ele estava cansado, mas não conseguia negar aquele convite. Se levantou lentamente e foi tirando a roupa, quando chegou na porta do banheiro já estava nu.

— Porque faz isso comigo? — Ranmaru perguntou entrando no banheiro, se aproximando do menor. — Você é muito mal, Reiji. — rosnou indo para debaixo do chuveiro trazendo o menor para um abraço. Pôs a cabeça na curva do pescoço do menor e fechou os olhos.

— Não estou sendo mal. – a voz de Reiji transmitia uma brincadeira ingênua. – Só pedi para limpar a bagunça que você fez comigo. – ele sorriu e se afastou um pouco do abraço, se virando de costas e olhando para Ranmaru sobre o ombro, sorrindo um pouco bobo.

Ranmaru abriu os olhos e sorriu de lado.

— Você quer que eu faça de novo? — Ranmaru disse se agachando e passando o dedo sobre a fenda do menor, deixando a agua passar por ali. — Não reclame depois. — disse enfiando um dedo no pequeno buraco, retirando o resto do sêmen. — Você se faz de ingênuo. — falava dando uma leve mordida em uma das nádegas do menor enquanto enfiava mais um dedo.

— Morde não. – Reiji chiou se encolhendo contra a parede, colocando suas mãos sobre o azulejo e fechando os olhos ao suspirar. Suas costas se arrepiaram e ele empinou mais contra os dedos de Ranmaru, já relaxado. – Ran-Ran... – chamou. – Pare, venha aqui! – pediu.

— Não! — disse apertando a parte macia. — Você é tão insaciável, meu pequeno. — disse em uma voz mansa aumentando a velocidade dos dedos. — Fica, eu quero que fique comigo hoje. — pediu acariciando a virilha do outro.

— Não posso! – Reiji voltou a olhá-lo por sobre o ombro e lambeu os lábios. – Coloca em mim, Ran-Ran. – pediu encolhendo os ombros. – Por favor. – seus olhos brilharam.

— Não precisa pedir, eu já ia fazer isso. — disse mostrando ao outro o tão duro estava, e ainda mais por ver aquele rostinho pedindo por ele. Se levantou e ficou passando seu membro contra a maciez da pequena entrada agora um pouco maior, foi colocando aos poucos até estar todo dentro. — Você vai ficar hoje! — mordeu o lóbulo da orelha do outro. Começou a se movimentar lentamente e a gemer com o buraco quentinho do outro .

— Não. – Reiji voltou a responder e fechou os olhos encostando a testa contra a parede. A água batia em suas costas e tinha um calor enorme dentro de si. Ele abriu mais as pernas e moveu os quadris contra o movimento de Ranmaru, sentindo a água sobre eles e escutando o barulho de pele. Ele levou uma mão para trás, segurando uma das nádegas de Ranmaru e sentindo como flexionava com o movimento. – Eu irei!

— Nãoo! — gemeu mais alto aumentando o ritmo aos poucos. — Você vai aprender uma lição para não me tentar e me seduzir. — Ranmaru segurou forte o menor. — Amo quando me toca. — sussurrou apertando o membro do menor.

— Simmm!!. – os dedos de Reiji apertaram contra o bumbum de Ranmaru e depois se soltaram quando as pernas começaram a ficar moles e ele teve que voltar a tentar a se segurar contra a parede. – Você está me maltratando! – ele gemeu e suas pernas ficaram mais fracas para se segurar. Se não fosse a força de Ranmaru ele já teria caído no chão.

— Você está me matando na unha. — Ranmaru segurou o menor para não o deixar cair. Foi aumentando o ritmo, ele aumentava cada vez que ouvia Reiji gemer. Era tão bom fazer aquilo com Reiji tão vulnerável. O coração acelerado o fazia ficar cada vez mais louco com aquilo, ele não ia aguentar por muito tempo, pois já estava muito excitado muito antes de começar. Apertou o membro do menor quando sentiu que este viria e acabou se derramando dele novamente, em seguida o liberou, pois sabia que estava doendo. — Não sai de perto de mim, quero dormir com você, sua respiração me tranquiliza. — sussurrou lhe beijando as costas. — Te amo! — disse saindo de dentro do outro.

— Ran-Ran. – Reiji sentiu novamente o liquido viscoso sair de dentro dele e controlou a respiração. – Você sabe que não posso ficar. – ele se virou devagar e beijou Ranmaru. – E eu te amo também, mas preciso ir. – o abraçou. – Cuidar de todos, tenha compreensão!

— Não... — disse o beijando apaixonadamente. — E se quiser ir embora, então para de me seduzir! — disse o apertando. — Você está me maltratando muito. — falou baixo.

— Você que me maltratou todos esses anos! – Reiji volveu o beijando.

— Vocês dois podem parar com isso aí dentro? – escutaram alguém gritar do lado de fora do banheiro, no quarto deles. Uma voz grave e rígida demonstrando a irritação que carregava. Esse alguém era conhecido como Camus.

Ranmaru ficou nervoso, acabou rosnando. Camus estava sendo muito irritante. Terminou de limpar o menor e saiu do banheiro enrolando uma toalha na cintura.

— O que você quer? — perguntou com uma expressão irritada.

— Vim te buscar. – Camus estava com cara fechada, com as mãos na cintura. Ao seu lado estava Mikaze. – Ai e eu viemos nos certificar que você não faltará novamente para ficar se acasalando com Kotobuki pelos cantos.

— Já disse que não estou afim! — Ranmaru respondeu se direcionando para seu guarda roupa. — Reiji vai sair hoje e eu irei faltar a aula. Não estou bem. — retirou a toalha para se secar mostrando sua nudez sem se importar. — Você deveria tentar com o Ai! — sugeriu o de cabelo cinza pondo uma blusa.

— Ninguém te pediu opinião, Ranmaru! Por isso guarde seus pensamentos selvagens só para você. — disse Mikaze em tom frio. — Vá se arrumar logo! Não estamos brincando. — disse sério.

— Ai, eu já disse que não v... — Ranmaru não terminou de falar pois sentiu o clima tenso, o ar foi ficando gélido, sentia os olhos frios de Mikaze sobre si.

— Você vai, Kurosaki. – Camus aproveitou o olhar gélido de Mikaze para dar o aviso. – Você conseguiu a atenção que queria e está com a pessoa que quer. – apontou para a porta do banheiro, onde Reiji estava parado de toalha e sorrindo para Ranmaru inocentemente. – Você vai com agente, vista-se e não demore. Ai não costuma ser paciente. – isso Camus tinha provado na pele, como Ai poderia ser assustador quando queria.

— Merda. — Ranmaru não queria afirmar o quanto tinha medo de Mikaze. — Já disse que não irei hoje, Agora me deixem me trocar. — pediu.

— Nós não estamos te segurando. – Camus fechou a cara e olhou para Reiji, este sorriu mais ainda para eles e Camus suspirou. Não causaria mais constrangimento, ele simplesmente se virou e cruzou os braços para não ver Reiji se trocar. Algo lhe disse que a última vez que ocorreu isso Ranmaru não gostou nada.

Mikaze olhou para o quarto e viu como estava, a cama de Ranmaru intocável e a de Reiji totalmente bagunçada, isso indicava que eles dormiam juntos assim como ele e Camus. A única coisa que ele ainda não tinha feito foi ter aprofundado a relação, mas não sabia como funcionava então esperaria Camus tomar a frente.

— Ai. – Camus sussurrou ainda de costas e olhou para ele. – Eles já terminaram de se vestir? – perguntou baixo. – Francamente, esses dois.

— Sim, mas Ranmaru continua excitado. — disse Ai sem expressão. — Acho melhor dar um jeito nisso. — disse sério. — Vem Camus! — disse pegando na mão do maior o levando até a porta e assim que saíram soltou a mão.

— Malditos, eu não acredito neles. – Camus levou a mão até a testa e a esfregou. Agora toda vez que entrasse no quarto teria que sofrer com a relação intima dos seus amigos que não pareciam saciados. – Kurozaki parece te respeitar, então você poderia conduzi-lo? – perguntou. – Se não for lhe atrapalhar.

— Tudo bem, mais tarde nos vemos então. — disse se encostando na parede, só sairia de lá com o amigo.

Camus olhou para os lados para se certificar que ninguém estava por perto e se aproximou de Mikaze quando teve a certeza que estavam sozinhos. Ele o beijou e encostou a testa no menor.

— Cuide-se. – pediu e se afastou, seguindo pelo corredor antes de sumir.

— Humm... Que lindo. – veio um sussurro sorridente na porta. Reiji estava olhando escondido para ele na abertura da porta e sorriu para Ai. – Fofos.

— Aham, você não devia espiar os outro. — disse Mikaze corando e desviando o olhar. — Vá! Está atrasado. — falou cortando o assunto.

— Ran-Ran. – Reiji gritou para dentro do quarto. – Ai-Ai está vermelho, vem ver! – chamou. – É muito interessante de olhar. Ele está apaixonado.

— Se controla — pediu Mikaze ainda mais vermelho, não conseguiu esconder. Ranmaru apareceu na porta com um sorriso.

— Acho melhor ir, pois como disse não pretendo sair hoje. — disse sem esperar resposta de Ai e voltou para dentro.

Mikaze suspirou não iria mais insistir, pois quando Ranmaru decidia algo era bem difícil de retroceder.

— Até mais Reiji. — disse se despedindo do amigo sumindo em seguida pelo corredor.

Reiji ficou sozinho no quarto com Ranmaru e o olhou em silêncio. Estava preocupado, com todos. Para Camus e Ai terem vindo atrás, provavelmente tinham muitas tarefas. E a parte das tarefas de Ranmaru necessitava de alguém confiável. Seu namorado não queria ir, e havia dito que estava indisposto. Ele não poderia obrigar ele a fazer o que não queria. Esperava que tudo se resolvesse sem brigas.

— Irei indo! — avisou abraçando Ranmaru se despedindo e o beijando. — Se precisar, me chame que virei correndo!

— UTA –

Otoya dessa vez não conseguiu falar com Nanami sobre o que fariam no final de semana, porque Natsuki estava por perto. Ele nunca reclamaria do amigo e não seria agora. Quando eles passavam seu tempo juntos era divertido, mas Natsuki carregava uma tristeza no olhar, mesmo com o sorriso tentando esconder. Natsuki precisava de atenção, Otoya se preocupava com isso. Se tinha uma coisa que ele não gostava era ver pessoas próximas de si tristes, ele poderia ficar, porém não seus amigos.

— Otoya-kun tem sorte que Tokiya-kun passa seu tempo com ele. – Natsuki disse, segurando a grama o qual estava sentado.

— Mas Tokiya passa mais tempo no trabalho do que comigo ou fazer qualquer outra coisa. Eu já pedi várias vezes para passarmos um tempo juntos. – Otoya defendeu seu ponto e não notou que Nanami o olhou vermelha. – Quero dizer... Ele sempre está ocupado... Afinal, do que estamos falando?

— Syo-chan não quer me ver! – Natsuki estava quase chorando em pânico. – Eu não sei o que eu fiz de errado e ele estava com uma... – ele se calou e levou uma mão até o pescoço se perdendo em pensamentos. Otoya desejou muito saber o que aquilo significava.

— Dê um tempo para ele. – Nanami segurou a mão de Natsuki e sorriu. Ela sempre era caridosa e preocupada. – Ele deve estar passando por algo que não quer contar para não preocupar você.

— Mas almas gêmeas compartilham as coisas. – Natsuki o questionou.

— Almas gêmeas? – Otoya e Nanami falaram em uníssimo e começaram a rir vermelhos.

— Sim, almas gêmeas! — Natsuki estava meio choroso ao falar, apesar do sorriso dos outros dois o loiro ainda se mantinha preocupado. — Quando tudo que você quer é a felicidade da pessoa, vê-la bem e saudável. Sorrindo sempre e nunca triste. Quando você sente que precisa saber cada detalhe da vida dela para poder deixá-la feliz com algo. A pessoa que te faz pensar em passar o resto de sua vida com ela e compartilhando tudo. Almas gêmeas.

Otoya escutou cada palavra, mas em pensar em ver alguém "Bem e saudável", sempre vinha uma pessoa em sua cabeça. Ele abaixou a cabeça por um momento e olhou para Natsuki sorrindo doce para ele. O melhor era não falar algo, pois as coisas estavam confusas demais em sua cabeça. Essa manhã por exemplo, ele acordou cedo e se sentiu extremamente preocupado por Tokiya sempre estar ocupado com esse trabalho, mal se divertindo, comendo ou descansando. Tinha medo que um dia Tokiya sofresse um acesso de estresse, parecia segurar muita coisa dentro de si.

Balançou a cabeça para retornar ao mundo real e olhou para Natsuki sorrindo. Adorando aquela história de Natsuki.

— UTA –

Ren, como prometido, voltou para o seu quarto e entrou sem bater. Quem era o louco que bateria na porta do próprio quarto? Quando ele se virou, Masato estava deitado, infelizmente não na cama dele.

— Está melhor? – Ren perguntou se aproximando. – Como prometido eu vim te ver.

— Estou me recuperando. — disse baixo — Quero ficar sozinho. — pediu de olhos fechados — E como foi? Deve estar cheio de coisas para fazer. — disse.

— A prioridade é você! – Ren disse o obvio e seguiu até Masato, sentando-se sobre a cama e beijando novamente o outro. – Sentiu a minha falta?

— Jinguji eu te avisei. — Masato falou se sentando. estava irritado, Ren sabia que não podia e ainda assim o fazia. Se levantou, não estava tonto. Pelo menos isso, dá outra vez quase caiu. Se dirigiu até a porta. — Me deixa em paz! — pediu saindo do quarto.

Ren correu para fora do quarto e Masato mal deu seus passos para fora e foi puxado novamente para o quarto. O loiro fechou a porta com um chute e carregou até sua cama e o colocou lá.

— Odeio esse lado fugitivo seu. – segurou Hijirikawa contra a cama. – E agora? Iria para onde a fim de ficar longe de mim?

— Me solta! Eu te pedi para não fazer isso e você continua o fazendo. — tentava se soltar, mas estava fraco demais para isso. — Qual é o seu problema? — perguntou ficando mais irritado com aquela situação.

— Você é o meu problema. – Ren respondeu e aproximou o rosto. – Olhe para você. Já se viu no espelho? Quem em sã consciência conseguiria ficar longe de você e não te tocar?

— Quantas vezes tenho que te pedir para me deixar em paz Jinguji? — Masato perguntou virando o rosto, tinha que esconder que o queria. Não poderia ceder, se não Ren acharia que poderia fazer aquilo sempre. — Você prometeu que não faria nada! — avisou.

— É difícil fazer nada quando você fica me seduzindo desse jeito. – beijou um lado do rosto e depois o outro. – Me pedindo com o olhar para beijá-lo. – beijou o pescoço. – Adoro seus beijos, Masato.

— Jinguji! — disse Masato tentando o afastar. Aquilo não levaria a nada, Ren não pararia. — Para, eu estou fraco. Para! — voltou a pedir mordendo o lábio, tentando segurar o gemido.

Ren seguiu os dedos até o Kimono de Masato e puxou a corda que o segurava o abrindo. Aproveitando que segurava os pulsos de Masato juntos e apreciando o corpo pálido e marcado de Masato com a mão.

— Olhos lindos, baixos, cabelos azuis e brilhantes. – Ren começou, apreciando cada detalhe do corpo. — Lábios vermelhos e macios. Pele de alabastro, quase translucida. Macia ao toque. Nesse corpo limpo deixei minha marca. – ele lambeu a pele. – Como eu poderia deixar de te tocar?

Hijirikawa estava passado. Será que ele não ia conseguir segurar a vontade? Qual era o problema afinal? Ele podia seguir em frente, não tinha ninguém o impedindo, mas sua consciência falava mais alto.

— Eu pedi para parar, Jinguji. — voltou a empurrá-lo com o resto de força que tinha. — Pare de me assediar, eu vou te deixar de vez. — alertou.

— Eu não vou deixar. – Ren respondeu encarando-o e se jogando sobre ele novamente. – Não irei deixar você estragar sua vida assim. – puxou o kimono, deixando Masato totalmente nu para ele. Seu coração disparando em apenas olhar, ele também queria sentir, tocar, beijar, possuir o corpo e o coração de Masato. A loucura o tomando, não querendo pensar que um dia Masato não estaria com ele e sim com outra pessoa. Jogou seu corpo sobre Masato novamente suas mãos seguindo para todos os cantos no corpo, apertando, beliscando a carne, mapeando todos os locais, assim como seus lábios. Começo mapear cada canto do corpo de Masato.

Masato não sabia mais o que fazer, sempre foi seguro e agora ele tremia como uma criança sem chão. Jjinguji o estava pressionando demais, ele não sabia como tirar o maior de si, ele não cedia, e não o deixava de nenhuma maneira.

— Onde quer chegar? — perguntou fechando os olhos, Ren podia sentir o corpo do outro tremer.

— Quero que você seja somente meu, Masato! – Ren era firme em falar e marcar cada canto de sua pele. Amando cada detalhe de seu corpo, algumas vezes o virando e tocando em todas as partes. – Esquecer tudo isso e ficar somente comigo. – parou um pouco e retirou suas roupas com tanta rapidez, puxando Masato para o seu colo o beijando. – Você é tão lindo, me enlouquece. – juntou seu próprio membro rígido com o de Masato, apertando os dois juntos. – Você é perfeito.

— Jinguji, para agora! — Masato estava desesperado. — Me solta! — mandou, não tinha mais forças o loiro estava se aproveitando. — Me larga! Eu não quero isso, não quero! — elevou a voz tentando sair do colo do outro, aquilo o machucava muito. Ren não se importava com o que ele falava o estava forçando.

— Seu corpo não consegue mentir para mim! – Ren o olhou nos olhos e tomou as suas mãos para colocar sobre os membros deles. Sentindo a macies das mãos de Masato sobre sua pele queimando o fez ficar fora de si. – Não minta que não deseja isso, Masato. – manteve as mãos lá. – Olhe!

Masato abriu os olhos lacrimejados, não sabia mais realmente o que Ren queria com aquilo. Olhou para o loiro sentindo a agua de seus olhos descer.

— Você não tem limites! Tudo que você quer é cumprir com seu desejo, você sequer está me escutando! — Masato disse com a voz distante. — Eu já disse que não quero, e você não está me respeitando. Este seu desejo não passa de um mero capricho seu. — disse abaixando o olhar.

Ren o encarou em choque e o soltou, o deitando lentamente sobre a cama e se afastou olhando para as próprias mãos. Ele fechou os olhos e passou as mãos pelo cabelo os bagunçando. O desespero de pensar que Masato o abandonaria o quase o levou a fazer uma besteira que destruiria tudo entre ele e Masato.

Aquilo o estava deixando doente. Nunca achou que um dia conseguiria machucar ou fazer Masato chorar daquele jeito. Sempre quis o proteger em primeiro lugar. O que ele estava se tornando? Um ser confuso e cego?

Desde mais novos, sempre foi o bem-estar de Masato em primeiro lugar. Alimentação, conforto, segurança, vontades. Tudo era devido a Masato e escolha deste, Ren fazia tudo por querer ver sempre feliz.

— Me desculpe. – acabou por dizer e novamente sentiu aquela dor desconfortável no peito. – Odeio te ver chorar, nunca mais farei isso. – olhou para Masato deitado sobre a sua cama, com os olhos brilhantes com as lagrimas. – Eu não sinto somente desejo por você, Masato. Eu... – ele não conseguia falar o que sentia ficava travado em sua garganta. – Prometo, e dessa vez irei cumprir, de nunca mais te tocar dessa maneira, mas por favor... Não se afaste de mim!

Masato desviou o olhar e se levantou se cobrindo, era tarde demais, Jinguji tinha passado dos limites, por mais arrependido que estivesse ele não conseguia mais confiar, dirigiu-se para sua cama e se deitou virado olhando para a parede. Não conseguia olhar para o outro naquele momento. Sentiu que algo aconteceria, mas o momento não permitiu. Ele não sabia se conseguiria ficar naquilo, naquela situação. Sentia-se muito perdido naquele momento. Queria achar uma saída para aquilo que sentia, e talvez não tivesse.

Ren esfregou o rosto mais uma vez, xingando-se em voz alta. Ele se levantou, voltou a colocar as suas roupas e olhou mais uma vez para Masato, novamente pedindo desculpas e se retirando do quarto. O clima não o permitirá continuar lá até Hijirikawa se acalmar. Ele sabia que tinha feito besteira. Seu desespero o levou seguir o caminho errado.

— UTA —

Syo estava trancado no banheiro até agora, só tinha se escondido de seu namorado. Não sabia mais o que fazer para se esconder de Natsuki, sabia que não conseguiria faze-lo por muito tempo. Suas necessidades viriam, como agora que seu estomago estava roncando tinha que sair. Respirou fundo e tocou na maçaneta, os minutos a seguir teria que serem rápidos, abriu a porta e olhou para ver se Natsuki estava no quarto. Não tinha ninguém, suspirou aliviado. O loiro saiu do quarto e seguiu para o refeitório, teria sorte se não encontrasse Shinomya no caminho.

Syo andava pelos corredores cautelosamente apressado entrou no refeitório para pegar a fila, mas não tinha ninguém a não ser um colega de sua sala, aproveitou para ir pegar o lanche e discutir assuntos da aula.

Ele não percebeu que três pessoas entraram no refeitório e dois deles sorriam e falavam coisas para animar o loiro alto, mas este parecia ter um radar, pois seus olhos seguiram diretamente para onde Syo estava e seu coração parou de bater. Syo estava conversando com alguém que Natsuki não conhecia. Zumbido em seu ouvido o atormentou e ele correu deixando os perplexos Otoya e Nanami para trás.

Mal deu tempo de pensar e abraçou Syo com todas as suas forças para provar que seu amor era grande e forte para Syo, para não abandoná-lo para aquele outro rapaz desconhecido.

Syo foi pego de surpresa, se assustou. Contudo, ao sentir o cheiro soube quem era, seu namorado. Não só pelo cheiro, mas também pelo abraço apertado. o outro rapaz se assustou também.

— O que está acontecendo? — perguntou o outro menino desesperado. — Está tudo bem Kuruso? — perguntou se aproximando.

— Sim! — disse tentando respira. — Natsuki, o que houve? — Syo perguntou tentando entender o porquê que o maior tinha feito aquilo.

— Syo-chan, eu te amo! – apertou mais. – Por favor não me deixe.

— Hammm? – Otoya correu até eles e ficou na frente do menino enquanto Nanami tentava puxar Natsuki e Syo para fora do refeitório antes que algo pior ocorresse. – Lindo o amor fraternal entre os amigos, não? – sorriu sem graça. – Até logo! – acenou e ajudou a Nanami levá-los para fora. – Natsuki, o que tem na cabeça?

— Somente Syo-chan! – o loiro alto continuou abraçando o baixinho. – Não me abandone.

— Natsuki, me solta! — disse Syo se debatendo, sabia que Natsuki era fora de si, mas agora ele estava apelando. — O que pensa que está fazendo? Não pode me abraçar em público e você sabe disso. — disse nervoso, ele teria que conversar com o namorado.

— Mas você está distante de mim. – Natsuki o soltou, mas continuava próximo. Ele falava aquele assunto na frente de Nanami e Otoya. – Eu não consigo te ver distante. – colocou a mão no peito. – Eu te amo muito, Syo-chan, meu peito dói em cogitar que você irá me abandonar. – ele começou a chorar. – Se eu tenho sido ruim eu posso tentar melhorar.

— Vocês estão tendo essa conversa em público! – Otoya estava desesperado em fazer ninguém ver aquilo. Seus amigos estariam enrascados.

— Natsuki... Eu não vou te abandonar! Venha, vamos conversar no quarto. — pediu pegando na mão do maior. Não aguentava o ver chorando, o pior é que ele não podia dizer a verdade, seguiu pelos corredores carregando o maior pela mão. Quando entraram no quarto ele respirou fundo.

— Você não vai me abandonar mesmo, neah? – ele se ajoelhou no chão e o abraçou, encostando a cabeça em sua barriga. – Obrigado, gosto tanto de você!

— Não! Não conseguiria. — disse se ajoelhando também e abraçando o maior. — Não quere te ver chorando isso me machuca. — disse baixo. — Escuta, você sabe o que eu sinto por você.

— Você me ama? – foi mais uma pergunta do que uma afirmação para Syo e mesmo assim Natsuki o beijou de forma carinhosa. – Por que você estava distante de mim?

— É claro que eu amo! — Syo disse corando violentamente, com a feição emburrada. — Eu só precisava de um tempo. — disse tocando na cabeça de Natsuki. — Pronto já passou, está mais tranquilo?- perguntou.

— Sim, estou. – voltou a abraçar Syo. – Não quero lhe deixar nunca mais. – ele confessou. – Te amo, irei me casar com você.

— Eu quero também, mas você tem que se controlar. Eu não vou deixar você. — disse acariciando a cabeça do maior. Natsuki era uma criança, tão forte e ao mesmo tempo tão delicado. — Você sabe que só pode me beijar aqui dentro, então por favor não faça o que você fez hoje fora daqui — avisou.

— Desculpa... – ele fechou os olhos e esfregou o rosto no peito de Syo. – Eu não pensei direito, somente pensei em você e na dor que estava sentindo. – seus olhos se levantaram. Ele tinha muita razão, ele quase fez algo que poderia separá-los. Sorte que seus amigos o ajudaram. – Desculpa.

— Está tudo bem, Na-chan! — disse baixo – Vem! — chamou se levantando e trazendo o maior consigo. — Você precisa descansar! — o levou até a própria cama e se sentando pondo a cabeça do outro em seu colo. — Melhor você descansar.

— Te amo... – Natsuki sussurrou e fechou os olhos aproveitando o calor e a proteção que teve com Syo.

Notas finais
Agradecemos a leitura e ao apoio. também agradecemos aos favoritos. Deixem a opinião de vocês, queremos saber se estamos indo be, se a história está sendo agradável para vocês!! ^^ Beijos e agradecemos muito a atenção.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.